domingo, 23 de outubro de 2016

Os erros da esquerda nos últimos treze anos


A esquerda brasileira cometeu erros nos últimos treze anos? Sem dúvida, mas citarmos apenas os erros, e não os acertos, é pintar apenas metade do quadro. Durante os governos de Lula e Dilma, 30 milhões de brasileiros saíram da situação de miséria absoluta e o Brasil foi retirado do mapa da fome da ONU. 40 milhões de brasileiros ingressaram na classe média. Foram construídas 18 universidades federais, 400 escolas técnicas, 1,5 milhão de casas populares, foram investidos 10% do PIB e 75% dos lucros do pré-sal na educação e 25% na saúde, para citar poucos números, além de programas como o ProUni, FIES e Ciência sem Fronteiras -- este último, responsável por bolsas de estudo de mestrado e doutorado para 100 mil estudantes brasileiros no exterior.

Dilma manteve os direitos trabalhistas e em seu governo cresceu o número de contratações com a carteira de trabalho assinada. O salário mínimo teve reajustes acima da inflação. Dilma manteve as empresas estatais brasileiras, como a Petrobrás, o Banco do Brasil e os Correios. No campo internacional, o Brasil apoiou instituições voltadas à integração e cooperação na América Latina, como Unasul, Mercosul, Celac (que não têm participação dos Estados Unidos).


O Brasil pagou a sua dívida junto ao FMI e por treze anos esse organismo não interferiu em nossa economia. Ao lado da Rússia, China, Índia e África do Sul, o Brasil participou da criação dos BRICs, tendo em vista um mundo multipolar e pós-hegemonia norte-americana. Lula e Dilma condenaram as intervenções imperialistas dos EUA e de Israel no Oriente Médio e defenderam a criação de um estado palestino livre, soberano e independente. Entre muitas outras ações que entraram para a história de nosso país.

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