terça-feira, 27 de junho de 2017

Moro derrotado


Moisés Mendes

MORO DERROTADO 

Sergio Moro falhou no primeiro grande teste das sentenças sustentadas por delações. A 8ª Turma do Tribunal regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

Moro havia condenado Vaccari a 15 anos e quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro. Por dois a um, os desembargadores entenderam que não há provas contra o ex-tesoureiro. E isso que o juiz da Lava-Jato sustentou a sentença em cinco delatores.

O petista já foi condenado em cinco processos em Curitiba. Faltam quatro. A decisão de segunda instância pode indicar que, ao contrário do que muitos pensam, o Tribunal Regional não vai se submeter à imposição de um Moro aparentemente absoluto, só porque seria o majestático e intocável caçador de corruptos. 

Depois desta, que lastro Moro dará à sentença de Lula, se a acusação no caso do tríplex se sustenta em convicções e delações?

E os tesoureiros dos outros partidos, como enfrentam o juiz de Curitiba? Não há tesoureiro de outros partidos preso em Curitiba ou em qualquer outra masmorra no país. Só prenderam tesoureiros do PT.

Da direita só prendem pilotos que transportam cocaína, mas nunca ficam sabendo que quem é o pó.

Gilmar Mendes tem razão ao não se declarar impedido

Temer diz: "Não sei como Deus me colocou aqui"

Se Pablo Escobar fosse brasileiro, Narcos ia ser um tédio só


Gabriela Souto

Pessoal fica falando se Pablo Escobar fosse brasileiro Narcos ia ser assim ou assado. Bom, eu acho que ninguém ia aguentar assistir a dezenas de temporadas de um Escobar brasileiro bancando pose de cidadão de bem e indo até em passeata pela moralização do país junto com um monte de mauricinho e patricinhas retardados, frequentando culto em igreja todo domingo, sem negócio de "plata o plomo", sem ação nenhuma. Seria um tédio horrível.

Tribunal reverte decisão ilegal e imoral de Moro e absolve Vaccari na Lava Jato


MÔNICA BERGAMO COLUNISTA DA FOLHA JOSÉ MARQUES CATIA SEABRA DE SÃO PAULO

O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) absolveu o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que havia sido condenado pelo juiz Sergio Moro a 15 anos e quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro, associação criminosa e corrupção.

A decisão foi tomada por dois dos três juízes que compõem a corte, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus. O relator João Pedro Gebran Neto pediu a condenação de Vaccari.

"A Justiça foi realizada, porquanto a acusação e a sentença basearam-se, exclusivamente, em palavra de delator, sem que houvesse nos autos qualquer prova que pudesse corroborar tal delação", disse o advogado Luiz Flávio Borges D'Urso, que representa Vaccari.

Vaccari está preso na região metropolitana de Curitiba. D'Urso ainda não sabe se ele poderá ganhar liberdade.

O ex-tesoureiro já foi condenado em cinco processos por Moro. Esse é o primeiro que passa pelo crivo da segunda instância.

A absolvição foi comemorada pelo ex-presidente do PT, Rui Falcão. "Vaccari absolvido! Vitoria do PT e da verdade. Ninguém pode ser condenado sem provas", disse.

Romance no Jaburu

— (...) Mas você tá bem de corpo, não é Joesley?

— Tô bem. Deixa eu pegar (ininteligível).

— Emagreci, to bem.

— Você emagreceu — confirma Temer.

— Emagreci.

— Preciso fazer isso — completa o presidente.

— É. Eu ... eu to me alimentando bem. Comendo mais saudável. Mas não é comendo pouco não. Tô comendo bastante. Mas, coisa mais saudável.

— Entendi — comenta Temer.

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Deve ser horrível viver na Coreia do Norte

Moisés Mendes

Deve ser ruim viver na Coreia do Norte sob um governo corrupto, autoritário e sem voto popular, um Congresso de mafiosos, mantido apenas como farsa, e um Judiciário que só defende quem está no poder e seus cúmplices.


Pra não dizer que não falei das flores



Edelweiss
Jeanette Olsson
(Rodgers and Hammerstein)

Edelweiss, Edelweiss
Every morning you greet me
Small and white, clean and bright
You look happy to meet me.

Blossom of snow, may you bloom and grow
Bloom and grow forever
Edelweiss, Edelweiss
Bless my homeland forever.

Edelweiss
Leontopodium alpinum


A inspiração de Sérgio Moro


E agora, Coxinha?


Você votou em Aécio. Com o impeachment da presidente Dilma, viu seu candidato -acusado por crimes de corrupção e obstrução de justiça- integrar a maior quadrilha que já chegou ao governo. Aliás, o PSDB está na base de apoio e tem três ministérios na Esplanada. O que você faz? Recita Pessoa? Diz que não tem político de estimação? Ou sonha com helicópteros que o levem para a República Soviética de Pasárgada?

Este governo é a TUA cara


PARA VOCÊ

Você, que votou no(a) deputado(a) por que é teu amigo(a). Por que ia te fazer um favor. Por que pensa como você. Por que é bonito(a) como você. Por que é amigo do teu amigo. Por que te prometeu vantagens. Por que diz acreditar no teu Deus. Por que é um modelo de pessoa bem sucedida. Por que ele já te fez um favor.

Lá estão, ele e ela, na Câmara, no Senado, comportando-se exatamente da forma que se comportaram com VOCÊ, defendendo verdadeiros criminosos - não como aquela que foi deposta sem crime - mas criminosos vulgares.

É nisso que dá votar em pessoas de acordo com as TUAS impressões e TEUS desejos.

Da próxima vez, procure candidatos e candidatas que falam em nome dos coletivos, que sejam representativos, e que te prometam lutar pela tua cidade, pelo teu estado, pelo teu país, pelos mais necessitados, fundamentalmente. Naqueles que lutam por causas difíceis, não pelas fáceis.

Por que se você vota naquele que TE parece melhor, é por que você identificou um igual a você. Simples assim. Feito sob encomenda. Para você.


Nelson Nisenbaum

São Paulo paga o preço de eleger um cone como prefeito


Com reparo precário de semáforos, gestão Doria espalha cones por SP

FABRÍCIO LOBEL DE SÃO PAULO

Há quase seis meses sem contrato de manutenção de semáforos e em meio ao apagão constante desses equipamentos, a cidade de São Paulo, sob a gestão João Doria (PSDB), teve uma proliferação de cones e cavaletes para bloquear cruzamentos.

O que seria um recurso emergencial e temporário da CET (Companhia Engenharia de Tráfego) já se consolidou no cenário fixo de ruas locais a grandes avenidas centrais, como a Rio Branco, ameaçando motoristas e pedestres.

Por lá, num trecho de apenas 700 metros, mesmo com a presença de corredor de ônibus, quatro vias transversais eram bloqueadas nos últimos dias por cones e cavaletes devido à pane semafórica.

"Por aqui, se o semáforo funcionar, os motoristas até se espantam. Estão acostumados a passar reto mesmo", afirma Carlos Silva, 60, operador de estacionamento.

Além de inviabilizar a travessia em alguns momentos, a desordem no trânsito se espalha: motociclistas fazem manobras bruscas para desviar de cavaletes; até um carro da Polícia Civil foi visto pela reportagem subindo no canteiro central para driblar a sinalização improvisada.

"Parece que a prefeitura prefere colocar um cone em vez de arrumar o problema", desabafa o taxista Claudinei dos Santos, 38, diante da mesma situação perto dali, no largo do Arouche (centro).

"Vira e mexe alguém chuta o cone, joga pra lá. A gente vai e coloca ele no lugar de novo", diz Carmelita Nunes, 32, funcionária de uma banca de jornal, sobre o cone que substitui há meses o semáforo na esquina da rua das Palmeiras com a Martim Francisco, em Santa Cecília, no centro.

Até na Jacu-Pêssego (zona leste), uma das dez avenidas com mais mortes no trânsito em 2016, havia bloqueio com cones e cavaletes da CET na altura da rua São Francisco do Piauí para desviar os ônibus na última semana.

"A avenida é muito movimentada, e nesse trecho não há radares. Motorista e pedestre têm que disputar espaço para atravessar", reclamava a empresária Helma Zaia, 42.

TROPEÇOS

A gestão Doria diz que a contratação dos serviços de manutenção dos semáforos está a caminho, mas não fixa prazo para a retomada dos trabalhos e diz que a situação é agravada pelo furto de cabos.

O primeiro edital foi divulgado pela CET apenas em março –a cidade já vivia problemas diários com semáforos desligados desde janeiro. O valor estimado da contratação era de R$ 67 milhões.

O processo, porém, sofreu 13 questionamentos do TCM (Tribunal de Contas do Município) e acabou suspenso. Entre as falhas, a falta de detalhamento dos serviços prestados e como eles seriam pagos.

Nas ruas dos Gusmões e Vitória, os bloqueios com cones tiveram impacto até no fluxo de compradores no comércio de eletrônicos da região da Santa Ifigênia, no centro.

"O cliente que passaria do lado da minha loja, com o bloqueio, vai parar no meio da Santa Efigênia. Fico aqui isolado", disse o comerciante Pedro Luiz de Lima, 57. "Isso é centro de São Paulo, mas a minha rua parece de bairro."

No Brasil, não há justiça, mas o uso da imprensa e do judiciário em benefício dos interesses de uma classe dominante criminosa

Claudio Daniel 

Zé Dirceu foi condenado sem provas "porque a literatura jurídica me permite", segundo a juíza Rosa Weber. José Genoíno foi preso sem ter cometido nenhum crime, apenas por ser presidente do PT, com base na teoria do "domínio do fato", criada na Alemanha Nazista e adotada nos EUA durante o macarthismo. Lula é difamado todos os dias na imprensa golpista sem que haja nenhum indício de que tenha cometido qualquer irregularidade. 

Já FHC, Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira, #ForaTemer, Serra, Dória, Alckmin podem fazer tráfico de drogas, mandar matar, receber propinas, com provas gravadas em áudio, vídeo, além de documentos escritos, e ninguém vai preso. No Brasil, não há justiça, mas o uso da imprensa e do judiciário em benefício dos interesses de uma classe dominante criminosa.

Lula conversa com a Rádio Itatiaia, de Minas Gerais

Ex-presidente Lula defende, em entrevista concedida nesta manhã à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, eleições diretas "imediatamente"; "O ideal seria que o próprio Temer convocasse novas eleições, para que o Brasil pudesse conquistar a paz e a democracia que está precisando", afirmou, um dia depois de a PGR denunciar Michel Temer por corrupção passiva; ele criticou a parcialidade dos julgamentos da Lava Jato e disse, sobre o processo do triplex, que "se vier uma decisão que não seja a minha inocência, eu quero dizer que não vale a pena você ser honesto neste país, e não vale a pena ser inocente"






Eduardo Oinegue defende o Sindicato dos Ladrões e Traficantes dizendo que eleição direta é golpe...

Luis Felipe Miguel

Eduardo Oinegue escreve hoje na página de opinião da Folha: "Diretas já é quebra de contrato". O olho do texto explica o argumento: "Aceitar a emenda das diretas é anunciar que a vontade da maioria do Parlamento de hoje se sobrepõe à vontade da maioria dos eleitores de ontem". Até daria para discutir, se não fosse por um pequeno detalhe, que o autor convenientemente ignora: o governo que aí está foi fruto de um golpe, não de qualquer vontade majoritária.

Por outro lado, é claro que as diretas representam uma alteração das regras em vigor. Essa mudança se justifica pela gravidade da crise política em que estamos metidos, que só se agravará com a continuidade do governo Temer ou sua substituição por um presidente escolhido por um Congresso igualmente carente da confiança popular.

A lei vigente não pode ser uma camisa de força que impeça a solução de crises agudas - nas quais, em geral, o chamamento à participação cidadã é a única maneira de prover novamente a legitimidade necessária ao exercício do poder.

Por outro lado, se quisermos manter o apego total à letra da lei, então o único jeito é chamar de novo a presidente Dilma Rousseff, com um pedido de desculpas, e de quebra revogar os mandatos de todos os deputados, senadores e ministros do Supremo que não cumpriram o dever de proteger a Constituição.

Golpista Temer fará guerra para tentar ficar no cargo


Delatado, desmentido, denunciado
Bernardo Mello Franco

Delatado, desmentido, denunciado. Michel Temer levou 40 dias para completar a cadeia dos três Ds. O ciclo se fechou nesta segunda com um fato histórico. Ele se tornou o primeiro presidente brasileiro a ser formalmente acusado de corrupção durante o exercício do cargo.

A delação de Joesley Batista veio à tona em 17 de maio. Além de acusar Temer de pedir propina, o empresário entregou uma fita em que os dois tratavam de assuntos espúrios no porão da residência oficial. Pouco depois da conversa, a polícia flagrou um assessor do presidente recebendo R$ 500 mil em espécie. Ele devolveu o dinheiro e foi preso.

Num país mais sério, o chefe do governo não teria se mantido mais um dia no cargo. Como estamos no Brasil, Temer bateu pé e já resistiu outros 39. Ele chamou o patrocinador que frequentava sua casa de "bandido notório", desafiou o procurador-geral da República e disse ter sido vítima de uma "armação".

Ao se agarrar à cadeira, o presidente passou ao segundo D. Passou a sofrer desmentidos em série, a cada nota oficial atropelada pelos fatos. Num dos episódios, Temer negou ter viajado com a família no jatinho de Joesley. A Aeronáutica se recusou a endossar a falsa versão, e ele foi forçado a admitir a carona.

Na sexta, foi a Polícia Federal quem desmontou o discurso do presidente. Ele repetia que a gravação da JBS era "fraudulenta", e a perícia atestou que o áudio não foi editado.

Com a denúncia da Procuradoria, Temer avança outra casa e passa à fase da guerra total pelo mandato. Agora ele fará de tudo para tentar escapar do quarto D, de derrubado.

*

Depois de confundir reais com cruzeiros, Temer chamou empresários russos de "soviéticos". A URSS acabou em 1991, e o presidente do Brasil lembra cada vez mais a personagem do filme "Adeus, Lenin!" que despertou de um coma sem saber que a Guerra Fria tinha terminado.

E se...

Moisés Mendes

SE...

E se flagrassem um helicóptero com meia tonelada de cocaína no heliporto panorâmico do sítio de Atibaia? Ou um avião com 600 quilos de cocaína na pista de pouso que Lula mandou construir ao lado do tríplex do Guarujá?

E se uma mula a mando de Lula fosse filmada carregando uma mala com R$ 500 mil? E se entregassem ao Ministério Público uma gravação em que Lula aparece numa conversa mandando alguém continuar calando a boca do Eduardo Cunha com propina todo mês?

E se em outra conversa Lula informasse que escolheria bem uma mula para pegar uma mala com dinheiro, desde que pudesse mandar matar essa mula depois, mesmo que fosse um primo de Garanhuns?

E se Lula viajasse à Rússia e dissesse que foi à União Soviética? E se Lula fosse à Noruega e afirmasse que ali mora o rei da Suécia?

Se Lula ficasse pedante e tentasse usar mesóclises (Nóis do PT dedicar-nos-emos aos mais pobres)?

Se Lula tivesse nomeado Alexandre de Moraes para o Supremo, só para que o Brasil pudesse ouvir a brilhante defesa oral dos votos do novo ministro no Jornal Nacional? Se tivesse indicado dois ministros do TSE que depois iriam absolvê-lo?

Se Lula fosse amigo do Gilmar Mendes? Se tivesse o apoio do pato da Fiesp? Se estivesse cercado de mafiosos e recebesse outros clandestinamente no Palácio do Jaburu?

Se isso e aquilo e mais aquilo outro, Lula poderia vir a ser poupado pela Lava-Jato e disputar a presidência da República em 2018?

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Mais estranho que a ficção

Thomas de Toledo 

Pensei numa história fictícia. Imaginem um país onde os três poderes estariam controlados pelo tráfico. Teria senador traficante no Legislativo. Ministro traficante no Executivo. Advogado de facção criminosa na Suprema Corte do Judiciário. Todos apoiariam um governo que chegou ao poder por um golpe de Estado. 

Essas são ideias para um romance policial. Sorte que nada disso acontece na vida real.


Mas, por favor, lembrem-se: esta é apenas uma obra de ficção. A verdade, como sempre, será muito mais estranha.
- Arthur C. Clarke no prefácio de "2001: Uma Odisseia no Espaço".

O pacifismo hipócrita dos bem-pensantes


Por Aldo Fornazieri

No Brasil basta que um político, um jornalista ou um intelectual seja xingado num aeroporto ou num restaurante para que os bem-pensantes liberais e de esquerda se condoam com o "insuportável clima" de radicalização e de ódio. Todos derramam letras e erguem vozes para exigir respeito e para deplorar as situações desagradáveis e constrangedoras. Até mesmo a nova presidente do PT e parlamentares do partido entram na cruzada civilista para exigir o respeito universal, mesmo  que para inimigos. Os bem-pensantes brasileiros, cada um tem seu lado, claro, querem conviver pacificamente nos mesmos aeroportos, nos mesmos restaurantes e, porque não, compartilhar as mesmas mesas. Deve haver um pluralismo de ideias e posições, mas a paz e os modos civilizados devem reinar entre todos e a solidariedade e os desagravos precisam estar de prontidão. As rupturas na democracia e no Estado de Direito não devem abalar este convívio.

Trata-se de um pacifismo dos hipócritas. O fato é que no Brasil, a paz é uma mentira, a democracia é uma falsidade e a realidade é deplorável, violenta e constrangedora. Deplorável, violenta e constrangedora para os índios, para os negros, para as mulheres, para os pobres, para os jovens e para a velhice. A paz, a cultura e a ilustração só existem para uma minoria constituída pelas classes médias e altas que têm acesso e podem comprar a seguridade social, a educação, a cultura e o lazer. O Estado lhes garante segurança pública.

A hipocrisia pacifista das elites econômicas e políticas e dos bem-pensantes sempre foi um ardil para acobertar a violência que lhes garante os privilégios, o poder e a impunidade. Ardil que anda inseparado de sua irmã siamesa - a democracia racial - e, juntos, constituem a ideologia da dominação e da dissimulação da tragédia social e cultural que é o nosso país.

O pacifismo é um brete, uma jaula, que procura aprisionar e conter a combatividade cívica dos movimentos sociais e dos partidos que não compartilham com a ideia de ordem vigente. Essa ideologia operante exige que as manifestações de rua sejam sempre tangidas pelas polícias e, quando algo não fica no figurino, a violência e a repressão são legitimadas para manter a paz dos de cima. A democracia racial, que sempre foi uma crassa mentira, difundida por bem-pensantes e por representantes do Estado, é uma rede de amarras e de mordaças que visa impedir a explosão de lutas e os gritos por direitos e por justiça de negros e pobres, que são pobres porque são negros. A ideia de democracia racial também não passa de um ardil para acobertar a violência e a opressão racial e econômica e para escamotear o racismo institucionalizado - herança escravocrata entranhada como mentalidade e como cultura na alma pecaminosa da elite branca.

Uma história violenta


O Brasil nasceu e se desenvolveu sob a égide da violência. Não da violência libertadora, da violência cívica que corta a cabeça dos dominadores e dos opressores para instituir a liberdade e a justiça. Aqui, os malvados, os dominadores e opressores, nunca foram ameaçados e mantêm o controle político a partir de um pacto preliminar do uso alargado da exploração e da violência como garantia última do modo de ser deste país sem futuro.

Primeiro, massacraram e escravizaram índios. Depois, trouxeram cativos da África, muitos dos quais chegavam mortos nos porões dos navios e foram jogados como um nada nos mares e nas covas e se perderam, sem nomes, nos tempos. Trabalho brutal, açoites e exploração sexual foi o triste destino a que estavam reservados. Essa compulsão violenta ecoa até hoje, no racismo, na exploração e na própria violência contra as mulheres em geral, pois a genética e a cultura brancas trazem as marcas da impiedade machista da vontade de domínio, até pela via da morte.

A hipocrisia do pacifismo bem-pensante não se condói sistematicamente com os 60 mil mortos por ano por meios violentos - prova indesmentível de que aqui não há paz. Mortos, em sua maioria, jovens pobres e negros. Também não se condói com o fato de que as nossas prisões estão apinhadas de presos, em sua maioria, pobres e negros e sem uma sentença definitiva. Presos que vivem nas mais brutais condições de desumanidade.

Não se pode exigir paz e civilidade num país que ocupa o quarto lugar dentre os que mais matam mulheres no mundo, sem contar os outros tipos de violência de gênero. E o que dizer da continuada violência contra os camponeses e do recorrente extermínio dos índios?

A paz e a civilidade existem nos restaurantes dos Jardins, nos gabinetes e palácios, nas redações da grande mídia, nos intramuros das universidades, nos escritórios luxuosos, nos condomínios seguros, nos aviões que voam levando os turistas brasileiros para fazer compras no estrangeiro. Mas elas não existem nas ruas, nas praças, nas periferias, nas favelas, no trabalho.

O Brasil caminha para o abismo, sem destino, tateando no escuro, aprisionado pela sua má fundação e de sua má formação. Precisamos recusar este destino e isto implica em recusar a mentira hipócrita do pacifismo e da civilidade dos bem pensantes e falsidade da democracia racial. Os gritos das dores das crueldades praticadas ao longo dos séculos precisam retumbar pelos salões de festa das elites e nos lares e escritórios perfumados pela alvura que quer disfarçar uma herança de mãos manchadas de sangue e de rapina. Os historiadores precisam reescrever a história deste país para que possamos entender a brutalidade do passado e do presente e projetar um outro futuro.

A doce ternura da paz e da civilidade dos bem-pensantes, dos bem-educados, dos bem-vestidos, dos bem-viventes, precisa ser confrontada e constrangida pelo fato de que nos tornamos uma nação de insensíveis e de brutais, praticantes do crime imperdoável de desalmar as vítimas da violência para dar-lhe uma alma (branca) também insensível e brutal. Não temos o direito de persistir na mentira hipócrita e na enganação. Não temos o direito de interditar caminhos de liberdade e de justiça pelas nossas ideologias ludibriantes. Se não fomos capazes de construir um nação com direitos, justiça, democracia e liberdade, deixemos que os deserdados deste país a construam e, se possível, vamos ajudá-los com humildade e sem vaidades. A paz efetiva só existirá quando estes bens se tornarem realidade para todos.

Aldo Fornazieri - Professor da Escola de Sociologia e Política (FESPSP).

Agro é Tech, Agro é Pop


Agro é Tech, Agro é Pop, Agro é tudo

Senado agora terá hino oficial



Cocaine
Eric Clapton
Compositor: JJ cale

If you wanna hang out you've got to take her out; cocaine
If you wanna get down, down on the ground; cocaine
She don't lie, she don't lie, she don't lie; cocaine

If you got bad news, you wanna kick them blues; cocaine
When your day is done and you wanna run; cocaine
She don't lie, she don't lie, she don't lie; cocaine

If your thing is gone and you wanna ride on; cocaine
Don't forget this fact, you can't get it back; cocaine
She don't lie, she don't lie, she don't lie; cocaine

She don't lie, she don't lie, she don't lie; cocaine

Perrella

Aécio

Aloysio Nunes

Imbassahy

Blairo Maggi

Senador

Avião com 500 kg de cocaína decolou da fazenda de Blairo Maggi, ministro de Temer e amigo de Aécio


Brasil 247
Avião com 500 kg de cocaína decolou da fazenda de Blairo Maggi , ministro de Temer

O avião bimotor interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) nesta quinta-feira (25), carregado com mais de 500 quilos de cocaína, no interior de Goiás, decolou da Fazenda Itamarati Norte, no município de Campo Novo do Parecis (MT) com destino a Santo Antonio Leverger (MT). A fazenda está arrendada ao Grupo Amaggi, de propriedade do ministro da Agricultura e senador licenciado, Blairo Maggi (PP).

O bimotor foi interceptado por um caça A-29 Super Tucano da FAB no âmbito da Operação Ostium, desenvolvida de forma conjunta com a Polícia Federal, visando coibir crimes nas fronteiras do país. A fazenda ocupa uma parrea total de 200,4 mil hectares e divididos em 19 unidades própria da Amaggi e outros 51,9 mil hectares arrendados do grupo Itamarati, pertencente ao empresário Olacyr de Moraes.

O bimotor somente pousou em uma área rural após o caça da FAB disparar um tiro de advertência após o piloto se recusar a cumprir uma ordem de pouso em um aeródromo próximo. O avião pousou em na zona rural do município de Jussara, interior de Goiás. O piloto fugiu do local e até o momento não foi localizado. A droga apreendida no interior da aeronave será encaminhada para a sede da Polícia Federal em Goiânia.


De acordo com o sistema de registro da Aeronáutica, o proprietário do avião chama-se Jeison Moreira Souza.


Dallagnol e a ANPR: a defesa desonesta de inexistentes regalias corporativas


Wadih Damous 

Fomos, o Deputado Paulo Pimenta e eu, os autores de uma reclamação disciplinar contra o Sr. Deltan Dallagnol, que, como coordenador da tal "força-tarefa" da "operação Lava Jato", vem confessadamente fazendo palestras mundo afora sobre sua atuação funcional, com contrapartida remuneratória. Dada a repercussão midiática da iniciativa, o próprio Sr. Dallagnol e o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Sr. José Robalinho Cavalcanti, se apressaram em lançar notas explicativas indignadas. O primeiro usa o sítio oficial da Procuradoria da República no Paraná para se defender, ainda que as acusações que contra si pesam nada tenham a ver com a instituição e sim com a deformação de sua conduta pessoal. Já Robalinho prefere a manifestação em tom corporativo, sugerindo que um "ataque" ao Sr. Dallagnol seja um ataque a todos os membros do MPF.

Ao que parece, as notas se serviram da mesma fonte na pesquisa de normas para sustentar a suposta licitude das palestras do coordenador da "Lava Jato". Por isso mesmo, as duas respostas se equivalem na tentativa de iludir a opinião pública. Imaginaram, seus autores, que ninguém correria atrás do conteúdo das resoluções do CNJ e do CNMP por eles mencionadas. Subestimaram a inteligência dos que não aceitam essa descarada defesa do patrimonialismo corporativo, especialmente vergonhoso quando se tem em consideração serem, ambos, integrantes de uma das carreiras mais bem pagas na administração federal.

Às notas, no essencial. Ambas sustentam a legalidade da prática remunerada de palestras por membros do MPF. Baseiam sua tese no "art. 4° da Resolução nº 73/2011 do Conselho Nacional de Justiça" e invocam, também, a "Resolução nº 34/2007 do Conselho Nacional do Ministério Público", que regulamentaria a prática de magistério por promotores e procuradores, acúmulo constitucionalmente permitido.

As referências incorrem em erros materiais. Estão trocadas. A Resolução nº 34/2007 é do CNJ e não do CNMP. Ali foi introduzido um art. 4-A por meio da Resolução nº 226/2016, no seguinte teor:

"A participação de magistrados na condição de palestrante, conferencista, presidente de mesa, moderador, debatedor ou membro de comissão organizadora,inclusive nos termos do art. 4° da Resolução CNJ nº 170/2013, é considerada atividade docente para os fins desta Resolução".

Nesse artigo, foi também incluído um § 3°, que faz a seguinte advertência:

"A atuação dos magistrados em eventos aludidos no caput deste artigo deverá observar as vedações constitucionais relativamente à magistratura (art. 95, parágrafo único, da Constituição), cabendo ao juiz zelar para que essa participação não comprometa a imparcialidade e a independência para o exercício da jurisdição, além da presteza e da eficiência na atividade jurisdicional".

A Resolução nº 170/2013 do CNJ, mencionada acima, cuida da "participação de magistrados em congressos, seminários, simpósios, encontros jurídicos e culturais e eventos similares" e, no seu art. 5°, estabelece de forma induvidosa:

"Ao magistrado é vedado receber, a qualquer título ou pretexto, prêmios, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei".

No âmbito do CNMP, está em vigor a Resolução nº 73/2011 (que não é do CNJ), regulamentando o exercício de magistério por membro do Ministério Público. Este diploma não faz qualquer referência a palestras, mas cuida apenas de docência com vínculo institucional, como acumulação de cargos permitida na Constituição. Isso nada tem a ver com a atividade remunerada de palestrante eventual.

Pelo marco normativo aqui descrito, é fácil concluir que não existe nada que permita a um procurador vender sua celebridade adquirida no exercício midiático de sua função. E pouco interessa o que ele faz com o produto dessa remuneração vedada, se a doa a instituições de caridade, se investe em imóvel do programa "Minha Casa Minha Vida" para especular ou se usa para pagar o dízimo a sua igreja.

As vedações constitucionais aplicáveis a membros do Ministério Público estão no art. 128, § 5°, em redação quase idêntica à do art. 95, parágrafo único, aplicáveis aos magistrados. Entre estas está a proibição de desempenho de qualquer outra função com exceção da de magistério. E também aqui há a proibição de percepção de quaisquer valores de pessoas físicas, entidades públicas e privadas, a qualquer titulo, ressalvadas hipóteses previstas em lei. E não há lei autorizando percepção de honorários por palestras proferidas por juízes ou membros do ministério público.

Deixe-se claro que não é vedado a juízes e magistrados falarem de público, em palestras, em sermões ou em conferências. O que não podem é fazê-lo mediante paga e nem em prejuízo de sua imparcialidade, de sua independência, da presteza ou da eficiência do desempenho de suas funções.

Palestras não são classificáveis como atividade de magistério, para quem não é docente e não as profira com vínculo à docência. Sempre é bom lembrar que a norma que permite a atividade remunerada de magistério por juízes ou membros do ministério público é de caráter excepcional e, por isso, tem de ser interpretada restritivamente. Tudo que não recai no conceito estrito de docência – aulas, pesquisas e extensão universitária – é vedado enquanto cumulação remunerada. Se o CNJ quis tratar palestras como equivalentes ao magistério, só pode tê-lo feito para os fins previstos em sua Resolução nº 34/2007, ou seja, com o objetivo de impor-lhes os mesmos controles aplicáveis à docência, no que toca a sua compatibilidade com a magistratura. Disso não cabe deduzir qualquer licença para atividade remunerada de palestra, porque a Constituição e a lei não tratam essa como idêntica à de magistério, stricto sensu.

O magistério é exercício de ensino, pesquisa e extensão, sempre vinculado a uma instituição de ensino superior devidamente credenciada. Impõe-se sua conexão com o ensino formal. Eventualmente se permitiu, também – e, a meu ver, de modo inapropriado – o ensino em cursos preparatórios privados de concursos. A presença de juízes, promotores e procuradores nesses cursinhos é de todo indesejável, porque sugere domínio de informação interna privilegiada sobre os certames, servindo de chamariz a concurseiros incautos, por vezes atraídos por propaganda enganosa. Mas isso não vem ao caso aqui.

Note-se que a resolução do CNJ tem aplicabilidade exclusiva à magistratura e não ao Ministério Público. Trata-se de opção do CNJ de querer controlar a atividade de palestrante quando desempenhada por juízes. O CNMP não fez essa opção estratégica. Assim a referência ao ato do CNJ para dele querer extrair um direito a remuneração de palestras de procuradores não é apenas escandalosa. É impertinente no duplo sentido do termo: não pertinente e descarada. Operadores do direito como Deltan Dallagnol e José Robalinho Cavalcanti deveriam saber isso desde o curso de graduação.

E, mesmo para os juízes, há a advertência de que as palestras não poderão tangenciar a imparcialidade do palestrante, quando vier a decidir um caso. Se fosse, por argumentar, ter aplicação às palestras do Sr. Dallagnol, teríamos um sério problema, porque este costuma discorrer, não sobre temas abstratos, mas, sobre a "força-tarefa" que coordena na chamada "operação Lava Jato". Discursa, pois, sobre casos sob sua responsabilidade, proferindo juízos morais e políticos sobre os mesmos. E ainda é remunerado por isso. Cabe até a pergunta se o Sr. Dallagnol não vem percebendo diárias e passagens de seu órgão para se exibir como herói da pátria nesses colóquios pagos. Eis o que a Corregedoria Nacional do Ministério Público deveria verificar.

Em verdade, por não haver nada que autorize esse fariseu travestido de procurador a subir em púlpito de igreja, em palcos de shows ou em pódios de congressos para se vangloriar de seus feitos (como disse o ex-ministro Eugênio Aragão à Folha de São Paulo) e, para isso, perceber vantagem pecuniária, tem-se configurada, mui provavelmente, hipótese de improbidade administrativa, nos termos do art. 11 da LIA.

Notas de indignação corporativa não nos comovem. Ninguém aqui ataca a "classe" dos procuradores, Sr. Robalinho. Estamos falando da simonia exaltada de apenas um deles. Estamos apenas protestando contra a privatização do Ministério, que a Constituição teima denominar Público. Estamos apenas exigindo que ele se torne, efetivamente, Público. Cabe, agora, ao CNMP decidir sobre a responsabilidade do Sr. Deltan Dallagnol. E espera-se que o caso não seja tratado como mera rotina, como sugerem os subscritores das notas e, sim, que o órgão de controle externo não sucumba à comichão corporativa e censure o estrelato remunerado com o rigor que merece.

Justiceiro sociopata de Curitiba condena Palocci sem prova nenhuma

Claudio Guedes

Eficiência (sic)

Vejo agora no UOL, 26/06, que Antonio Palocci, ex-ministro de governos petistas, foi condenado a 12 (doze) anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro:

O motivo:

a) "Palocci, segundo o relato dos investigadores, interferiu na licitação da Petrobras sobre 21 sondas a fim de que os contratos beneficiassem a Odebrecht. "Entre 2006 e 2015, Palocci estabeleceu com altos executivos da Odebrecht um um amplo e permanente esquema de corrupção destinado a assegurar o atendimento aos interesses do grupo empresarial na alta cúpula do governo federal. A propina vinda dos desvios tinha como destinatário principal o PT, segundo o MPF".

b) Palocci foi denunciado pelo MPF em outubro de 2016.

Nos conheço aos autos do processo, mas chama a atenção de qualquer observador atento quatro coisas:

1) a acusação, um tanto vaga, que o ex-ministro interferiu em licitação. O que significa interferir? Comandou, determinou, decidiu?

2) o que significa estabeleceu um amplo esquema de corrupção? quais os atos praticados objetivamente?

3) a propina tinha como destinatário o PT? Então nada foi encontrado nas contas do ministro como proveniente de recursos de propina?

4) denunciado em outubro de 2016, o ex-ministro, que está preso preventivamente desde então, foi condenado no prazo recorde de 8 meses. Uau!!!

Só para lembrar:

O ex-governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo (PSDB), o primeiro político condenado pelo esquema conhecido como mensalão dos tucanos, foi condenado, no processo, 17 anos após a denúncia. Apenas 17 anos!!!!

Nenhum politico, nem nenhum ex-ministro do PSDB, passou até hoje nem um dia na cadeia. Nenhum.

A justiça brasileira tem uma forte "queda" pelo PT, há alguma dúvida?

Caso alguém tenha dúvida pode ir tirar com o visconde de Higienópolis, o inesquecível FHC, que anda muito falante ultimamente.

Pesquisas favoráveis geram "triunfalismo na derrota" no PT

Luis Felipe Miguel 

Ontem, uma pesquisa Datafolha indicou expressivo crescimento da simpatia pelo PT. Hoje, os números mostram que prossegue a liderança de Lula para as eleições presidenciais. À direita, Marina Silva continua em queda, Bolsonaro sobe e a opção mais viável parece ser Sérgio Moro - que, no entanto, não é uma opção, pois todos sabem que não teria condições de enfrentar o debate.

Pesquisas de opinião, como a que mede a popularidade dos partidos, precisam ser interpretadas "cum grano salis". E pesquisas de intenção de voto sem campanha na rua dizem muito pouco. Ainda assim, parece claro que o desastre do governo golpista está gerando um efeito bumerangue na demonização do PT.

O problema é que essa situação fortalece aqueles que, dentro do PT, se fecham à discussão sobre os limites das políticas adotadas pelo partido. Como se as pesquisas mostrassem que, afinal, tudo sempre esteve certo - e o golpe e o retrocesso fossem apenas um desvio fortuito e desprezível. Vejo essa posição em militantes, dirigentes e intelectuais, gerando o curioso fenômeno do "triunfalismo na derrota".

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, disse que o partido não faria autocrítica - como se "autocrítica" fosse uma imolação pública, não a culminação de um debate necessário para aprender com o passado. Outros falam que essa é uma questão interna, a ser resolvida sem a participação de grupos de fora do partido - como se o PT, pela centralidade que teve na esquerda brasileira, não precisasse dialogar com o conjunto dela, em particular com os movimentos sociais aos quais pretendeu um dia dar voz.

Notícias do mundo aeronáutico

Air Malafaia

APA (Air Perrella-Aécio)

domingo, 25 de junho de 2017

Procuradora com "evidente sinal de embriaguez"atropela ciclista e xinga policiais


MetroJornal

Por Rádio Bandeirantes

A procuradora do Estado de São Paulo Maria Helena Martone Grazzioli, de 54 anos, foi indiciada por embriaguez ao volante, fuga do local do acidente e desacato.

Maria Helena dirigia um veículo Land Rover, na terça-feira, quando bateu numa bicicleta e na traseira de um táxi, no cruzamento das avenidas São João e Angélica.

Em seguida, fugiu em alta velocidade, ultrapassando semáforos fechados, até ser abordada por uma viatura do Garra.

A procuradora saiu do carro depois de muita insistência e, segundo a polícia, apresentava “evidente sinal de embriaguez, inclusive estando urinada”.

De acordo com o boletim de ocorrência, além de empurrá-los, Maria Helena Martone Grazzioli chamou os policiais de “cavalos” e “jumentos”, e disse que eles ganham salário de fome e jamais teriam um carro igual o dela.

A procuradora já está em liberdade. Segundo o delegado do caso, Maria Helena Martone Grazzioli passou por audiência de custódia e foi fixada fiança de 11 salários mínimos.

O ciclista envolvido no acidente não foi identificado.

Michel Temer dispensa investigações

BRASILEIRINHAS
Janio de Freitas

1- Andréa Neves, irmã de Aécio, saiu da cadeia por um voto. Em oito dias, o ministro Luiz Fux inverteu sua opinião, no primeiro recurso mantendo-a presa, no segundo atendendo o pedido. Explicou que o risco de outros atos ilegais poderia ser evitado com prisão domiciliar e tornozeleira eletrônica. Nada no caso, porém, mudara em uma semana. A não ser o próprio Fux.

2- Quem garante que Michel Temer, na Noruega, só fez um lapso ao citar encontro com o rei da Suécia? Por que não pensaria estar mesmo na Suécia? Ele é o tal que disse ser "bandido", "criminoso", e outras coisas, o mesmo Joesley por ele recebido alta noite, para bate-papo de amigos e transações, na residência presidencial. Mas nega qualquer relação com a delinquência. Michel Temer dispensa investigações.

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Maçonaria recebe o mega-corrupto Aécio Neves




A elite branca


Gustavo Castañon

Uma elite que falha em construir uma sociedade decente e minimamente igualitária para seu povo merece ser eliminada a qualquer momento. Sua existência sobre a Terra é uma concessão da sorte e da covardia dos massacrados.

A base social do fascismo

Claudio Daniel

Qual é a base social do fascismo? Os banqueiros, grandes industriais e latifundiários, cujos interesses econômicos e políticos são defendidos pela besta-fera da direita; o lúmpen-proletariado -- ladrões, traficantes, gigolôs etc., que compõe as milícias paramilitares (tropas de assalto SA na Alemanha, "camisas negras" na Itália, MBL no Brasil), formadas para intimidar qualquer oposição antifascista; e a classe média, que se imagina rica e odeia, mais do que qualquer coisa, ver pobres usufruindo dos mesmos direitos que ela.


Sobre Deltan Dallagnol e as suas palestras


Por Gleisi Hoffmann, senadora da República e presidenta do PT, e Tânia Oliveira, assessora jurídica da bancada do PT no Senado 
Como se pode notar, o CNMP não apenas não reconhece palestras como atividade docente, como determina expressamente que o magistério somente pode ser considerado como tal se prestado em sala de aula.
Em uma das investigações contra o ex-presidente Lula, o Ministério Público Federal o acusa de fazer palestras como forma de lavar dinheiro. A operação Lava Jato quebrou sigilo da LILS – Palestras, Eventos e Publicações, para constatar o que já havia sido divulgado pelo próprio ex-presidente, e que consta em suas declarações de imposto de renda. No caso trata-se de pessoa física, não ocupante de cargo público, pra quem não há qualquer óbice de atividades privadas, com ou sem remuneração. Como tem sido praxe, tudo foi feito de forma espetaculosa para criar a presunção de culpa de uma atividade exercida regularmente, na busca de atribuir-lhe alguma espécie de ilegalidade.

De outra sorte, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato e procurador do Ministério Público Federal Deltan Dallagnol recebeu R$ 219 mil apenas no ano de 2016, em 12 palestras feitas para falar da corrupção e da operação. Os valores percebidos neste ano de 2017 não foram informados. 

Quando a história foi parar nos jornais, o procurador afirmou que doou “quase tudo” para um hospital no Paraná, que cuida de crianças com câncer. Em seguida, a força-tarefa da Lava Jato emitiu nota na página do Ministério Público Federal reiterando o que já afirmado pelo procurador, de que a atividade é autorizada pela Constituição e por normas internas, por se tratar de atividade docente. Diz a nota:

“... As resoluções 34/2007 do CNJ e 73/2011 do CNMP, nos termos da Constituição Federal, reconhecem que membros do PJ e do MP podem realizar atividade docente, gratuita ou remunerada. A resolução 34/2007 expressamente reconhece que a realização de palestras é atividade docente. É perfeitamente legal a realização de palestras remuneradas segundo o valor de mercado, o que é uma prática comum no meio jurídico.

(...)”

Para qualquer pessoa desinteressada em checar os argumentos postos, o texto pareceria contundente. Não resiste, porém, nem mesmo a uma primeira leitura dos dispositivos citados. Dois pontos o descredenciam totalmente. O primeiro é que ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ cumpre zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, o que significa que membros do Ministério Público Federal, como é o caso de Deltan Dallagnol, não estão sujeitos às resoluções do CNJ. Portanto, a citação de uma resolução do CNJ figura na nota apenas para conferir-lhe ilustração.

Desse modo, ainda que Resolução do CNJ autorizasse a prática de receber pagamento por palestras - coisa que efetivamente a Resolução nº 34/2007/CNJ não faz - estaria restrita à atuação dos magistrados. De fato, o que faz a resolução citada, no caput de seu art. 4º, é reconhecer palestras como atividade docente, limitando-as, contudo, no parágrafo 6º, do mesmo artigo, às vedações constitucionais do art. 95, da CF/88, dentre as quais o inciso IV prevê:

“Art. 95. Os juízes gozam das seguintes garantias:

.................................................................................................

Parágrafo único. Aos juízes é vedado:

IV - receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)”

A menção à Resolução do CNJ é uma tentativa de justificar a prática do procurador. Ocorre, por outro lado, que a questão se apresenta mais grave justamente pelo texto citado por Deltan Dallagnol e reproduzido na nota do MPF. 

Logo em seu artigo 1º, a Resolução nº 73/2011 do CNMP - essa sim totalmente aplicável ao caso - fulmina a defesa do procurador:

“Art. 1º. Ao membro do Ministério Público da União e dos Estados, ainda que em disponibilidade, é defeso o exercício de outro cargo ou função pública, ressalvado o magistério, público ou particular, por, no máximo, 20 (vinte) horas-aula semanais, consideradas como tais as efetivamente prestadas em sala de aula.” (grifamos)

Como se pode notar, o CNMP não apenas não reconhece palestras como atividade docente, como determina expressamente que o magistério somente pode ser considerado como tal se prestado em sala de aula. Causa muita estranheza que o procurador tenha citado duas resoluções, uma que não lhe socorre em nada, por não lhe ser aplicável e  outra que evidencia com toda clareza seu desvio de conduta. 

Parece um daqueles estranhos casos de convicção em sentido contrário ao que diz a norma, e de adoção de pesos e medidas completamente distintos ao conceito de moralidade quando se trata de averiguar a conduta de outrem e a própria. Dito de modo simples, as palestras de Lula, exercidas dentro das leis e de forma regular, sem qualquer vedação que as impeça e devidamente declaradas no imposto de renda assumem, de antemão, uma pecha de suspeição. As de Dallagnol, exercidas fora das normas recebem respostas vazias de sentido jurídico. É a linha do dito popular: “faça o que eu digo, não o que eu faço”

A expressão “exercer o comércio”, contida no art. 117, X, da Lei 8.112/1990, à qual todos os servidores públicos devem obediência, não é um conceito que pode tratado de forma restritiva. A atividade de proferir palestras em troca de valor pecuniário é certamente atividade de mercancia. Se a lei proíbe a administração e a gerência de sociedade privada, que são ações menores, pelos mesmos fundamentos proíbe a concepção de empresário individual e de percepção de valores por atividade tipicamente privada, como palestras, que configuram atos nítido exercício do comércio.

Provocado por parlamentares, resta saber se o Conselho Nacional do Ministério Público irá cumprir com seu dever constitucional, exigir o cumprimento de sua Resolução, da Lei 8.112/90 e da Constituição Federal, investigando o procurador Deltan Dallagnol e aplicando-lhe as devidas sanções, ou irá fazer jogo com a opinião pública alimentando a falsa percepção de que se trata de mais uma ação para tentar “barrar a Lava Jato”, jargão infelizmente usado para que alguns dos agentes públicos envolvidos na operação atuem em desacordo com as normas impunemente.


O covarde e imbecil sem caráter João Doria é o representante da escória

Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) criticou neste domingo, 25, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em em evento promovido pela XP Investimentos chamou a presidente eleita Dilma Rousseff de "anta".  

"Somente um covarde se dirige a alguém que não está presente em um ambiente, atacando gratuitamente está pessoa que não pode se defender. Somente um imbecil sem caráter se dirige a uma mulher usando as palavras que o #MeninoMalufinho usou contra Dilma em um evento em SP", atacou Pimenta em sua página no Twitter. 

O parlamentar do PT também criticou quem apoia os ataques de João Doria. "Não menos imbecís são os que aplaudiram esta ignomínia. Promover discurso de ódio provoca violência, estimula preconceitos e conflitos. O #MeninoMalufinho é uma espécie de Bolsonaro de butique. Um fascista com grife.Tenta ser uma alternativa, como representante da escória", disse Pimenta. 


As palestras pagas de integrantes do Judiciário são moralmente insustentáveis


Moisés Mendes

O Ministério Público saberá lidar com a controvérsia das palestras de Deltan Dallagnol. Reações corporativas exaltam a honestidade do procurador e argumentam que dar palestras é bom para todos. Inclusive as pagas, que devem ser boas para Dallagnol.

Para alguns, seria melhor ainda se o palestrante, pessoa pública, não passasse a abordar, por antecipação, resoluções que ele mesmo irá adotar como acusador de um caso contaminado pela política.

Eu fiquei em dúvida sobre a história das palestras, até ler a entrevista que o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, novo presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, de Porto Alegre, concedeu ao Fabio Schaffner, na Zero Hora. Transcrevi ontem e transcrevo hoje de novo este trecho que me alumiou a mente:
“Houve um caso que chegou ao Conselho Nacional do Ministério Público por causa das palestras dos procuradores. Creio que essa situação deve ser repensada, inclusive com relação a magistrados. Meu avô foi ministro do Supremo durante 13 anos e nunca deu palestra remunerada. Acho inadmissível palestra remunerada. Quem tem problema de dinheiro, gosta muito de dinheiro ou está mal de dinheiro, não pode ser juiz da Suprema Corte. Não é forma de aumentar renda”. 
O desembargador se refere a Dallagnol e a Gilmar Mendes. Então, para encerrar a conversa: não adiante ficarem dizendo que as palestras são legais e que os cachês são doados (ninguém sabe ainda pra quem).

As palestras pagas são moralmente insustentáveis.

Banditismo da quadrilha de Curitiba levará o Brasil à guerra civil

Rubem Gonzalez

SEM SAÍDA

A se confirmar a espúria, arbitrária e totalmente irreal sentença de condenação de Lula , vazada de forma criminosa - pois o vazamento é tipificado no estatuto do funcionário publico como tal - e para piorar logo após a absolvição das duas vagabundas senhoras Cunha & Cabral só nos restará neste país a desobediência civil a barbárie.

Não se trata de partidarismo, de gostar do Lula ou de ser petista, após a passiva aceitação dessa excrescência jurídica proferida por um fétido juiz sob o qual pairam mais provas e evidencias de falta de ética, quebra de decoro, arbítrio, partidarismo e atos criminosos diversos e em número infinitamente superiores as convicções da improvável corrupção do presidente Lula.

A real intenção desse movimento em pinça de uma quadrilha bem orquestrada tem duas frentes distintas, uma parte da quadrilha está instalada em partidos conservadores recheados de impunes corruptos históricos e do outro lado do bando essa choldra jurídica alimentada e fornida pela corrupção do primeiro grupo que também é responsável pela alimentação sincronizada da máquina midiática, elemento de uma importância capital para o sucesso da empreitada por motivos e razões obvias.

Após a confirmação dessa sentença só nos restará a barbárie, o famoso Mad Max ou ainda o mais contemporâneo "the walking dead", não para a defesa do Lula mas para a nossa defesa pois após vencida essa etapa não haverá mais limites para ações extremadas de perseguição individual e coletiva. Será a banalização do direito o perigo de sermos criminalização não por corrermos crimes e sim por não agradarmos os que detém o poder.

O único caminho encontrado na historia para situações idênticas a curto prazo foi a barbárie, a mais valia, ambas movidas pela desesperança de vivermos numa sociedade aonde cumprir seus deveres e respeitar as leis vigentes não são suficientes para te garantirem a sua liberdade o seu direito tanto de expressão ou de ir e vir.

Não será a primeira vez que essa triste figura , endeusado por um tipo de cidadão que pouco difere em fascismo dele, promover a um desserviço ao país afinal boa parte da difícil situação econômica do nosso pais é proveniente de suas decisões claramente partidárias e antipatriotas , porém essa excederá todas as outras e sem duvida alguma tem capacidade de nos jogar num buraco sem volta, um beco sem saída.

O liberal e meritocrata Dallagnol morreria de fome se não sugasse o Estado

Fernando Horta

E o Dallagnol, hein?

Revoltado com quem "sempre usou o Estado para obter vantagens"... Como ele diz.

Daí descobrimos que ele é sustentado pelo estado como MP, ganhando aí uns 30 mil por mês mais penduricalhos...

Não contente, ele dá palestras sobre "corrupção", aproveitando-se do seu cargo. Interessante é que quanto pior ele pintar a corrupção no seu trabalho (criminalizando, vejam só, palestras) mais dinheiro ele faz dando "palestras". De 30 a 40 mil "porcada". Fazia mais de 90 mil por mês só aproveitando-se do cargo e das informações privilegiadas.

Mas não contente com tanto uso do estado para enriquecer, ele ainda pega o dinheiro que faz em função do estado, para entrar num programa social destinado a pessoas de baixa renda em que ele toma o lugar delas, ganha financiamento subsidiado, de novo, pelo Estado, para comprar apartamentos do Minha casa, minha vida. Apartamentos que, vejam só, depois de ele quitar com a grana que ganha do Estado ele revende por 2 ou 3 vezes o preço para aquelas mesmas pessoas que não tiveram chance de conseguir os financiamentos que ele conseguiu, claro, por "sorte".

E depois vai para a igreja dizer-se bom cristão ou para a televisão vociferar contra o uso do estado para enriquecimento dos outros, claro.

Basicamente, se você tirar o Estado, Dallagnol morre de fome. E, pasmem, ele é o ídolo dos protofascistas liberais brasileiros. Aqueles que odeiam o estado e adoram a meritocracia.



Comissão de Ética


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