segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Não haverá jamais ética alguma sob o domínio do capital

Marcos Nunes no DCM

Moro expressa o caráter das velhas classes dominantes brasileiras e aquelas pelas primeiras teleguiadas até contra seus próprios interesses. A indigência intelectual se espraia e toma conta do Brasil, e até aqui temos que ouvir os deboches e escárnios de quem se acha feliz porque se sente no poder, mas está sendo vilipendiado por aqueles que apóia sem que percebam, os trouxas.

Como no mundo inteiro há essa guinada direitista sob os ditames das corporações financeiras, aqui, no Brasil, somos apenas os privilegiados a sentir em primeira mão a disseminação do horror capitalista sem oposição capaz de se contrapor a ele, não por incompetência, mas porque está ficado impossível arregimentar massas que não estejam sob controle das redes de comunicação sob domínio do capital.

Os Estados nacionais nada mais tem a dizer: só cumprir ordens. Temer e Moro são isso: capatazes cumpridores de ordem de seus patrões. Ficam com as migalhas que lhes cabem, mas que os enriquecem e enchem de privilégios, ainda mais se considerando o empobrecimento geral.

Diante de um governo que sistematicamente viola as leis ou as modifica e mesmo as extinguem de acordo com seus interesses, e um Judiciário que atua à maneira de Moro, distorcendo os princípios legais ao sabor dos interesses de classe, nada mais há fazer senão protestar inutilmente, enquanto o totalitarismo financeiro instalado se multiplica e impede qualquer "desordem" contrária à sua "ordem".

Não haverá jamais ética alguma sob o domínio do capital. Quem sonha com isso deve estar em coma.

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