sexta-feira, 31 de março de 2017

Sobre o "golpe" na Venezuela


1. Venezuela no tiene un sistema parlamentario como los europeos

2. Tiene cinco poderes en lugar de tres (ejecutivo, legislativo, judicial, ciudadano y electoral)

3. Contrariamente a lo que ocurre en los regímenes parlamentarios el parlamento no tiene en Venezuela la misma significación que en los sistemas europeos

4. Se rige por una Constitución que le establece las funciones así como a los demás poderes públicos

5. El órgano contralor y máximo intérprete de la Constitución es la Sala Constitucional del Tribunal Supremo

6. Es de este órgano de donde han emanado las sentencias controversiales

7. Las sentencias han sido emitidas a solicitud de recurso de interpretación sobre los acontecimientos institucionales que vive el país a partir del momento en el cual la oposición pasó a ser mayoría en el parlamento venezolano

8. El parlamento se ha extralimitado en sus funciones, ha desviado el poder y la autoridad que como institución tiene, ha usurpado en algunos casos las funciones del poder ejecutivo y desacata las medidas judiciales tomadas con competencia constitucional para ello por el Tribunal Supremo de justicia

9. Desde el mes de enero de 2017 se ha declarado en rebeldía absoluta

10. Las sentencias pretenden ordenar jurídica e institucionalmente el estado frente a un poder que desobedece al Tribunal Supremo y crea conflictos con los otros poderes

11. En la última sentencia la Sala Constitucional ha establecido que temporalmente hasta cuando el Poder Legislativo vuelva a la normalidad algunas de las funciones de ese poder, necesarias para el funcionamiento del estado, serán asumidas por el Tribunal Supremo.

12. Las funciones parlamentarias se incumplen por omisión o por actos no ajustados a derecho. La sentencia pretende asumir las funciones que por omisión impidan el funcionamiento del estado (ejemplo aprobar inversiones petroleras con compañías privadas para lo cual es necesario un protocolo que debe ser aprobado conjuntamente por el poder ejecutivo y el legislativo)

13. La constitución está intacta, el parlamento no ha sido disuelto, hay total respeto a los derechos humanos, existe plena libertad de expresión dentro del país, la participación política es plural dentro del país, los partidos existen y hay libre acceso a la justicia. Estos hechos demuestran que no hay golpe de estado en Venezuela

Embaixador da Venezuela Isaias Rodríguez

Desenhando


#AoVivo Milhares tomam as ruas de São Paulo contra a Reforma da Previdência

TVT: [SP] Grande ato contra as reformas da previdência e trabalhista

Manifestação em SP contra destruição da Previdência

Ao vivo: manifestação em São Paulo contra o golpe e pela greve geral

Subcelebridades do golpe são descartadas como lixo



por Leonardo Stoppa

Várias subcelebridades tiveram a chance de aparecer na mídia oficial graças ao grande investimento que o golpe recebeu. A regra era colocar no ar todo ator, músico ou outra pessoa de maior alcance que se propusesse a falar mal da Dilma. Hoje, após seus 15 minutos de fama, Frota e outros descartáveis seguem para um destino comum: O saco de lixo da imprensa oficial.


Moralidade a qualquer custo?

Moralista alemão, Homem do Ano de 1938
Luiz Carlos Bresser-Pereira
O Poder Judiciário e a Polícia Federal estão saindo do controle da sociedade. Transformaram-se em um poder perigoso para os destinos da democracia e do desenvolvimento brasileiro.
Nada é mais simples do que transformar a moral em um sistema de regras absolutas sobre as quais não há qualquer possibilidade de compromisso. Não é assim que cada um de nós age em relação a nós mesmos; não é assim que as sociedades, através dos tempos, agem na prática. Agir como se pretende tornaria a vida pessoal e a vida social inviáveis. Mas isto não impede que as pessoas adotem a retórica da moralidade a qualquer custo, da moralidade perfeita. O farisaísmo é sempre um tranquilizador perfeito da consciência.

Será razoável o que estamos fazendo no Brasil adotando essa “filosofia”? Primeiro, com os abusos da Operação Lava Jato, que começou moralizando o país, mas em seguida desrespeitou direitos e está destruindo nossas grandes empresas de construção; agora com a investida contra as grandes empresas exportadoras de carne.

Houve corrupção na Petrobrás? As práticas corruptas são antigas nas obras públicas? Valeu a pena encontrar os culpados e puni-los? Sem dúvida. Mas faz sentido usar da coerção para extrair delações, e “vasar” imediatamente seu conteúdo para a imprensa? Faz sentido não distinguir o caixa 2, que faz parte dos usos e costumes do financiamento de campanhas no Brasil, das propinas (oferecer obras ou emendas legislativas em troca de dinheiro)? Vale a pena desmoralizar todos os políticos brasileiros? Vale a pena realizar uma cruzada contra as empresas, ao invés de se apressar e simplificar os acordos de leniência? Definitivamente, não vale.

E agora a Operação Carne Fraca? Faz sentido a publicidade que a Polícia Federal deu a ela? Faz sentido anunciar ao mundo que a produção e exportação de carne do Brasil não está sendo devidamente fiscalizada? Que não esteja perfeitamente fiscalizada, é provável. Mas, de repente, a ação escandalosa transformou as grandes empresas exportadoras de carne, que, como as construtoras, são um patrimônio da sociedade brasileira, em empresas corruptas. Isto também não faz o menor sentido.

Pode fazer sentido para os defensores da moralidade absoluta. Mas sabemos que a moralidade perfeita é uma impossibilidade, como também o é a verdade absoluta.

Sim, precisamos de moralidade. Sim, precisamos punir a corrupção. Mas de maneira razoável, pragmática, sem violência. Na vida social e, mais ainda, na política, os valores são fundamentais. Na política as sociedades modernas definiram historicamente alguns grandes objetivos - a liberdade, o bem-estar, a diminuição das desigualdades, a proteção do ambiente, a segurança – e os principais meios para atingi-los: a democracia, a garantia dos direitos, o espírito republicano e a honestidade na vida pessoal e na vida pública. Mas é impossível alcançar esses objetivos de repente, por um ato de vontade. Alcançá-los envolve compromissos entre esses objetivos, que envolvem contradições, como também existem conflitos entre os meios adotados.

A Operação Lava Jato representou uma conquista enquanto processava e punia políticos, lobistas e funcionários que haviam se envolvido diretamente em propinas em troca de obras e de emendas; transformou-se em uma ameaça quando assumiu caráter partidário; e em uma maior ameaça quando admitiu que as propinas não aconteceram nem apenas e nem principalmente no PT. A Operação Carne Fraca começa mal desde o início.

Quando a Constituição de 1988 deu independência e poder ao Ministério Público, eu me alegrei. Quando a Polícia Federal foi reformada e prestigiada no governo Lula eu igualmente me congratulei. Mas vejo agora que o Poder Judiciário e a Polícia Federal estão saindo do controle da sociedade. Transformaram-se em um poder perigoso para os destinos da democracia e do desenvolvimento brasileiro.

Sim, queremos mais honestidade na condução da vida empresarial e da vida pública, mas os padrões éticos são uma construção social, como também o são a construção da nação e do Estado. Uma construção que foi interrompida nos anos 1980, quando o Brasil parou de crescer e alcançar gradualmente os níveis dos países ricos. Uma construção que está hoje ameaçada pelo ressentimento, pelo radicalismo e pelo ódio. Não destruamos o Brasil. A moralidade é um valor maior, mas não é o único valor, e não pode ser assegurada a qualquer custo.

O dia em que Moro foi nocauteado


O dia em que Moro foi nocauteado com perguntas sobre abuso de autoridade

Cíntia Alves
"Ninguém tem cometido, neste país, mais abuso de autoridade do que você", disse um deputado do PT ao juiz da Lava Jato
Jornal GGN - A passagem de Sergio Moro pela Câmara dos Deputados, na quinta-feira (30), para discutir abuso de autoridade e Código de Processo Penal, foi marcada por uma enxurrada de perguntas que nenhum jornalista teve coragem ou oportunidade de fazer ao juiz símbolo da Lava Jato. A maioria, sobre o caráter político-partidário e os expedientes adotados ao longo da operação, como o uso desenfreado de conduções coercitivas e os vazamentos que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff.

Parlamentares que faziam parte da base do governo Dilma não pouparam Moro de ouvir frases como "Ninguém tem cometido, neste país, mais abuso de autoridade do que você", disparada, no caso, por Zé Geraldo (PT). O petista ainda disse que se existisse uma lei contra abuso de autoridade, "Moro nem juiz seria mais".

O parlamentar tentou abordar o grampo telefônico que envolveu Dilma e Lula e o vazamento, por Moro, à imprensa, mas o presidente da sessão, deputado Danilo Forte (PSB), impediu. "Não vamos personalizar. Não estamos aqui para julgar o juiz Sergio Moro", disse.

O deputado Paulo Teixeira (PT) disse que a Câmara tem tanto compromisso com o combate à corrupção quanto a Lava Jato. Porém, com o cuidado de fazer esse combate "de maneira republicada, respeitando a Constituição".

"Não queremos prender os juízes. Queremos evitar que os juízes façam política partidária. O juiz pode ser político, se se afastar da Justiça e se candidatar. Flávio Dino [governador do Maranhão] é um caso", comentou, ao abordar o abuso de autoridade, projeto de lei que está no Senado e não agrada Moro.

"O abuso de autoridade é para inibir a atuação político-partidária. Por exemplo, vossa excelência quebrou o sigilo da presidente Dilma. O ministro Teori entendeu como ilegal essa atitude. Eu pergunto a vossa excelência se, no contexto do golpe parlamentar, o senhor queria contribuir para derrubar a presidente Dilma?", indagou Teixeira.

O deputado ainda disse que o Brasil carece da figura de um "juiz de garantia", que "garanta a imparcialidade do julgamento". Na sequência, questionou se Moro acha que é imparcial em relação a Lula depois de ter decretado a condução coercitiva ilegal do ex-presidente, em março de 2016. "Vossa excelência não acha que perdeu a imparcialidade nesse caso, principalmente depois daquela foto do Aécio Neves?"

Teixeira também abordou o impacto da Lava Jato na economia, citando estudo que indica que a operação custou até 3% do PIB brasileiro, após acabar com milhões de empregos. Perguntou a Moro se não é possível fazer um combate à corrupção sem destruir as empresas investigadas.

Outro abuso de autoridade mencionado pelo petista foi a condução coercitiva e quebra de sigilos do blogueiro Eduardo Guimarães, uma afronta à liberdade de imprensa.

Acompanhe a partir dos 37 minutos:


O deputado Wadih Damous (PT) disse que por conta do "Direito em vigor construído pela República de Curitiba", as garantias do cidadão, hoje, estão sendo "pulverizadas" em nome de um chamado "bem maior", termo muito utilizado "nas câmaras de tortura do DOI-CODI", por um "laboratório punitivista", a exemplo da Lava Jato.

Ele reiterou as perguntas de Teixeira sobre parcialidade e autoritarismo, e afirmou que, no Paraná, ainda há o abuso de o juiz participar ativamente do processo, determinando produção de provas contra os investigados.

Damous também perguntou se Moro, por acaso, participou de encontro com atores do filme sobre a Lava Jato. Nesta semana, a Polícia Federal - que colabora com a produção do filme fazendo até tour pela carceragem, exibindo presos como Marcelo Odebrecht e Eduardo Cunha - admitiu que fez imagens da condução coercitiva de Lula. Cópia das imagens teria sido entregue à imprensa.

Moro reagiu: "Não cabe a mim responder sobre casos concretos e pendentes. Não vim aqui para isso. Minhas decisões também estão sujeitas a diversos controles jurisdicionais. Os tribunais têm mantido minhas decisões, majoritariamente. Não me cabe aqui ficar me explicando a parlamentares que fizeram perguntas agressivas. Peço excusas, mas não vou respondê-las."

De maneira genérica, ele disse que, "no caso da Lava Jato, minha posição como juiz é totalmente passiva. Eu aprecio pedido das partes. Mas muitas vezes o cumprimento imparcial da lei é compreendido como ativismo.”

Teixeira negou ter ofendido Moro. “Uma coisa é fazer perguntas que incomodam. Outra coisa são ofensas”, disse.

Sobre o novo CPP em discussão, Moro questionou as "construções doutrinárias questionáveis" que apontam que, no Brasil, deveria existir uma separação entre o juiz que instrui o processo e o juiz que vai julgar a causa.

Segundo Moro, isso é desnecessário porque o "juiz brasileiro que participa da instrução não é como no modelo francês". Ele é "passivo", apenas aprecia os pedidos do Ministério Público e da autoridade policial, "não pede instrução probatória". Só na fase de julgamento, disse Moro.

Prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado (PSDB), combate o desemprego contratando todos os cupinchas derrotados nas urnas


Imprensa Oficial publica nomeações. As de sempre

Nomeações para cargos em comissão publicadas na IO de terça (4255) mostram socorro aos amigos desempregados

Pode-se afirmar com tranquilidade que a Prefeitura de Jundiaí é o melhor balcão de empregos da cidade. Candidatos que não se elegeram no ano passado, amigos, antigos assessores – a maioria conseguiu um cargo em comissão (sem necessidade de concurso público). As portarias foram publicadas na última edição da Imprensa Oficial, a de número 4255.

O ex-vereador Zé Dias (José Carlos Ferreira Dias), por exemplo, agora Assessor Especial de Relacionamento com a Comunidade – vai ganhar R$ 13.886,94. Outro ex-vereador, Silvio Ermani, agora é Diretor do Departamento do Serviço Funerário Municipal, com salário mensal de R$ 10.186,42.

Outro ex-vereador e ex-secretário também está com emprego garantido. Ary Castro Nunes Filho agora é Diretor do Núcleo de Planejamento, Gestão e Finanças – salário de R$ 10.186,42. Seu filho, Alexandro Castro Nunes, é Diretor do Departamento de Compras Governamentais, com o mesmo salário.

O ex-vereador José Galvão Braga Campos, o Tico, que não concorreu na eleição passada, agora é Assessor Especial para Assuntos Legislativos, com salário de R$ 13.886,94. Ex-assessores de vereadores também não ficaram de fora.

Estão nomeados Tiago Adami (ex-assessor de Tico) como Diretor do Departamento de Apoio Parlamentar, com salário de R$ 10.186,42; Edione Paz (também ex-assesora de Tico), como Assessora Municipal, Amélia Aparecida Leme (ex-assessora de Ana Tonelli na Câmara e de LFM na Assembléia) e Edineia da Silva Romano (ex-assessora de Gustavo Martinelli na Câmara e de Miguel Haddad na Câmara dos Deputados).

E ex-vereador com prestígio é outra história. A médica Silvana Baptista, ex-vereadora e ex- candidata, teve seu marido, Clóvis Pinhata Baptista, nomeado Diretor do Departamento de Assuntos Fundiários, com salário de R$ 10.186,42.

Outro ex-assessor de LFM na Assembleia também foi nomeado. Laudo Henrique Motta é Assessor Municipal (salário de R$ 5.507,31). Laudo seria sócio de Tico na franquia Yaksoba Brasil. Também está nomeada como Assessora Municipal a professora Edma Soares, que é ou foi muito ligada ao professor Oswaldo Fernandes, responsável pela Educação.

Quem estava na administração passada e virou a casaca também foi premiado. São os casos de Adilton Garcia, que comandou o Procon durante quase quatro anos, foi candidato a vereador sem sucesso e agora é o Ouvidor da Prefeitura – salário de R$ 10.186,42 – e Gilson Aparecido Pichioli, que continua à frente do Departamento de Fomento à Indústria, com salário igual ao do Ouvidor.

William Soares Paixão, que liderou as escolas de samba até um passado recente, é Diretor do Departamento do Patrimônio Histórico, com salário de R$ 10.186,42. E por falar em escolas de samba, a Lijunes já devolveu a verba do Carnaval que não existiu? Todas as informações são públicas e estão disponíveis no site www.jundiai.sp.gov.br


Folha de S. Paulo tenta mudar tudo para que tudo continue como está


Quando, ontem de manhã, acordei de sonhos intranquilos... não, não, dormi bem e não me transformei num inseto monstruoso. Mas foi realmente gozado: ontem de manhã, quando acordei como de costume, deparei com a notícia do "novo" projeto editorial da Folha e pensei imediatamente isso: poxa, deviam começar em casa. 

Aí fui surpreendida com um pedido de comentário. Eu inicialmente achei que não publicariam (afinal, nunca publicaram minhas cartas), depois pensei que não fariam isso, porque o próprio projeto diz que o jornal deve acolher críticas. E é claro que, com isso, pretendem demonstrar que são democráticos.

Talvez não percebam que a edição foi mesmo um "truque barato", como disse o Luis Felipe Miguel, esse de misturar uma crítica contundente a comentários em geral elogiosos. Puro formalismo. Porque não basta publicar eventualmente uma ou outra crítica: se elas se repetem, significa que o jornal descumpre seus princípios.

Não foi por outro motivo que citei esses casos. Haveria muitos mais, como estamos cansados de mencionar aqui, e como o próprio Luis Felipe tantas vezes denuncia. Mas precisava ser um texto curto (e grosso? ou phyno? sei lá: eu tento ser sutil, às vezes consigo, outras, não). Foi o possível.

Mas o "truque barato" não se resume a isso. Está, também, no título escolhido para a minha crítica: "Leitor cidadão" sugere um elogio, quando é exatamente o contrário, como notou a Letícia Sallorenzo, o Grande Pentelho da Semiótica. Quem não se der ao trabalho de ler o texto vai entender assim.

A sorte é que o texto é curto, então talvez leiam. E, possivelmente, entenderão que a suposta esperteza da edição é uma perfeita confirmação do que eu digo ali.

Editores podem se achar muito sagazes. Talvez não sejam tanto assim.

Eu, de fato, só lamentei pela foto, mas era das poucas que tinham em arquivo. Na verdade, eu nunca cuidei da minha imagem. Mas, que diabo, essa cara redonda já emagreceu um bocado. E aquela luz meio fantasmagórica, aquele sorriso meio forçado, enfim... (lembro quando o fotógrafo veio aqui, eu não sorria nem a pau, odeio foto posada). Mas eu tenho um álibi: a imagem que a Tatiana Carvalho, nossa aluna, fez no último Controversas. É dessas que "capturam a alma" da pessoa. É também a alma do comentário em questão. Então, reproduzo aqui.



As semelhanças entre Moro e Aécio










Fotos do golpista da província agrícola de Lula Marques

Sede da organização criminosa Globo é ocupada por manifestantes

Levante ocupa Globo com o mote: golpe, a gente vê por aqui

Rio 247 - Avalista do golpe parlamentar de 2016, que arruinou a economia nacional e manchou a imagem do Brasil no mundo, a Globo teve sua sede ocupada nesta manhã, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.

Manifestantes montaram dezenas de barracas e ergueram a faixa "Golpe, a gente vê por aqui". "Se a juventude se unir, a Globo vai cair", gritavam os manifestantes. 

Globo apoiou o golpe militar de 1964 e só pediu desculpas 50 anos depois, para, logo em seguida, apoiar o golpe parlamentar de 2016, que instalou Michel Temer no poder, um projeto reprovado por 90% dos brasileiros.


quinta-feira, 30 de março de 2017

Sobre a condenação do bandido Eduardo Cunha


Lembrando que a procuradoria pedia 184 anos de prisão para Cunha,
Lembrando que ele poderá agora recorrer à segunda instância,
Lembrando que no Brasil todos recorrem em liberdade e que a Lava a Jato tem mantido todos de esquerda presos,
Lembrando que Cunha recorrerá ao STF para responder em liberdade e lá Gilmar Mendes o Alexandre Moraes farão belos e emotivos discursos contra Moro,
Lembrando que mantida a condenação, Cunha cumprirá 1/4 da pena e sairá novamente
Lembrando que já cumpriu 6 meses de prisão em que ninguém viu cortado cabelo, uniforme laranja ou mesmo se está preso,
Lembrando que ele pode ainda dizer que precisa tratamento médico e cumprir o 1/4 de pena em hospitais penitenciários,
Lembrando que ele não devolveu um tostão e não delatou ninguém...

Com tudo isto vemos que Moro fez um favor a Cunha condenando-o. Poderia ter segurado mais o processo. Agora entrega para as instâncias superiores, ávidas por salvar suas peles ...

Não comemore, o golpe continua e agora Cunha não está mais sob pressão. Fim do risco a Temer, Moreira, Jucá e Padilha.


Edit 1: e como lembrou o Walter Gadelha, o atual ministro da justiça o Serraglio disse que Cunha deveria ser anistiado.

Juiz fascista de Curitiba esnoba deputado fascista do Rio



SÉRGIO MORO DEIXA JAIR BOLSONARO NO VÁCUO.

O deputado avistou o super mega pop juiz no aeroporto, correu feito uma tiete para cumprimentá-lo e Moro simplesmente o ignorou, não lhe entendeu à mão e saiu deixando o capitão da reserva feito um menino desiludido, com os olhos rasos d’água. É nítida a feição de frustração que configura o valente e destemido defensor da moral e dos bons costumes que na votação da Lei de Terceirização se absteve e justificou sua não posição por medo do massacre que sofreria. Puxa saco dos poderosos e sem coragem para peitar o governo contra seu pacote de maldades. Bolsomito virou Bolsomico ao achar que teria a mesma intimidade do que Aecim que faz Moro abrir largo sorriso quando lhe sussurra nos ouvidos. 

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Lições da História


Nilson Lage 

Leva tempo para uma situação nova ser compreendida e gerar respostas pela parte da população capaz de reagir (a maioria, na base da pirâmide, não tem acesso à informação e não se mete nessas “brigas de brancos”).

No golpe de 1964, a reação só veio, mesmo, três anos depois, com um movimento popular que ganharia as ruas, manteria pressão constante e culminaria com a resposta do poder pelo AI-5.

Inviabilizados os caminhos políticos, jovens lideranças de classe média descontentes partiram para as redes de apoio a ações de guerrilha, opção na época muito promovida; isolaram-se, assim, enquanto a economia se expandia, beneficiada pela conjuntura mundial.

O aumento do PIB e a ascensão do grupo de militares que defendiam o nacionalismo desenvolvimentista – portanto, a acelerada transformação no campo e ambiciosos projetos industriais – prolongaram a duração do regime militar.

Os segmentos atingidos pelo golpe de 2016 devem considerar longamente esses desdobramentos e sua cronologia, certos de que os estrategistas que armaram a arapuca em que se enfia o Brasil farão o mesmo, com a máxima competência.

Cunha é condenado pelo Nazista de Curitiba em julgamento relâmpago

  SS conduz o condenado para o  Obergruppenführer
Cunha é condenado por Moro a 15 anos e 4 meses de prisão

Do UOL, em São Paulo

O deputado federal cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi condenado nesta quinta-feira (30) a 15 anos e quatro meses de prisão. A decisão é do juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Cunha foi preso em 19 de outubro do ano passado no âmbito da operação e, atualmente, está no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. 

Essa é a primeira condenação do peemedebista. A defesa informou que vai recorrer da sentença ao TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre.

Cunha foi condenado por corrupção passiva pela solicitação e recebimento de vantagem indevida no contrato de exploração de petróleo em Benin, por três crimes de lavagem de dinheiro e dois crimes de evasão fraudulenta de divisas.

Na decisão que condenou Cunha, Moro criticou a lei de abuso de autoridade e lembrou o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavaski, morto em janeiro em um acidente aéreo. "Não há melhor momento para recordar o legado de independência do Ministro Teori Zavaski do que agora, quando discute¬se a aprovação de nova lei de abuso de autoridade que, sem as salvaguardas necessárias, terá o efeito prático de criminalizar a interpretação da lei e com isso colocará em risco a independência judicial, subordinando-a ao interesse dos poderosos", disse o juiz. Moro faz ainda um apelo ao Congresso:  "Espera¬se e confia¬se que o Congresso saberá proceder com sabedoria para a adoção de salvaguardas explícitas e inequívocas".

Direita prepara Doria para ser o novo Füehrer

A Sturmabteilung (SA) durante as prévias compradas pelo Füehrer 

Luis Felipe Miguel

Reportagem hoje dá conta de que a cúpula do PSDB começa a trabalhar a sério com a possibilidade de lançar Doria à presidência. Partem da percepção de que mesmo toda a blindagem não será suficiente para salvaguardar os caciques tradicionais do partido do desgaste que as repetidas menções em denúncias de corrupção provocam.

Doria nega e faz juras de amor a Alckmin, mas é claro que trabalha nessa direção desde que foi eleito para a prefeitura de São Paulo. Faz um uso calculado de bravatas grosseiras para vestir a fantasia de "anti-Lula" e aposta num marketing - até agora eficiente, por mais fajuto que possa parecer a quem tenha um mínimo de educação política - com alcance nacional.

Seria risível se não fosse assustador. Doria não é só o almofadinha acéfalo, o panda de cashmere (como às vezes é chamado, para desgosto dos simpáticos ursídeos chineses). Doria não é só o factoide sem estofo, o falso empreendedor cevado no compadrio com os donos do poder. Ele é o porta-voz do discurso gerencial que, ao buscar a abolição da política, busca eliminar os meios para que os dominados se organizem e resistam. E tinge esse discurso com características nitidamente autoritárias, negando legitimidade a qualquer dissenso. O bate-boca que ele travou ontem com um eleitor que ousou lembrar que o programa Minha Casa Minha Vida era devido à presidente Dilma Rousseff é chocante (o vídeo está aqui: https://goo.gl/XE9P2P). Doria não estabelece diálogo; utiliza seu monopólio do microfone para desferir impropérios e ameaças.

Por trás de seu figurino inofensivo, do sorriso falso, do discurso ppé-fabricado, do gestual robótico, Doria é mais uma versão - que se quer eleitoralmente palatável - do autoritarismo que toma conta do país.

Estadão garante que 420 milhões de brasileiros apoiaram prefeito João Doriana no Twitter

Léo Bueno

Eu queria agradecer ao Estadão por me providenciar uma ilustração de um debate em que estive envolvido hoje - na verdade, ainda há pouco.

Era sobre a qualidade da grande mídia atual, sobre o quanto ela desinforma, sobre o quanto ela está burra - e não só ideologicamente. A burrice ideológica, vai ver, é consequência.

Eu dizia que os jornais estão errando. Disse "errando" porque o verbo é um coringa. Ele substitui "mentindo" em muitos casos.

A notícia aqui publicada informa basicamente que um em cada dois usuários brasileiros ativos no Twitter se engajou "no tuíte do prefeito João Dória". Isso num único dia.

A ser verdade, Dória está marcando feio. Já devia ter regravado "Gangnam Style" e se candidatado a secretário-geral da ONU.

A ser verdade. Só que, ufa!, não é.

O jornal sequer preocupou-se em checar o número de usuários do Twitter nem em duvidar do número com que lidava, se é que ele não é inventado.

Se não foi inventado, o erro é grosseiro: o tuíte em questão tem 5.600 curtidas neste momento. Um pouquinho menos, só um pouquinho, do que 59 milhões.

Tudo isso depende de uma pesquisa mínima e de um raciocínio ainda menor. Se você tiver uma cabeça pensante, já não vai engolir nenhum número do Estadão sem ruminar um pouquinho.

Agora: "cutuvelada" não dá! Aí já dói algo profundo dentro de mim, algo que parece um chute nos meus países baixos, mas muito mais metafísico.

Senador gaúcho Lasier Martins agride a esposa

Mulher de Lasier Martins registra ocorrência contra o senador por agressão

Com lesões aparentes pelo corpo, a jornalista Janice Santos prestou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e realizou exame de corpo de delito IML


Matheus Teixeira - Correio Braziliense

A mulher do senador Lasier Martins (PSD-RS) afirma ter sido agredida pelo marido em meio a uma discussão, na última terça-feira. Com lesões aparentes pelo corpo, a jornalista Janice Santos prestou queixa na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), na 204 Sul, e realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Ela acusa o parlamentar de lesão corporal e injúria, e diz que esta não foi a primeira vez que sofreu agressões de Lasier. O senador, por sua vez, nega as acusações e afirma que apenas “reagiu para se defender”, pois, segundo ele, Janice teria partido para cima com um objeto de metal. Além disso, o congressista alega que ela própria se feriu para forjar a situação.

Eles são casados há quase cinco anos e estão em processo de separação. No depoimento prestado à Polícia Civil, por volta das 10h de terça, a jornalista levou a empregada doméstica da residência, que presenciou a cena, para servir como testemunha. De acordo com Janice, 38 anos, ela já havia sofrido agressões em outras oportunidades, mas não tinha avisado a polícia. Desta vez, porém, decidiu detalhar o caso e garantiu que se trata de um homem “violento e agressivo”. Ela afirma que sofreu chutes nas pernas e que segurava um porta-joias no momento da briga e teve a mão pressionada contra o acessório, o que também deixou lesões aparentes.

Janice contou que, mais de uma vez, foi xingada e humilhada pelo marido. “Dizia que eu era burra, que não entendia nada de política, apenas de moda”, além de chamá-la de “chantagista e paranoica”, segundo relato dado na delegacia. Em outra briga, logo após ela ter passado por um processo cirúrgico na barriga, ele teria chutado a região recentemente operada.

Lasier Martins confirma que está em processo de separação e que ela quer “chantageá-lo” com “denúncias falsas”. “Ela partiu para cima de mim e eu apenas reagi para me defender, sem agredi-la. Ela mesmo se cortou e passou sangue em mim. Ela é louca. Está me chantageando por conta do divórcio. Não tenho dúvida de que a polícia vai apurar o caso e concluir que não fiz absolutamente nada”, argumenta.

O relato do senador dá outra versão sobre o fato de a doméstica ter comparecido à Deam. “No dia da briga, ela saiu de casa e levou a empregada na delegacia. Mas a doméstica se recusou a ser testemunha, pois sabe que é tudo mentira. A funcionária lá de casa, inclusive, me procurou no meu gabinete para dizer que havia se recusado a mentir para a delegada. Ela estava no local e não viu nenhuma agressão, pois isso não aconteceu”, afirma.

Antes de entrar na vida política, quando se elegeu senador na primeira eleição que disputou, em 2014, Lasier era um dos principais jornalistas da filial da Rede Globo no Rio Grande do Sul. Segundo o próprio contou em entrevistas na época em que anunciaram o início do relacionamento, ele a conheceu em Passo Fundo (RS), em 2012, quando esteve na cidade para mediar debates eleitorais. Janice era a âncora do Jornal do Almoço, o noticiário do meio-dia, da sucursal da emissora naquela região. O Correio entrou em contato com a advogada de Janice, que preferiu não comentar o assunto.

“Ela partiu para cima de mim e eu apenas reagi para me defender, sem agredi-la. Ela mesmo se cortou e passou sangue em mim. Ela é louca”

Congresso não representa sociedade e ataca quem não está lá para se defender

Representação
Luis Fernando Verissimo

Há muito mais operários, trabalhadores no campo e empregados em geral — enfim, povão — do que a soma de todos os empresários, evangélicos, rentistas, latifundiários etc. do nosso Brasil. O que quer dizer que a grande, a eterna crise que vivemos, é uma crise de representatividade. Minorias com interesses restritos têm suas bancadas amestradas no Congresso. A imensa maioria do país tem representação escassa, em relação ao seu tamanho, e o que passa por “esquerda” na oposição mal pode-se chamar de bancada, muito menos de coesa. Só a ausência de uma forte representação do povo explica que coisas como a terceirização e a futura reforma da Previdência passem no Congresso como estão passando, assoviando. Os projetos de terceirização e reforma da Previdência afetam justamente a maioria da população, a maioria que não está lá para se defender. Li que a Lei das Privatizações vai ser mais “dura” do que sua versão original, que não agradou aos empresários. Os empresários pediram para o Temer endurecer. Os empresários têm o ouvido do Temer. O povo era um vago murmúrio, longe das conversas no Planalto.

Não há muita diferença entre o que acontece hoje e como era na Velha República, em que o país era governado por uma casta autoungida, que só representava a si mesma. Agora é até pior, pois a aristocracia de então não se disfarçava. Hoje, temos uma democracia formal, mas que também representa poucos, e se faz passar pelo que não é.

Claro, sempre é bom, quando se critica o Congresso, destacar as exceções, gente que na sua briga para torná-lo mais representativo quase redime o resto. Que se multipliquem.

ROTAÇÃO

Da série “quem diria...” Uma das razões para impedir que um comunista chegasse um dia à Presidência dos Estados Unidos era o temor de que o país passasse a ser governado pelo Kremlin. A possibilidade de um comunista ser eleito era remota, mas o medo era real, e alimentou o macarthismo e as atividades do FBI durante anos. Corta para hoje, e a revelação de que o FBI está investigando a possibilidade de o Kremlin ter ajudado na eleição do... Trump! Um espécime acabado de reacionarismo americano. Outra prova da rotação da Terra.

Mineirinho tem 74% de desaprovação, Santo, 67% e Careca, 70%

O blog de José Roberto Toledo, no Estadão, tratou dos resultados da pesquisa Ipsos. O PSDB, sócio do golpe, está em frangalhos:

Novo prefeito de São Paulo, João Doria é o tucano mais bem colocado no ranking do Ipsos: 45% desaprovam sua atuação, 16% aprovam e 39% dos brasileiros não o conhecem o suficiente. Desconhecimento é sua vantagem comparativa dentro do partido. 
Outros nomes do PSDB são mais conhecidos e mais desaprovados que ele. O senador Aécio Neves tem 74% de desaprovação e 11% de aprovação; o governador Geraldo Alckmin (SP), 67% e 16%; FHC, 67% e 23%; o senador José Serra, 70% e 20%, respectivamente.
DCM

quarta-feira, 29 de março de 2017

Correntes no WhatsApp e notícias falsas: isso precisa parar!




ISSO PRECISA PARAR! (Correntes no WhatsApp e Notícias falsas).

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Prefeito almofadinha de São Paulo deve mais de 90 mil de IPTU

DCM

O prefeito João Doria (PSDB) acumula uma dívida de pouco mais de R$ 90 mil com a Prefeitura de São Paulo. O débito é referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de sua mansão nos Jardins, área nobre da capital paulista. A Secretaria de Comunicação da gestão Doria afirmou que ele vai pagar o valor ainda nesta quarta-feira (29) e que requeriu o boleto para executar a cobrança.

O imbróglio começou em 2002. Naquele ano, Doria discordou da cobrança de uma alíquota progressiva no IPTU de seu terreno, de 3.042 m², nos Jardins, e entrou na Justiça para não pagar parte do imposto. Ele quitou R$ 4.544 e contestou na esfera judicial o restante: R$ 11.160.


Advogado é atacado e ofendido por deputados golpistas, imbecis e corruptos

Maximiliano Garcez é atacado por deputados golpistas de Valdir Fiorini on Vimeo.

PMs nascem idiotas ou se tornam com o exercício da "profissão"?

Leandro Fortes

SADISMO

A Polícia Militar foi chamada para dispersar a manifestação de servidores públicos de Cubatão, na Baixada Santista, contrários à reforma administrativa do prefeito da cidade, Ademário da Silva, do PSDB.

A PM paulista, claro, baixou o pau nos manifestantes e tacou bombas de gás lacrimogêneo, sem dó.

Um dos PMs envolvidos no ataque decidiu fazer graça com a situação, no Facebook.

Eu queria saber qual o tipo de estrume que enfiam no cérebro desses garotos, dentro desses quartéis herdados da ditadura.

Para saber mais: https://glo.bo/2mPptR0

Fundação Perseu Abramo divulga vídeo do ato histórico de Lula em Monteiro

Educação em Florianópolis vai mal

O mercado não informou quanto custa a dúzia de doze de ostra artificial.

O Rio de Janeiro continua lindo?

Leonardo Valente

O Estado do Rio está com um governador com mandato cassado pelo TRE exercendo o cargo, com cinco dos sete conselheiros do Tribunal de Contas presos, com o presidente da Assembleia Legislativa na mira da PF, com salários dos servidores atrasados há meses, com sua universidade estadual mais importante sem condições de funcionar, com o Judiciário estadual brigando em Brasília para receber a parte constitucional que lhe cabe do orçamento, com suas contas bloqueadas pelo governo federal, com o ex-governador e sua mulher presos por conta do mais impressionante desvio de verbas que já se teve notícia por aqui. 

Não tem análise política ou comentário apocalíptico que dê conta disso, minha gente.

Por que o anúncio da Amazon deu essa cacetada no manequim que governa São Paulo?



Nilson Lage

Por que o anúncio da Amazon deu essa cacetada no manequim que governa São Paulo?

Não é porque Jeff Bezos seja "de esquerda"; pelo contrário.

Trata-se de um tipo de publicidade - a da Benetton ficou famosa, mas o criador do gênero foi mesmo Edward Bernays, o pai das relações públicas, quando associou mulheres fumando à campanha feminista para vender cigarros, em 1929 - que busca, por via da agressão, apoiar-se em um sentimento difuso do público-alvo.

No caso, o público-alvo da campanha de venda do dispositivo leitor de livros são pessoas com pretensões intelectuais, de cultura medianamente refinada (os autores citados indicam isso); e o sentimento difuso a antipatia despertada pela medida do prefeito cobrindo de cinza os grafites da cidade.

Uma das vantagens dessa estratégia é motivar repercussão grátis, como o noticiário dos jornais e este comentário. A desvantagem - que, para a Amazon, pouco importa - é aporrinhar o tal prefeito e seus seguidores (que não são afeitos a livros).


O que aconteceria se você parasse de votar no PSDB, PMDB e aliados?


Maranhão, um dos estados mais pobres do Brasil, governado por Flávio Dino (PCdoB).

Note-se que o custo de vida no Maranhão é mais baixo que em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre ou Rio de Janeiro e, portanto, o poder de compra desses salários é ainda maior do que parece para quem mora nesses lugares governados pela direita desde 1822.

Beata Marina Silva retorna à TV mais imbecil e reacionária que nunca


Você viu o programa do partido da Santa na televisão? Consome quase todo seu tempo com loas à lava jato. e encerra com cenas das manifestações pró-golpe na Paulista e em Brasília.

Fernando Morais

Poder Judiciário pode e deve ser dissolvido e reconstruído do zero para construir um regime democrático

Ninguém merece isso
Após atuação política de exceção, é necessário repensar o Poder Judiciário

Por Osvaldo Estrela Viegaz

A Constituição Federal de 1988 foi classificada por Ulysses Guimarães como a “Constituição Cidadã”, em evidente contraponto com a até então vigente Constituição Federal da Ditadura Militar outorgada em 1967 e que continha em suas disposições ainda o autoritarismo dos 17 Atos Institucionais. É considerada por muitos como um marco da redemocratização e garantia de direitos que, outrora, foram ignorados e transgredidos pelo Estado autoritário vigente.

O que se esquecem, todavia, é que a redemocratização não enseja, doutro ângulo, o esquecimento das situações ditatoriais. Lidar com as questões que atingiram o Brasil por vinte anos é fundamental para compreensão dos motivos de, ainda hoje, as estruturas encontrarem-se inabaláveis e, mais do que isso, de que no fundo as mudanças que todo processo democrático abrem lastro em momento algum foram colocadas em prática e, cada vez com maior proeminência, se apresentam diametralmente oposta a esta construção.

Veja-se que a “transformação” do regime ditatorial para o regime democrático não apagou suas características totalitárias. Pelo contrário, o advento duma Carta Constitucional que se coloca na esteira de proteção de direitos e liberdades individuais que não se efetivam na realidade nacional é característica marcante dessa tentativa brasileira de revestir a exceção e o totalitarismo como democracia.

O Poder Judiciário, dentro dessa conjuntura, é um dos principais temas que devem ser repensados, num momento no qual sua atuação política se reveste da exceção e coloca em voga a fragilidade das instituições democráticas nacionais, ou seja, o judiciário encontra-se no patamar de criar a situação de exceção ou de confirmar os atos tomados nestas circunstâncias. Agem em afronta ao texto constitucional como se tal afronta perpetrasse um modelo de “justiça” em que se vislumbra nessas terras tupiniquins: para se atingir os poderosos a “justiça” deve seguir suas próprias leis, ainda que para tanto atue de forma ilegal, ilegítima ou mesmo que cause injustiça.

O caso mais recente e que ganhou manchetes do mundo todo é a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães com a consequente quebra de sigilo para se apurar as fontes de suas matérias jornalísticas. Em primeiro lugar, a condução coercitiva é, por si só, medida autoritária e de abuso de poder, já que em momento algum referido blogueiro se negou a comparecer para prestar depoimentos – situação muito análoga com a vivida pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em março de 2016 – e, num segundo momento, têm-se que direitos tidos como garantias fundamentais resguardados na Constituição são ignorados, afastados e suspensos unicamente pelo fundamento que se passa na mente do juiz condutor dos processos da Operação Lava-Jato.

Ainda, temos igualmente a presença do Supremo Tribunal Federal, que se coloca como verdadeira anomalia constitucional. Ninguém sabe ao certo qual a sua posição na conjuntura político-jurídica estabelecida pela Constituição Federal de 1988 – sobretudo por manter as estruturas que há mais de um século estabelecia os ditames jurídicos do país –, mas podemos afirmar, sem dúvidas, que a instituição STF é um grande problema na atualidade nacional: criam decisões políticas, entendimentos diversos que se modificam da noite para o dia e estabelecem as regras para o jogo que todos jogam, inclusive eles próprios. Referendam a exceção em que se encontram e a colocam como fundamental para que a “democracia” exista.

Esse modelo possibilita não somente a criação da exceção, mas igualmente a produção em massa de corpos, de apátridas, de homines sacri, que se encontram fora do espectro legal, mas que retornam a ele quando, de alguma forma, se encontram perante a infração dessa mesma lei que os exclui. O relato de Hannah Arendt como apátrida nos Estados Unidos, nos permite enxergar como, numa “democracia” que combateu o autoritarismo mundial do fascismo, ilegalidades também são praticadas como forma de garantir que a legalidade permaneça aos “cidadãos de bem”.

O apátrida estava sujeito a ir para a cadeia sem jamais cometer um crime. Mais que isso, toda a hierarquia de valores existentes nos países civilizados era invertida nesse caso. Uma vez que ele constituía a anomalia não-prevista na lei geral, era melhor que se convertesse na anomalia que ela previa: o criminoso.

No Brasil a Constituição somente é utilizada pelo Poder Judiciário quando está de acordo com os preceitos individuais de quem julga, enquanto que, quando ela bate de frente com esses preceitos ela é ignorada, tendo suas determinações suspensas e as ditas garantias fundamentais se tornam meras espectadoras da exceção, sem que se tenha, contudo, a decretação dessa excepcionalidade.

A vida constitucional se faz de aparências na República Brasileira. Basta analisarmos como o pacote de medidas de austeridade que propõem a inconstitucional reforma da previdência prevê que toda a sociedade brasileira deverá se ajustar a esse novo cenário, menos eles próprios, que se encontram na “liderança” do poder governamental. Tal fato, que de tão notório e escandaloso chamou atenção da mídia internacional, foi matéria recente do “Jornal The New York Times”.

Podemos citar, neste sentido, o Professor Willis Santiago Guerra Filho ao trazer que “a Constituição Federal de 1988 já nasce ensejando a sua própria desconstituição”. Enquanto não entendermos que a democracia nunca será construída enquanto não discutirmos os entraves e os entornos das estruturas que dominam o país – independente de estarmos tratando do período Colonial, Imperial ou Republicano – continuaremos iludidos em nossa versão de democracia, cujo totalitarismo da exceção se apresenta como forma única de governabilidade. Tudo dentro dessa ilusão.

A produção dum discurso de exclusão que se colocam todos aqueles que “jamais descumpriram a lei” e que por isso “defendem o combate à corrupção a todo custo, ainda que diante de ilegalidades” é o que se apresenta como forma de assentamento da atuação do poder judiciário no Brasil, haja vista que o contentamento de grande parcela da sociedade ocorre não pelo cumprimento da lei, mas pelo total descumprimento do seu texto. Lembremos do poema “Intertexto”, do alemão Bertholt Brecht, quando os horrores nazistas e a II Grande Guerra ainda atingiam a Europa e o Mundo:

Primeiro levaram os negros,
mas não me importei com isso
eu não era negro.
Em seguida levaram alguns operários,
mas não me importei com isso
eu não era operário.
Depois prenderam os miseráveis,
mas não me importei com isso
eu não era miserável.
Depois agarraram uns desempregados,
mas como tenho meu emprego
também não me importei.
Agora estão me levando,
mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém,
ninguém se importa comigo.

O jogo político-jurídico que a pseudo-democracia brasileira esconde e que ainda não entendemos e não discutimos é: a aparência da lei deve ser preservada, principalmente quando a lei é infringida.


Jornalistas da área esportiva não sabem ler, escrever e contar

Treinamento de jornalista esportivo
Léo Bueno

Instantâneos da cobertura da imprensa - no esporte.

- Há quatro horas, o UOL dizia: "Chile vence a Venezuela e elimina chance de classificação antecipada do Brasil". Neste momento a manchete é: "Brasil está classificado para a Copa/2018". Entende-se: o estagiário é de Humanas, né? 

- O Estadão também dá destaque à classificação: "Nenhuma seleção pode ultrapassar os 33 pontos do Brasil de Tite". Outro estagiário de Humanas. O Brasil está classificado porque, até o fim das Eliminatórias, a pior posição a que pode cair é a de quarto colocado. Ou seja: três seleções ainda podem ultrapassar o Brasil de Tite. Não vão, mas podem.

Com tanto erro amador, é de enlouquecer quando a gente pensa que uma imprensa assim, que não consegue publicar notícias mais precisas do que muitos amigos meus de Facebook - alguns de Humanas, muitos de Exatas e até de Biológicas -, tenha tido tanta competência para apoiar um golpe de Estado numa área, a Política, que precisa ser ainda mais acurada.

Trump quer destruir o meio-ambiente para produzir lucro para 0,1% da humanidade

Luis Felipe Miguel

Trump revogou decisões de combate ao aquecimento global que o governo Obama tinha tomado. Dá novo sinal verde para as usinas termoelétricas e, na prática, assinala o descompromisso dos Estados Unidos com o Acordo de Paris. Não foi a toa que Trump nomeou, para a agência federal de proteção ambiental, um advogado ligado à indústria do petróleo, confessadamente defensor do dióxido de carbono que, segundo ele, não faz mal a ninguém.

A discussão sobre o aquecimento global mostra com clareza o que é o capitalismo e como a busca do lucro torna todo o resto secundário - incluindo neste resto o futuro da humanidade e do planeta. É muito elucidativa a leitura do livro da jornalista canadense Naomi Klein, This changes everything: capitalism vs. the climate, publicado em 2014. O livro relata como os grupos conservadores do mundo desenvolvido lidam com o problema.

Em primeiro lugar, há a indústria da negação do aquecimento global, que promove badalados seminários com jornalistas, blogueiros e alguns poucos cientistas de segunda linha, tudo fartamente financiado por dinheiro das corporações ligadas ao combustível fóssil. Para os estudiosos do clima, as evidências da mudança climática causada pelos seres humanos fizeram com que a controvérsia já tenha se encerrado, faz tempo. Ela é mantida acesa na “opinião pública” graças a golpes publicitários que põem em evidência os porta-vozes das companhias de petróleo, às vezes brandindo pesquisas fajutas, às vezes só retórica.

A negação do aquecimento global tende a levar à denúncia das motivações dos que alertam para seus riscos. Uma pequena amostra do que é dito e divulgado mostra o nível do debate. Seria uma conspiração comunista, voltada a retirar as liberdades individuais e ampliar a ingerência do governo, que ganharia mais poder para regular “nossos chuveiros, nossas lâmpadas e nossas lavadoras”. Isto é, “um cavalo do Troia verde, com a barriga cheia de doutrina marxista vermelha”. Ou uma manobra das Nações Unidas para destruir o modo de vida americano. Ou um pretexto para a instauração do nazismo (!). E os ambientalistas seriam como sacerdotes astecas, sacrificando as pessoas para apaziguar os deuses do clima.

Mas se negar o aquecimento global se mostra pouco convincente, o jeito então é tentar retirar o problema da agenda pública. Klein cita um levantamento que mostra que, entre 2007 e 2011, o número de reportagens sobre o tema nas três grandes de TV dos EUA foi reduzido em 90%.

Outra alternativa é ver o “lado bom” do processo - novas oportunidades para empresas ou mesmo o fato de que imagina-se que os países quentes (e pobres) sofrerão mais rapidamente as consequências do aquecimento. Um deputado estadual chegou a propor, em 2011, uma lei para declarar oficialmente que a mudança climática era “benéfica para o bem-estar e os negócios de Montana”.

Por fim, há todo o grande grupo daqueles que estão à espera de um milagre, apostando suas fichas no surgimento da tecnologia salvadora que vai reverter o processo. É a aposta de bilionários como Bill Gates, que financiam projetos ambiciosos de pesquisa na área. Enquanto isso, todos nós continuamos na nossa vida de sempre. Quem pode, continua andando de automóvel e de avião, comendo churrasco, desperdiçando energia gerada em termoelétricas - e tudo o que temos que fazer é torcer, torcer muito, muito mesmo, para que as placas bloqueadoras de raios solares ou as técnicas de sequestro de carbono no oceano entrem em funcionamento antes do desastre total.

Nenhuma dessas apostas na “geoengenharia” é garantida e tampouco se sabe averiguar quais seriam seus efeitos colaterais. Imagina-se que as técnicas de SRM (sigla em inglês para “gestão da radiação solar”) afetarão gravemente os regimes de chuva nos trópicos, destruindo a agricultura de vários países. Outra consequência, óbvia, é a redução da eficiência das usinas solares, aumentando portanto as emissões de carbono - exatamente o problema que deveria ser enfrentado.

O que eles querem é enfrentar o aquecimento global sem mexer naquilo que está na sua raiz: o modelo econômico predatório, baseado no desperdício sistemático, que é próprio do capitalismo. Para evitar as mudanças necessárias, dobram as apostas enquanto o relógio corre contra elas, já que o tempo disponível para reverter as emissões não se conta em séculos, mas em décadas. Enquanto isso, empresas e governos evitam adotar - ou adotam de maneira muito tímida - as medidas necessárias para preservar o planeta. A vitória de Trump apenas piorou ainda mais o quadro.

As mudanças que são necessárias não são apenas, nem principalmente, as mudanças de postura individual, que uma certa consciência ecológica difusa ensina para as crianças na escola - reciclar a latinha, proteger a árvore, fechar a torneira. São transformações estruturais, que atingem elementos centrais da ordem capitalista: a primazia do lucro, a soberania do proprietário individual, o ethos aquisitivo. A ameaça representada pela mudança climática deixa clara a irracionalidade de um sistema em que as vidas de todos são determinadas pelas decisões de uns poucos. Como dizem os muitos especialistas ouvidos por Klein, o desafio principal não é tecnológico, é político.

Um guerreiro do povo brasileiro

terça-feira, 28 de março de 2017

Ilegalidade da câmara deve levar STF a derrubar Lei da Terceirização



Mensagem de Lula, o Maior de Todos

Aprovação da volta da escravidão pela câmara pode ser anulada pelo STF


Celso de Mello pede manifestação à Câmara sobre terceirização

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello pediu nesta terça-feira à Câmara dos Deputados que se manifeste sobre o projeto que regulamenta os contratos de terceirização. Ele é relator de três mandados de segurança - do PDT, do Rede Sustentabilidade e do PT - que pedem a suspensão da tramitação da matéria.

"Entendo prudente solicitar, no caso, prévias informações ao órgão apontado como coator", diz o ministro no despacho assinado no âmbito da ação de três parlamentares da Rede. Decisão semelhante foi assinada pelo relator na ação impetrada pelo deputado André Figueiredo (PDT-CE), mas, neste caso, fica especificado que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deve se manifestar sobre a questão. Ainda não foi feita análise do mandado de segurança do deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Aprovada no Congresso Nacional, a proposta já seguiu para sanção ou veto do presidente Michel Temer. O fato de Celso de Mello ter pedido informações à Câmara não impede, em tese, que o presidente tome sua decisão neste meio tempo.

As legendas questionam a conduta de Maia de ter pautado um projeto de lei apresentado em 1998 pelo Executivo, à época comandado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sem deliberar sobre um requerimento apresentado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2003, que pediu a suspensão da tramitação.

Cópia da mensagem original enviada pelo então presidente Lula ao Congresso Nacional:
 projeto da terceirização é retirado da pauta

"O fato de a Mesa da Câmara não ter procedido a leitura da mensagem presidencial que requer a retirada da proposição (...) é evidenciadora do desprezo de seus dirigentes pelo devido processo legislativo e pela separação de poderes", sustentam o senador Randolfe Rodrigues (AP) e os deputados Aliel Machado (PR) e Alessandro Molon (RJ) na petição da Rede.

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, foi escolhido o relator das ações protocoladas na Corte contra o projeto de lei que regulamenta os contratos de terceirização. São três mandados de segurança - do PDT, da Rede Solidariedade e do PT. Aprovado pelos parlamentares, a proposta já seguiu para sanção do presidente Michel Temer.

Os partidos questionam a conduta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de ter pautado um projeto de lei apresentado em 1998 pelo Executivo, à época comandado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), sem deliberar sobre um requerimento apresentado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2003, que pediu a suspensão da tramitação.

"O fato de a Mesa da Câmara não ter procedido a leitura da mensagem presidencial que requer a retirada da proposição (...) é evidenciadora do desprezo de seus dirigentes pelo devido processo legislativo e pela separação de poderes", sustenta o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e os deputados Aliel Machado (Rede-PR) e Alessandro Molon (Rede-RJ), pedindo que Temer se abstenha de sancionar ou vetar a proposta até que saia a decisão do relator.

Os outros dois mandados de segurança semelhantes foram protocolados pelo deputado André Figueiredo (PDT-CE) e pelo líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP).
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