segunda-feira, 15 de maio de 2017

Continuemos a atirar contra a escuridão

Carlos D'Incao

ATIRAR CONTRA A ESCURIDÃO

A guerra das forças reacionárias contra as forças populares acaba de chegar em um de seus momentos mais decisivos e também mais elucidativos.

O momento é decisivo porque nas próximas semanas os reacionários pretendem lançar um ataque fulminante contra a classe trabalhadora, retirando-lhe de uma só vez a maior parte de seus direitos trabalhistas, seu direito real de aposentadoria e todas as vias políticas e sociais para reverter esse quadro.

Congresso, Senado, Presidência, Judiciário e os grandes meios de comunicação alinharam-se para, nos próximos meses, criarem um novo país que será o paraíso para uma ínfima minoria e o inferno para a esmagadora maioria dos brasileiros que, na prática, perderão sua cidadania.

Com uma fina e inteligente intuitividade, os mais humildes se amparam cada vez mais na esperança de que Lula possa deter esse massacre contra os seus direitos. Os institutos de pesquisa dizem que o ex-presidente possui mais de 40% de intenção de votos. Possivelmente essa intenção seja, na realidade, ainda muito maior...

E por saberem disso, a direita quer vandalizar a imagem desse político sem poupar esforços, sem nenhum escrúpulo e desconhecendo qualquer limite moral (como o caso de Dona Marisa pôde comprovar...).

Querem condenar Lula na Lava-Jato ainda no primeiro semestre. Com isso, além de abrirem as portas para a sua inelegibilidade em 2018, criariam um fato político para acobertar a notícia da aprovação de suas reformas - planejadas para serem votadas na calada da noite.

Por tudo isso, o momento é decisivo.

Mas também vivemos um momento elucidativo pois hoje podemos ver com clareza quem são os verdadeiros patriotas, que lutam por um país soberano onde o povo tenha assegurado seus direitos mais elementares; e quem são os traidores dessa nação, que querem regredir o Brasil ao seu triste passado colonial e escravista.

Esses traidores sabem que depois de destruírem o futuro de milhões de brasileiros não conseguirão mais ficar no poder pela via democrática. Vão dar novos golpes contra a democracia até ela deixar de existir. E não tenhamos dúvidas: os mesmos que já congelaram por vinte anos os investimentos em saúde e educação, não terão vergonha em liquidar com o direito ao voto dos brasileiros.

Mas ainda assim, a guerra não está perdida. Muito pelo contrário. Essa ofensiva reacionária pode e deve ser vencida pelas forças populares.

Continuemos a atirar contra a escuridão, pois em breve descobriremos que o inimigo está muito longe de ser invencível. Em verdade podemos afirmar que lutamos contra uma força que luta contra o sufocamento que lhe conduzirá a sua inevitável morte.

E os fascistas, em seu desespero, facilitam nossas batalhas nos indicando quais os movimentos que devemos fazer para enterrá-los em definitivo.

Seu maior inimigo político é o Lula. Por essa razão Lula é o personagem que deve ser blindado pelas forças populares. E que seja uma blindagem inexpugnável! Que venham as ofensas e as infâmias histéricas dos reacionários. Assim sempre foi a direita ruminante do Brasil: são muitas as bocas que ofendem, mas são pouquíssimas as cabeças que de fato sabem pensar.

Os conservadores temem os protestos de massa, as greves gerais, a ocupação da Rede Globo, a invasão de Brasília e o lançamento oficial da candidatura de Lula a presidente. Pois é exatamente essa que deve ser a agenda das forças populares.

Mas nunca nos esqueçamos que o maior de todos os pesadelos dessas hordas fascistas sempre residirá no exemplo histórico do que o povo brasileiro é capaz de fazer, quando forças decrépitas insistem em aviltar sua dignidade. Vejamos.

Um rápido desfile militar derrubou a "eterna" monarquia dos Bragança em 1889; uma pequena caravana popular colocou fim na "indestrutível" República das Oligarquias em 1930; um colégio eleitoral mequetrefe encerrou a "poderosa" Ditadura Militar em 1985...

Hoje bastaria uma ocupação de duas semanas em Brasília para decretarmos o fim da Ditadura Temer-Tucana e fundarmos a 7ª República no Brasil, com novas eleições e uma nova constituinte.

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