quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Estados Unidos preparam-se para confrontar a China

Nilson Lage

Os Estados Unidos preparam-se para confrontar a China no âmbito comercial com barreiras alfandegárias e as habituais acusações de violação de patentes. As provocações no Mar da China e a cobrança aos chineses de que contenham a Coreia do Norte teriam sido só aperitivos.

O anúncio deve ser feito amanhã em Washington e, para maior efeito, exibirá rara aliança entre os dois partidos - republicanos e democratas - e entre Trump e a mídia.

No desdobramento, diz a matéria do Guardian, a China reagirá na Organização Mundial do Comércio, e, provavelmente, taxará produtos americanos.

Na mesma linha de ação, inciativas americanas elevaram a tensão nas relações com a Rússia, com a concentração de tropas da Otan em suas fronteiras europeias e a contínua ampliação de sanções financeiras.

O empurrão dado para a eleição de Macri, na Argentina e a articulação do golpe no Brasil fazem parte disto, porque a agropecuária desses nossos países é a alternativa lógica para o abastecimento da China em commodities de que ela depende para sua segurança alimentar, caso os Estados Unidos deixem de exportá-las para lá.

Por outro lado, o apoio dado pela Rússia e pela China ao governo Maduro e a substituição progressiva de clientes americanos da estatal petrolífera venezuelana pelo hub da rede comercial russa são indicativos da integração da América do Sul no conflito global em gestação.

Nas últimas semanas, chineses, americanos, russos e norte-coreanos protagonistas dessa futura apoteose, exibiram com invulgar capricho seus apetrechos militares.

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