quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Quem apoia Marcelo Bretas é ignorante e/ou fanático

Rubem Gonzalez 

A SANTA INQUISIÇÃO

Você embarcaria num avião aonde o técnico responsável pela última manutenção antes do voo ao invés de usar os manuais, catálogos do fabricante e as normas da ANAC usou um livro de horóscopo do Omar Cardoso?

E o que você acharia da empresa empregadora desse sujeito e que ainda endossa o seu comportamento, não vê nada de anormal que medidas técnicas que colocam a vida de terceiros e seus patrimônios em risco? Você voaria nela ou a recomendaria a alguém?

Parabéns, essa companhia existe, esse empregador existe e esse empregado, esse "técnico aeronáutico" existe. Se chama Marcelo Bretas, juiz federal do TRF-2 do Rio de Janeiro que afirma publicamente que o livro mais importante para suas decisões não é a CF ou CPP e sim a Bíblia

À beira da falência, revista Veja abandona crime organizado e tenta a sorte no humor


O Diabo veste jaleco

É fato conhecido que a categoria profissional que mais aderiu ao nazismo foi a dos médicos: 45% eram filiados ao Partido Nazista. Notem que quase metade era FILIADA ao partido, a simpatia-quase-amor dos médicos pelo nazismo chegava perto dos 100%, sem exagero.

No Brasil, temos atualmente o Dr. Ronaldo Caiado e o Dr. Geraldo Alckmin mantendo a tradição profissional. Já tivemos Antônio Carlos Magalhães (sim, aquele mesmo) e outros do mesmo quilate.

Na ascensão do fascismo brasileiro, iniciada em 2103, os médicos foram a ponta de lança do terror. Desnecessário citar os episódios aberrantes protagonizados por médicos ou estudantes de medicina nos últimos anos no Brasil. 

Para citar um exemplo que mostra o fascínio médico pela ultra-direita, e só por ela, é fato estatístico que após a Revolução Cubana o país ficou praticamente sem médicos, já que todos foram para Miami desfrutar a fortuna acumulada enquanto esperavam o regime cair.

Não há registro de adesão em massa de médicos a governos de esquerda em lugar nenhum, mas ao terror fascista nunca faltaram militantes de jaleco. De Josef Mengele a Harry Shibata, criminosos de jaleco deram sua contribuição ao terror em toda parte de maneira desproporcional à sua porcentagem demográfica.

Aí você pergunta por que deste fascínio dos médicos pelo terror fascista e eu nada posso responder. Fatos são fatos, mas não há teoria que eu conheça que explique porque os monstros preferem o branco.

Presidente Fufuca faz importante declaração


Juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto manda soltar homem preso em flagrante por ejacular em uma jovem no ônibus: “não foi estupro”

Segundo o juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto
 (salário líquido em Janeiro de 2017 de R$ 52.255,04)
não houve “constrangimento e tampouco violência” do acusado.
DCM – O ajudante de serviços gerais Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, foi libertado pela Justiça nesta quarta-feira, 30, um dia depois de ejacular em uma passageira dentro de um ônibus na Avenida Paulista. O juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto afirmou na sentença que não viu possibilidade de enquadrá-lo por estupro por não ter havido “constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça” no caso. Novais, que havia sido indiciado por estupro, tem histórico de sucessivos crimes sexuais.

A audiência de custódia ocorreu na manhã desta quarta no Fórum Criminal da Barra Funda. “O crime de estupro tem como núcleo típico constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”, escreveu o juiz. “Entendo que não houve o constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco do ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação.”

Para o juiz, ainda assim, o “ato praticado pelo indiciado é bastante grave, já que se masturbou e ejaculou em um ônibus cheio, em cima de uma passageira, que ficou, logicamente, bastante nervosa e traumatizada”. O magistrado também destaca que Novais tem “histórico desse tipo de comportamento”. Segundo o juiz, ele necessita de “tratamento psiquiátrico e psicológico para evitar a reiteração de condutas como esta, que violam gravemente a dignidade sexual das mulheres, mas, que, penalmente, configuram apenas contravenção penal”.

(…)

PS: o homem solto já tinha duas passagens na Justiça por crimes sexuais – uma delas também com flagrante. Em ambos os casos, foi solto.

Terrorista do movimento fascista Vem Pra Rua planeja atentado contra Lula

Adriana da Silva e Sousa, terrorista do Vem Pra Rua e Direita do Piauí

 Médica pede dinheiro para pagar tumulto em visita de Lula ao Piauí
A médica Adriana Silva e Sousa e o movimento de Direita do Piauí organizarão protestos 'surpresa' durante a passagem do ex-presidente Lula pelo estado; o petista chega nesta sexta-feira (1); ligada à direita, Adriana Sousa integra o movimento conservador 'Vem Pra Rua' e citou uma lista de contribuição financeira com nomes de antipetistas que estariam financiando os futuros tumultos; a meta é alcançar o valor de R$ 4 mil para arcar com custos de deslocamento, segurança, entre outras despesas

Piauí 247 - O jornalista Arimateia Carvalho revelou em uma rede de TV do estado que a médica Adriana Silva e Sousa e o movimento de Direita do Piauí organizarão protestos 'surpresa' durante a passagem do ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva pelo estado. O petista chega nesta sexta-feira (1).

Ligada à direita, Adriana Silva e Sousa integra o movimento conservador 'Vem Pra Rua' e teria revelado ao jornalista como as manifestações estão sendo organizadas. Ela citou uma lista de contribuição financeira com nomes de antipetistas que estariam financiando os futuros tumultos. A meta é alcançar o valor de R$ 4 mil para arcar com custos de segurança, deslocamentos, outros.

Adriana Sousa disponibilizou sua conta corrente em grupo de WhatsApp. Participam jornalistas, profissionais liberais e políticos de todas as tendências solicitando doações para o apoio ao manifesto anti-lulista. 

Segundo relato do site Elo21, o vereador Dudu, membro da executiva do PT no Piauí, afirmou que as forças de segurança serão acionadas para conter os ânimos dos militantes do grupo de Adriana. "Não vai ser a primeira e nem a última vez que o Lula anda no Piauí, ele anda em Teresina desde a fundação do PT, diga-se de passagem, foi o presidente que mais andou nesse estado quando foi presidente desse país por duas vezes e agora volta de novo para discutir com a sociedade", afirmou.

A beleza interior de Mário Sabino


Exteriormente, como se nota, Mário Sabino lembra um híbrido de Nestor Cerveró com o Homem Elefante, mas por dentro é muito diferente: foi durante os piores anos da imprensa nacional o redator-chefe da mais repulsiva revista brasileira, Veja, e agora faz parte de um site que provocaria lágrimas em Goebbels, aquele lixo de propriedade da OrgCrim Empiricus, O Antagonista.

O ápice de sua carreira foi quando ordenou a um subordinado da Veja que elogiasse um livro seu que ninguém leu.

Leitura do jornal no aniversário do golpe


Luis Felipe Miguel

Leitura do jornal de hoje:

(1) A Folha dá uma matéria apontando que Temer se hospedou num hotel caro em Lisboa. Mas o erro, na frase, é a palavra "Temer", não o hotel. O sujeito usurpou a presidência, agora está entregando o Brasil a preço de banana - e o que causa escândalo no jornal é uma diária de hotel. Como se nossos problemas se resolvessem se ele se mudasse para um albergue.

(2) Ao lado, reportagem sobre o congresso do PCdoB, no qual Rodrigo Maia foi convidado de honra. Em discurso, o usurpador interino defendeu a formação de um "novo centro" que agrupasse PCdoB e DEM. A flexibilidade pragmática - estou usando um belo eufemismo - do pecedobismo nunca termina de se expandir. Sem levar a outros resultados que não sejam sua própria expansão.

(3) E mais do mesmo: páginas antes, Bernardo Mello Franco faz um relato da sessão da Câmara em que deputados se derramaram em elogios ao presidente Fufuca. A bancada do PCdoB parece ter se destacado. Orlando Silva comparou Fufuca a Pelé. Chico Lopes disse que ele é um exemplo para a juventude. Pelo menos acrescentou uma palavra no meu vocabulário: "A sociedade parece que gosta de ver o jovem é no crack, na marginalidade. Quando ele se destaca, no lugar de elogiar, faz é mangofa".

(4) No jornal inteiro, a única referência ao fato de que hoje se completa um ano da sessão do Senado que sacramentou o golpe, afastando definitivamente do cargo a presidente legítima, é uma citação de um discurso de Gleisi Hoffmann, no final da matéria sobre o congresso do PCdoB. Quem diria que aquele momento, vendido então como o passo inaugural da salvação do Brasil, passaria tão rapidamente à posição de uma nódoa que é melhor esconder.

Senador precisa de diarista


Tudo no Brasil atual tem que resvalar para o ridículo

Janio de Freitas

A entrega da Câmara à presidência do deputado Fufuca parecia fofoca. Não era. Tudo no Brasil atual tem que resvalar para o ridículo. Estão aí alegres e vitoriosos, também, os procuradores da República que descobriram o envio, pelo "rei dos ônibus", de R$ 200 em flores "Para Guiomar e Gilmar", há dois anos.

É o que consideram a prova substanciosa e irrefutável de relações do casal com Barata Filho, preso a quem o ministro do Supremo concedeu recente habeas corpus. Já havia, porém, até fotos do casal apadrinhando o casamento da filha do "rei". Por que mais? Ah, faltava o ridículo.

Para o impedimento de Gilmar Mendes na decisão do habeas, já que ele burlou-o, o documento fotográfico tem eloquência além da necessária. O resto, nessa querela, é cinismo. Mas está posta a discussão sobre o peso da foto para o impedimento, se as flores bastariam para comprovar o grau de relações que o ministro nega, e mais lenga-lengas. O que importa para todos não é discutido.

Há dez dias, a Procuradoria-Geral da República pediu à presidente do Supremo, Cármen Lúcia, a retirada do caso Barata Filho das mãos de Gilmar Mendes, considerando o impedimento por provada proximidade entre os dois. Como de praxe, foi pedida ao ministro a sua manifestação. Para efeitos externos, Gilmar Mendes deu logo a previsível explicação de mero ataque pessoal de Rodrigo Janot. E não impedimento.

Nada de novo. Já em maio, Cármen Lúcia recebeu idêntico pedido da Procuradoria-Geral, provocado por habeas corpus de Gilmar Mendes para Eike Batista. Janot argumentou que Guiomar Mendes é associada ao escritório de um dos advogados de Batista. O ministro negou interferência de sua mulher na defesa. E desde então o assunto ficou imobilizado e silenciado no gabinete de Cármen Lúcia. Se aplicada solução no tempo devido, fosse em um ou outro sentido, todos seríamos poupados do segundo caso que deprecia mais o conceito do Supremo.

Afinal de contas, servem para alguma coisa, ou não, os pedidos e recursos apresentados ao Supremo sobre procedimentos ali verificados ou dali esperados? A presidente do tribunal tem outros ofícios não respondidos e referentes a Gilmar Mendes. Tem mais um, agora. E a expectativa cá fora não a favorece.

Com boa dose de razão, há dois dias a ministra atribuiu-nos incompreensão quanto a atos da magistratura. Pode, então, atenuar sua incompreensão das nossas queixas, começando por dar-nos mais respostas que temos esperado em vão.

SUBTERFÚGIOS

O juiz Sergio Moro respondeu ao trabalho de Estelita Hass Carazzai e Joelmir Tavares, revelador da rapidez do processo contra Lula (Folha, 25/8): "No caso em questão, os prazos processuais foram seguidos estritamente". E acusa: "É lamentável que a mera observância dos prazos legais seja invocada para alimentar teorias conspiratórias por este jornal".

Sergio Moro gosta de saídas artificiosas. Agora mesmo, respondeu a uma história improvável admitindo ter como "conhecido", apenas, alguém que é seu amigo íntimo e padrinho de casamento. Os repórteres não o acusaram quanto a "prazos processuais", cumpridos ou não. Mostraram que o processo da condenação de Lula, no caso do apartamento, "chegou em tempo recorde ao Tribunal Regional Federal" (Porto Alegre), que julgará o recurso da defesa.

Foram 42 dias. Mas "a média dos demais recursos, nesse mesmo percurso [de Moro ao TRF], foi de 96 dias". Com caso de até 187 dias.

Moro não toca no assunto verdadeiro da reportagem. E faz, como se ao jornal, aos dois repórteres a acusação de "teorias conspiratórias". Sobre ser tola, é acusação injusta. O que não fica muito bem em juiz.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Milícia Federal - A lei é para os tolos



Já vimos esse filme e não podemos deixar acontecer de novo


Já vimos esse filme

Não é preciso assistir ao "Polícia Federal, a Lei é para todos" para descobrir que não é um filme de "entretenimento" nem um "thriller"como pretendem vender seus realizadores inexpressivos e produtores ocultos e sim de propaganda anti-Lula e anti-PT, à semelhança do que se fazia na Alemanha contra os judeus depois que Hitler tomou o poder e montou uma poderosa máquina de propaganda sob comando de Joseph Goebbels, aquele que pregava "repetir tantas vezes a mentira até ser tornar verdade".

Diz a Wikipédia: "A Propaganda, a tentativa coordenada para influenciar a opinião pública através da utilização de meios de comunicação, foi pioneiramente utilizada pelo partido nazista, nos anos que antecederam e durante a liderança de Adolf Hitler da Alemanha (1933-1945). A propaganda nazista forneceu um instrumento crucial para a aquisição e manutenção do poder, e para a implementação das suas políticas, incluindo o exercício de guerra total[ e do extermínio de milhões de pessoas pelo Holocausto.

Na guerra, o objetivo da propaganda é sempre provocar o ódio. Os telejornais também foram utilizados para obter apoio para a causa nazista. Nesse sentido, Leni Riefenstahl é provavelmente a mais famosa propagandista, o filme "O Triunfo da Vontade" é um dos exemplos mais conhecidos de propaganda na história do cinema. Este filme foi popular no Terceiro Reich e continuou influenciando filmes, documentários e comerciais até os dias atuais. Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda da Alemanha nazista, desempenhou um papel central na criação de material antissemita e pró-nazista para o partido. Ele estava no comando de uma máquina de propaganda que atingiu todos os níveis da sociedade alemã".

Qualquer semelhança com "Polícia Federal – A Lei é para todos" não é mera coincidência.

A propaganda nazista culpava os judeus pela crise econômica; a propaganda dos fascistas brasileiros culpa o PT.

Já vimos esse filme; não podemos deixar acontecer de novo.

Cartaz do filme de propaganda nazista
“Der Ewiger Jude” (O Eterno Judeu), 1940. 

Quem vai ao cinema cercado de seguranças?


Não vale responder "mafioso", a Máfia paga seus próprios seguranças. No Brasil, é o contribuinte que é esfolado pelo medo que os golpistas têm de sair às ruas

A estranha sociedade da senhora Moro com Carlos Zucolotto




SOCIEDADE ALTERNATIVA

O juiz Sergio Moro admitiu à imprensa que a esposa, Rosangela, foi sócia de Carlos Zucolotto, o tal "amigo pessoal" acusado de vender facilidades para delatores da Lava Jato.

Mas fez questão de esclarecer que a sociedade se deu "sem comunhão de trabalho ou de honorários".
Ou seja, Rosangela nem trabalhava nem recebia.

Alguém sabe me dizer que diabo de modelo de sociedade é esse?

Somente em um País com uma mídia abjeta tocada por jornalistas de araque uma declaração estapafúrdia como esta é absorvida e publicada sem nenhum filtro crítico.

Filme feito pela PF, Globo e Lava Jato louvando o golpe e criminosos de direita é mal recebido

Bretas e Moro já teriam sido fuzilados em qualquer país soberano

Golpista Sergio Moro será denunciado por cerceamento de defesa

Formação de quadrilha?
Por negar que Duran seja testemunha de Lula, Moro será denunciado 

Jornal GGN - Os advogados de Lula devem acusar o juiz Sergio Moro de cerceamento de defesa, após o magistrado negar ao ex-presidente um pedido para que Rodrigo Tacla Duran seja ouvido como testemunha em um processo que envolve propina supostamente paga pela Odebrecht.

Duran é ex-advogado da Odebrecht que ganhou os holofotes de parte da mídia após fazer denúncias que colocam em xeque a validade das delações da Odebrecht.

No último dia 27, a jornalista Mônica Bergamo ainda revelou que Duran acusa o advogado Carlos Zucolotto, amigo pessoal de Moro, de praticar tráfico de influência e cobrar propina para ajudá-lo a fechar um acordo de delação com procuradores de Curitiba.

Ontem, o juiz Sergio Moro negou o pedido para ouvir Duran, alegando que não há base legal para a demanda da defesa. Ele ainda ressaltou que Duran está foragido na Espanha e que suas palavras são de um criminoso e, por isso, não merecem crédito.

"A defesa de Lula vai usar o discurso de que, com a decisão, Moro se contradiz. Os advogados vão dizer que a palavra de um criminoso serve para condenar; já a palavra de um acusado não serve para esclarecer fatos relevantes da Lava Jato", publicou o Painel.

Ciro Gomes faz demagogia barata

Nilson Lage 

Ciro Gomes exagera dados ao criticar Previdência 
Valor destinado a 2% dos beneficiários não corresponde a um terço do total, como afirmou o político do PDT

Na melhor tradição política brasileira, Ciro Gomes faz demagogia: soma conjuntos incongruentes para encontrar os números que convêm, distorce os dados e exagera.

Ele sabe muito bem que os servidores públicos,militares e civis, com porcentagem elevada de pessoal de nível superior, e pós-graduados, têm aposentaria integral, entre outras razões, porque descontam sobre o total do que ganham, acima do teto da previdência, que é de perto de R$5 mil mensais.

Sabe ainda que a aposentadoria dos servidores é prevista em lei como despesa do Tesouro e não ônus da Previdência: não só tem experiência administrativa no setor público como um diploma em Economia de Harvard.

Golpista e corrupto, senador Romário é esculachado no Rio

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Laerte: novos políticos


O futebol gaúcho e o mérito do impeachment


No RS futebol é coisa séria. Não é como no RJ que o pessoal fica jogando "altinha" na praia, ou em SP onde tem umas quadras em que se joga "soçaieti". No Sul, qualquer pelada é para sair sangue.

Quanto mais no interior então, mais deixa cicatriz. Contam que lá pras bandas de Bagé tinha uma dupla de zaga imbatível chamada "Garfo e Faca". Não vi jogar, mas imagino o que seja a dupla pra que tenha sido chamada de "Garfo e Faca". O afinamento. A técnica.

Temos expressões muito nossas como, por exemplo, a afirmação que "do pescoço pra baixo é canela". Evidenciando o fino trato com que nos aproximamos do esporte bretão. Esta história de que o goleiro é "intocável dentro da pequena área" é uma lorota que contamos para os filhos mais pequenos. Ele é intocável em casa, embaixo da cama e com a mãe protegendo a porta. Mãe é intocável.

A coisa é tão séria que no RS, que volante chama "cabeça de área" ... e é a posição mais importante do time. O 5 é o nosso 10. Um bom cabeça de área é aquele que, se fizerem uma "altinha" na frente dele, é obrigação da função devolver uma fratura de tíbia. E depois ir visitar o colega no hospital para demonstrar o "fair-play".

Pois contam que nos idos de 50, houve uma partida pelo campeonato gaúcho entre dois times da cidade de Bagé. O Guarany e o Bagé. Campeonato gaúcho é aquele que a torcida reconhece que foi um bom jogo quando nenhum dos times termina o jogo com 11 em campo. Voltando à partida, marcada para o final da tarde, estádio lotado e nada do policiamento aparecer.

No horário marcado o juiz concedeu mais 15 minutos para o início, esperando o policiamento. E nada. Aí ou começava o jogo ou era morto pela torcida que tinha comprado ingresso. O juiz começou o entrevero e com 3 minutos de jogo o atacante do Bagé entra na área, dribla um zagueiro e sem se dar conta leva uma pernada do goleiro na altura do supercílio. Quase desmaiou, saiu sangue ... tudo o que encanta a torcida do sul. A bem da verdade, ninguém se deu conta que a bola tinha seguido e quase entrara no gol, sendo segura por um gandula que parou a pelota em cima da linha. Gandula joga no sul. Somos muito inclusivos.

Todos no aguardo da marcação do juiz. Depois de estancarem o sangue do atacante antes dele precisar de uma transfusão, os jogadores já tinham se estapeado e cuspido uns nos outros, mas tudo dentro da civilidade gaudéria. Não houve excessos.


A torcida se comportava como lordes ingleses. No momento da pernada ouviu-se um "óooo" em todo o estádio, e algumas facas foram puxadas dos dois lados, mas não foram usadas.

Os olhos focados no juizão. Competente, firme. Tinha uma reputação digna para apitar um jogo como aquele. Com o jogador de novo em pé, embora muito tonto, o jogo prestes a recomeçar e o juiz dá a bola para a defesa sem marcar nada. E corre para o centro mandando o jogo continuar. Jogadores e torcidas ficaram atônitos, mas o momento do início do jogo requeria atenção. Ninguém resolveu parar espetáculo que tinha começado tão bem - com promessa de mais sangue e talvez até fraturas - para reclamar de uma desimportante tecnicalidade.

Por volta dos 15 de jogo, descontado o tempo de parada pelo incidente inicial, a valorosa Brigada Militar chega ao estádio. O juiz acompanhou com canto de olho a entrada da Brigada. Contou o número de policiais enquanto mantinha a bola andando. 

Aos 20, o zagueiro do Bagé resolve sair jogando de sua área e quando cruza o círculo central sobre leve carga por trás (com pisão no tendão de Aquiles e achatamento da tróclea do calcâneo, não seja tímido e vá ao Google), coisa que nem se marca falta. Para surpresa geral, o juiz apita, dá cartão amarelo para o jogador do Guarany e aponta a marca do pênalti! Quando ocorre o ensaio de reclamação do Guarany (com o técnico e o massagista entrando em campo e dando voadora na arbitragem) o juiz aponta para a marca do pênalti e diz "por aquela lá no início, marquei por aquela lá no início". 

As facas foram de novo desembainhadas nas torcidas. A coisa ficou muito séria, teve até olho vazado, mas a Brigada tava lá para evitar mortes. Quem descia da arquibancada estava salvo, vamos dizer assim. Ficando lá em cima, você assumia o risco e as glórias da pancadaria.

A verdade é que o juiz, após certificar-se que sairia vivo da partida, resolveu fazer justiça e marcou o pênalti que havia ocorrido nos primeiros minutos. Creio que esta história representa bem o atual STF. Vão votar o mérito do impeachment em 2026, depois que o policiamento chegar.

MPF encontra e-mail de Jacob Barata com encomenda de flores para Gilmar


O Ministério Público Federal no Rio encaminhou um novo pedido de suspeição de Gilmar Mendes ao PGR Rodrigo Janot.

Autorizados pelo juiz Marcelo Bretas a vasculhar a caixa de email de Jacob Barata Filho, os procuradores encontraram a confirmação de um pedido de entrega de flores para Gilmar e a mulher, Guiomar.

Esse pedido foi feito em 23 de novembro de 2015.


Diário do Centro do Mundo

A direita está coberta de razão


Fernando Horta

Há alguns meses, o Reinado de Azevedo disse que Joice aquela era uma "xucra ignorante" e a tal Joice disse que o Reinaldo era um "narcisista" e outras ofensas. Eu concordei com os dois.

Depois, o mesmo Reinaldo disse que o Constantino era um "boçal" e o Constantino chamou Reinaldo de "afetado, histriônico e arrogante". Eu, de novo, concordei com os dois.

Então Reinaldo de Azevedo chamou Olavo de Carvalho de "atrasado" novamente 'xucro e ignorante'. O Olavo chamou o outro de "Arruinaldo" de Azevedo. Eu concordei com os dois.

Agora, Malafaia diz que seguidores de Bolsonaro são "homossexuais enrustidos" e Bolsonaro diz que Malafaia "não merece crédito". E, mais uma vez eu concordei com os dois.

Estou ficando preocupado com a quantidade de vezes que tenho concordado com estas figuras. Estou muito preocupado. Há algo de muito errado comigo ...

Os juízes brasileiros são sócios do Estado, larápios do erário


Os juízes brasileiros são, em maioria, sócios do Estado, larápios do erário.

Sustentam um padrão de vida de nababos, armados de um poder que ninguém controla.

Olham para o povo como marajás, sultões, magnatas, mandarins ou príncipes.

Essa é a medida de seus valores.




“A lei é para todos” não passa no Cine Justiça


Poder360 levantou o valor pago a 6.386 juízes, o que corresponde a aproximadamente 37,5% dos magistrados existentes no país.

O resultado, estarrecedor, foi de que nada menos de 73% receberam acima do teto constitucional de R$ 33.763.

Quase três em cada quatro pesquisados.

Uma despesa extra, em um mês, de R$72,4 milhões.

Mantida esta proporção, apenas para dimensionar o problema, em escala nacional, o “extrateto” de julho montaria a R$ 192,5 milhões.

Em 12 meses, R$ 2,31 bilhões.

Não é a remuneração dos juízes, é apenas o que ultrapassa o teto.

E como o teto nos Estados deveria ser menor (90,25 % dos R$ 33.763 do STF para desembargadores e 85, 73% para juízes de 1ª instância) o valor é ainda maior.

Há dois prejuízos graves para a sociedade.

O primeiro, evidente, é o do dinheiro que – tal como dizem que a corrupção desvia dos serviços públicos – se priva a população.


O segundo é que demonstra, para quem pensar um pouco, é que nossas liberdades e direitos estão nas mãos de uma casta que, pelo que ganha, ganhou por anos a fio e crê que ganhará por toda a vida, não vive no mesmo mundo que nós.

Deputado Paulo Pimenta desbanca Bolsonaro como mais influente nas redes

Do DCM

O deputado Paulo Pimenta desbancou Jair Bolsonaro e assumiu a liderança no índice FSBinfluênciaCongresso, divulgado nesta terça-feira (29/08), que mede o desempenho dos parlamentares nas redes sociais.

No período, seu Índice Individual foi 136 (era 130,7 na semana anterior). Na comparação com seu próprio desempenho médio ao longo do primeiro semestre, Paulo Pimenta está com uma performance 36% superior.

O índice é calculado levando-se em consideração o número de seguidores, o alcance, os posts, as interações e o engajamento registrado no Facebook e no Twitter durante o período de análise. A fórmula utilizada no cálculo da nota do parlamentar atribui pesos diferentes a cada critério e a cada rede social.


Mapa mundi da direita brasileira



Por que o brasileiro não sente vergonha pelo que está acontecendo?

Luis Felipe Miguel

O mínimo que se poderia esperar, diante da atuação do governo golpista, é que o país estivesse tomado por um enorme sentimento de vergonha coletiva.

Vergonha, dirão alguns, de que adianta sentir vergonha?

Pois talvez seja um passo para uma reação. Lembro do que certa vez escreveu, ainda jovem, o velho Marx:
"Vergonha é um tipo de ira voltada para dentro. E se toda uma nação realmente tivesse vergonha, ela seria como um leão que se encolhe para dar o bote".

Golpe deixa 20% das famílias sem renda

Em um de cada cinco lares do país ninguém tem renda do trabalho 
A maior crise econômica da história do país ainda [sic]  pesa na estrutura de renda das famílias brasileiras. No segundo trimestre deste ano, o Brasil tinha 15,2 milhões de lares onde ninguém trabalhava, 2,8 milhões a mais do que no mesmo período de 2014 - um incremento de 22%. Isso significa que um em cada cinco domicílios (21,8% do total) não tinha renda fruto do trabalho (formal ou informal).

O levantamento foi feito a pedido do Valor pelos pesquisadores Samuel Franco e Suiani Febroni, do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets) e da Oportunidades, Pesquisa e Estudos Sociais (OPE Sociais), a partir dos microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"A crise O golpe colocou muitos chefes de família para fora do mercado de trabalho. Em muitos lares, cônjuges e filhos também foram demitidos. Membros da família tiveram que buscar emprego para recompor a renda, mas poucos conseguiram. Esse é o motivo mais provável para o resultado da pesquisa. São lares que estão agora sem renda do trabalho e que passam por um momento difícil", diz Franco.

De acordo com o IBGE, 2,6 milhões de pessoas perderam seus empregos entre o fim de 2014 e o segundo trimestre deste ano. Nesse período, a taxa de desemprego nacional passou de 6,5% para os atuais 13% da força de trabalho. O país tinha 13,5 milhões de pessoas desempregadas no segundo trimestre, mais do que o dobro apurado pelo instituto nos três últimos meses de 2014 (6,4 milhões).

No entanto, o número total de pessoas sem renda do trabalho é maior, porque há aqueles que apesar de estarem sem emprego não estão sequer procurando e ainda aqueles que vivem de outras rendas, incluindo aí os aposentados e pensionistas; além daqueles que recebem benefícios de programas de transferência de renda. Segundo o IBGE, o país tinha 64 milhões de pessoas fora da força de trabalho no segundo trimestre.

Segundo o levantamento, a crise foi mais cruel para as famílias mais pobres. No segundo trimestre, não havia ninguém empregado em 12% dos lares em que o chefe de família cursou o ensino superior (1,4 ponto percentual a mais que o verificado no segundo trimestre de 2014). Quando o chefe de família tem o ensino fundamental incompleto, a proporção era de 32% (cinco pontos acima de 2014).

Para os pesquisadores, as estatísticas mostram, assim, a importância dos programas de transferência de renda em momentos de crise no mercado. "O indicador chama atenção para a importância do funcionamento eficiente das políticas assistenciais, de forma que as famílias que perderam sua fonte de renda possam se manter até recuperar a situação ideal", diz Franco.

Na casa da manicure Valeria Resende, de 34 anos, as únicas fontes atuais de renda são o benefício mensal do Bolsa Família e o apoio financeiro recebido do irmão. Desde que perdeu emprego em um salão de beleza, a capixaba vive com os dois filhos, de 8 e 14 anos, sem renda do trabalho. Ela diz que há poucas oportunidades.


"Tenho ensino médio completo e fiz alguns cursos de informática. Mas busco nas agências de emprego e no boca a boca qualquer oportunidade que aparecer", disse Valeria, após ser atendida num centro de referência de assistência social, no Centro do Rio de Janeiro, local de cadastramento dos programas de assistência social da prefeitura e do governo federal.

O quadro mais drástico está na região Nordeste. Dos domicílios nordestinos, 27,2% (cerca de 5 milhões de lares) não têm ninguém empregado. A situação é pior em Alagoas: 35% dos lares no Estado não têm renda do trabalho. O resultado tem origem nos problemas crônicos da região (baixa escolaridade, falta de oportunidades), agravados pela crise econômica.

As estatísticas menos desfavoráveis [sic] estão na região Norte (16,8%), segundo a pesquisa. No Sudeste, a proporção é bem próxima da média nacional: 20,6%. No Estado de São Paulo, o indicador está em 18,7% - mais alto que no primeiro trimestre (18,6%) e em processo de piora desde o fim de 2016. São 2,9 milhões de famílias paulistas sem ninguém empregado.

Sergio Moro prestigia filme patrocinado pelo crime organizado

Recebendo pipoca do queridinho da Globo, PSOL e Rede, responsável pela
prisão do Almirante Othon a pedido dos EUA.

Se não é o crime organizado, quem seria?

Alguém já viu uma empresa investir milhões num filme e ESCONDER o nome?

Filme patrocinado por empresas que vivem na legalidade é assim:

Amores, dissabores e contradições da República do Judiciário


República de juízes e manchetes: Gilmar, de amor Supremo ao chão. E Moro defende amigo
Bob Fernandes

Gilmar Mendes fazia política no Supremo, concedia habeas corpus polêmicos e batia no PT. Então Gilmar era amado, incensado e brilhava nas manchetes.

Os que amavam e aplaudiam Gilmar Mendes hoje o odeiam e o atacam ferozmente.

Na Folha, Monica Bergamo relatou: advogado amigo de Moro é acusado de intermediar negociações com a Lava Jato.

Carlos Zucolotto é o advogado amigo de Moro. Padrinho do seu casamento com a advogada Rosângela. Ex-sócia de Zucolotto.

Quem acusa é o ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran... Duran é acusado de lavar dinheiro e integrar organização criminosa.

Tacla Duran tentou, mas não conseguiu fazer delação premiada. Com dupla nacionalidade, refugiou-se na Espanha.

Livre, Duran escreve um livro e acusa: Zucolotto, amigo de Moro, tentou negociação para "melhorar" os termos da delação.

Zucolotto respondeu: "Não existe verdade" nessa história. E Moro garante que seu amigo "Zucolotto é profissional sério e competente".

Moro lamenta a utilização da "palavra" de um "acusado pela justiça brasileira".

No caso desse lamento cabe uma pergunta: o que é a "palavra" de todos delatores da Lava Jato senão a de "acusados pela justiça brasileira"?

Em 29 de Março, do ano passado, Moro pediu desculpas públicas ao Supremo Tribunal. Por ter vazado conversas entre Lula e Dilma.

À época Moro foi criticado pelo relator da Lava Jato, Teori Zavaski. E o ministro Marco Aurélio Mello foi duro e claro sobre o vazamento:

-Isso é crime, está na lei. Ele (Moro) deixou a lei de lado.

Moro acaba de falar com o New York Times. Na entrevista Moro esqueceu o pedido de desculpas.
O juiz da Lava Jato afirmou não ter arrependimento pelo vazamento das conversas entre Lula e Dilma. E acrescentou:

-A democracia ganha quando as pessoas aprendem o que seus líderes fazem nas sombras.

O filme da Lava Jato, " A Lei é para Todos", estreia nos cinemas em 7 de setembro. Já teve pré-estreia. Convite para alguns jornalistas incluía passagem e hospedagem.

O juiz Gilmar Mendes agora experimenta súbita conversão: do amor ao ódio, de Supremo ao chão. Já Moro foi idealizado juiz Supremo.

São os amores, dissabores e contradições da República do judiciário. E de juízes escorados por manchetes.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Brasil é surrealismo puro



Moro prova do próprio veneno,
Globo com rendas em queda,
Lula caravaneando pelo Nordeste,
Alckmin, Serra, Aécio com rejeições maiores que todo o resto,
Marina completamente perdida,
Temer revogando decreto e aguardando outra pedrada do Janot, a saideira,
Gleisi inocentada no STF,
Economia continua naufragando,
Coreia do Norte lança míssil por sobre o Japão,
Fagner quer desculpas pessoais do Aécio,
Luciano Huck se lança que nem gringo em baile,
Marcela quer mais trabalho voluntário, afinal o slogan é "Trabalhe!". Não fala em receber,
População ainda não sentiu a nova legislação trabalhista,
Filha do Jucá ia ficar bilionária com a mineração na Amazônia (não foi desta vez),
Gilmar solta mais quatro e manda todo mundo pastar mesmo,
Corinthians perde outra,
Desemprego subindo,
Chico grava caravanas,
Mas nada disto supera, em síntese do Brasil atual, Fufuca presidente!
Somos um quadro de Salvador Dali.

Nossos Supremacistas Brancos Controlam o Judiciário, a Polícia e a Mídia

Supremacismo à brasileira
Por Gustavo Gollo

As demonstrações “supremacistas” americanas causaram certo alarde e até indignação, entre nós, devido fundamentalmente à diferença de enfoque entre nosso supremacismo, tido aqui como natural, e o deles. O que nos ofendeu nesse movimento, não foi propriamente o supremacismo, fenômeno amplamente difundido por aqui, mas o enfoque dessa forma especifica de supremacismo.

Os supremacistas americanos defendem a superioridade de uma raça pura composta por pessoas louras de olhos azuis. Como os brasileiros somos morenos e mestiços, somos desprezados por eles, tidos como escória, como coisa suja, contaminada, com o potencial de contaminar toda a humanidade (eles), como uma batata podre no meio das outras. Nossos fascistas gostariam de ser como os do norte, mas são vistos por eles como lixo podre.
Foi o fato de sermos vistos por eles desse modo que nos indignou, não o supremacismo, atitude com a qual estamos acostumados, embora nossos supremacistas não se preocupem em velar pela pureza da raça. Nossos supremacistas querem apenas colocar as coisas em seus devidos lugares, mantendo os favelados nas favelas, os miseráveis na miséria e zelando pela manutenção de uma ordem estabelecida há gerações que garante: uns mandam, outros obedecem; definidos, uns e outros, fundamentalmente, pelo local onde nasceram.

Para nossos supremacistas “bandido bom é bandido morto”, subentendendo que “bandido” não é aquele que cometeu crime, mas o cidadão desvalido que mora em uma favela. Crime, conforme tal visão, é ter nascido no lugar errado. Sob esse modo de ver, o policial que tenha chacinado dezenas de favelados não é bandido, nem o possuidor de helicóptero flagrado abarrotado de cocaína; bandido é o favelado pego mesmo com a mais ínfima quantidade de maconha. Assim, enquanto a missão dos supremacistas do norte é velar pela pureza da raça, a dos nossos consiste em zelar para que a miséria se perpetue por aqui, mantendo os desvalidos excluídos de tudo, tendo direito apenas a bala.

0,6 g de maconha e um Pinho Sol vs. 130 Kg de maconha e armas

Ao contrário dos americanos, no entanto, nossos supremacistas são hipócritas e sem brio; envergonhados, muito raramente explicitam pública e claramente seus pontos de vista reles e covardes.

Assim, nosso judiciário, por exemplo, é francamente supremacista, mas de maneira velada, inconfessável e vil, exercendo cotidianamente o supremacismo à brasileira, mas sem nunca o admitir.

Suponha duas contendas judiciárias análogas, estabelecidas entre querelantes de classes distintas. Imagine, por exemplo, uma acusação de estupro. Seja um favelado levado a um tribunal, acusado de estuprar moça de outra classe, e já estará, de antemão, condenado. A mesma exata acusação de estupro de uma favelada, no entanto, cometida por “cidadão de bem”, em nada resultará, restando à pobre, provavelmente, humilhação por ter aventado tamanha injúria. Assim, nossos supremacistas distinguem entre os “cidadãos de bem”, possuidores de bens e direitos, e os excluídos: favelados, miseráveis e toda a classe dos despossuídos, condenados à miséria eterna a ser perpetuada entre seus descendentes.

Velam por tal iniquidade nossos supremacistas, nossos policiais e nossos juízes, todos “pessoas de bem”.

Paradoxalmente, a natureza reles de tal postura se explicita exatamente na impossibilidade de explicitação da postura. Quero dizer, ao negar defender explícita e publicamente os princípios que justificam suas ações, tais tipos expõem a natureza inconfessável dos preceitos que os norteiam. Negam, enquanto exercem hipocritamente, preceitos supremacistas reles e vis que não ousam defender publicamente.

Não foi o supremacismo à brasileira que, meses atrás, instou parte da população a bater panela contra a corrupção de políticos profissionais, derrubando então a presidente eleita, que não era nem política profissional, nem corrupta, mas associada aos despossuídos, para colocar em seu lugar um “cidadão de bem”, embora notório pilantra, possuidor das qualidades falsamente denunciadas na outra?

A televisão, nosso principal meio “educativo” corrobora e divulga a lamentável visão de mundo supremacista induzindo uma vasta parcela da população a endossá-la. Sob a forma hipócrita, a atitude execrável e repudiada em quase todo o planeta é vendida à população como uma visão de elite, tornando-a atraente. Ansiando por pertencer às classes superiores e se afastar das inferiores, cai-se na arapuca de endossar a visão de mundo covarde e reles dos que se vangloriam de pisotear nos mais fracos, covardia abjeta.

Assim sendo, ao julgar os supremacistas americanos, atentem que, comparados aos nossos, eles ao menos têm mais brio, não sendo tão reles e covardes a ponto de se verem compelidos a agir de forma hipócrita. Note que a covardia dos nossos, que os impede de defender publicamente as crenças e atitudes que governam suas vidas diárias, evita também que se corrijam, eternizando por aqui uma atitude indigna, vergonhosa, e desprezível a ponto de compelir seus defensores a só defendê-la em particular, prova do reconhecimento da vileza de seus modos.

A covardia de nossos supremacistas envergonhados, longe de aboná-los, só os torna ainda mais reles.

Pablo Villaça entrevista Luiz Inácio Lula da Silva




Entrevista exclusiva com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Na entrevista, concedida ao escritor e crítico de cinema, Pablo Villaça, Lula tratou de temas como o clima de ódio na sociedade, o poder judiciário, o comportamento da mídia brasileira, eleições 2018 e a reforma política.

Etimologia

Zucolotto, Moro, um roqueiro decadente e Rosângela Moro 
Palmério Dória 

Zucolotto em tupi-guarani quer dizer o sócio da Rosângela que pega o por fora do Moro.

Procurador ataca Kakay, que rebate: desonra o MP


Agora foi vez do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, correr em defesa do juiz Sérgio Moro e rebater declarações de Kakay, advogado de réus na operação, sobre caso envolvendo um amigo do juiz Sérgio Moro; "Tome vergonha na cara", disse o procurador; na tréplica, Kakay disse que o procurador desonra o MP:
"Comentei as acusações dando a ele o pressuposto da presunção de inocência, que ele e sua turma negam a todos. Este procurador, que desonra o MP, ao usar o Facebook como maneira de intimidação, de forma ridícula, nem mereceria resposta, mas eu o faço em homenagem a um MP que orgulha o país e ao qual a advocacia respeita, elogia e reverencia".

Brasil 247

Narconave dos Perrela levanta voo na internet com ajuda de juíza


Justiça faz o helicoca levantar voo na internet

Em decisão inédita a juíza da 6ª Vara de Justiça Civil do Distrito Federal proibiu o blog DCM de usar a palavra helicoca para se referir aohelicóptero que foi apreendido com quase 500 kg de cocaína

A CF/88 garante a liberdade de imprensa, mas isto parece não ter incomodado a autora da decisão. A dignidade do senador Perrella foi considerada mais importante do que qualquer outra coisa, muito embora ele já tenha sido gravado dizendo que é traficante de drogas.

À judicialização da política se desdobra agora em judicialização do vocabulário político. Em pleno século XXI retornamos à Idade Média, época em que a Inquisição punia tanto os atos de heresia quanto a linguagem herética. A destruição física dos hereges, porém, não foi capaz de destruir as palavras deles. Tanto que podemos ler a obra de Giordano Bruno.
As palavras proibidas exercem um poder de sedução maior do que as outras. Isto explica porque o venerável Jorge, o bibliotecário cego do romance O Nome da Rosa, preferiu envenenar as páginas do livro de Aristóteles sobre a comédia ao invés de simplesmente rasgar o volume. 

Ao contrário do que pode ter imaginado a autora da decisão comentada a linguagem é um fenômeno histórico dinâmico. Ela não pode ser interrompida, transformada, regulada ou domesticada por decisões judiciais. No mesmo dia que a proibição do uso da palavra helicoca se tornou conhecida milhares de pessoas zombavam da juíza reproduzindo-a exaustivamente nas redes sociais.

#Helicoca virou um tópico discutido no Twitter, com direito a piadas e memes ridicularizando tanto o senador quanto a juíza que protegeu a honra dele. Se cometer o erro de tentar coibir o uso de helicoca na internet a juíza descobrirá rapidamente que não pode censurar a rede mundial de computadores, nem tampouco prender ou multar milhões de pessoas que desafiaram e que desafiarão sua decisão.

O único efeito prático da censura imposta ao DCM, portanto, será fragilizar ainda mais um Judiciário que perdeu o rumo ao rasgar a CF/88 para legitimar o golpe de 2016. A reação popular à proibição da palavra helicoca, por outro lado, prova a saúde de uma sociedade civil que decidiu não se deixar dominar pelo obscurantismo de toga.

Se não queria se expor ao ridículo, a juíza deveria ter indeferido a liminar sob o fundamento de que não compete ao Judiciário legislar sobre os hábitos linguísticos dos jornalistas e da população. Além disso, o autor da ação não é nenhum exemplo imaculado de moralidade política e este fato poderia ter sido levado em conta.

O treinamento dos agentes americanos Sergio Moro e Rodrigo Janot


DIÁLOGOS DO SUL - Como o senhor vê o juiz Sergio Moro? Herói inquestionável para uns, inquisidor a serviço da plutocracia para outros, ele é sinônimo de polêmica, inclusive, por que passou por um estágio no FBI, segundo a filosofa Marilena Chauí.

MONIZ BANDEIRA – O que Marilena Chauí disse é, virtualmente, certo. De qualquer modo, o fato é que o juiz Sérgio Moro, condutor do processo contra a Petrobras e contra as grandes construtoras nacionais, realizou cursos no Departamento de Estado, em 2007.

No ano seguinte, em 2008, o juiz Sérgio Moro passou um mês num programa especial de treinamento na Escola de Direito de Harvard, em conjunto com sua colega Gisele Lemke.

E, em outubro de 2009, participou da conferência regional sobre “Illicit Financial Crimes”, promovida no Rio de Janeiro pela Embaixada dos Estados Unidos.

A Agência Nacional de Segurança (NSA), que monitorou as comunicações da Petrobras, descobriu a ocorrência de irregularidades e corrupção de alguns militantes do PT e, possivelmente, passou informação sobre o doleiro Alberto Yousseff, a delegado da Polícia e ao juiz Sérgio Moro, de Curitiba, já treinado em ação multi-jurisdicional e práticas de investigação, inclusive com demonstrações reais (como preparar testemunhas para delatar terceiros).

Não sem motivo o juiz Sérgio Moro foi eleito como um dos dez homens mais influentes do mundo pela revista Time.

Seu parceiro, o procurador-geral Rodrigo Janot, acompanhado por investigadores federais da força-tarefa responsável pela Operação Lava Jato, em fevereiro de 2015, foi a Washington buscar dados contra a Petrobrás e lá se reuniu com o Departamento de Justiça, o diretor-geral do FBI, James Comey, e funcionários da Securities and Exchange Commission (SEC).

Sérgio Moro e o procurador-geral da República Rodrigo Janot atuaram e atuam com órgãos dos Estados Unidos, sem qualquer discrição, contra as companhias brasileiras, atacando a indústria bélica nacional, inclusive a Eletronuclear, levando à prisão seu presidente, o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva.

E ainda mais eles e agentes da Polícia Federal vazam, seletivamente, informações para a mídia, com base em delações obtidas sob ameaças e coerção, com o objetivo de envolver, sobretudo, o ex-presidente Lula.

Os danos que causaram e estão a causar à economia brasileira, interna e externamente, superam, em uma escala muito maior, imensurável, todos os prejuízos que a corrupção, que eles dizem combater.

E continua a campanha para desestruturar as empresas brasileiras, estatais e privadas, como a Odebrecht, que competem no mercado internacional, América do Sul e África.



Chico Castro Jr.

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