domingo, 31 de julho de 2016

Identificado um dos agressores de Letícia Sabatella

Trabalha na empresa Gelateria As Quatro Estações
Estudou Administração de empresas na instituição de ensino UFPR
Não adianta ficar reclamando o tempo todo e,hoje, no dia da manifestação a favor da Lava Jato e contra o contra o PT ,você ficar sentado com a bunda no sofá...Venham já para a Santos Andrede, fazer o seu papel de cidadão que acredita no nosso Brasil...
 De uma personalidade cínica, arrogante e prepotênte... Essa tal de Letícia Sabatela foi provocar os brasileiros do bem ,hoje ,na praça Santos Andrade... não apanhou por muito pouco... Vamos comprar uma passagem só de ida para para ela,para Cuba...vejam o vídeo...

Uma multidão pela democracia contra alguns grupelhos golpistas

A diversidade a favor da democracia contra o discurso único pró-Temer na Paulista
Por Pedro Zambarda

A manifestação do dia 31 de julho no Largo da Batata, em São Paulo, reuniu 40 mil pessoas, segundo os organizadores. O protesto aconteceu no mesmo dia que o Vem Pra Rua botou gente contra o PT e favorável ao presidente interino Michel Temer na Avenida Paulista.

Ao todo, pelo menos 10 Estados registraram mobilizações que oscilaram entre duas mil e três mil pessoas. Houve um enfraquecimento dos movimentos de rua, mas não dos seus discursos.

Muita gente do movimento negro, da periferia e dos protestos LGBT engrossaram o coro dos descontentes com Temer.

Os manifestantes pró-democracia não ficaram parados e foram em direção ao escritório do presidente interino Michel Temer no alto de Pinheiros. Mantiveram-se unidos e não se intimidaram nem com a PM barrando em alguns momentos ou voando baixo com seu helicóptero.

O principal destaque do protesto foi o desempenho de Guilherme Boulos no carro de som. “Este protesto foi o primeiro de todos os que ocorrerão na Olimpíada que começa no dia 5 de agosto. Este governo não terá trégua”, disse o líder do MTST.

Outras figuras da esquerda marcaram presença. Luiza Erundina, candidata a prefeitura pelo PSOL, veio com Ivan Valente defender a pauta das novas eleições e o fim do governo golpista de Temer.

O senador Lindbergh Farias defendeu que a esquerda precisa retornar a voz das ruas, especialmente com os eventos esportivos que trouxeram desastre ao Rio de Janeiro. Sâmia Bonfim, funcionária pública e militante do PSOL, afirmou que, apesar do golpe, a voz das mulheres está cada vez mais fortalecida na política. “Temos até o caso da Sarah Winter, ex-feminista, que quer ser musa dos reacionários”, disse.

E na Paulista? Como foi o ato antiDilma?

Basicamente, um fiasco, com pouco mais de 5 mil pessoas, contando com a boa vontade das contas da PM. Mas o que se viu na Paulista, além do “parabéns ao juiz Sergio Moro”, foi apenas uma palhaçada de rua. Um carnaval de super-heróis bizarro.

Cláudia, 55 anos, estava vestida de “Dilma presidiária” e tirando fotos com homens vestidos de militares. Ao fundo, um caminhão de som pró-armamento soltava um jingle sobre o “fim da Lava-Jato” e o “direito de me defender”.

Cecília, 59 anos, disse que foi em outros atos contra Dilma e acha que o mês de setembro para o fim do julgamento está longe demais. Apesar de ser anti-PT, ela vê com bons olhos o povo que protesta contra a Olimpíada.

O ápice da “zoeira” dos pró-golpe foi um homem chamado Thiago Labbati. Vestido de “Super Homem Brasileiro”, ele tem mais de dois metros e posava de herói contra a corrupção “pedindo mais justiça”.

Protestos de rua estavam mais vazios neste domingo, 31 de julho. E não foi à toa: ninguém aguenta mais tanta palhaçada junta.
Boulos e Suplicy com milhares de manifestantes
Os imbecis nazistas de sempre 

A cara nazista da República de Curitiba



— Você é puta!


Leticia Sabatella é agredida por fanáticos na capital brasileira do Fascismo

Não fui provocar ninguém , passava pela praça antes de começar a manifestação e parei pra conversar com uma senhora. Meu erro. Preocupa está falta de democracia no nosso Brasil. Eles não sabem o que fazem.

denuncieofascismo@gmail.com

Povo vai às ruas por Democracia






Povo vai às ruas por ‘fora, Temer’ e novas eleições

247 - Milhares de brasileiros foram às ruas neste domingo 31 em protesto contra o golpe praticado contra a presidente Dilma Rousseff e pela saída do presidente interino, Michel Temer. Há protestos ocorrendo em várias cidades do País e até no exterior, como Berlim, na Alemanha, e Lisboa, em Portugal.

Os protestos também são contra a retirada de direitos trabalhistas pelo governo interino, contra mudanças na Previdência e em defesa de um plebiscito sobre novas eleições, como defende Dilma.

Em São Paulo, a concentração maior é no Largo da Batata, em ato organizado pela Frente Povo Sem Medo. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) participa da manifestação.

A Avenida Paulista, por outro lado, que seria palco de ato pró-impeachment e em defesa da Lava Jato, ainda estava “lotada de ciclistas e policiais” no início da tarde, como registrou o Mídia Ninja. Depois os manifestantes começaram a chegar.

Outras manifestações acontecem em defesa da saída definitiva de Dilma do cargo, como no Rio de Janeiro. Protestos estão ocorrendo em pelo menos dez Estados.

Um clima de Inquisição

Luiz Carlos Bresser-Pereira

Afinal, a quem interessa a delação premiada? Como ela está regulada em lei, o pressuposto é o de que essa instituição interessa à sociedade brasileira, porque é uma forma de desvendar os crimes e apontar os criminosos. De fato, a luta pela moralidade pública que se trava hoje no Brasil não teria ido tão longe se não fosse o incentivo legal à delação. Mas eu cada vez me convenço mais que essa luta está indo longe demais, ou, em outras palavras, que seu custo está se tornando bem maior do que seu benefício.

A operação Lava Jato surgiu para proteger a Petrobrás, seus acionistas, e os brasileiros em geral contra uma quadrilha de bandidos que lá se instalou. Maravilha, mas, considerando-se apenas o aspecto econômico, o prejuízo que ela já causou à própria Petrobrás e às grandes empresas fornecedoras envolvidas em propinas é muito maior do que o benefício. Estamos enfraquecendo nossa maior empresa e arriscando a sobrevivência de suas grandes empresas fornecedoras que representam um patrimônio econômico para o Brasil. Sem dúvida, é necessário punir seus dirigentes, mas os acordos de leniência com as empresas já deviam ter sido celebrados.

Mas o ataque às empresas proporcionado pela delação premiada e as diversas operações policial-judiciais que estão sendo conduzidas as tendo como base não se limitam às empresas empreiteiras. De repente, vemos outras grandes empresas onde ainda sobrevive o capital nacional – bancos e agora a Embraer – também vítimas das delações. Está na hora de dar um basta a isso.

Mas há os benefícios e custos morais. Sim, queremos ver os corruptos punidos; sim, queremos elevar o padrão moral da sociedade, do mundo dos negócios, e dos políticos brasileiros. Mas o mundo não se fez em um dia. A corrupção dos meios empresariais e políticos brasileiros é ampla e profunda, e só melhorará quando os brasileiros souberem defender melhor seus direitos e exercer melhor seus deveres republicanos. Além do custo econômico que envolve a campanha moralista em curso, há o custo moral – o custo em termos de direitos. Também de repente, com base nas mesmas delações premiadas, vemos todos os políticos brasileiros serem desmoralizados a partir da imediata transformação da delação em manchetes da mídia; vemos os políticos transformados em ladrões, ou então em autores de obstrução da justiça, sem outra prova senão a delação feita por um reconhecido e confesso bandido. Neste caso, o custo moral é imenso. O sistema judicial está ameaçando os direitos civis das pessoas – está ameaçando seu direito à liberdade e ao direito de só ser julgado de acordo com os devidos procedimentos legais, e só ser condenado desde que fique provado seu crime. São esses direitos fundamentais que estamos vendo ser violados todos os dias. A Câmara dos Deputados aprovou um impeachment sem que a presidente houvesse cometido crime de responsabilidade. A Justiça e a mídia estão julgando e condenando informalmente as pessoas com base em delações premiadas. A Justiça assim age, porque alguns juízes deixam de ser magistrados para se transformarem em Robespierres, porque esses juízes prendem pessoas para forçá-las a delatar, porque fazem vazar as delações, e porque a Justiça maior permanece paralisada diante dos abusos cometidos por seus membros menores: a mídia, porque disputa leitores ou audiência na base do escândalo originado das delações.

Os objetivos políticos maiores das sociedades modernas são a garantia dos direitos civis (liberdade individual), dos direitos políticos (democracia), dos direitos sociais (melhoria dos padrões de vida e diminuição das desigualdades), e dos direitos republicanos (direito a que o patrimônio público, inclusive o meio ambiente, seja usado para fins públicos). A moralidade é um direito republicano, mas não podemos, em nome dela, esquecer e desrespeitar os demais direitos. Não podemos, em nome da justiça, submeter muitos à injustiça. Hoje, depois do triste espetáculo a que estamos assistindo, depois de vermos a honra de empresários e homens públicos ser violentada por acusadores indignos de crédito, o estatuto da delação premiada só interessa aos delatores. Repito, está na hora de darmos um basta ao que está acontecendo, de pensarmos melhor e rejeitarmos o clima de Inquisição que foi montado no Brasil nestes dois últimos anos.

Projeto a ser votado na Câmara promove demissão em massa no Judiciário

Proposta sobre renegociação de dívidas estaduais embute cortes que afeta tribunais e Defensoria Pública 


Uma proposta legislativa que deve implicar na limitação de investigações de casos de corrupção e na drástica diminuição da prestação de serviços de advocacia pública para pessoas pobres deve começar a ser votada nesta segunda-feira (01/08) pela Câmara dos Deputados, na volta do recesso parlamentar. O projeto de lei complementar (PLP) 257/2016, que trata da renegociação das dívidas dos Estados, embute uma série de alterações orçamentárias que poderão resultar na demissão em massa de promotores de Justiça e de defensores públicos. Além disso, com restrições nos orçamentos do Judiciário, é possível que dezenas de comarcas judiciais espalhadas pelo interior do Brasil sejam fechadas. 

O diagnóstico do preocupante cenário para o sistema judicial foi feito ao EL PAÍS por sete especialistas e dirigentes de entidades de classe do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública. No meio judicial a proposta é conhecida como “o projeto do juízo final”. “A situação é tão caótica que alguns dos Ministério Públicos Estaduais terão de demitir todos os seus servidores e mais de 30% de seus promotores”, afirmou a presidenta da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), Norma Angélica Cavalcanti.

No caso das Promotorias e dos Tribunais de Justiça a razão para a onda de demissões e de possível fechamento de comarcas é puramente técnica. Pelas regras atuais, os MPs podem gastar até 2% da receita corrente líquida dos Estados com o pagamento de pessoal. Nos TJs, esse limite é de 6%. O PLP 257/2016 modifica a Lei de Responsabilidade Fiscal e transfere para a rubrica “despesas com pessoal” algumas contas que antes não estavam previstas, como valores das gratificações, gastos com funcionários terceirizados, salários de estagiários e pagamentos de pensões e aposentadorias. Dessa forma, ao menos 15 MPs e 23 TJs deixariam de cumprir o limite previsto na legislação atual. Todos teriam um prazo de até dez anos para se adequar. Porém, já calculam que uma série de cortes ocorreria imediatamente.

O caso das Defensorias Públicas é diferente dos outros dois órgãos porque, atualmente, não há nenhuma limitação para gastos com pessoal. A proposta definiria esse teto em 0,7% da receita corrente líquida de cada Estado. Ocorre que 16 das 27 unidades da federação já extrapolam esse patamar, que é considerado baixo. Caso o projeto seja aprovado, todas elas também teriam de demitir parte de seus quadros. Dois Estados simbolizam bem esse problema: Mato Grosso do Sul (que gasta 1,8%) e Tocantins (1,2%). O primeiro estima que apenas 35 dos 173 defensores públicos continuariam em suas funções. O segundo, prevê o fechamento de 39 dos 42 núcleos espalhados pelo interior tocantinense. “Hoje, 69% das comarcas do país não têm defensores. Se o projeto for aprovado, alguns Estados ficarão com 10 ou 15 defensores para atender toda a população pobre. Estamos diante de um retrocesso incomensurável”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP), Joaquim Neto.

Processos mais demorados

Um levantamento prévio realizado pelo Conselho dos Tribunais de Justiça (CTJ) constatou que Estados como São Paulo e Minas Gerais (dois dos maiores do país), por exemplo, extrapolariam o novo limite em até 4,5 pontos percentuais. Hoje gastam em torno de 5% da receita líquida do Estado com pessoal, pelos cálculos poderiam a chegar entre 7,5% e 9,5%. “Nem se demitíssemos todos os comissionados conseguiríamos chegar no limite pretendido pelo projeto. Sem poder ter servidor, sem poder nomear novos juízes, várias comarcas seriam fechadas e o processo judicial, que já é moroso no Brasil, ficaria mais moroso ainda”, avaliou o desembargador Pedro Bitencourt, presidente do CTJ.

Promotor de justiça e doutorando na área de ciências jurídico-políticas, Luiz Antônio Freitas de Almeida avalia que a medida é um retrocesso institucional que reduzirá os quadros funcionais a montantes semelhantes ao dos anos 1980, justamente em um período em que novas medidas anticorrupção são mais esperadas pela população. “Num momento em que todos foram e vão às ruas com o espírito de combater e punir a corrupção que assola o país, o enfraquecimento do Ministério Público, do Poder Judiciário e demais instituições de controle só mostraria descompasso e o descolamento da classe política com a vontade do povo”, diz trecho de artigo escrito por Almeida.

A conclusão dele é semelhante à do presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho. “A diferença entre o veneno e o remédio é a dose. Não podemos achar que esse ajuste brutal, que vai limitar as investigações e atrasar processos, é um mero detalhe orçamentário”, afirmou. Segundo Robalinho, em uma primeira análise, o sistema judicial federal – hoje responsável pela operação Lava Jato, entre outras – não seria afetado diretamente pelas mudanças legislativas. Mas isso poderia ocorrer a longo prazo, já que, em caso de aprovação do projeto, haverá uma limitação na contratação de pessoal.

Votação e mais protestos

Para tentar contornar a situação, os representantes de classe tentam ampliar o diálogo com os parlamentares e prometem ocupar os corredores do Congresso Nacional logo no primeiro dia de retomada dos trabalhos após o recesso parlamentar.

Na última semana, um grupo deles foi recebido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se comprometeu a debater melhor o assunto com seus pares. Porém, foi o próprio Maia quem convocou uma sessão extraordinária para votar a proposta, considerada essencial pelo Governo interino de Temer para equilibrar as contas do país, cujo déficit para este ano está previsto em 170 bilhões de reais. “Entendemos que a crise econômica é grave, mas queremos ao menos ser ouvidos para que possamos mostrar que, para o Judiciário, essas mudanças são gravíssimas e comprometem o funcionamento de todo o sistema”, afirmou o vice-presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Paulo Feijó.

Com 209 emendas à proposta inicial, a expectativa é que a votação não seja concluída na segunda-feira. Além dos membros do sistema judicial, sindicalistas e militantes de outras áreas deverão iniciar uma série de protestos. O motivo é que o projeto também prevê limites para o gasto público, impedindo a realização de novos concursos para a contratação de funcionários, proibindo a criação de novos cargos e reajustes de servidores e incentivando programas de demissão voluntária.


Levando em conta a base de Temer na Câmara (cerca de 400 dos 513 deputados), a expectativa é que o PLP 257/2016 seja aprovado sem grandes problemas. Uma consulta feita na última semana junto a líderes de 16 partidos no Legislativo, constatou que apenas um partido, o PSOL, fechou questão contrária ao projeto. Ainda assim, na manhã de segunda-feira, o presidente em exercício deverá se reunir com alguns dos membros de suas bancadas aliadas e com o ministro da secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, para discutir a articulação de todos os projetos de interesse da gestão para as próximas semanas. Na última sexta-feira, o ministro Lima e o líder do Governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), foram procurados para tratar do projeto, mas não responderam aos pedidos de entrevistas.

Um cadáver apodrece no senado

Leandro Fortes

CADÁVER AMBULANTE

Ressentido de plantão, Cristovam Buarque agora afirma não saber se as pedaladas fiscais são crime ou não.

Decidiu, por covardia, optar pelo cinismo para esconder a absoluta falta de caráter que o fez trair milhares de eleitores e, por isso mesmo, entrar para o PPS - o partido capacho da direita.

Terá, portanto, que usar do mesmo expediente de Roberto Freire, o guru dos traidores de esquerda, e mudar de domicílio eleitoral.

Porque, aqui em Brasília, Cristovam, você nunca mais vai ter paz.

Janio de Freitas: Somos todos vítimas e testemunhas de abusos de autoridade

Janio de Freitas

O abuso, seja do que for, nunca é abuso na visão de quem o pratica

A oposição de juízes e procuradores ao projeto contra abuso de autoridade, em tramitação no Senado, pode estar certa no varejo de alguns artigos, mas não no atacado da proposta toda. O equívoco se inicia já pela ideia de que o projeto é contra os juízes e procuradores, esquecendo que polícias e outros setores que falam pelo Estado são focos permanentes de abuso de autoridade.

É inegável que o projeto foi sugerido pela insegurança que a Lava Jato difunde entre políticos. Daí a deduzir que a sua finalidade é impedir o combate à corrupção, como dizem Sérgio Moro e seu grupo de procuradores, falta muito.

O projeto e as emendas possíveis estão sujeitos a erros, e isso fica evidente já na autoria: Renan Calheiros, carregado de situações negativas na Justiça, só por assinar o projeto já o põe sob suspeições. Somos todos, no entanto, vítimas e testemunhas de abusos de autoridade. Variados na forma e na gravidade. Persistentes e apenas por exceção punidos ou extintos. Se há oportunidade de prevenir alguns deles, o que convém é discutir as maneiras de fazê-lo. Isso, os que se sentem visados não fizeram.

O abuso, seja do que for, nunca é abuso na visão de quem o pratica. Sérgio Moro considera perfeita a retenção de um suspeito na cadeia até que, moral e psicologicamente destroçado, se ajoelhe à delação premiada. Sem que com ela venha certeza alguma da veracidade e dos propósitos de delações acusatórias.

Se invocada a utilidade da delação para direcionar investigações, verdade maior é que incriminações e prisões valem-se, com frequência, apenas do dito por delatores. É o que ocorre, por exemplo, com a delação feita por Delcídio Amaral já depois que despiu a credibilidade construída no Congresso.

Procuradores entraram com recente ação contra o juiz Ricardo Soares Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, pedindo seu afastamento da Operação Zelotes. Acusaram-no de decisões abusivas que dificultavam provas da corrupção, em torno de bilhões, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, da Receita Federal. Procuradores também sabem, portanto, o que é a combinação de autoridade e deslimite, encontrável até onde a autoridade deve significar o limite. Ou, ao menos, sabem quando o ato que extrapola não é seu.

Há muitas vozes sérias e experientes contra o que entendem como excessos judiciais. Não raro ilegais, além de violentos. Ouvi-las é conveniente a todos, e o projeto contra abuso de autoridade é capaz de fazê-lo se submetido, não a um ataque letal, mas a uma apreciação sem facciosismos, interesses subalternos e corporativismo.

O ministro Luiz Barroso assumiu no Supremo Tribunal Federal quando estava em curso uma espécie de repassagem das discussões e decisões. Com a finura habitual, disse não se sentir à vontade para apoiar as condenações, já feitas, por formação de quadrilha. E expôs a sua ponderação.

Aos poucos, baixou no tribunal um ambiente de serena racionalidade, retomando o que o emocionalismo e a ira haviam engolfado, com desprezo insultuoso pelos esforços do revisor Lewandowski por alguma objetividade. Deu-se a reversão de vários votos: as condenações por formação de quadrilha caíram.

Seriam, no entanto, se mantidas, mais do que erros de apreciação e decisão. Decorreram do uso excessivo da autoridade, com a permissão pessoal de que a exaltação tomasse o lugar do equilíbrio no julgamento. Uma forma não reconhecida, mas inegável, de uso abusivo da autoridade, que levaria vários sentenciados a perder mais vida na cadeia do que deveriam.

A autoridade é, em si mesma, um abuso nas relações humanas. O que quer que elimine uma partícula sua, será civilizador e de justiça. Caso não tenha forma abusiva –o que, no projeto contra abuso de autoridade, não é difícil evitar.

Mais razão têm os procuradores contra maiores concessões a quem traga dinheiro mandado ao exterior por meio ilegal. Michel Temer apoia mais benesses. Do gabinete de Rodrigo Janot, no entanto, vem o argumento, exposto por Mônica Bergamo, contrário às regras em vigor por "premiarem quem cometeu irregularidades escondendo dinheiro no exterior, ao permitir que, pagando impostos e multa, regularizem a situação". Não é isso a versão financeira da delação premiada que a Procuradoria-Geral da República consagra na Lava Jato? Pois é.

sábado, 30 de julho de 2016

Defesa de Lula responde ao sindicato dos bandidos de toga

Confira a íntegra do comunicado feito pela defesa do ex-presidente Lula:

Em relação à nota divulgada ontem (28/07/2016) pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que manifestou "repúdio à petição encaminhada pelo ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU)", é preciso esclarecer que:

1 – Nenhuma medida prevista em lei – muito menos em um tratado internacional subscrito pelo Brasil (que tem natureza supralegal) – para a defesa das garantias fundamentais pode ser entendida como forma de "constranger o andamento de quaisquer investigações em curso no País". O Poder do Estado não é ilimitado e as medidas legais servem justamente para impedir ações arbitrárias ou ilegais de agentes estatais contra qualquer cidadão;

2- O Brasil incorporou o Pacto dos Direitos Civis e Políticos adotado pela ONU em 1992, quando assumiu a responsabilidade pela implementação e proteção dos direitos fundamentais ali previstos. Em 2009, o País aderiu ao Protocolo Facultativo desse mesmo Pacto (Decreto Legislativo no. 311), o qual permitiu que qualquer cidadão brasileiro que seja vítima de violação das garantais fundamentais previstas nesse Pacto possa fazer um comunicado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, nas condições ali previstas;

3- O combate à corrupção é fundamental, mas somente será legítimo e haverá resultados efetivos, se for realizado com a observância do devido processo legal e das garantias fundamentais. Violam os direitos fundamentais, sem qualquer sombra de dúvida, a privação da liberdade sem previsão legal, a divulgação de conversas interceptadas e o monitoramento de advogados, para bisbilhotar estratégia defesa, além do fato de o juiz assumir o papel de acusador. Tais condutas – que são os fundamentos centrais do comunicado levados à ONU - afrontam os artigos 9º. 14 e 17 do citado Pacto dos Direitos Civis e Políticos;

Dessa forma, o protocolo do comunicado na data de ontem (28/07/2016) perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU deveria ser entendido como meio de defesa das garantias fundamentais, previsto em instrumento de caráter supralegal, e não motivo de repúdio.

Roberto Teixeira e Cristiano Zanin Martins

Perseguição a Lula confirma que não há mais democracia no Brasil


A obsessão de tentar tirar o Lula da vida política brasileira, configurando uma verdadeira perseguição política, confirma que o pais saiu da democracia e entra perigosamente no caminho de uma ditadura, por intermédio do golpe, da ação ou inação do Judiciário e das campanhas sistemáticas de difamação feitas pela mídia.

É o que Lula denuncia, ao afirmar que entramos num estado de exceção, e o que expressa seu documento à ONU, seguindo o mesmo caminho de Julian Assange, amparado pelo mesmo advogado.

O escândalo político e jurídico de acusar o Lula sem nenhuma prova, de tentar prende-lo sem nenhuma justificativa, de buscar pela coação de presos delações que o incriminem sem fundamento algum, configuram uma perseguição política que supera qualquer tipo de marco democrático. Quando o Judiciário é cúmplice dessa perseguição, quando a mídia é o principal agente que tenta culpar na opinião publica sem nenhuma prova, os marcos do Estados democrático de direito foram abandonados e substituídos pela perseguição pura e simples.

Tentar eliminar da vida política o único líder que ainda tem prestigio diante do povo brasileiro é tentar dar um derradeiro golpe na legitimação da política brasileira, para abrir espaço para aventureiros golpistas e para salvadores fascistas da pátria. Para isso é indispensável tentar invalidar a liderança política que resgatou a dignidade do Brasil e a autoestima dos brasileiros. É indispensável tentar colocar na mesma vala comum aos golpistas e corruptos que assaltam o Estado brasileiro com o líder popular que mais contribuiu para democratizar o pais.

Se continuar a existir uma liderança como a do Lula na plenitude do exercício da sua liderança popular, esses aventureiros não poderão dar continuidade à destruição sistemática da democracia que promovem, à liquidação do patrimônio público do Brasil, aos direitos dos trabalhadores, aos recursos públicos para democratizar o acesso do povo aos direitos elementares garantidos pelas políticas públicas.

O Lula é a ultima pedra no sapato desse vândalos que atacam a democracia e assaltam o Estado. São mancomunados os mais corruptos políticos e os que dizem que combatem a corrupção. A existência de uma liderança popular inequívoca como a do Lula desmente a tese deles de que nenhum politico presta, de que a vida política brasileira está totalmente conspurcada, que não há esperança de resgate do Brasil e que devemos nos entregar, agachados, ao Império que eles tanto adulam.

A obsessão de destruir a imagem publica do Lula só pode se concretizar por atos ditatoriais de violação dos direitos do ex-presidente e candidato favorito a voltar a ser presidente do Brasil. Se eles confiam nas pesquisas que fabricam, deixem o Lula ser derrotado pelo povo em competição democrática. Não haveria maior condenação dele do que a prática pelo povo, democraticamente.

Acontece que sabem que essas pesquisas são forjadas. Coloquem o Lula e outros candidatos quaisquer em campanha, para verem o que acontece. Os outros não vão sequer conseguir organizar comícios, não vão se expor publicamente aos escrachos da população. Cada vez que o Lula se encontra com o povo, em comícios, em reuniões, pela ruas, os golpistas tremem e se dão conta que só através de um golpe, da perseguição política e jurídica, podem tirar o Lula da parada. Mas aí confirmam que ja estamos numa ditadura.

Se não gostam do apelo do Lula à ONU, deem a demonstração de que ainda ha democracia no Brasil, deixando que o povo se pronuncie livremente sobre quem querem que dirija o País. Abandonem definitivamente a perseguição ao Lula, renunciem a um governo golpista pela forma como acedeu ao poder e pela perversão do programa com que o golpista mor foi eleito.

Não ha mais democracia no Brasil se o único grande líder popular for perseguido sistematicamente e impedido de se submeter à decisão democrática do povo nas urnas. Não adianta protestarem pelas denuncias do Lula ao mundo. Até a pouco a opinião publica internacional acreditava na mídia golpista. Quando vieram aqui, se deram conta das mentiras que ela propaga e desmoralizaram a mídia brasileira no mundo. Agora perderam qualquer credibilidade. Ao mesmo tempo que a mídia internacional verificou que os corruptos estão do lado do Temer e do Eduardo Cunha e não do lado da Dilma e do Lula.

Agora a mídia internacional reitera as denuncias do Lula e a avaliação de que o critério fundamental para julgar a democracia brasileira é terminar de ver com a perseguição ao Lula e deixar na mão dos brasileiros e não dos golpistas e corruptos, o destino do Brasil.

Quem desmoraliza a justiça brasileira é a própria justiça brasileira — e não Lula

Respeitar como?


Quem desmoraliza a justiça brasileira é a própria justiça brasileira.

Ou, para sair do plano impessoal: são os juízes brasileiros.

Não adianta fingir indignação com Lula por recorrer a um tribunal internacional. É mais decente olhar para o espelho e dizer: “Onde foi que erramos? Que podemos fazer para recuperar a dignidade perdida?”

São absurdos de todos os lados. Materiais, por exemplo. Privilégios, mordomias em doses copiosas. Nenhum respeito pelo dinheiro público. Quem não se lembra dos 90 mil reais que Joaquim Barbosa queimou para reformar os quatro, repito, quatro banheiros do seu apartamento funcional?

Isto, em si, conta uma história.

Passemos agora para o plano do comportamento. Em que sociedade minimamente avançada você vai ver um juiz tão descaradamente ativista de direita como Gilmar Mendes?

Gilmar Mendes chegou a ser flagrado num telefonema com Bonner para combinar uma pauta do JN. É uma coisa de um primitivismo brutal: não evidencia apenas a falta de ética da justiça mas, também, da imprensa.

A desenfreada militância política de Gilmar Mendes jamais foi objeto de um único editorial reprovador. Claro, mídia e justiça são aliados. Mas a ausência de fiscalização da imprensa não elimina o mal que Gilmar faz à imagem da justiça. Não põe sequer para baixo do tapete.

E chegamos agora a Moro.

É um horror — não existe outra palavra — que Moro se deixe fotografar ao lado de João Dória, dos irmãos Marinhos, do autor de um livro de um jornalista da Globo que o glorifica e arrasa Lula.

É o triunfo do despudor. Você está dizendo qual é o seu lado, o que num juiz é intolerável.

De novo: as consequências para a reputação da justiça são monstruosamente negativas. É um ato de autodesmoralização fulminante. É algo que é aplaudido por fanáticos antipetistas e incentivado pela mídia plutocrata.

Mas de novo: nada disso altera o absurdo da situação.

E as parcerias de Moro e Lava Jato com Globo, Folha etc nas operações circenses que miravam invariavelmente o PT?

Em suma.

Você tem que se dar ao respeito antes que possa exigir que os outros o respeitem.

A justiça não se dá ao respeito.


É dentro desse quadro que Lula recorreu à ONU — com inteiro, total, monumental acerto.

Elite quer Brasil eternamente no terceiro mundo

Elite brasileira sem retoques
Wagner Iglecias

Essa caçada implacável que faz contra Lula, através de seus braços jurídico e midiático, demonstra o caráter absolutamente irresponsável da elite brasileira. Ela quer, e creio que vai conseguir, destruir a única liderança política surgida nos últimos 50 anos neste país que conseguiu promover o diálogo entre os de cima e os de baixo. A única liderança que poderia construir um capitalismo menos brutal neste país que é a 7ª maior economia do mundo e ao mesmo tempo aparece entre os campeões mundiais de má distribuição de renda, junto com Botswana, Colômbia, Guatemala, Zâmbia, Honduras, Suriname etc.

O que governos europeus dizem aos cidadãos que vão ao Rio?


Ministérios do Exterior costumam apresentar recomendações para os seus cidadãos que desejarem viajar para um outro país. Na Europa, é frequente que haja páginas nos sites dos ministérios para cada país, com as mais variadas dicas.

No caso do Brasil, e às vésperas do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, muitas recomendações focam no tema segurança. Assim, Alemanha e França recomendam sempre ter um pouco de dinheiro consigo para entregar ao assaltante em caso de assalto.

Já a Suíça afirma que a taxa de criminalidade em todo o país é muito alta e alerta para arrastões em restaurantes. Portugal pede a seus cidadãos que não levem consigo nem exibam objetos de valor e, em caso de assalto, não ofereçam resistência.

A seguir, um resumo das recomendações de oito países europeus.

Portugal: elevada possibilidade de ser alvo de violência

O governo português recomenda precaução e atenção na circulação a pé em centros urbanos, especialmente em horário noturno, mesmo em locais com muitos turistas, devido à possibilidade de assaltos e furtos, por vezes "com grande violência física". Aconselha-se que o viajante não leve consigo nem exiba objetos de valor e, em caso de assalto, não ofereça resistência ou tente fugir, dada a "elevada possibilidade de ser alvo de violência" se o fizer.

Especificamente sobre o Rio, o site diz que as condições de segurança são "instáveis", com riscos de assaltos à mão armada e agressão com arma de fogo ou branca, tanto em áreas mais isoladas da cidade como também, a qualquer hora, nas áreas mais turísticas na zona sul da cidade e no Centro. Outro risco são as fraudes com cartões de crédito, como clonagem.

Espanha: nenhum bairro do Rio oferece plenas condições de segurança

O ministério espanhol do Exterior afirma que o Brasil é um país com alto índice de criminalidade e que "nenhum bairro do Rio de Janeiro oferece plenas condições de segurança". O site pede ainda para que os turistas tomem todas as precauções possíveis para evitar roubos ou incidentes violentos e que estejam sempre atentos e não ofereçam resistência, "inclusive quando os assaltantes são menores, já que podem estar armados e se encontrar sob o efeito de drogas". É dito, ainda, que o risco de roubos e assaltos, que ocasionalmente pode implicar violência física, pode ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite e em praticamente qualquer lugar.

Suíça: turistas podem ficar feridos em manifestações

Os suíços dizem que o Brasil pode ser descrito como estável, mesmo que passe atualmente por uma difícil fase política e econômica. Aponta-se a grande possibilidade de manifestações e que pessoas podem ficar feridas. O risco de ataques terroristas também não pode ser descartado. O site afirma que "a taxa de criminalidade em todo o país é muito alta" e alerta para "arrastões" em restaurantes de grandes cidades. Sequestros relâmpagos acontecem em todo o país, a qualquer hora, e também nos bairros mais ricos, afirma. Recomenda-se que as mulheres saiam à noite apenas em grupos e que evitem praias isoladas e pouco movimentadas também durante o dia.

Alemanha: visita a favelas é desaconselhada

O ministério alemão do Exterior afirma que o perigo de ser vítima de um assalto ou de outros crimes violentos no Brasil é consideravelmente maior do que na Europa Ocidental, principalmente nas grandes cidades com altos índices de criminalidade. É necessário ter atenção também nas regiões consideradas seguras. Pelo fato de as favelas serem especialmente afetadas pela criminalidade e violência, "a visita é veementemente desaconselhada".

O site afirma que muitos crimes ocorrem principalmente em ruas pouco movimentadas dos centros das cidades, em praias e também em vias que levam aos aeroportos. Além disso, diz que criminosos, frequentemente sob a influência de drogas, estão de forma geral armados e não hesitam em usar a violência até mesmo pelas razões mais esdrúxulas. Por fim, aconselha que o turista sempre carregue no Brasil uma pequena quantidade de dinheiro para entregar ao assaltante, sem oferecer resistência, caso seja assaltado.

França: tenha à mão dinheiro para dar ao assaltante

Em um guia especialmente preparado para os Jogos, o governo francês afirma que o Rio oferece riscos à segurança e que nenhum bairro da cidade oferece uma segurança perfeita, mesmo na zona sul, onde os bairros são considerados mais seguros e onde não há uma sensação forte de insegurança. Também lá, às vezes, são relatados ataques violentos. Além de recomendar ao turista que não ande sozinho, o site explica aos franceses que não devem andar com objetos de valor e sempre preferir caixas automáticos dentro de bancos ou centros comerciais.

Além de pedir ao turista para que preste atenção aos pertences em locais públicos, como ônibus, metrô e restaurantes, o governo francês aconselha o visitante a nunca levar consigo grandes quantias de dinheiro. No entanto, é bom que o turista tenha à mão uma nota de 20 ou 50 reais para ser dada ao assaltante em caso de assalto. O site pede, ainda, que sejam evitadas visitas a favelas – a não ser com um operador turístico licenciado.

Reino Unido: violência contra polícia pode acontecer a qualquer momento

O governo britânico diz que os níveis de criminalidade são elevados, e que violência e crimes podem acontecer em qualquer lugar e frequentemente envolvem armas brancas e de fogo. Roubos são particularmente comuns nas praias, especialmente no Rio, e entre os crimes estão os "arrastões" e que, em qualquer situação, é necessário estar pronto para entregar objetos de valor em caso de ameaça. "Tente não resistir aos ataques."

Os britânicos afirmam haver um alto nível de pobreza e de crimes violentos em favelas, mesmo com as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Porém, todas as favelas são áreas perigosas, mesmo se o turista for ao local com um tour organizado. "Violência, principalmente dirigida contra a polícia e autoridades, pode acontecer a qualquer momento", diz.

Itália: elevada taxa de criminalidade agravada por homicídios fúteis

O governo italiano afirma que, em todo o território brasileiro, é preciso manter uma vigilância elevada e prudência devido à alta taxa de criminalidade, agravada por homicídios por motivos fúteis. "Mesmo em bairros de classe média e média alta se verifica com frequência assaltos à mão armada e sequestros relâmpago também contra turistas estrangeiros", afirma o site. O ministério pede que os turistas tomem cuidado ao conduzir um veículo e mantenha as janelas fechadas, especialmente ao pararem em semáforos. A cartilha diz que houve protestos, em grande maioria pacíficos, em cidades brasileiras, mas que em alguns casos eles se tornaram violentos. Por isso, aconselha evitar manifestações.

Holanda: tiroteios regulares em favelas do Rio causam muitas mortes

O ministério holandês do Exterior diz que há riscos de segurança associados a crimes e pede que os turistas se mantenham alertas contra assaltos, que muitas vezes estão associados à violência, especialmente nas grandes cidades e depois do anoitecer. O risco de assaltos e roubos com violência permanece elevado no Rio e em São Paulo, afirma. "Os crimes graves no Brasil estão, muitas vezes, relacionados com o tráfico de drogas, e não incidem diretamente sobre turistas." Há tiroteios regulares em favelas das duas maiores cidades, causando muitas mortes.

Atualizando o slogan da Folha

Luis Felipe Miguel

Como sei que a crise tá braba para a imprensa, estou dando essa forcinha de graça para os Frias e atualizando o velho slogan "Um jornal a serviço do Brasil" para algo mais condizente com a realidade.

Lula: golpe é vergonha contra nossa geração

Durante o 18º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), em São Paulo, nesta sexta (29), o ex-presidente Lula defendeu que os militantes pressionem os senadores a votarem contra o impeachment; "O que devemos fazer é coagir politicamente. Através do celular, de todos os instrumentos, começar a perguntar para cada senador se ele tem noção do gesto que ele vai fazer ao cassar a Dilma. Temos que mostrar para eles que eles estão cometendo uma crime, um crime contra a democracia", afirmou; para Lula, o golpe contra Dilma é "mais rasteiro" do que o golpe militar; "Aproveitaram o momento que a economia não está boa, que a presidente não estava bem avaliada, e inventaram um crime de responsabilidade, para cometer um crime político", disse. "O que estão fazendo é uma vergonha contra a nossa geração", afirmou

247 - O ex-presidente Lula participou nesta sexta-feira (29) do 18º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), em São Paulo. No ato, ele defendeu que os militantes pressionem os senadores a votarem contra o impeachment.

"O que devemos fazer é coagir politicamente. Através do celular, de todos os instrumentos, começar a perguntar para cada senador se ele tem noção do gesto que ele vai fazer ao cassar a Dilma. Temos que mostrar para eles que eles estão cometendo uma crime, um crime contra a democracia", afirmou.

Para Lula, o golpe contra Dilma é "mais rasteiro" do que o golpe militar. "Aproveitaram o momento que a economia não está boa, que a presidente não estava bem avaliada, e inventaram um crime de responsabilidade, para cometer um crime político", disse. "O que estão fazendo é uma vergonha contra a nossa geração", afirmou.

Abaixo os principais trechos do discurso:

"Estamos a poucos dias da votação no Senado sobre o impeachment. Todos nó sabemos que estão faltando seis votos para barrar e Dilma voltar. O problema é que o povo não aguenta ir para a rua todos os dias";

"Tinha senador que me dizia que uma coisa é a admissibilidade e a outra é o mérito. Como a gente coloca na retranca. Não é xingando. Eles não ouvem. O nosso grito não ressoa em Brasília. O que devemos fazer é coagir politicamente. Através do celular, de todos os instrumentos, começar a perguntar para cada senador se ele tem noção do gesto que ele vai fazer de cassar a Dilma. Temos que mostrar para eles que estão cometendo uma crime, um crime contra a democracia. Nós precisamos fazer com que eles se sintam culpados, por mais conservadores que eles sejam"

"O golpe não é um golpe militar, é um golpe parlamentar. É bom que vocês saibam a história. Foi uma vingança do Cunha. O que eles estão fazendo hoje é cínico e rasteiro. Eles estão cometendo um crime político de tirar uma presidente eleita que não cometeu crime"

"O Temer sabe que o que eles estão fazendo é um julgamento totalmente político. É um crime. Ele não se submeteu ao voto do povo"

"O que eles não percebem é que eles precisam falar com a consciência desse país, que é isso que eles estão fazendo é uma vergonha para a nossa geração"

"Nós estávamos governando há 13 anos. É o maior período de governo de esquerda eleito democraticamente no mundo. E isso incomoda!"

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Não há poder mais corrupto do que o Judiciário

Preso desde abril, o desembargador Evandro Stábile, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, foi agora condenado à aposentadoria compulsória pelo Pleno da corte da qual ele fazia parte. Com a decisão administrativa, que foi unânime, ele continua a receber o salário, mas não tem mais direito a benefícios.


Nos Estados Unidos, ele seria preso pelo resto da vida.
Na China, seria fuzilado.
No Brasil, é premiado.
Não há poder mais corrupto do que o Judiciário.

Nilson Lage

Os 5 porquês e a meritocracia


MINHA MERITOCRACIA FOI LIQUIDADA PELOS "5 PORQUÊS".

Uma das mais interessantes ferramentas da qualidade é a técnica dos "5 porquês". Trata-se, em apertada síntese, de, partindo-se de um problema específico, investigar a causa-raiz por meio da formulação em sequência da mesma pergunta: "Por quê?".

Recentemente, em um curso, o consultor Ricardo Bertolucci, ao discorrer a respeito da técnica, citou um exemplo interessante. Em determinada ocasião, notou-se que uma estátua de Abraham Lincoln, em Washington (EUA), estava se deteriorando mais depressa do que os demais monumentos, muitos até bem similares. Na investigação da causa-raiz aplicou-se a técnica dos "5 porquês":

A estátua está se deteriorando mais rapidamente do que as outras.

Por quê? (1)
Porque ela tem que ser lavada com mais frequência.

Por quê? (2)
Porque ela acumula mais dejetos de pássaros do que as outras.

Por quê? (3)
Porque há mais pássaros em volta dela do que dos outros monumentos.

Por quê? (4)
Porque há muito mais insetos (alimento dos pássaros) perto dessa estátua.

Por quê? (5)
Porque a iluminação dessa estátua é diferente das outras, e atrai mais insetos.

Uma vez identificada a causa-raiz, o problema pode ser sanado. No exemplo, a iluminação foi trocada e, num efeito-cascata reverso, as causas de níveis posteriores desapareceram.

A técnica dos "'5 porquês", ainda que a princípio pareça intuitiva (nós SEMPRE perguntamos por que as coisas acontecem ou deixam de acontecer!), representa a sistematização dessa intuição. É claro que problemas haverá em que serão necessários 6 ou 7 "porquês" para se chegar à causa-raiz, ao passo que outros se resolverão com 2 ou 3 "porquês". (Muitas crianças adotam, ao conversar com os pais, a técnica dos 729 porquês.)

Dia desses, refletindo acerca de um texto que li sobre a "meritocracia", não pude deixar de fazer um exercício de autocrítica utilizando os "5 porquês". O resultado: minha meritocracia pessoal foi estraçalhada.

Eu estou tão perto de ficar rico quanto estou perto da estrela Eta Carinae ou de publicar tese na área da Física Quântica. Isso não representa drama algum, pois o objetivo "Ficar rico", em minha lista de prioridades, ocupa a posição nº 4.215 (logo após o objetivo "Desmontar o ventilador para ver o que tem dentro"). Nada obstante, tenho algum conforto, ainda que frugal, conforto este que posso estender à minha família. Sou detentor de cargo público no Poder Executivo, e, ainda que os vencimentos nesse poder (salvo exceções) não sejam nada emocionantes, há a vantagem da estabilidade. Muitos amigos e parentes atribuem essa posição a meus méritos (a tal da "meritocracia").

Embora isso não seja propriamente um problema, apliquei a esses meus supostos méritos a técnica dos "5 porquês":

Tenho estabilidade no trabalho, o que traz certo conforto à minha família.

Por quê? (1)
Porque obtive sucesso em concurso público extremamente concorrido, há quase 30 anos.

Por quê? (2)
Porque cursei graduação em universidade PÚBLICA de primeira linha, na primeira metade da década de 80.

Por quê? (3)
Porque meu pai, que detinha posição de diretoria em uma importante indústria na década de 70, tinha recursos suficientes para financiar minha formação, nos ensinos fundamental e médio, em escola particular de excelência.

Por quê? (4)
Porque meus avós, imigrantes italianos, puderam trabalhar muito, na primeira metade do século passado, para também propiciar sólidas educação e formação a meu pai.

Por quê? (5)
Porque, em última análise, meus avós não eram negros.

Minha "meritocracia" foi espicaçada pelos "5 porquês".

Como todos sabem, não há virtude nos extremos (talvez o Garrincha fosse uma exceção). É claro que eu não menosprezo o fato de eu ter conseguido aproveitar com alguma eficácia o inquestionável privilégio social que foi eu ter estudado em uma universidade pública consagrada (logo, financiado pelos impostos de toda a sociedade!). Hoje, 30 anos após minha colação de grau, procuro diariamente retribuir a essa mesma sociedade, nos estreitos limites da minha capacidade.

A contrario sensu, porém, eu seria desonesto em não reconhecer a relatividade desses meus supostos méritos, visto que, por um lado, reitero, minha educação superior foi financiada por toda a sociedade e, por outro, eu, meu pai e meu avô atravessamos as nossas vidas profissionais em franca calmaria, em função da desqualificação (stricto sensu) da "concorrência". Em outras palavras: meu sucesso deve-se, em ENORME parte, ao fracasso IMPOSTO a milhares de concorrentes em potencial por uma sociedade (até hoje) desigualitária.

Não tenho nenhuma intenção de impingir lógica semelhante a quem quer que seja. (Como já dizia o saudoso Ibrahim Sued, "Cada um é cada um".) Não aponto dedos, e sempre enxergo ou presumo virtudes em todos.

Sugiro, porém, que reflitamos, sempre, a respeito das raízes do nosso posicionamento social, para que evitemos a soberba e, especialmente, a injustiça com relação a tantos milhões de cidadãos "demeritocráticos" que diuturnamente constroem este país.

A Lava Jato está realmente mudando o Brasil


"Juízes" repudiam que o Lula acione um órgão de Justiça, enquanto derrubam o WhatsApp e embolsam benefícios ilegais.

"Jornais" repudiam as críticas de Glenn Greenwald, um jornalista vencedor do Pulitzer, à nossa imprensa, enquanto escondem dados de pesquisas de opinião.

Villa, Magnoli, e outros "intelectuais" brasileiros criticam manifestos de intelectuais internacionais, como James N Green.

Começo a acreditar que a Lava Jato está mudando o Brasil.

Ao menos está expondo a mediocridade das nossas elites e instituições.

Estado de exceção envergonha o Brasil no mundo, diz Lula

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse, em entrevista ao uma rádio africana, republicada pelo Cafezinho na quinta (28), que o Brasil vive um estado de exceção, com o golpe do impeachment em curso e o cerceamento de defesa no âmbito da Lava Jato, uma vez que a mídia se aliou ao Judiciário para condenar previamente os investigados.

Na visão de Lula, esses problemas, principalmente o do ataque à democracia sem crime de responsabilidade fiscal por parte de Dilma Rousseff, estão sendo observados lá e essa situação "envergonha o Brasil no mundo".

O ex-presidente, que recorreu à ONU (Organização das Nações Unidos) também na quinta, alegando que a Lava Jato, na figura de Sergio Moro, está violando direitos humanos, disse também na entrevista que a elite brasileira só sabe o que é democracia quando está no poder.

"(...) se nós pegarmos a indicação do Sarney pelo colégio eleitoral depois da morte do Tancredo Neves, 1985, nós temos 31 anos de democracia; se a gente pegar dia 5 de outubro de 1988, quando foi aprovada a Constituição, nós temos 28 anos de democracia. É muito novo. E parece que a elite brasileira não sabe viver democraticamente numa sociedade em que ela não governe. Ou seja, ela só acha que democracia é quando ela governa", disse Lula.

"Quando um partido como o PT ia completar 16 anos de governança, com uma mudança extraordinária na qualidade de vida do povo brasileiro, com uma evolução de conquistas da sociedade brasileira, eles resolveram então antecipar e dar um golpe como estão dando agora. Por isso, eu acho que nós estamos vivendo quase que um estado de exceção mesmo. Eu diria uma situação que envergonha o Brasil no mundo, porque o Brasil não está nem respeitando internamente a Constituição nem está respeitando a democracia", completou.

Lula ainda falou da perseguição jurídica que sofre há mais de dois anos, e apontou que mesmo com várias operações em busca de um crime para inviabilizá-lo para a eleição de 2018, nada foi provado até agora. Segundo o petista, a imprensa está nessa empreitada porque - comandada por uma elite de poucas famílias - nunca aceitou que o PT chegasse ao poder.

"E eles agora resolveram, na minha opinião até pra me jogar na lama, tentando todo e qualquer tipo de acusação contra mim, já faz dois anos e pouco que eles estão fazendo isso e até agora não conseguiram nada, mas continuam falando. E a imprensa toda sabe que isso faz parte de um jogo de tentar criar qualquer impedimento para que eu seja candidato à presidência em 2018. De forma que eu estou muito tranquilo. Quem tem que provar que eu cometi erros são eles, não sou eu que tenho que provar minha inocência. Eles que falaram, eles que provem algum erro que eu cometi tanto no governo como fora do governo."

Para Lula, a regulação da mídia, seguindo um modelo europeu de legislação, deve ser pautada pelo PT na próxima disputa presidencial. "Eu sei que tem gente que não quer e quem não quer são os donos. Mas a sociedade brasileira quer. Então nós vamos trabalhar muito pra isso. Pode ficar certo que vai fazer parte do programa do PT na próxima campanha eleitoral à presidência da República."

Estimulado a falar sobre o futuro do PT após o impeachment, Lula disse que espera que Dilma consiga os 28 votos necessários para reverter sua situação no Senado. Mas, se a derrota for consolidada, o partido terá de repensar como fazer oposição - sinalizando que poderá negociar algumas pautas com o governo interino de Michel Temer (PMDB) para evitar retrocessos.

"(...) nós vamos ter que ter paciência e esperar até o dia 28. Se não acontecer, nós vamos ter que aprender a fazer oposição outra vez no Brasil e fazer oposição com muita responsabilidade, muita consequência, porque nós não podemos permitir que haja nenhum retrocesso nas conquistas que o povo brasileiro teve nesses quase 14 anos de governo do PT."

Ouça a entrevista completa abaixo, ou leia AQUI.

Por que os advogados de Lula acionaram a ONU?


O ex-presidente entrou com uma reclamação no Comitê de Direitos Humanos da ONU, denunciando a parcialidade do sistema judicial e investigatório brasileiro, especialmente o juiz e os procuradores da chamada Operação Lava Jato. Aqui vão perguntas e respostas para entender melhor o que isso significa.

Como funciona o Comitê de Direitos Humanos da ONU? O que ele faz?

O comitê é o organismo que fiscaliza a garantia dos direitos humanos em todos os países-membros da ONU. Em 1966, foi assinado um acordo internacional que estabelece os direitos humanos e políticos que os países integrantes da ONU devem proporcionar e proteger, chamado “International Covenant on Civil and Political Rights”. O Comitê de Direitos Humanos da ONU, sediado em Genebra (Suíça) ecebe petições individuais a respeito de violações dos direitos humanos e julga os casos.

Do que Lula reclama?

Através de seus advogados, Lula mostra que procedimento decididos ou autorizados pelo Juiz Sergio Moro, como a condução coercitiva e a divulgação de grampos dele, de familiares e advogados,  foram ilegais e violaram os acordos internacionais de direitos humanos. Ainda, o documento demonstra a falta de imparcialidade do juiz Sérgio Moro para julgar o ex-presidente.

Quais procedimentos? Por que foram ilegais?

O pedido de Lula diz respeito aos seguintes acontecimentos: a condução coercitiva do dia 4 de março, a interceptação de suas ligações telefônicas e a divulgação das gravações e o grampo no telefone de seu advogado, Roberto Teixeira. O primeiro foi ilegal porque, para forçar uma pessoa a dar depoimento, a lei brasileira exige que o investigado tenha se recusado a fazê-lo antes. No caso dos grampos, Moro publicou os áudios mesmo sabendo que não havia nenhuma indicação de crime neles; e também porque fez grampos ilegais ao gravar a conversa de Lula com a presidenta da República. Por último, a lei determina que haja confidencialidade nas relações e conversas entre um cliente e seu advogado; ao grampear o escritório e o telefone de Teixeira, Moro infringiu a lei mais uma vez.

Por que Lula diz que Moro não é imparcial?

Não só Moro, mas outros integrantes da Força-Tarefa da Lava Jato deram declarações públicas afirmando que o ex-presidente Lula cometeu crimes, embora não haja nenhuma prova disso. Tais fatos mostram que existe um pré-julgamento do ex-presidente. A lei brasileira (e as internacionais) dizem que todo cidadão é considerado inocente até que se prove o contrário; a Lula, este direito está sendo negado.

O juiz pode ter cometido erros, mas isso é o suficiente para dizer que ele é parcial?

Sérgio Moro frequentemente participa de eventos promovidos por políticos, pela mídia e outras pessoas que são notórios adversários do ex-presidente Lula. Juízes devem ser imparciais ao julgar um caso e essas aparições públicas mostram que esse não é o caso de Moro.

Mas a Lava Jato não está usando os mesmos procedimentos contra outros investigados?

A reclamação não é genérica contra todas as ações da Lava-Jato,  mas sim sobre procedimentos específicos e claramente ilegais da Força-Tarefa contra Lula. A reclamação protocolada por Lula enumera alguns: prisão preventiva para forçar pessoas a "confessar" crimes e fazerem acordos de delação premiada (o que, mais uma vez, viola o princípio de presunção da inocência), humilhação pública e destruição de reputação através de vazamentos ilegais de documentos e depoimentos à mídia.

Se Lula se considera injustiçado, por que não reclamou na justiça brasileira?

O ex-presidente fez isso diversas vezes, mas a justiça brasileira não tem demonstrado ação contra os abusos. Foram protocolados pedidos em relação a entrevistas com pré-julgamento feita por promotores, contra Sérgio Moro e os procedimentos da Lava Jato. Muitas vezes as reclamações foram arquivadas; em outros casos, a lentidão vai impedir a plena defesa do ex-presidente. Outro problema é que o próprio Sérgio Moro julgou um pedido de suspeição de imparcialidade pedido pelos advogados de Lula. Ele, é claro, rejeitou tal pedido.

Por que Lula e seus advogados entraram com esse pedido na ONU?

Porque todos os mecanismos disponíveis no sistema brasileiro já foram usados e Lula e seus representantes querem garantir que os direitos humanos do ex-presidente deixem de ser violados. Por isso, foi feito o pedido para que o Alto Comissariado de Direitos Humanos se pronuncie.

Esse pedido é uma forma de Lula fugir da justiça?

Não. Lula nunca fugiu de nada, ao contrário do que se sugere. Sempre que foi convocado a prestar depoimento, a dar esclarecimentos e apresentar documentos, o ex-presidente e seus advogados prontamente atenderam aos pedidos. O que o ex-presidente pede, por meio de seus advogados, é que seus direitos constitucionais e humanos sejam respeitados pela justiça brasileira, o que não vem acontecendo.

O que vai acontecer agora?

O Comitê de Direitos Humanos vai analisar a petição dos advogados do ex-presidente. Caso julgue que os direitos humanos de Lula tenham sido violados, o Brasil terá três meses para dar satisfações ao órgão, explicando o fez para que os direitos humanos do ex-presidente sejam garantidos.
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