sábado, 19 de agosto de 2017

De novo não...


Roberta Luchsinger afirma que Luis Nassif mentiu e apresenta documento

“Querem me jogar na fogueira”: Roberta Luchsinger mostra certidão de nascimento do avô. Por Pedro Zambarda

Transformada em celebridade instantânea depois que anunciou que faria uma doação milionária ao ex-presidente Lula, Roberta Luchsinger foi tema de uma reportagem do site JornalGGN do jornalista Luis Nassif.

No texto, ele afirma que o avô de Roberta não seria Peter Paul Luchsinger.

Nas redes sociais, a herdeira diz que o texto é mentiroso. “Se retrata, Nassif. Ficou feio pra você, um senhor da sua idade. Se dê ao respeito, amigo”, disse no Twitter. O jornalista a bloqueou.

Ao DCM, Roberta Luchsinger enviou a certidão de nascimento do parente e falou sobre o assunto.

DCM: Você diz que o Luis Nassif mentiu. Por quê?

Roberta Luchsinger: Creio que estão querendo desviar atenção da minha solidariedade ao Lula.

DCM: Seu avô morou em Porto Alegre? Por que ele saiu da Suíça para vir ao Brasil? Este é um dos pontos contestados.
RL: Sim, ele morou por um pequeno período em Porto Alegre, associando-se aos primos na empresa Adubos Trevo. Fez isso por ter se casado com minha avó, que era brasileira.

DCM: Você tem documentos que provam que seu avô é cidadão Suíço?
RL: Tenho e estou te enviando a certidão de nascimento dele por email. Meu avô é suíço e o Nassif poderia ter se aprofundado melhor na história dele. Inclusive na familia e sua origem.

Quando ele me procurou, eu estava chegando com minha filha de 5 anos a São Bernardo para um aniversário. Eu me ofereci para falar com ele no dia seguinte. Iria mandar fotos porque vi que ele parecia perdido e confuso e um tanto rude sobre a história. Foi uma surpresa para mim e para muitos ver algo tão agressivo como ele fez.

Acho que estão querendo desviar atenção da minha solidariedade ao Lula.

Eu atendi a mensagem do Nassif, respondi a algumas perguntas sem pé e nem cabeça, que estavam estranhas. Falava que determinada pessoa é minha tia e ele perguntava se era minha avó, coisas assim. Não sei porque ele foi absolutamente deselegante e agressivo comigo.

DCM: O que você acha que está ocorrendo?

RL: Fui casada com um homem que fez muitos inimigos. E por defender o Protógenes, eu sempre estou exposta a isso. Agora, por defender Protógenes e também Lula, vão em breve me jogar na fogueira para ser queimada viva, assim como as bruxas na época da Inquisição (risos).


A certidão de nascimento do avô de Roberta

Vejo o diálogo sempre como melhor caminho. Como estamos vivendo momentos difíceis na defesa das nossas convicções no campo da esquerda, e por ser meu gesto ser atípico, o melhor caminho é a união e não embates.

Acredito que não será necessário entrar na seara jurídica. Como já disse ao Nassif, eu estou aqui para ajudá-lo com todas as dúvidas que ele tiver. Acho que depois que ele tiver as informações corretas, ele mesmo dará as explicações.

DCM: Você previa ataques?

RL: Sim, previa. Fui inclusive avisada que seria perseguida por meu ato em apoio ao presidente Lula.

DCM: A Veja publicou que você tem uma dívida de R$ 232 mil no condomínio de Higienópolis. O que você tem a dizer sobre isso?

RL: Acho que é mais um ataque, porque querem me atacar a qualquer custo para tirar o foco da minha doação ao Lula. Sei que é difícil para muitos aceitar minha decisão e opinião em relação ao Lula.

Muitos querem denegrir minha imagem, mas não vou cair nessas provocações. Meus advogados vão dar a devida resposta no tempo correto.

A cigana nos enganou


O judiciário merece Gilmar de Lama

Moisés Mendes

O JUDICIÁRIO MERECE GILMAR MENDES

Em julho, o juiz federal Marcelo Bretas mandou que prendessem o empresário Jacob Barata Filho, da máfia dos ônibus no Estado.

Gilmar Mendes mandou que o soltassem.

Argumentou que há medidas cautelares capazes de impedir a fuga do mafioso. Foi o que ele disse ao soltar o médico estuprador Roger Abdelmassih, que logo depois fugiu para o Paraguai.

Mas o juiz Bretas mandou de novo que o sujeito fosse preso. Mendes voltou a soltá-lo e ainda passou um pito no juiz.

Gilmar Mendes tem relações de amizade com o mafioso e foi padrinho de casamento da filha do homem que ele mandou soltar pela segunda vez.

E os juízes fazem o quê? Os juízes ficam quietos. O acovardamento se espraiou. Gilmar Mendes e o jaburu-da-mala mandam e desmandam num país anestesiado e alienado.

Se fosse na Venezuela, nossos liberais estariam berrando. O Judiciário que presidiu o golpe de agosto merece Gilmar Mendes.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O bandido bolsonazista da FAB


Leandro Fortes

BANDIDO DA FAB

Infelizmente, a Aeronáutica tornou-se um dos piores redutos do fascismo dentro das Forças Armadas.
O fato de um sargento ter a petulância de ameaçar, de peito aberto, uma deputada federal, revela apenas o grau de anarquia e de leniência dos oficiais em relação ao comportamento dos subordinados.

Uma besta-fera como essa não é só um perigo para Maria Do Rosário, mas para toda a sociedade brasileira.

Tem que ser expulso da FAB e metido numa jaula.

O fracasso da economia cubana e o sucesso da brasileira

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Gustavo Castañon

SABEM O QUE É ESSE GRÁFICO?

É uma ilustração do desempenho cubano em áreas que formam o IDH. O círculo é o desempenho esperado em função do PIB per capita. Fora do círculo desempenhos superiores aos esperados. Dentro menores. Esse socialismo é mesmo incompetente, não?

Esse abaixo é o desempenho do Brasil. Círculo resultado esperado por renda média, fora superior, dentro inferior. Vejam os assassinatos e a desigualdade de renda onde estão.

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A verdadeira cara de Donald Trump



A verdadeira cara de Donald Trump. Nenhum presidente dos Estados Unidos protegeu tanto racistas, neo-nazistas e a Ku Klux Klan como o atual ocupante da Casa Branca.

Em alemão:

Em inglês:

America's Chauvinist-in-Chief
The True Face of Donald Trump
U.S. President Donald Trump is a racist and a hate preacher. It's time to stop trivializing the immense damage he is causing.


Cai liminar de juizinho de merda e Lula recebe mais um doutorado


Cai liminar, Lula vira doutor e diz: o título é de cada negro e negra

Bahia 247 - A Justiça derrubou há pouco a liminar que impedia a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) de conceder ao ex-presidente Lula o título de Doutor Honoris Causa. Suspensão da cerimônia marcada para esta manhã se deu ontem, atendendo a pedido do vereador de Salvador Alexandre Aleluia, do DEM.

Mesmo com a proibição, Lula chegou ao município de Cruz das Almas por volta das 11h desta manhã, onde está o campus da universidade. Ele foi recebido com festa pela população.

A decisão do juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara Federal Cível de Salvador, causou espanto ontem no meio acadêmico. A própria UFRB pediu ontem que a Advocacia Geral da União (AGU) tomasse "todas as medidas cabíveis" para reverter a liminar.

Presunção da inocência

O vereador Aleluia disse a uma rádio local que moveu o processo porque, para ele, Lula merecia "uma sentença e não uma homenagem". Foi então que entrou no ar o procurador de Justiça da Bahia Rômulo Andrade Moreira, articulista do portal Justificando, para indagar o político e seu aluno se ele havia prestado atenção às aulas.

"Pergunte a ele se na faculdade ele não aprendeu o que é princípio da inocência. Ele foi meu aluno na Unifacs. Eu ensinei isso a ele. Lula não foi definitivamente condenado. Lula já foi homenageado por várias universidades no mundo", rebateu o procurador.

Capa de CartaCapital descreve perfeitamente Henrique Meirelles


A coreografia do mal



Falsa herdeira de banqueiro suíço faz mídia e juiz de idiotas


O caso da falsa herdeira do banqueiro suíço

A imprensa se esbaldou com uma verdadeira história de princesa com pitadas políticas. Roberta Luchsinger, neta de um banqueiro suíço, sócio do Credit Suisse, um dos maiores bancos do planeta, decidiu doar R$ 500 mil a Lula, para compensá-lo do bloqueio imposto por Sérgio Moro.

Imediatamente o juiz Felipe Albertini Nani Viaro, da 26ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, exercitando uma militância política indevida, exigiu que a socialite pagasse, antes, uma dívida com um marceneiro.

Nem foi preciso esse bate-bumbo do juiz. A história da socialite correu o Brasil.
Época a descreveu como neta do banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luchsinger. Veja a tratou como uma bilionária excêntrica, nascida em Miraí, a cidade imortalizada pelo samba “A professorinha”, de Ataulfo Alves.  A Folha teceu loas à herdeira bilionária que recheou uma mala da marca Rimowa de objetos que o ex-presidente poderá transformar em dinheiro.

Apesar da quase homonímia com o banqueiro suíço, se parente for, seu avô é distante, com as raízes fixadas no Brasil no século 19. Provavelmente o primo suíço não deve ter a menor ideia sobre o lado brasileiro.

A família Luchsinger

Segundo os registros de um dos membros da família, que levantou uma genealogia meticulosa, os  Luchsinger ou Luxinger são oriundos da região de Cantão de Glarus, distrito de Engi na Suiça.
Embarcaram no porto de Hamburgo em 1855 no navio América com destino à Fazenda Nova Olinda, em Ubatuba. Eram 109 pessoas, das quais 38 foram transferidas para o Espírito Santo.

Parte da família radicou-se no Rio Grande do Sul, com alguns descendentes fundando o Adubos Trevo, de saudosa memória.

A árvore de Roberta fixou-se no Rio de Janeiro, através do avô Roberto Pedro Paulo, uma pessoa de classe média, que se casou com Cecília, um dos sete filhos do outrora poderoso coronel Afonso Alves Pereira, de Miraí, que aumentou sua fortuna casando-se com Maria Dinah Sarmento, filha do industrial Severiano de Morais Sarmento.

Cecília e Roberto Pedro Paulo tiveram dois filhos.

A filha Bárbara, tia de Roberta, casou-se com um bem-sucedido financista, Roger Ian Wright, sócio do Banco Garantia. Faleceu tragicamente no acidente da TAM. A mãe de Bárbara não resistiu à tragédia e morreu dias depois.

O segundo filho, Roberto Pereira Luchsinger, casou-se com Maria Ângela Caçula Moreira e veio morar em Miraí, em uma chácara do sogro. Do casamento, nasceu Roberta.

Sempre foi atrevida, a ponto de, ainda estudante, ser proibida pelo juiz de entrar no fórum da cidade de Miraí. Depois, formou-se em direito, pensou em fazer concurso para o Ministério Público, chocou a família tendo um caso com o ex-delegado Protógenes Queiroz, que andava na crista da onda, com quem teve uma filha.

Foi um caso retumbante, conforme o título da matéria da revista IstoÉ: “Protógenes e a banqueira” E o subtítulo: “Famoso pela caça ao banqueiro Daniel Dantas, o delegado deputado está prestes a se casar com a herdeira do segundo maior banco da Suíça”.

“Pode-se dizer que é a união da rainha com o plebeu. Eles se amam e não há nenhum interesse por trás disso”, garantiu a amiga Eulália.

Quando saiu a notícia de que Protógenes havia se casado com uma herdeira do Credit Suisse, Miraí riu à vontade. Já sabiam das fantasias que a conterrânea sempre desenvolveu.

Uma das filhas de Roberta é criada em Miraí pela família.

E o avô Roberto Pedro Paulo, suposto acionista do Credit Suisse?

Com a morte da filha e da esposa, Roberto Pedro Paulo Luchsinger – que não deve ser confundido com o banqueiro Peter Paul Luchsinger – acabou de mudando para Miraí, para ficar perto do filho Roberto.

Em julho passado, na mesma Miraí, morreu, e, seguramente, sem nenhuma ação do Credit Suisse, tal sua situação financeira precária, conforme descrita por amigos da família.

Teve que ser enterrado com a urna que a prefeitura disponibiliza para indigentes.

Juiz de primeira instância desafia ministro do STF Gilmar de Lama


Barata e Mendes
Bretas manda prender novamente empresário que Gilmar soltou

Rio 247 - Pouco depois de o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder habeas corpus ao empresário Jacob Barata Filho e ao ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, expediu novos mandados de prisão contra ambos. Assim, os dois permanecerão presos.

Barata Filho – conhecido como “rei do ônibus no Rio” – e Lélis Teixeira estão presos desde o início de julho na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. Eles foram alvos da Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava-Jato, que investiga o pagamento de propinas a autoridades do Estado em troca de obtenção de benefícios no sistema de transporte público no Rio.

As novas ordens de prisão são por motivos distintos. Bretas havia decretado nova prisão de Lelis Teixeira ainda na semana passada em função de “fatos novos” – o Ministério Público Federal (MPF) acusa Teixeira de realizar esquema semelhante no sistema de transporte municipal. Barata Filho, por sua vez, tinha também uma ordem de prisão por evasão de divisas. Por esse crime, ele fora pego em flagrante e teve prisão preventiva decretada.

Como ambos já estavam presos Bretas não havia expedido novos mandados de prisão. Agora, com o habeas corpus concedido por Gilmar Mendes, Bretas decidiu expedi-los.

O preço de um presidente


Georges Bourdoukan

Qual é o preço de um presidente? Milhões, responderão alguns. Muitos milhões, responderão outros. E a resposta não poderia ser outra, dado o valor das campanhas eleitorais. Mas não é esse o caso. Não se trata do valor de uma campanha, mas do valor real de um presidente. Do significado de sua importância para o país.

Que tragédia.

Quem poderia imaginar que presidentes outrora tão poderosos, pudessem valer tão pouco? Mas a História não perdoa. Ela pode ser implacável, até com os vencedores.

Patético.

Perfilados, lado a lado em prateleiras de livrarias do centro velho e em algumas do centro novo de São Paulo, lá estão Floriano Peixoto, Dutra, Castelo Branco, Geisel e todos aqueles que governaram o Brasil desde a República. São livros muito bem acabados, papel de primeira e capa dura, oferecidos pelo preço de... 30 centavos, cada. Isso mesmo, 30 centavos.

Humilhante.

Mas isto não é tudo. O cartaz que anuncia a liquidação vai mais além. Informa que se o interessado adquirir um Floriano, um Geisel e um Castelo, paga 90 centavos pelos três. Mas se levar um quarto, um Médici, por exemplo, paga apenas um real pelos quatro. Acreditem, quatro presidentes por apenas um real.

Não é maldade isso?

E por que um Médici por apenas 10 centavos?

Não foi ele o presidente do Tri, do Brasil ame-o ou deixe-o, e da Transamazônica? Mereceria sofrer um vexame desses?

Para mim, isso deve ser vingança de algum basco. Não há outra explicação. Só um basco não esqueceria a omissão de Garrastazu quando a ditadura franquista resolveu executar três militantes da ETA (Pátria Basca e Liberdade). O mundo protestou. Menos ele, o descendente de bascos Garrastazu Médici. Houve chefes de Estado que ameaçaram romper relações se o ditador espanhol levasse avante a execução. Inútil, já que o generalíssimo, não só mandou executá-los, como determinou que o fossem com requintes de crueldade. Ordenou, e o carrasco utilizou o medieval garrote vil.

Mas a exemplo de nossos ex-ditadores Franco acreditou que também era esperto. Antevendo que a História o atiraria ao limbo, antecipou-se e mandou cunhar moedas com sua efígie, onde se lia Francisco Franco caudillo de España por la gracia de Dios..

Em vão.

Durante as manifestações contra a ditadura, estudantes madrilenos juntavam várias dessas moedas em sacos plásticos para atirá-las contra a polícia. Vale esclarecer, e disso dou testemunho, que as moedas não partiam sozinhas. Os sacos onde elas eram depositadas estavam repletos com os resíduos que o intestino expele depois de uma refeição. Quando arremessados contra os repressores, deixavam um rastro de mau cheiro no ar. E se atingiam o alvo então... Nem la gracia de Dios resolvia.

E agora fica a dúvida que o caro leitor pode ajudar a resolver. Como a História irá se manifestar nos próximos anos sobre os nossos governantes?

Qual será o seu valor real?

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Judiciário está podre

Leandro Fortes

CHEGA

Um país onde o Judiciário se presta a proibir uma pessoa - qualquer pessoa - de receber uma homenagem de uma universidade precisa, urgentemente, de uma intervenção civilizatória.

Porque essa decisão de um juiz da Bahia de proibir que a Universidade Federal do Recôncavo Baiano homenageie Lula não é apenas um ato abominável de autoritarismo e de exceção.

É um sintoma claro e indiscutível de que nosso sistema judiciário está doente, apodrecido, dominado por uma casta togada contaminada por um tipo de ódio absolutamente incompatível com a democracia e o Estado de direito

Alexandre Frota prova que Hitler era socialista, Dilma nazista e que ele é o maior idiota do Brasil


Como funciona a democracia


Nilson Lage

A "democracia" funciona assim:

1. Justiceiros e corruptos escolhem candidatos. O dos justiceiros, se eleito, ,ficará corrupto e o dos corruptos, se eleito, plantará banca de justiceiro, sem deixar, naturalmente, de ser corrupto.

2. Nenhum dos candidatos viáveis representa o povo.

3. O povo escolhe um deles.

Com variantes, acontece algo parecido em prefeituras, estados e no mundo todo. 

Nos Estados Unidos, os eleitores tiveram que escolher entre um cara de televisão, rico e meio doido, e uma dona vinculada a fazedores de guerras e que pretendia impor tratados internacionais em benefício dos donos de patentes e direitos, com prejuízo de todos os demais. Por bom senso, ficaram com o doido.

Na França, os candidatos com representação popular, idiotas vaidosos de classe média que se julgam, cada um, "o cara", dividiram o eleitorado o necessário para entregar o poder a um boneco de engonço de modelo novo, adestrado por banqueiros. Devem ter levado algum nisso.

Quem tem um Putin, um Xi, uma Merkel, segure a peça porque, se deixar, eles implantam a "democracia".

Deveríamos ter segurado o Lula.

Tucanaram o racismo e o nazismo


A palavra 'supremacistas' é filhote da atenuação de aparências
Janio de Freitas

O sentimento antinegros nos Estados Unidos não precisa de mais do que a tolerância mal disfarçada que o ampara.

Mesmo depois que Rosa Parks tornou-se uma das maiores presenças do século 20, com a pura e emocionante atitude de sentar-se na área reservada aos brancos em um ônibus, quase vazio.

Com a recusa a ceder o lugar, sem gesto algum de desafio, sem sequer uma palavra grosseira, a um branco imperativo, a simples e heroica humanidade de Rosa Parks obrigou o presidente dos Estados Unidos, general Eisenhower, ao ato esquecido desde Lincoln de mandar ao Alabama tropas em defesa da igualdade entre seres humanos do seu país. Era 1955, há apenas 62 anos.

Kennedy, o sucessor, precisou tomar medidas de igual dureza. O movimento de defesa dos negros acirrou-se, criou grandes personagens da ação pacífica, sonhou com a igualdade pelas armas. Um a um, seus maiores líderes, pacifistas ou não, foram morrendo a bala. De lá para cá, a maioria dos Estados fez concessões importantes. Sem, no entanto, neutralizar a hipótese de que o faziam mais pela imagem desses Estados e do próprio país.

Com leitores/espectadores em todos os segmentos da população e, talvez mais preciosos, anunciantes suscetíveis, a imprensa e a TV influentes não se aplicaram, jamais, em esforços consequentes contra o "apartheid" e suas violências, físicas, psicológicas e morais.

Mudar as evidências negativas da "grande democracia" foi, de fato, o programa nacional, deliberado ou intuído, das instituições e núcleos de atividade pública como a TV, o cinema, a política.

Criada na universidade e injetada no jornalismo, a palavra "supremacistas" é filhote da atenuação de aparências. Supremacismo é, porém, termo aplicável a muitas condições e atividades. Na cabeça brasileira, até ao futebol, a ser visto forçadamente como o superior no mundo, mesmo quando a inferioridade é humilhante.

O sentimento e a ação antinegros nos Estados Unidos são mais do que supremacistas. Seu nome é racismo. Continua sendo e será enquanto exista. Palavra sem máscara. Nome específico, direto, preciso. Consagrado por seu caráter repulsivo, pelo tempo, por quem o porta e por quem o sofre.

Não há razão para acobertar o racismo, prática e nome, com um subterfúgio que só presta serviço aos racistas, de repente maquiados pela dubiedade de supremacistas. Se supremacismo retrata ódios brancos aos negros, alguém seria capaz de dizer que Hitler e o nazismo eram apenas supremacistas por seu ódio aos judeus?

A palavra supremacistas tem, para os racistas e o governo dos Estados Unidos, a mesma finalidade que militares, alguns integrantes do Supremo Tribunal Federal e parte dos meios de comunicação extraíram da palavra "excessos": nome (e justificativa) da tortura e dos assassinatos políticos nos quartéis.

Em estádios, hoje, torcedores que ofendem jogadores negros são reconhecidos, com unanimidade, como racistas. Porque racismo é racismo onde quer que se manifeste.

Supremacismo, além do mais, é palavra antijornalística –pela imprecisão, quando a precisão é possível; pela utilidade deformadora; e por sua hipocrisia.

Bolsonaro é o político mais honesto do mundo


Do BuzzFeed, através do DCM:

A notícia falsa de que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) teria sido eleito “o político mais honesto do mundo” deixará de receber destaque na primeira página da busca do Google.

Desta forma, o assistente de voz da empresa — que lia o texto falso quando um usuário perguntava “quem é o político mais honesto do mundo” — também deixará de promover a mentira.


O texto inventado havia sido publicado no ano passado pelo site Folha Brasil, cujo design imita a Folha de S.Paulo. Desde que surgiu, a notícia falsa foi desmentida várias vezes por sites especializados, como o Boatos.org e o e-farsas.


A destruição do país é um fim em si mesmo

O fim do tripé macroeconômico instituído em 99
Redução das metas consolida mudança nos pilares da política econômica

Laura Carvalho


No que pode ser interpretado como mais um passo rumo ao abandono definitivo de um dos pilares do chamado tripé macroeconômico instituído no país em 1999, o governo anunciou na terça-feira (15) uma revisão das metas fiscais dos próximos quatro anos, adiando para 2021 qualquer previsão de superavit primário.

Os deficit previstos passaram de R$ 139 bilhões, R$ 129 bilhões e R$ 65 bilhões em 2017, 2018 e 2019, respectivamente, para R$ 159 bilhões nos próximos dois anos e
R$ 139 bilhões em 2019.

Assim, em 2020, ao invés do superavit de R$ 10 bilhões, o governo passou a prever um deficit de R$ 65 bilhões.

Se o plano for cumprido —o que é difícil de acreditar para quem assistiu a quatro pedidos de redução da meta desde o início do ajuste fiscal—, viveremos um total de sete anos de deficit primários no Brasil.

Há apenas dois anos e meio, quando Joaquim Levy assumia o Ministério da Fazenda, a meta era levar o país do deficit de 0,6% do PIB em 2014 para um superavit de 2% do PIB em 2016 e 2017.

Apesar do ritmo ousado do ajuste proposto, que ignorava o agravamento da crise pelos cortes de investimentos públicos praticados, os números não destoavam muito daquilo que havíamos experimentado no passado recente: o superavit foi de 1,7% do PIB em 2013, 2,2% do PIB em 2012 e 2,9% do PIB em 2011, por exemplo.

Mas, desde o início do ajuste, a arrecadação menor fez o deficit aumentar para 1,9% do PIB em 2015 e 2,5% do PIB em 2016 —patamar próximo ao que deve ficar em 2017, considerando as expectativas atuais de crescimento da economia.

Tais perspectivas surpreendem menos pelo resultado em si, que nos aproxima de um grande número de países que vêm praticando deficit primários anualmente, e mais pela tranquilidade com que foram recebidas em um país que costumava se orgulhar de seus vultosos superavit primários de 3% do PIB.

Subitamente conscientes de que o governo não é capaz de controlar o total que arrecada —uma das principais críticas feitas ao regime fiscal brasileiro desde sua implementação—, muitos analistas passaram a atribuir ao superavit primário um caráter apenas residual.

A única meta efetiva passou a ser o teto de gastos, cujo cumprimento depende não só dos cortes já em andamento mas também da eliminação de despesas obrigatórias com a Previdência e o funcionalismo.

O que é curioso nessa abordagem é que ela parece deixar claro que a preocupação principal não é mesmo com a dinâmica da dívida pública. Afinal, sua estabilidade em relação ao PIB depende da obtenção de superavit primários e/ou da queda da taxa de juros que incide sobre a dívida e da retomada do crescimento.

Pouco importa, do ponto de vista do controle da dívida, se tais superavit são obtidos pelo aumento de impostos sobre os mais ricos ou pelo corte de serviços públicos, por exemplo.

Mas o caminho tomado não tem sido só o de evitar a qualquer preço o aumento de impostos enquanto forma de ajuste, mas sim o de abandonar o próprio controle da dívida pública enquanto objetivo primordial da política macroeconômica.

O problema é que esse abandono não se deu em nome de uma expansão de investimentos em infraestrutura ou educação, que traria retorno de longo prazo para o país.

Tampouco se deu para a adoção de um regime fiscal mais em linha com o praticado em outros países: uma meta para o resultado primário estrutural, por exemplo, conferiria ao governo alguma margem de manobra diante de flutuações inesperadas, evitando sucessivas reduções na meta.

O que estamos presenciando é ao abandono das metas de superavit primário em nome da redução do tamanho do Estado, que passa a ser um fim em si mesmo.

MPF gasta milhões para procuradores iletrados e sociopatas procurarem pelo em ovo


Procurador que causou espanto no twitter já investigou banheiros ‘unissex’ e tem longa história de usar o cargo com motivação ideológica


O procurador federal Ailton Benedito de Souza, @AiltonBenedito, causou espanto no twitter durante o fim de semana.

Foi depois da manifestação da extrema direita que terminou com o atropelamento e morte de uma militante em Charlottsville, na Virginia.

Em sintonia com direitistas brasileiros, que garantem que o nazismo é “de esquerda”, ele apresentou um print com o nome do partido de Hitler, Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, para “provar” a tese: está escrito ‘socialista’ no nome, portanto o nazismo é de esquerda mesmo!


Houve um enxurrada de respostas. Algumas irônicas. Uma delas sugeriu que Hitler foi mal educado ao cometer suicídio antes de se confraternizar com as tropas soviéticas, comunistas, que derrotaram o regime nazista em Berlim.

A economista Laura Carvalho, colunista da Folha, escreveu: “tem alguma coisa errada com esses concursos [do MPF]”.

Pedro Nunes, @utops, brincou: Cavalo marinho é equino, peixe boi é bovino, bicho pau é de madeira e fruta pão é de trigo.

Logo, deduz-se, se tem socialista no nome é necessariamente de esquerda.

Bernard @berieux foi mais fundo.

Ele apontou situações em que o procurador usou seu cargo no Ministério Público Federal “com propósitos ideológicos” ao longo dos últimos anos, sempre aliado e abraçando causas conservadoras, de direita, do combate aos direitos humanos à investigação da universidade pública, sempre em defesa de aliados:



Depois que o Enem pediu redação sobre “a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”, o promotor pediu que os conceitos sobre direitos humanos incluídos nas provas fossem divulgados previamente.

O procurador também pediu às polícias federal, rodoviária federal, civil e militar que impedissem estrangeiros de participar de manifestações políticas no Brasil, depois de boatos segundo os quais bolivianos seriam trazidos para protestar contra o impeachment de Dilma Rousseff em Brasília.

Ailton pediu a suspensão da campanha publicitária da Copa de 2014. Segundo ele, a frase “todos ganham” atingia “o inconsciente coletivo, de forma subliminar”.

Na ação, ele se baseou em notícias de jornal para escrever: “A situação evidencia os efeitos da desorganização, da falta de planejamento, da incompetência em executar o que se planejou quanto à infraestrutura e aos serviços voltados à realização da Copa”.

O mesmo procurador mandou investigar banheiros supostamente ‘unissex’ da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás, inclusive com a preservação das imagens de câmeras de segurança.

Com um colega, Ailton determinou a proibição de atos políticos na Universidade Federal de Goiás, contra ou a favor do impeachment de Dilma Rousseff, no momento em que a UFG tinha um dos poucos focos de resistência ao golpe midiático-jurídico-parlamentar.

Em audiência na Câmara dos Deputados, o procurador defendeu o projeto direitista do Escola Sem Partido, que pretende amordaçar professores em sala de aula. Ele já havia patrulhado a Universidade Federal de Goiás e fez audiência pública para tratar de ‘doutrinação’:

Para Ailton Benedito, não há que se falar em inconstitucionalidade na ação das famílias que visam inibir ou reparar abusos político-partidários contra seus filhos praticados por professores no âmbito do sistema de ensino. “Trata-se apenas do exercício da cidadania”, afirmou. Além disso, considera que a proposta legislativa “traz mais segurança aos professores, à medida que lhes proporciona clareza, transparência e publicidade sobre o que podem fazer em sala de aula”.

Atuação – Ailton Benedito instaurou em 2016 Procedimento Preparatório para apurar se as estruturas humana e física da Universidade Federal de Goiás (UFG) estariam sendo utilizadas para promoção de manifestações político-partidárias. O MPF/GO, por meio da PRDC, inclusive promoveu, em setembro do mesmo ano, audiência pública que teve por objetivo debater o tema da doutrinação político-partidária no sistema de ensino brasileiro, especificamente quanto ao reconhecimento ou não da existência dessa prática.

O procurador também assinou o manifesto de promotores de Justiça contra a ‘bandidolatria’, uma tese cara aos aliados de Jair Bolsonaro.

Mas, tem mais: Ailton Benedito instaurou inquérito civil público com o objetivo de apurar ações ou omissões ilícitas da União, do estado de Goiás, de organizações da sociedade civil e de “movimentos sociais” (grafado assim no texto) em manifestações sociais, protestos, movimentos paredistas e greves no território de Goiás.

Para a audiência pública que tratou do tema, ele convocou apenas duas organizações da sociedade civil: Movimento Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre, ambos de extrema direita.

Pergunta que cabe fazer: quanto o MPF já gastou em tempo e dinheiro para satisfazer os pendores ideológicos do procurador?

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Modernização trabalhista


O jornalismo crítico, plural, apartidário e moderno da Folha

Lula na visão isenta e apartidária da Folha
Lula, como incomoda. Por quê? 

Claudio Guedes


Vejo hoje, 15/08, na Folha de S. Paulo não a notícia - uma vez que se trata, ou se tratava, de um jornal, um "newspaper" - mas críticas duras e consonantes sobre o início da nova caravana de Lula pelo Nordeste brasileiro.

O publisher do pasquim paulistano - gosta de ser assim chamado - escalou três jornalistas/articulistas para fustigarem o líder político.

Nenhum para defendê-lo. Só ataques.

Uau! Não era esse o diário que inundou durante meses - ou anos - páginas e espaços publicitários em todo o país se dizendo plural? O jornal que defendia os diferentes pontos de vista? Estou eu enganado?

João Pedro Pitombo (!!!), de Salvador, resume sua matéria a falar dos percalços do início da caminhada. E só.

Ruy Castro, o biógrafo mineiro/carioca descolado, foi ao Japão buscar inspiração (sic) e compara Lula ao Godzilla. Criativo o bacana.

Já o esperto Igor Gielow (vejam na foto dele se o articulista não tem um olhar para lá de esperto, muito esperto) afirma que o "apoio à figura do Lula é enorme na região, seja pela memória afetiva de filho da terra, seja pela identificação com os programas de inclusão social [do governo dele]". Gênio, eu nunca poderia imaginar algo assim, juro, nunca.

Mas, ao finalizar o texto, IG se desdiz completamente e vai buscar inspiração em Karl Marx, ele mesmo, o filósofo alemão, para dizer que no caso de Lula/PT, não é a história que se repete como farsa, porque a história do PT já era "farsesca desde sempre". É pau, é pedra.

É o Lula! Incomoda o sul maravilha, transforma jornalistas em escribas raivosos, não conseguem aceitá-lo como ele é: um homem do povo, com as limitações, a simplicidade, a sabedoria de quem comeu poeira, passou fome, tornou-se líder de trabalhadores, fundou um grande partido político e foi um governante amado por uma grande maioria de pessoas. Não conseguem aceitá-lo.

Para escrachá-lo vale tudo, até compará-lo ao monstro fake do cinema japonês. Farão barulho, todos os dias, de forma articulada, no conforto das redações e dos apartamentos com vista para o mar, mas não vão deter a caminhada do líder petista.

Como sempre, quando a motivação é generosa, quando a objetivo é nobre - e ver e ouvir o Brasil profundo é hoje o único gesto político defensável num país tão avacalhado -, os intolerantes continuarão a pregar e a caravana a passar.

Semelhanças e diferenças entre Hitler e Bolsonaro


Tenho visto que caminhamos diretamente para um momento em que a ignorância tem ficado feliz em ser ignorante. Não ler, não estudar, não saber mais do que o dito num blog virou algo a se vangloriar, enquanto mestrado, doutorado e etc são sinais de "doutrinação".

Assim, penso que o caminho que nós da academia temos que tomar é levantar este véu de ignorância e apresentar de forma mais didática o que estudamos tanto para aprender.

Se você não gosta de textão e não tem interesse em aprender, não siga o post daqui em diante.


O rapaz da foto faz uma indagação que eu mesmo no início da faculdade fazia: Como um país que tinha uma história cultural tão rica (de Goethe a Nietzsche, de Beethoven a Wagner, por exemplo) tinha sido tão rapidamente tomado pela bestialidade do nazismo. Tem muita coisa escrita sobre isto e é preciso dizer que o Nazi-fascismo tomou literalmente todo o mundo, mas gosto bastante das reflexões de Habermas sobre o assunto, especialmente este texto (https://goo.gl/t4zB8h).

A "resposta" dada pelo ser que foi escondido é completamente errada. Nada, absolutamente nada que ele fala de Hitler e de Bolsonaro está correto. Então vamos olhar ponto por ponto dele e não vou usar "livros do MEC", vou usar apenas o livro de Hitler "Mein Kampf" para evitar o "MEC bias" que ele no final pretensamente alega.

1) Ele afirma que Hitler era "socialista" por pertencer a um partido que tinha no nome o "socialista". Na realidade Hitler abomina o socialismo e deixa isto bem claro no livro "Mein Kampf". Hitler dizia que a esquerda tinha "roubado" a palavra "socialismo" para definir um sistema de disputa social "luta de classes", quando ele (Hitler) queria retomar o termo ("o verdadeiro socialismo" Mein Kampf página 290) para indicar uma sociedade onde os trabalhadores trabalhassem para o "bem do Estado, e pela Pátria" (p. 305). Assim a ideia de "socialismo" que Hitler trazia era totalmente oposta ao socialismo conforme descrito por Marx e Engels e outros pensadores depois deles. 

Hitler diz no Mein Kampf, página 236 "Se o programa social do novo movimento consistisse somente em suprimir a personalidade e pôr em seu lugar a autoridade das massas, o Nacional- socialismo, já ao nascer, estaria contaminado pelo veneno do marxismo, como é o caso dos partidos burgueses." em que ele cabalmente mostra a diferença entre o que ele chama de "nacional-socialismo" e o "veneno do marxismo". Na página 255 do mesmo livro, Hitler diz, profético que "A diferença entre marxismo e socialismo até hoje ainda não entrou nessas cabeças."

Assim, tanto Hitler, quanto Bolsonaro, abominam o que eles acham que seja "socialismo", embora nenhum dos dois realmente tenha se interessado por conhecer o que tanto odeiam.

2) O segundo argumento é de que Hitler "odiava judeus" e Bolsonaro apoia Israel. Veja que aqui existe uma falácia. O termo "judeus" é diferente do termo "Israel". Existem milhões de judeus pelo mundo que são contrários às ações do ESTADO de Israel. Bolsonaro apoia a violência que Israel usa para conter os palestinos (e não vou entrar nesta questão aqui), mas é preciso que se diga que entre 1933 e 1944 (quando Hitler esteve no poder na Alemanha) não existia "ESTADO de Israel" e os judeus viviam pelo mundo à fora em situação semelhante ao que vivem hoje os palestinos. Se você quiser ver tem inúmeras associações de "jews against palestinian genocide" dá uma olhada (https://palsolidarity.org/tag/jews-against-genocide/).

3) o terceiro argumento é de que "Hitler queria eliminar raças inferiores". É outro erro comum sobre Hitler. Hitler entendia que existia uma raça superior (os germânicos), raças intermediárias (as nórdicas) e todo o resto. Mas não achava que as "inferiores" deveriam ser eliminadas, pensava que deveriam ser controladas e governadas pelos superiores. É disto que se tratava, controle ao invés de aniquilação. Tanto é que os campos de concentração só foram campos de extermínio genocida após 1943 quando Hitler percebeu que perderia a guerra. Antes disto eram campos de escravidão e trabalhos forçados. As "raças" que não aceitassem a supremacia germânica deveriam ser mortas, aquelas que "reconhecessem o seu lugar" poderiam viver. No fundo é exatamente o mesmo pensamento do Bolsonaro de que existem seres "superiores" e "inferiores". Hitler fez esta distinção baseada na "raça" e estabeleceu ramificações morais. Bolsonaro faz o mesmo. Veja: 

"Se o aglomerado de povos a que se dá o nome de "Áustria" fracassou, isso nada quer dizer contra a capacidade política do germanismo na antiga fronteira oriental, mas é o resultado forçado da impossibilidade em que se encontravam dez milhões de indivíduos de conservarem duradouramente um Estado de diferentes raças com cinqüenta milhões de habitantes, a não ser que ocorressem na ocasião oportuna determinadas circunstâncias
favoráveis." Mein Kampf p. 16
Aqui você pode ver Bolsonaro chamando refugiados de "a éscória do mundo" (https://goo.gl/1qCn6h) e ele já fez semelhantes afirmações sobre gays, mulheres e negros. É o mesmo tipo de pensamento o de Hitler e Bolsonaro.

4) o quarto argumento é que Hitler "achava o cristianismo uma perda de tempo". É outro erro. Hitler se dizia profundamente Cristão e denunciava o Partido Cristão na Alemanha (MK página 147) que segundo ele "tentava confundir a fé católica com um partido". Uma parte do "ódio" de Hitler aos judeus é porque eles teriam negado o "verdadeiro cristianismo" e matado Cristo.

"O produto dessa educação religiosa - o próprio judeu é o seu melhor expoente. Sua vida só se limita a esta terra, e seu espirito conservou-se tão estranho ao verdadeiro Cristianismo quanto a sua mentalidade o foi, há dois mil anos, ao grande fundador da nova doutrina. Verdade é que este não ocultava seus sentimentos relativos ao povo judeu; em certa emergência pegou até no chicote para enxotar do templo de Deus este adversário de todo espírito de humanidade que, outrora, como sempre, na religião, só discernia um veículo para facilitar sua própria existência financeira. Por isso mesmo, aliás, é que Cristo foi crucificado, enquanto nosso atual cristianismo partidário se rebaixa a mendigar votos judeus nas eleições, procurando ajeitar combinações políticas com partidos de judeus ateístas e tudo isso em detrimento do próprio caráter nacional. (MK, p. 168)

De fato, se perguntarmos ao Papa Francisco nenhum dos dois é realmente Cristão. E para entender isto você deveria ler a última encíclica de Francisco, Laudato Si.

5) o quinto argumento é de que "Hitler desarmou a população". Nada mais errado. Não só Hitler rearmou toda a Alemanha (que estava proibida de ter exército pelo tratado de Versalhes) como matou opositores seus dentro do exército utilizando esta população armada (A Noite das longas facas ou Noite dos punhais). Se você verificar o Tratado de Rapallo de 1922 verá que já antes de Hitler a Alemanha procurava se rearmar e que em 1934 se cria a " Wehrmacht Oath" em que o exército alemão (Wehrmacht) jura lealdade a Hitler e este jura dar condições a criação de um exército capaz de atingir o sonho da "Lebensraum" ... o "espaço vital" que Hitler julgava ser de direito da Alemanha e que ele iria conquistar a qualquer preço.

Já Bolsonaro, não quer armar a população, até quer retirar armas de quem coíbe os crimes que ele Bolsonaro gosta de praticar. Como ele gosta de caçar em locais contra a lei ... ele fez isto aqui ó

Ou seja, a ideia é armas para quem pensa igual a ele e para todos os outros a obediência desarmada. Não vi Bolsonaro defendo armas para o MST, a CUT ou o MTST ...

Sobre a questão do Lula, eu realmente falo outra hora. Mas quando se fala de Hitler e Bolsonaro é preciso mostrar a verdade.

Medidas anunciadas pelo governo golpista levam o Estado ao sucateamento completo

Luis Felipe Miguel 

O "Estado inchado" é outra das tantas mentiras que, repetidas à exaustão, ganham foros de verdade no Brasil. Os dados mostram que, em comparação com outros países, o funcionalismo público brasileiro é pequeno e a carga tributária é pequena. Apesar dos casos aberrantes amplamente divulgados pela mídia, até mesmo o salário médio do funcionalismo público é pequeno.


O que há são distorções: inchaços localizados da máquina administrativa quando há carências grandes de pessoal em muitos outros lugares, juízes com vencimentos nababescos, uma carga tributária que é muito maior para os pobres do que para os ricos (a porção da renda familiar que é consumida em tributos pelas famílias que ganham mais de 30 salários mínimos mensais é praticamente a metade daquela das famílias com renda de até dois salários mínimos).

A lógica diz que um país com o Brasil, com carências incompatíveis com suas riquezas e um potencial para o desenvolvimento que está longe de ser aproveitado, exige um Estado muito mais robusto. Mas nossas classes dominantes estão mais interessadas em saquear o país e subordinadas a interesses externos que vetam qualquer possibilidade de progresso sustentado no Brasil.

As medidas que o governo Temer anunciou ontem formam um dos maiores ataques ao Brasil em toda a nossa história. Foi determinado que 60 mil vagas não ocupadas ficarão a descoberto. O salário do funcionalismo foi congelado. Na verdade, foi reduzido, com o aumento da contribuição previdenciária para 14%. Novos servidores que venham a ser contratados terão rendimentos reduzidos (em mais uma violação flagrante da regra legal de "salário igual para trabalho igual").

É mais uma rodada da conta do golpe sendo paga - e Meirelles deixa claro, mais uma vez, quem vai pagá-la. Diretamente, é o funcionalismo. Por tabela, todos os cidadãos que usufruem de serviços públicos. Nada de novo sob o sol, portanto.

Ninguém diz que o Estado brasileiro não tem problemas. Os cortes anunciados, porém, só contribuem para agravá-los - o rumo que está apontado é o do sucateamento completo.

Demência da direita brasileira tem raízes históricas

Marcelo Semer

— Eu vejo socialistas;
— Com que frequência?
— O tempo todo.

"Quer se tratasse do direito de petição ou do imposto do vinho, da liberdade de imprensa ou do livre-comércio, de clubes ou da lei orgânica municipal, da proteção da liberdade pessoal ou da regulamentação do orçamento do Estado, a senha sempre se repete, o tema permanece sempre o mesmo, a sentença sempre já está pronta e tem o seguinte teor imutável: 'socialismo'! 

Declara-se como socialista o liberalismo burguês, o Iluminismo burguês e até a reforma financeira burguesa. Era considerado um ato socialista construir uma ferrovia onde já havia um canal, e era um ato socialista defender-se com um bastão ao ser atacado com uma espada" 

(Marx, em "O 18 Brumário de Luis Bonaparte")

O trabalho de Karl Marx O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (em alemão: "Der achtzehnte Brumaire des Louis Bonaparte"), escrito entre dezembro de 1851 e março de 1852, publicado originalmente na revista Die Revolution, parte da análise concreta dos acontecimentos revolucionários em França, entre 1848 e 1851, que levaram ao golpe de estado pelo qual Napoleão III se nomeou imperador, à semelhança de seu tio Napoleão I. 
Wikipedia

Nazi-evanjegues do Rio declaram guerra aos muçulmanos

Do DCM:

Manifestantes chamam muçulmanos de ‘assassinos pedófilos’ no Arpoador
De O Globo:

No mesmo sábado em que cariocas fizeram fila para comprar esfihas do sírio Mohamed Ali como sinal de repúdio aos ataques xenófobos que ele sofreu, uma manifestação percorreu a orla de Ipanema e deixou muita gente espantada. Vestidos de preto, integrantes de uma igreja evangélica do bairro de Santo Cristo empunhavam cartazes como o que você vê acima, e cantavam músicas em que chamavam os muçulmanos de “assassinos”, “pedófilos” e “terroristas”.

O que fazer?


Estamos vendo nazistas e fascistas tocando terror nos Estados Unidos e na Europa. Alguns chegando ao poder. Religiosos fundamentalistas na América Latina e Oriente Médio atacando outras religiões, mulheres, negros, imigrantes, gays, etc. Vemos gente de extrema-direita fantasiadas de "emprezario jestor" e de juizeco de primeira instância, batendo em pobres e condenando políticos sem prova. Golpes, guerras e distúrbios em função desses delinquentes. Pergunta: será dançando ciranda e entregando buquês de flores a policiais que vamos enfrentar essa crescente violência política do fascismo? Não estou sugerindo nada. Apenas pergunto: o que fazer?


Uma luz no fim do túnel?

Fernando Horta

Eu não sou advogado, por isto me interessa muito ouvir os que são. Me parece que na última semana ocorreu um consenso institucional no STF. Um consenso institucional pode ser (e acredito que seja) apenas de seis ou sete ministros, garantindo a passagem de um determinado entendimento. Não é a ideia de totalidade dos ministros concordando, portanto. 

Desde 2014, quando o golpe se anunciava e antes do "com supremo com tudo", eu via no STF dois grupos se digladiando internamente e mais alguns "radicais livres". Depois da morte de Teori Zavascki, Eugênio Aragão escreveu um artigo jogando um pouco de luz na questão. Contou Aragão, que Teori tentara por muitas vezes consolidar uma maioria de ministros em conversas de gabinete para retirar Eduardo Cunha, antes da votação do impeachment. Esta era uma evidência de que o supremo, ainda que rachado, lutava contra o golpe. 

Me recordo que o afastamento de Cunha se deu por pressão de Marco Aurélio, que tinha um segundo pedido de afastamento em suas mãos (Teori tinha o primeiro) e informou a Teori que caso este não votasse, ele, Marco Aurélio, colocaria o seu em pauta. 

Teori me parecia muito amedrontado de bater contra o pleno. Marco Aurélio o fez, na questão do Renan, e saiu muito machucado. Sabemos de ministros mudando votos defronte às câmeras. Tudo para deslegitimar Marco Aurélio. 

Digo tudo isto para mostrar o quanto a política de gabinete, aquela que raramente aparece, joga papel central no STF. O quanto tinha razão Teori em buscar consensos mudos antes de votação. Digo isto também para que tenhamos claro que a afirmativa de que o Supremo apoiou o golpe pode ser apenas política, uma bandeira de agregação das esquerdas. Me parece muito mais verossímil que o Supremo rachado (entre apoiadores do golpe e membros contrários) acabou se inviabilizando como instância moderadora. 

Bom, ocorre que, na última semana, penso terem surgido informações interessantes que podem resolver o problema do país. A verdade é que as balas dos golpistas estão acabando e a figura de Temer e seus asseclas claramente não inspira qualquer ideia de futuro do país. Além disto, existe a má gestão da coisa pública por Temer e a má gestão da crise. Tudo isto envolto em um caos institucional coroado por delações pipocando e uma sentença porca e frágil de Moro contra Lula. 

Os membros do STF, salvo os dois tucanos, parecem estarem se convencendo de que não haverá muito do país em 2018 se os excessos de todos os lados não forem contidos. Isto significa também cortar as asinhas do MP e restabelecer a democracia. Ocorre que mexer com Moro na questão Lula, hoje, tem um peso difícil de calcular. Existe uma massa de degenerados éticos que apoiam Moro, mais um grupo de fascistas fardados, uma parte da mídia histriônica e alguns (poucos) empresários grandes. Daí que o circo da condenação está montado. E custa muito desmonta-lo. Contudo, o STF parece entender que custa ainda mais deixar a ópera bufa continuar. 

Nesta situação, creio que surgiu uma forma de reencontrar a normalidade institucional e política com custo social e político baixo. 

Na última semana, o STF deu indicações de que pode reverter a sandice de permitir o cumprimento de pena sem o trânsito em julgado. Uma das maiores idiotias dos últimos tempos. Já existe jurisprudência, do próprio Gilmar Mendes no caso Cássio Cunha Lima, de não permitir os efeitos da ficha limpa antes dos recursos no STF. O senador tucano o só concorreu com liminar e só foi diplomado com outra liminar, todas de Gilmar Mendes. Agora Mendes de novo, pela sorte do algoritmo, recebe o processo do mesmo senador. 

Pois bem, no caso de a segunda instância seguir a idiotia de Moro e Dallagnol, colocando o país em uma guerra declarada, o STF prepara uma saída institucional sem um custo social alto: vai utilizar a reversão da noção de cumprimento de pena antes do trânsito em julgado, mais as decisões de Gilmar Mendes para Cássio Cunha Lima (existem outros também). Assim, mesmo Lula condenado, o STF dirá que há instância superior decisória ainda e, por isto, Lula não cumpre pena nem fica impedido de concorrer. Com isto corre a eleição de 2018. Em Lula ganhando, o STF vai sentar nas barbaridades de Moro e fará o papel que fez com Collor, julgando Lula em 2030. Caso Lula perca, então validará a sentença. 

De uma forma engenhosa, embora não ética ou mesmo correta, vai permitir que o povo decida o futuro de Lula. Além disto, apazígua as tensões até 2018, garantindo que Lula concorre. Devolve um futuro ao Brasil e transforma o pesadelo Temer em algo passageiro e, portanto, suportável. De quebra mantém-se como "guardião" do que quer que eles achem que guardam e usam da mesma institucionalidade que tirou Dilma e colocou Temer para fazer o caminho contrário.

O que acham?

terça-feira, 15 de agosto de 2017

PSTU adere abertamente ao fascismo


Desconexão


Luis Fernando Veríssimo

O político não tem o privilégio do artista, que pode ser um canalha em particular se sua obra o redimir.

Uma única gravura de Picasso absolve toda uma vida de mau-caráter.

Hoje, estuda-se a obra do Marquês de Sade com a mesma isenção moral com que se estuda a obra de Santo Agostinho — que nem sempre foi santo — e ninguém quer saber se o escritor enganava o Fisco ou batia na mãe se seus livros são bons.

Bem, querer saber, queremos, mas pelo valor da fofoca, não para informar a apreciação do seu trabalho.

O poeta W.H. Auden escreveu (mais ou menos) que o tempo — que é intolerante com o bravo e o inocente e esquece numa semana uma figura bela — adora a linguagem e perdoa todos os que vivem dela, e com esta estranha disposição perdoa a Kipling suas opiniões e perdoa tudo em Paul Claudel, só pelo que ele botou no papel.

O tempo de Auden só precisa de mais tempo quando o pecado do artista, como o dos reacionários Kipling e Claudel, for o da ideologia errada.

Pois se não se admite no político a perversão privada do artista, a única inconveniência intolerável no artista é a incorreção política. Assim, um Louis-Ferdinand Céline e um Wilson Simonal continuam esperando a remissão que o tempo já deu, por exemplo, a Nelson Rodrigues, e que um Jean Genet nem precisou esperar. Mas cedo ou tarde a terão.

Políticos como o lendário Ademar de Barros e Maluf, que declaradamente roubavam mas faziam, reclamavam para si um pouco dessa imunidade do artista. Suas obras justificavam seus pecados, quando não eram uma decorrência deles.

O sistema de conveniências e corrupção aberta que domina o atual Congresso brasileiro, certamente o pior que já tivemos, pressupõe a mesma desconexão entre moral privada e moral aparente, ou uma justificativa sem disfarce para a traquinagem sem proveito.

A cultura do clientelismo, em que o proveito substitui a ética, está baseada nesta perversão.

A reação crescente a este despudor explícito vem com a conclusão de que aqui não se tem nem a ética nem o proveito, a não ser para quem concorda que valia tudo, por exemplo, para manter o Temer no governo, às favas a vergonha, como diria o Gilmar.

Em cleptocracias mais avançadas, como os Estados Unidos, a obra dos artistas do desenvolvimento, todos bandidos, redimiu-os. Empresários corruptores e políticos corruptos fizeram do país o que ele é hoje.

O capitalismo americano domou-se a si mesmo, ou controlou-se razoavelmente. O Congresso deles tem picaretas e vendidos iguais aos nossos, mas não tão evidentes.

O tempo de Auden adora a linguagem e perdoa seus craques, o tempo americano adora o sucesso e perdoa todos os seus meios. Aqui, avançamos, resolutamente, para o passado.
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