sábado, 31 de outubro de 2015

Os "chaves de cadeia" que cercam Aécio



O cheiro de uma nova era


A Veja não é mais fascista, é nazista

“A Veja não é mais fascista, é nazista”, defende cientista social 
Diário do Centro do Mundo  

Do Facebook do cientista social Robson Sávio Reis Souza

A capa da veja dessa semana não deixa dúvidas. Não se trata mais de uma publicação fascista. Acho que já se trata de uma publicação nazista. Por que nazista?

1. Ao fazer julgamentos e impor condenações, sem provas, sem direito a defesa e contraditório, usurpa da ordem constitucional, que possui órgãos institucionais encarregados de processarem a justiça.

2. Em nome de uma pseudo liberdade de imprensa, atenta contra direitos constitucionais, afrontado o estado democrático de direito, ao arrepio das leis.

3. É um panfleto totalitário: seus produtores, agem com bestial autoritarismo [porque além de se postarem como superiores, são autocentrados; manipulam informações para destilarem um ódio descomunal contra alguns grupos sociais e não conseguem mais respeitar princípios básicos da civilidade]. Ademais, julgam-se donos absolutos da verdade e, portanto, querem impor a qualquer custo essa verdade, além de tentar doutrinar seus seguidores, inoculando-lhes, em doses cavalares, o veneno desse ódio mortal.

4. É até mesmo antiliberal: sequer respeita princípios basilares dos direitos individuais, além de eliminar qualquer possibilidade de reconhecimento da diversidade étnico-política e cultural do país.

5. Ostenta teses militaristas, ao impor um modo único de pensamento,um modelo único de organização social, uma hierarquia verticalizada de comando, segregando/rotulando/excluindo e promovendo uma caça às bruxas, com tentativas de erradicação de todos(as) e tudo que é diferente de seu fundamentalismo político-ideológico.

6. Por fim, expressa um nacionalismo de extrema-direita, porque advoga claramente que um determinado segmento [e/ou elite política] é detentor natural dos rumos e destinos da nação e que qualquer subversão a essa ordem (natural, quase de base divina) é ilegítima e, portanto, deve ser combatida com requintes de perversão.

É preciso, em nome da democracia, dar um basta nesse folhetim que flerta com teses nazistas a cada nova edição…

Mais uma capa criminosa da Veja

Reinaldo Del Dotore

Precisei ir ao site da revista Veja para ver com meus próprios olhos a imagem da capa desta semana, pois eu não havia acreditado quando li a respeito.

A Veja abandonou de vez qualquer resquício que porventura tivesse de respeito, seriedade e honestidade. Hoje tornou-se um simples tabloide criminoso, e só não sofre consequências pecuniárias sérias (para ficar só na seara da reparação civil) porque, por um lado, os alvos de suas calúnias são em geral covardes, e, por outro, o poder judiciário brasileiro, salvo honrosas exceções, já escolheu o seu "lado".

Quanto a você, meu parente, colega ou conhecido que não só absorve acrítica e bovinamente tudo o quanto é publicado por esse tabloide como chega a vibrar com essas indecências, dedico trecho do excelente artigo de Luiz Gonzaga Beluzzo, intitulado "O Impeachment da Democracia": "... [nosso] sistema educacional, do ensino básico ao superior, empenhado em formar analfabetos funcionais ou, na melhor das hipóteses, 'especialistas' incapazes de compreender o mundo em que vivem".

O "jornalismo" da Folha de S. Paulo

Flávio Gomes

Há dias que a Folha trata as escolas que serão fechadas por Alckmin assim: com aspas. Não existe "fechar". Existe fechar. O rigor para não deixar passar nenhum "fechadas" sem aspas é comovente. 

Qual explicação o jornal poderia dar para essas aspas? Imaginem a seguinte manchete: "Prass defende pênalti e Palmeiras se "classifica" para final". Faz sentido? Pois é. Mas a Folha coloca essas aspas em escolas "fechadas" como a dizer que na verdade elas não vão fechar. Vão sim. É nesses detalhes bem sutis que se percebe o tipo de jornalismo que andam fazendo por aí.

Bicudo, moralista sem moral, foi lobista da Alstom

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Diario do Centro do Mundo
EXCLUSIVO: Bicudo foi lobista da Alstom, principal empresa do escândalo dos trens em SP. Por Joaquim de Carvalho

Uma das faces de Hélio Bicudo é conhecida há cerca 40 anos, quando ele se destacou como procurador de justiça no combate aos esquadrões da morte. A outra é mais recente: a do ex-petista indignado com a corrupção, que quer o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas há ainda uma terceira face de Bicudo, esta desconhecida dos brasileiros: a de intermediário de contratos no setor elétrico. A considerar o que a Justiça da Suíça apurou sobre a corrupção do grupo multinacional Alstom no Brasil, Bicudo é um moralista sem moral.

“Bicudo era um intermediário e como tal ele viabilizou em 1971 um importante contrato para a Cogelex no Brasil”, definiu um ex-executivo do da Alstom no Brasil, o francês Michel Yvan Cabane, em depoimento prestado ao Ministério Público da Suíça, em 2009.

A Cogelex faz parte do grupo Alstom e, na época em que Bicudo viabilizou o contrato para a empresa, a multinacional ampliava sua atuação no Brasil, com obras, serviços e venda de equipamentos para a Eletropaulo, na época uma empresa pública, e também para Furnas.

Cabane contou que contratou Bicudo porque ele “era naquela época consultor jurídico de uma parte do governo”. O ex-executivo lembrou ainda que o então procurador de justiça tinha um sobrinho, Mário Bicudo Filho, que era diretor jurídico da CESP, a empresa estatal que cuidava da geração de energia em São Paulo.

O trabalho dos dois Bicudos em favor da Alstom atravessou a década de 70, permaneceu na década de 80 e ainda se manteve na década de 90. Eles eram tão conhecidos da multinacional francesa que, em anotações apreendidas pela polícia suíça, os executivos se referem a eles como “Tonton” (titio em francês) e Neveu (sobrinho, na mesma língua).

Segundo Cabane contou em depoimento de colaboração com a justiça suíça, Titio Hélio recebeu comissão em 1983 pela assinatura de um contrato para a construção de subestações de energia da Eletropaulo para alimentar o Metrô de São Paulo – uma delas, no bairro do Cambuci, recebeu o nome de Miguel Reale, pai do parceiro de Bicudo na campanha pró-impeachment.

Em 1989, quando a Cogelex/Alstom se movimentou para ganhar um novo contrato com o Estado, no valor de 50 milhões de dólares, o nome de Bicudo é novamente citado num manuscrito, sob alcunha Tonton, para lembrar que empresa deveria pagar comissão a ele e a J.L., identificado como João Leiva, secretário de Obras do governo Quércia.

Em 1994, o sobrinho Mário Bicudo Filho é que aparece, numa referência à assinatura de um contrato de consultoria fajuto, elaborado para disfarçar a intenção de pagar 8,5% de propina, caso ele conseguisse tirar do papel o projeto de uma nova subestação de energia em São Paulo. Nuveu (o sobrinho) morreu em 1995, sem conseguir colocar a mão nesse dinheiro.

Quem tirou o projeto do papel foi Robson Marinho, que deu andamento ao contrato em 1995, depois de assumir a chefia da Casa Civil do governador Mário Covas.

Ainda estatal, no governo Mário Covas obteve financiamento e a subestação saiu do papel. Robson Marinho foi para o Tribunal de Contas do Estado, nomeado por Mário Covas, e lá, mais tarde, aprovou o contrato, mesmo tendo sido assinado sem realização de concorrência pública.

Em troca, além das comissões pagas a Hélio Bicudo no passado, quando o contrato principal foi assinado, a Cogelex/Alstom liberou propina para Robson Marinho e outras autoridades do governo do Estado, não nomeadas, mas que, com o aprofundamento das investigações, é possível identificar, pois se trata do secretário de Energia (identificado na papelada na Alstom por S.E.) da época.
Bem acompanhado como sempre 
Um dos que ocuparam a Secretaria foi Andrea Matarazzo, que ficou apenas alguns meses no cargo. O outro é David Zilberstein, então genro do então presidente Fernando Henrique Cardoso, que permaneceu mais tempo à frente da Secretaria.

As anotações da diretoria da Alstom registram o pagamento de propina “ao partido do governo” – PSDB. Cabane, o executivo que entregou Bicudo no depoimento colaborativo à Justiça, disse que não sabia quem, em nome do partido do governo, recebeu esse dinheiro.

Segundo ele, a resposta poderia ser dada por outro executivo da Alstom, Jonio Kaham Foigel, que mora em São Paulo, mas não foi localizado para depor e responde à revelia processos civil e criminal. Hélio Bicudo escapou do processo em razão do tempo em que, comprovadamente, recebeu dinheiro da Alstom.

Hélio Bicudo foi chamado para depor no Ministério Público Estadual, onde a investigação é conduzida por dois promotores conhecidos pela independência, José Carlos Blat e Sílvio Marques.

Bicudo é apresentado como um homem com pleno domínio de suas faculdades mentais, mas não soube (ou não quis) responder a uma pergunta simples: ele tem ou teve conta na Suíça?

Disse que é possível que tenha tido, já que recebia seus “honorários” por depósitos bancários da matriz. Honorário é como ele chama o dinheiro que recebeu da Alstom. Disse que seu trabalho era o de advocacia – segundo ele, permitido pela lei da época, em caso de licitação internacional.

Ainda que a lei permitisse que um procurador de justiça atuasse num caso envolvendo interesses do Estado, o que não permitia, a versão de Bicudo se choca com o depoimento do réu colaborador Michel Cabane.

À pergunta dos procuradores suíços sobre a existência ou não de licitação, o ex-executivo da Alstom disse:

“A resposta é não”, disse. “O primeiro projeto chegava mais ou menos à casa de 80 milhões de dólares e para isso não houve licitação internacional”, acrescentou.

Em nenhum trecho do depoimento, Cabane diz que buscava em Bicudo seus conhecimentos jurídicos. Era “intermediação”.

Em São Paulo, depois de ouvir Bicudo, os promotores se reuniram para discutir a hipótese de processar o ex-procurador de justiça, mas concluíram que a ação de Bicudo é anterior à lei de improbidade administrativa, o que tornaria o processo nulo.

No âmbito criminal, eles avaliam que, se o caso fosse recente, ele seria ser enquadrado, no mínimo, pelo crime de advocacia administrativa. “Com certeza, seria exonerado do Ministério Público”, disse um dos promotores.

Reservadamente, eles até admitem que, fosse Bicudo mais jovem, poderiam lhe dar alguma dor de cabeça. Mas quem tem disposição para processar um homem de 93 anos de idade?

Sílvio Marques e Blatt fazem parte da equipe responsável pelos processos que bloquearam os bens da família Maluf e resultaram na repatriação de 1 milhão de dólares, o equivalente a R$ 3,9 milhões de reais, que Celso Pitta mantinha num banco das Ilhas Cayman.

Os promotores também conseguiram trazer do exterior 80 milhões de dólares, entre depósitos bancários da família Maluf e o dinheiro da indenização dos bancos que admitiram o erro por lavar dinheiro de corrupção na prefeitura de São Paulo.

Mais surpreendente do que o cerco a Maluf e Pitta foi a ação que levou ao afastamento de Robson Marinho do Tribunal de Contas do Estado, pelo ineditismo da punição a um tucano.

Justiça seja feita: nada disso teria acontecido se, em 2004, uma auditoria interna da KPMG não tivesse descoberto na contabilidade da Alstom a transferência de 20 milhões de euros (o equivalente a 100 milhões de reais) para a Suíça e Liechtenstein. Era o fio de um novelo que levaria ao caixa 2 usado pela empresa para corromper autoridades mundo afora.

Para esconder provas, antes que o inevitável processo fosse aberto na França, a Alstom carregou um caminhão com documentos e despachou tudo para a Suíça, onde, sem que os franceses soubessem, já havia uma investigação em andamento.

“Os policiais suíços foram até o endereço da Alstom na Suíça e apreenderam tudo”, conta Sílvio Marques, que já esteve quatro vezes em Berna, capital da Suíça, em busca de provas para o inquérito civil que abriu em São Paulo, depois que tomou conhecimento, em 2008, de que Wall Street Journal havia publicado uma reportagem denunciando a corrupção da Alstom na Eletropaulo e no Metrô de São Paulo.

Marques disse que os documentos sobre a Alstom lotam armários de uma sala de 100 metros quadrados num prédio de Berna, com documentos sobre a atuação da Alstom no mundo todo.

O Brasil tem um armário só para ele, e o nome Furnas não é desconhecido dos suíços. Mas, para investigar a estatal, o Ministério Público Federal ou o Ministério Público do Rio de Janeiro, únicos com competência para apurar crimes em Furnas, nem precisariam ir tão longe.

Bastaria investigar a lista assinada em 2002 por um diretor da empresa, Dimas Fabiano Toledo, confessando o caixa 2 que abasteceu 156 políticos, todos da base do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Além dos corruptos, Dimas nomeia os corruptores, e a Alstom é uma das primeiras empresas relacionadas.

Dimas fez a lista para que nunca se tornasse pública e servisse de instrumento para pressionar políticos a lutarem pela sua manutenção no cargo – o que conseguiu.

Mas, em 2005, no auge da crise do mensalão, a lista apareceu, com os nomes como Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin, Sérgio Cabral e Eduardo Cunha.

A lista é autêntica, como já comprovou perícia da Polícia Federal, mas sucessivos chefes da Procuradoria Geral da República agem como se ignorasse o fato e parecem acreditar na versão da Polícia Civil de Minas Gerais, insistentemente divulgada ao tempo em que Aécio era governador do Estado, de que a lista é obra de uma quadrilha de falsários.

Esta semana, foi-se mais uma esperança de que, enfim, a lista fosse investigada pelo Ministério Público. O atual procurador geral, Rodrigo Janot, se opôs ao aprofundamento da investigação sobre o ex-governador Antônio Anastasia, citado na Operação Lava Jato como destinatário de um dinheiro de caixa 2, que poderia ser de Furnas.

Janot já tinha se manifestado contra a abertura de inquérito, mesmo depois do doleiro Alberto Youssef dizer que despachou dinheiro de caixa 2 para Belo Horizonte e o portador dizer que a pessoa que ficou com a quantia de 1 milhão de dólares se parecia com o ex-governador de Minas.

Para Janot, não era indício suficiente. Depois disso, uma moradora de Belo Horizonte enviou apontou, em denúncia enviada para um e-mail da Presidência da República, a casa de uma prima de Aécio Neves como o local onde Anastasia teria recebido o dinheiro.

É uma mansão feita de pedras, no bairro de Belvedere, em Belo Horizonte. Eu estive lá e apurei que o endereço era muito frequentado por políticos, inclusive para participar de festas. Para Janot, o indício não é suficiente sequer para abrir um inquérito.

Então tá.

Atualização

"Sugiro trocarmos o "É muita areia pro meu caminhãozinho" por "É muito app pra minha memória interna".

Fonte

Vem pra rua, coxinha!


Qual a razão para Janot blindar Aécio?

A Lava Jato e a nova classe dos intocáveis 
Luis Nassif 

No Judiciário há três linhas de conduta em relação aos crimes do colarinho branco.

Existe a linha dos garantistas, que privilegia os direitos individuais em relação à mão pesada do Estado. Existe a linha-dura, para quem o Estado - através dos códigos de processos - criou barreiras para impedir a aplicação das penas. E existe a corrupção, que se vale do suborno para obter sentenças favoráveis. Acima deles, uma legislação que permite postergar o máximo possível a punição.

O resultado final é um modelo em que o pobre é penalizado e o rico beneficiado.

Nesse lusco-fusco, cria-se um clima de animosidade entre linhas duras e garantistas. Respeitar direitos individuais significa se curvar a um modelo criado para impedir a punição dos culpados, segundo os linhas-duras.

Este é o cenário a ser considerado quando se analisam os episódios recentes. Para a maioria dos procuradores envolvidos com essas operações, a briga central é contra a impunidade.

A maneira encontrada para contornar o poder dos tribunais superiores foi recorrer a outro poder de fato, a mídia.  

As novas estratégias

Há muito tempo, procuradores e PF montam parcerias com repórteres policiais. Em vez do contraditório e de um juiz mediando a disputa, muitas vezes dificultando a apuração dos crimes, há apenas um repórter recebendo as informações de forma passiva e um editor buscando a manchete mais apelativa. É como disputar um jogo sem adversário.

O que era uma tática individual transformou-se em política de Estado na Lava Jato com a estratégia Sérgio Moro endossada pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot.

Em documento de 2004 – já analisado aqui no GGN – Moro expõe de forma magistral a estratégia, a partir das lições da Operação Mãos Limpas, da Itália. O foco central funda-se em três pontos:

            1. Assumir o protagonismo no noticiário, para criar o clamor das ruas e, através desse trabalho, superar as resistências políticas.

            2. Definir a delação premiada como peça central das investigações.

            3. Valer-se da cooperação internacional.

Depois da Lava Jato, todo vazamento deixa de ser coibido. Pelo contrário, passa a ser peça central na estratégia de cada investigação.

Os pontos obscuros

No entanto, há pontos obscuros nessa estratégia que, provavelmente, ainda não foram objetos de reflexão interna tanto no MPF quanto na Polícia Federal.

O primeiro, os limites entre cooperação internacional e interesse nacional. Até agora o MPF e, especialmente, o PGR não explicaram adequadamente a troca de informações com autoridades norte-americanas, visando alimentar inquéritos contra a Petrobras – que é um braço do estado brasileiro – em tribunais estrangeiros.

O segundo, os limites dos pactos tácitos com os grupos de mídia.

Grupos jornalísticos são empresas, com interesses comerciais e políticos. A extrema concentração do mercado jornalístico brasileiro transformou os grandes grupos de mídia em um dos poderes de fato, com privilégios, blindagens e práticas comerciais em nada diferentes de outros setores empresariais que mexem com o poder político.

O MPF montou uma estratégia eficaz para se beneficiar dessa parceria, mas nenhuma estratégia para garantir autonomia em relação aos grupos de mídia.

As relações conflituosas com a mídia

A Satiagraha e a Castelo de Areia foram anuladas por pressões políticas. A Castelo de Areia respeitou o sigilo e morreu mesmo sendo juridicamente perfeita. A Monte Carlo caminhou sigilosamente e só  recebeu ampla divulgação devido à CPMI de Carlinhos Cachoeira. Mesmo com a profusão de provas levantadas, acabou abafada.

Por seu lado, a Lava Jato conseguiu amplo sucesso, recorrendo a métodos profissionais de vazamento de informações. Seu poder foi amplificado pela descoberta de valores inacreditáveis da corrupção na Petrobras.

O que a Lava Jato tem de diferente de todas as demais não é ter recorrido a uma comunicação profissional, mas a circunstância de se adequar aos interesses dos grupos de mídia.

A Satiagraha não interessava à mídia e morreu. A Castelo de Areia menos ainda, e acabou. A Monte Carlo incriminava diretamente a Editora Abril, como parceira de Cachoeira. Não gerou um indiciamento sequer de jornalistas ou executivos do grupo.

A Zelotes investiga a quadrilha que atuava na CARF (o conselhinho que analisa as multas fiscais) que beneficiou as maiores empresas nacionais e alguns grandes grupos jornalísticos. Nas fases iniciais não despertou nenhuma interesse da mídia e encontrou a resistência do juiz em autorizar pedidos de detenção provisória e busca e apreensão.

De repente, os procuradores e delegados fogem do script e passam a vazar informações sobre a tal Medida Provisória supostamente comprada que nada tinha a ver com o objeto inicial da Zelotes. Interrompem uma operação que envolve somas bilionárias para centrar fogo em um suposto suborno no qual, segundo as próprias informações do inquérito, os financiadores haviam interrompido os pagamentos ao suposto subornador, pelo fato do dinheiro não ter chegado ao seu destino.

Deixam de lado provas robustas de anistias fraudulentas envolvendo centenas de milhões de reais e vão atrás do indício de crime apontado em um e-mail do tal escritório do lobista (que tinha como cliente a RBS), mencionando duas bonecas de plástico dadas de presente para filhas de Gilberto Carvalho. “Bonecas” pode ser senha para suborno, alegam procuradores e delegados. Assim como “café”. Basta isso – e muita reportagem em cima de indícios vagos - para serem autorizados a avançar sobre o sigilo fiscal dos suspeitos, deixando os grandes grupos incólumes.

Se alguém considerar que essas discrepâncias são naturais nos inquéritos, que se apresente.

O resultado final foi esse: a mídia não deu aval para que a força tarefa da Zelotes invadisse grandes grupos, e ela não invadiu; autorizou que avançasse sobre as bonecas das filhas de Gilberto Carvalho e ela avançou.

Essa é a nova era da justiça, sem blindagens e com independência de atuação de procuradores e delegados?

Quando o promotor, o delegado e o editor tornam-se juiz

A exposição de qualquer pessoa à mídia é uma condenação em si. Não se trata de um ato indolor que poderá ser corrigido nas instâncias superiores. Mesmo que, no final do processo, a vítima seja inocentada, que a soma de indícios não permita sequer que seja indiciada, mesmo assim ela e seus familiares conviverão por anos com a marca da suspeita.

Além disso, quando esse festival de vazamentos atinge só um dos lados do jogo, tem repercussões políticas.

Mais que isso, a nova justiça confere um poder absurdo ao procurador e ao delegado para definir o alvo, impor o castigo público e até exercitar suas preferências partidárias.

Por que razão, tendo indícios de que Aécio Neves recebeu de Furnas e tendo informações concretas sobre o número de sua conta em Liechtenstein, o PGR brecou uma investigação e sentou em cima da outra? É evidente que o filho de Lula deve explicações sobre sua renda, sim. Mas qual a razão para blindar Aécio?

Fizeram bem procuradores e delegados de investir contra a impunidade. Mas devem satisfações à opinião pública mais esclarecida, cujo grau de compreensão não se limita à leitura de jornais: a Lava Jato veio para romper com toda forma de blindagem dos culpados, ou para criar uma nova casta de protegidos?

A prova dos nove será a delação premiada dos executivos da Andrade Gutierrez.

Além das obras em Minas, a Andrade raspou o caixa da Cemig, obrigada por seu controlador – o governo de Minas – a adquirir debêntures da construtora, enrolada com os problemas da usina de Belo Monte.

Se Aécio sair ileso desses depoimentos, não haverá como a Lava Jato se livrar do julgamento da história.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Programa Partidário do PCdoB, o partido da coragem!



Bravura, força, audácia, estes são os sinônimos de coragem, e em tempos obscuros, os comunistas nunca deixaram de lutar pelo que acreditam. Coragem é a marca dos comunistas desde a sua fundação em 1922. “A história nunca se esquece daqueles que têm coragem de lutar pelo seu país e por sua gente”. Esta foi a mensagem do Partido Comunista do Brasil em seu programa de rádio e televisão que foi ao ar em todo o país na noite desta quinta-feira (29).

Blind faith, sharp knife

Os delírios de Reinaldo Azevedo

"O delírio é uma síndrome constituída por um conjunto de idéias mórbidas que traduzem uma alteração fundamental do juízo, no qual o doente crê com uma convicção inabalável. 
No delírio, os mecanismos associativos do indivíduo desviam-se da realidade ou da lógica, podendo conduzir a juízos e raciocínios anormais, levando à produção de alucinações, percepções delirantes e idéias delirantes. Ou seja, conteúdos irreais que se impõem a este indivíduo com uma convicção inabalável.
A idéia delirante é uma representação morbidamente falseada, cuja demonstração não se pode comprovar. Esta ideia, ou conjunto de ideias, não é acessível ao raciocínio e argumentação lógica nem é modificada pelo confronto com a realidade."

Guilherme Boulos 

Hoje Reinaldo Azevedo me chamou de fascista em sua coluna na Folha. A inversão é um mecanismo de defesa bastante conhecido. Aliás, sua narrativa delirante já tornou-se um caso irrecuperável: Se comparou ao romano Cícero, anunciou mortes e enterros e disse que ele - Reinaldo - e a patota infanto-juvenil do MBL representam o futuro. Delirar pode. É um direito que Reinaldo e sua trupe de alucinados têm.

O que não pode é mentir. Mentir é feio, seu Reinaldo. Disse que o MTST foi ao gramado do Congresso para defender Dilma e o PT e atacar o acampamento mirim. Todas as fotos, relatos e matérias na imprensa mostram que o Movimento organizou a manifestação contra a lei "antiterrorismo", votada naquele dia, aliás um projeto de iniciativa do governo Dilma.

Disse ainda que os sem-teto que estavam lá saíram de um acampamento do MST (Movimento Sem Terra) em Planaltina. Se inventa ou tem maus informantes não sei, mas o acampamento de Planaltina é do MTST.

Com delírios e mentiras segue a caravana dos fascistas. Gostem ou não, continuarão se deparando com a resistência do MTST.

O jornalismo de fofoca do barrigueiro Noblat

O jornalismo paranormal de fofoca na novela Lula vs. Dilma 

Em nenhum outro lugar do mundo se pratica o jornalismo paranormal de fofoca política como no Brasil. Somos um fenômeno.

A novela do “desentendimento” — ou “estranhamento”, ou “briga”, o que o freguês preferir — entre Dilma e Lula por causa da Operação Zelotes vem ganhando contornos inéditos de elucubração.

Os verbos no condicional foram simplesmente extintos. “Interlocutores” relatam coisas incríveis. “Fontes do alto escalão” aparecem do nada. Tudo é absolutamente permitido em relação a essa dupla.

Como Lula e Dilma não falam com essas publicações, resta apelar para o terceiro ou quarto escalões, eventualmente. Pessoas que ganham prestígio, ou acham que ganham, passando informação chutada adiante. Quando nem isso existe, a saída é inventar.

A comemoração de 70 anos de Lula em seu instituto foi um grande momento dessa vertente jornalística. O título da matéria da Folha: “Sentados à mesma mesa, Lula e Dilma pouco conversam em festa”.

Ora, era um aniversário. Havia em torno de quatro dezenas de convidados. A não ser que se trate de um doente, qualquer sujeito tem de tentar dar atenção a quase todos.

De acordo com “interlocutores”, eles não falaram de política (!). Realmente, um absurdo. Na quinta, dia 29, Lula foi jantar no Palácio da Alvorada. Para o Estadão, que ouviu — olha eles aí — “interlocutores do ex-presidente”, a ideia é baixar “a tensão que se instalou entre os dois desde segunda-feira, quando a Polícia Federal cumpriu uma ordem de busca e apreensão nas empresas de Luís Cláudio”.

Lula, evidentemente, não está contente com o que ocorreu com o filho. Dilma também não. Entre essas duas constatações há um abismo onde roda uma máquina de futrica.

O Globo deu que “mulher de Lula está com ódio de Dilma e de José Eduardo Cardozo”. Em circunstâncias normais, o sujeito se perguntaria: “Publico ou não uma imbecilidade dessas? Estou na Contigo?”

Como não estamos em circunstâncias normais, a ordem é mandar brasa. E, nessa seara da mistificação, poucos nomes são tão representativos quanto o do colunista Ricardo Noblat.

Durante a eleição passada, Noblat foi o cronista da guerra entre dilmistas e lulistas, errando praticamente tudo. Depois do pleito, deu como verdadeiro um boato de WhatsApp sobre a agressão de Dilma a uma camareira. A pobre mulher teria sido atingida por cabides num acesso de fúria da presidente.

Há dias, Noblat escreveu que “entre petistas de alto calibre e ministros do governo, circula a informação extraída de uma pesquisa de opinião pública mantida sob segredo onde ficou comprovado: a maioria dos brasileiros não reagiria negativamente a uma eventual prisão de Lula por conta das investigações da Lava-Jato”.

Se tanta gente viu a pesquisa, não é mais secreta. Mas vamos adiante: “É isso o que tem aumentado o nervosismo de Lula. Ele está com medo até de dormir em casa”. Ao que se saiba, Noblat não está dividindo uma casa, que dirá uma cama, com Lula. Pode ser uma fixação homoerótica.

O truque é terrivelmente banal: Dilma não vai à festa de Lula; como ela foi, era na verdade uma tentativa de aproximação; eles mal trocaram palavra; como ele foi a Brasília no dia seguinte, era na verdade mais uma tentativa de aproximação.

E assim vai caminhar essa miséria por muito tempo. Vale tudo para confirmar uma especulação alimentada por “interlocutores” para comprovar uma tese previamente acertada.

No caso de Lula e Dilma, seria muito mais honesto dispensar repórteres e editores e substituí-los pelos roteiristas de Dez Mandamentos. O resultado seria o mesmo. Quem sabe, um pouco menos idiota.

Sobre o general exonerado por homenagear criminoso da ditadura

Terrorista fardado 
PARA NÃO CONFUNDIREM AS COISAS
Francisco Costa

O Ministro da Defesa, no uso das suas atribuições, exonerou o Comandante Militar do Sul, General Antonio Mourão.

A partir daí começaram as postagens citando censura, e não demora os fascistas adeptos de ditaduras militares e mais a oposição partidária do quanto pior melhor, tentarão usar o fato para jogar os militares contra o governo ou pelo menos para dividi-los.

A exoneração de um comandante, seja porque motivo for, é questão natural, de foro militar, e nada tem a ver com política.

Vejamos: no topo mais alto da hierarquia está a(o) Presidente da República, Comandante em Chefe das Forças Armadas, de acordo com a nossa Constituição.

Segue-se, pela ordem, o Ministro da Defesa, depois o Ministro do Exército e depois os Generais Comandantes das Regiões Militares.

Da mesma maneira que um sargento não pode criticar um tenente ou um capitão, sob pena de estar incorrendo na quebra da disciplina militar, no desrespeito, um General, pelo mesmo motivo e da mesma maneira não pode desrespeitar o(a) seu (sua) superior, com o agravante de que as críticas do general à Dilma, foram públicas.

Este é o primeiro fato. Vamos ao segundo.

Por ocasião do aniversário de cinquenta anos da desgraça que se abateu sobre o Brasil, o golpe militar de 64, a Comandante em Chefe das Forças Armadas decretou que estavam proibidas toda e qualquer solenidade, em dependências militares, que fizessem apologia de golpes militares, ditaduras militares, tortura ou afins, o que foi rigorosa e disciplinarmente cumprido.

Recentemente morreu, de velho, talvez o maior e mais cruel torturador da ditadura, chefe do DOI-CODI, centro de tortura e extermínio dos que não se curvaram à ditadura, Coronel Ustra, ocasião em que um general subordinado ao General Mourão promoveu homenagem póstuma ao criminoso, na tropa, em instalações militares, sem que Mourão tomasse nenhuma atitude, o que o fez cúmplice ou pelo menos conivente (ou omisso).

Se as críticas à Dilma significaram desrespeito a um superior, ato de menor gravidade, a homenagem a Ustra caracterizou insubordinação, ato muito mais grave, passível inclusive de cadeia.

Como se vê, a atitude do Ministro da Defesa, comunicada à Presidente, antes de ser tomada, atendeu às leis militares e não às leis civis, políticas.

Se a um soldado cabo, sargento, tenente, capitão, major ou coronel cabe obediência e subordinação ao seu comandante, quer gostem dele ou não, quer concordem com o que ele faz ou não, a lei que subordina os generais comandantes ao seu comandante em chefe não é diferente.

Em 64, um dos motivos que precipitaram o golpe foi a indisciplina e a insubordinação nas Forças Armadas, principalmente na Marinha, lideradas por um cabo, Cabo Anselmo.

Anos depois descobriu-se que Anselmo era agente da Cia e que agia com a cumplicidade dos generais golpistas.

Pode ser coincidência, mas é muito estranho que no momento em que os serviços secretos de diversos países apontam Curitiba e a operação Lava Jato como o centro de operações da Cia no Brasil, para desestabilizar o governo, justamente um general dessa região tente se insubordinar.

Parabéns ao Ministro da Defesa, Aldo Rebelo, e à Comandante das Forças Armadas, Dilma Rousseff, pela manutenção da unidade e da disciplina das, hoje, briosas e democráticas Forças Armadas Brasileiras.

MTST pede luta sem trégua contra a escalada fascista

Jornal GGN - O MTST pede "luta sem trégua contra a escalada fascista", denunciando que está sendo alvo "dos mais sórdidos ataques pela mídia e pelas redes sociais com o objetivo claro de desqualificar a luta por moradias, a mobilização popular em defesa de uma sociedade justa e democrática e tentar insuflar a opinião pública contra militantes e dirigentes do movimento social". Os ataques se intensificaram, segundo o movimento, após o conflito com o Movimento Brasil Livre (MBL), na última quarta (28), em frente ao Congresso Nacional.

Os militantes do MTST protestavam contra a aprovação da Lei Antiterrorismo, em frente ao prédio do Distrito Federal, em Brasília, quando um grupo de acampados do MBL, que estão no local em ato pelo impeachment da presidente da República, provocaram os manifestantes dos Sem Teto. De acordo com o MTST, a provocação ocorreu "covardemente". "As duas manifestações são legítimas e fazem parte do jogo democrático. Tanto é que a militância do MTST só revidou depois de sofrer muitas ofensas pessoais e às suas condições sociais. E só revidou diante das atitudes preconceituosas e arrogantes do grupo do MBL", publicou, em nota.

Entretanto, as ameaças não cessaram na quarta-feira. Após o conflito, os dirigentes e militantes do MTST afirmam que foram atacados e criminalizados. Eles afirmam que a escalada de ofensas "não é novidade", a exemplo do que ocorreu no último mês com o líder do MST, João Pedro Stedile, o professor Mauro Iasi, dirigente do PCB; a professora Bia Abramides, dirigente da Apropuc; e Guilherme Boulos, da coordenação nacional do MTST. 

"O modus operandi dessas brigadas é sempre o mesmo: tentam desqualificar os movimentos sociais e as organizações políticas de esquerda na mídia, atacam com ferocidade no Facebook, inclusive com ameaças de morte, destilam o anticomunismo e tentam criar a indisposição da opinião pública com as lutas de tais movimentos e de suas lideranças", criticou Boulos.

Diante das ações, o movimento conclamou outros movimentos populares, sociais e democráticos a "uma luta sem trégua contra a escalada fascista que está sendo ensaiada por quem defende os privilégios das elites e o modelo neoliberal excludente". "Precisamos urgentemente rechaçar as intimidações, as ameaças e as manobras que tentam frear a luta por direitos e conquistas dos trabalhadores e do povo", defenderam.

Sílvio Costa chama Cunha de bandido, corrupto, criminoso e psicopata

Pernambuco 247 - O vice-líder do governo na Câmara, deputado federal Sílvio Costa (PSC-PE), chamou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de "bandido", "psicopata", "corrupto" e criminoso. Afirmações do parlamentar aconteceram após ele ter sido informado por jornalistas que Cunha disse que ela era "uma piada".

"Eu sou uma piada e ele é um bandido que já está com passagem comprada para Curitiba", disparou Sílvio Costa. A referência sobre a capital paranaense se deve ao fato de que é em Curitiba onde correm os processos da Operação Lava Jato, que investiga casos de corrupção e desvios na Petrobras.

O presidente da Câmara é acusado de ter recebido propina de US$ 5 milhões do esquema investigado na estatal, além de manter contas secretas no exterior em seu nome e no de familiares.

"Não tenho conta na Suíça, não sou corrupto", afirmou Costa. "Não tenho medo de Eduardo Cunha", disse. "Ele tem que sair. Esta Casa não pode continuar com este criminoso. Ou este cara é doente, ou é psicopata ou está brincando com o País", afirmou o parlamentar ressaltando que não estava falando em nome do governo.

Ministério Público e Justiça não passam de ferramentas da direita fascista

TERRA DE NINGUÉM 
Leandro Fortes 

Agora, basta ser antipetista para mandar no Ministério Público e na Justiça.

E a Folha de S.Paulo publica uma notícia dessas na editoria de esportes, na esperança de haver pouca leitura.

O filho de Lula foi incluído apenas por maldade, de forma ilegal, às vésperas do aniversário de 70 anos do ex-presidente, para saciar a sede de vingança do núcleo tucano, fascista e reacionário que hoje manda nas operações policiais do Brasil.

Não vou nem mais me referir à abulia do Ministério da Justiça diante dessa zona, porque acabo perdendo o dia.

Ministro Aldo Rebelo demite milico golpista

Golpista 
General que pediu “despertar de luta patriótica” é exonerado

O Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, decidiu demitir o general Antonio Hamilton Martins Mourão, do comando Militar do Sul, e transferi-lo para a Secretaria de Economia e Finanças do Exército, em Brasília. O general Mourão, assim, perde o comando de uma tropa e passa a exercer um cargo mais burocrático.

A decisão de afastá-lo do comando foi tomada em virtude das declarações dadas a oficiais da reserva na qual fez duras críticas à classe política, ao governo e convocou os presentes para “o despertar de uma luta patriótica”. Em palestra, há pouco mais de um mês, o comandante militar do Sul fez também críticas indiretas à presidente Dilma Rousseff e, ao comentar a possibilidade de impeachment de Dilma, disse que “a mera substituição da PR( presidente da República) não trará mudança significativa no ‘status quo'” e que “a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção”.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Legítima defesa

UM CONGRESSO DE MARCOLAS, CUNHAS E BEIRA MARES 
Francisco Costa 

Vamos ao resumo do banditismo institucionalizado:

1) o governo mandou para o Congresso o Projeto de Lei número 2960 (PL 2960), tratando da repatriação de aproximadamente um trilhão e duzentos bilhões de reais, dinheiro de brasileiros no exterior;

2) sorrateiramente, como é típico dos ratos e dos malfeitores, dos delinquentes, o deputado Manoel Júnior(PMDB-PB), pastor da quadrilha de Eduardo Cunha, digo militante da Bancada Evangélica, inseriu um artigo no PL, tornando inimputáveis todos os que têm contas secretas no exterior;

3) este parágrafo, o quinto, no PL, já está sendo chamado de Emenda Cunha, pois transforma o presidente da Câmara em um cidadão que agiu de acordo com as leis, ao roubar, corromper, se deixar corromper e mandar o fruto do botim para o exterior.

Isto tem desdobramentos que nos levam à categoria de república bananeira, sem leis, de ladrões.
Com essa emenda no projeto original:

1) lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão e divisas saem da categoria de crimes e passam a ser contravenções. Os crimes podem ser investigados a partir de indícios e denúncias, a contravenção só com flagrante de delito, mais ou menos o seguinte: se sou flagrado roubando um banco sou preso. Se consigo mandar o dinheiro roubado para o exterior, não posso ser investigado ou punido, ainda que haja indícios de que eu tenha roubado, ainda que me denunciem como o assaltante do banco;

2) morrem as investigações do Swissleaks (escândalo do HSBC suíço), com oito mil contas secretas, de brasileiros, a maioria delas abertas e mais alimentadas durante as privatizações, o que na prática legaliza a privataria tucana;

3) a Lava Jato toma outro rumo: os que beneficiaram caixas dois de partidos continuam réus, os que roubaram para si e mandaram para o exterior ficam inocentados;

4) ficam reconhecidas as empresas offshore, em paraísos fiscais, bem como as contas secretas existentes lá.

O pudor foi definitivamente varrido da política brasileira, a moral migrou, a justiça arbitra que ladrões devem ser isentados.

Ao mesmo tempo tramita uma proposta de lei, de Aloysio Nunes, transformando manifestação política em terrorismo, para que aceitemos a classe política como quadrilha institucionalizada, sem reclamar.

Vivemos dias de Cuba na década de cinqüenta, a mesma corrupção, a mesma degradação de valores, o mesmo achincalhe com o povo.

Na hora em que aparecer um Fidel Castro tupiniquim, para acabar com os Fulgêncios Batistas brazucas, dirão que é comunismo ou bolivarismo.

Ledo engano. Será legítima defesa.

Francisco Costa
Macaé, RJ, 29/10/2015.

Fico felis poriso

Fonte 

O mimimi das feminazis

Mario Feitosa 

Somos homens. E eu vou usar linguagem "de homem", p'ra tentar ficar mais claro.

Ninguém nos apalpa no caminho do banheiro, na balada, puxa nosso cabelo ou nosso braço, ou sussurra "vagabundo" no pé do nosso ouvido apenas porque queremos mijar.

Ninguém nos encoxa no metrô ou no ônibus, goza na nossa calça ou no nosso ombro, filma escondido a gola da camisa e publica em site pornô.

Ninguém fotografa nossa bunda e envia por Whatsapp. Ninguém coloca câmera escondida p'ra filmar por baixo de nossas bermudas na rua.

Ninguém pega foto do nosso pau ou vídeo gravado transando p'ra tirar onda com as amiguinhas de como nós somos gostosos e que vagabundos nós somos.

Ninguém se vinga de fim de relacionamento expondo nossa intimidade na Internet, p'ra familiares, amigos, chefes.

Nenhum taxista, por mais bêbado que estivesse, me levou p'ra um matagal em vez do destino que pedi.

Nunca fui seguido na rua, voltando do trabalho, e temi coisa alguma senão perder o celular ou a carteira.

Nenhuma mulher nojenta ficou se lambendo ou esfregando a mão enquanto eu atravesso a rua.

Nenhum assaltante jamais enfiou a mão na minha calça ou tentou me beijar à força.

Ninguém nunca me ameaçou a vida depois de uma bota.

Ninguém nunca ameaçou meu emprego a troco de sexo.

Nunca tive medo de circular de noite ou de dia e ser vítima de um estupro.

Meu salário é oferecido de acordo à minha qualificação e estado do mercado. Só.

Minha liberdade sexual é garantida pelos bagos que carrego, e, inclusive, quanto mais mulheres eu colecionar, mais foda eu sou.

Ninguém espera que eu largue o trabalho e dedique minha vida a filhos, quando eles nascerem.

Ninguém vai me chamar de puto se desejar tomar uma cerveja no fim do expediente.

Ninguém vai criar qualquer conceito sobre mim senão baseado nas minhas reais atitudes.

Então, fera, veja em quantos pontos supracitados você se enquadra e me conta como é bacana a vida sem essa violência indireta ou direta, como é simples viver assim.

Lembra desse papo quando nomear "vitimismo", "mimimi", "falta de rola", "louça p'ra lavar", enfim, os clichês que a gente conhece bem.

Não precisa pensar na desconhecida não: pensa na sua mãe, sua irmã, sua companheira, sua filha...

Faz o mais forte exercício de empatia do mundo, que é se colocar no lugar delas, volta aqui e me chama de "feministo".

Aguardo ansiosamente.

A banda podre da Polícia Federal para leigos

Nesses dias degenerados muitos falam de uma suposta "banda podre" da PF, responsável pelas ações partidárias e criminosas da corporação. Falam até de alas dentro da tal banda podre com diferentes preferências partidárias ou criminais.

Da maneira como se fala desses grupos parece que eles são poderosos, mas minoritários. Uma suposta "banda saudável", agentes de Estado que defendem a Lei e a Ordem ao invés de partidos ou grupos criminosos, seria amplamente majoritária na corporação. 

Quem acredita nisso, acredita em qualquer coisa. 

Caso você não tenha idade para se lembrar, basta pesquisar um pouco: qual foi o papel histórico da PF? Como ela agiu durante a ditadura militar? Como se comportou durante os governos mais corruptos da história do Brasil?

Pois é, essa PF que historicamente foi o braço armado das oligarquias políticas e econômicas, que censurou, torturou e matou impunemente durante décadas, que foi sempre instrumentalizada por grupos políticos corruptos para perseguir adversários é a única que existe. Não há, nem nunca houve outra. Nunca houve uma corporação policial de alto nível dedicada a combater o crime organizado em nível federal, defensora implacável da Lei e da Ordem. Sempre houve essa quadrilha paga com dinheiro público para combater a Democracia e defender a corrupção e o crime.

Que dentro dessa estrutura imensa haja gente honesta e trabalhadora tentando fazer o que é sua obrigação legal não há dúvida. Mas que a ampla maioria continua a fazer o que seus antecessores fizeram desde a fundação é evidente. Ainda mais com governos como os petistas, "republicanos" que nomeiam inimigos para comandar a máquina do Estado, ao contrário de todos os outros partidos que já governaram qualquer país em qualquer época da história. O "republicanismo" do PT chega ao cúmulo  de nomear os indicados pelas corporações corruptas para dirigi-las. Ou seja, instituiu a "democracia direta" o voto livre e soberano dos corruptos e golpistas para indicar seus dirigentes.
Lembra disso? Proibiu milhares de músicas, livros, filmes e milhões de notícias 

Estado de golpe

Nelson Barbosa 

Não, definitivamente não vale a pena uma tal "governabilidade". No estado de golpe que vivemos, também não saberia dizer o que deve e pode ser feito com o governo asfixiado e tomado como refém ou colocado contra o paredão de fuzilamento por bandidos usurpadores incluindo a mídia e a escória da politicagem brasileira. Isto já era esperado, na verdade, desde a eleição de Lula. E o golpe vem sendo arquitetado, alimentado subterraneamente, pelos esgotos da política e da mídia brasileiras.

Penso no que se teria vivido e pensado nas vésperas do golpe de 64 e no quanto se sofreu em razão do que se anunciava e se concretizou. E no quanto hoje a "suposta" passividade de Goulart pode ser cooptada pela direita e pela bandidagem midiática com alguém fraco e sem posicionamento diante do golpe que o dizimaria. 

Desta vez o golpe me parece ainda mais sofisticado e enraizado nos mais perversos bastidores de instituições como o judiciário comandado por bandidos. 

Penso na cena de um pai de família ou numa mãe diante de bandidos apontando-lhes uma arma para a cabeça, também dos filhos. Como sair desta? O que oferecer e o que negociar para se livrar da tragédia? Espero que se tente de tudo para evitar o pior. E o que seria, afinal, o pior? 

Espero poder um dia contar esta história o mais fielmente possível.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

De onde vem o poder de Sérgio Moro?

Francisco Costa, em seu Facebook

O que faz um juiz de primeira instância, a mais baixa na hierarquia do poder judiciário, ter tanto poder, a ponto de intimidar o STF?

Comecemos pelos antecedentes: a origem de Moro é o município paranaense de Maringá, coincidentemente o do doleiro Youssef e do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), com os três se conhecendo de longa data.

Moro foi o juiz do caso Banestado, onde o doleiro, coincidentemente era Youssef, beneficiado com delação premiada, ficando menos de um ano na cadeia, além de terem arquivado diversos processos, investigações e indiciamentos de Youssef, por conta do acordo Moro-Youssef.

Esta foi só uma parte do escândalo, que desviou aproximadamente 20 bilhões de reais para os Estados Unidos.

Houve uma CPI, que terminou em pizza e, depois, com a privatização do banco, tudo foi abafado.

Isso no Paraná de Moro e Youssef.

Ainda no Paraná, o escândalo que ficou conhecido como Publicano, envolvendo o governador, Beto Richa e conselheiros do tribunal de contas do estado... E que caminha a passos de tartaruga.

Antes, Moro trabalhou no escritório do Dr. Irisvaldo Joaquim de Souza, quando defendeu o ex-prefeito de Maringá, Jairo Gianoto(PSDB), que, com quadrilha de empresas e servidores públicos, desviou meio bilhão de reais da prefeitura.

Claro que o doleiro Youssef e o então candidato a governador, Álvaro Dias, estavam nessa também.

Álvaro fez toda a sua campanha em jatinho fretado e pago pela prefeitura de Maringá.

O ex-prefeito foi preso, juntamente com o seu advogado, Irisvaldo. Posteriormente Moro depôs como testemunha (testemunha de defesa e advogado, cumulativamente, coisa da justiça paranaense rsrsrsrs) e os dois foram soltos (não devolveram a grana, até hoje, só meio bilhão).

A mulher de Sérgio Moro, a advogada Rosângela Woff de Quadros Moro, é advogada do PSDB e da Shell, empresa diretamente concorrente da Petrobras, interessadíssima em escândalos na empresa, depreciando-a comercialmente. É também assessora jurídica do vice governador do Paraná(vice de Richa), Flávio José Arns(PSDB-PR).

A Shell é a maior interessada na modificação do regime de partilha do pré-sal, para abocanhá-lo.

Pois foi com essas credenciais tucanas que o Juiz Sérgio Fernando Moro assumiu a chamada Operação Lava Jato, para apurar desvios na Petrobras, envolvendo políticos da situação e da oposição, com Youssef, Álvaro Dias e outros mais, velhos conhecidos de Moro, ex-clientes seus, envolvidos.

Assim como o chamado “Mensalão” nasceu para impedir a reeleição de Lula, a Lava Jato nasceu para encerrar as carreiras políticas de Lula e Dilma, além de reduzir o PT a partido pequeno.

No Paraná o Código Penal e o de Processo Penal são diferentes, onde vale o vazamento de informações que correm em segredo de justiça, de maneira seletiva, atendendo a objetivos políticos, sem que o juiz apure como isso acontece, e mais: com ele mesmo dando informações sigilosas dos autos, à mídia.

Há a não consideração de denúncias, feitas nas delações premiadas, contra amigos e correligionários seus, a começar por Álvaro Dias, Aécio Neves, Aloysio Nunes...

Há a supressão de nomes, nos autos, e até colocação de tarjas pretas sobre determinados nomes, para que não sejam identificados, como aconteceu com o nome do senador José Serra (PSDB-SP) e de outros.

Há denúncias de negociação entre o juiz e os presos, intermediadas por policiais federais, para que peçam o benefício da delação premiada e apontem nomes ligados ao governo, preferencialmente a Lula e Dilma.

Sobre o papel da polícia federal no Paraná, um adendo: só tolos e gente com problemas mentais acreditam em posição ideológica em policiais.

Das guardas municipais à polícia federal, o interesse é pecuniário mesmo.

Ao lado disso temos dois tipos de advogados na Lava Jato: os que estão reclamando que não estão recebendo os honorários, já que os seus clientes estão com os bens bloqueados, e os que estão caladinhos recebendo em dia. Deduza quais são uns e outros.

Houve prisões arbitrárias, invasão de empresas, apreensão de bens e escutas telefônicas sem autorização judicial, por iniciativa do juiz, onde salta aos olhos a prisão da cunhada de Vaccari, sob falsa alegação, sendo libertada depois, sem retratação e indenização por danos morais e cerceamento ilegal da liberdade.

A postura do juiz é de pop star, na mídia, recebendo prêmio na televisão, tratando um ex-presidente da República por Nine, escarniando de uma mutilação conseguida enquanto trabalhava, ainda adolescente...

Claro que isso tudo envolve dinheiro, muito dinheiro, vindo...

Continuarei, mostrando as evidências de que é tudo muito bem articuladinho a partir da...

Está curioso(a)? Então vou adiantar: da mesa da Dona Liliana Ayalde, embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, aquela mesma que coordenou a derrubada de Lugo, o Lula paraguaio, na Lava Jato de lá, muito parecida com a nossa.

Um resumo da História do Estados Unidos - Michael Moore

José Maria Marin será extraditado para os Estados Unidos



José Maria Marin aceita extradição para os Estados Unidos
IG

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, aceitou ser extraditado para os Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira o Ministério Federal de Justiça e Polícia da Suíça.

O processo deverá ser acelerado e simplificado. Segundo a lei suíça, Marin tem 10 dias para ser levado ao país norte-americano com um escolta policial dos EUA. O Ministério, contudo, já antecipou que, por razões de segurança, não irá informar o momento da transferência de Marin.

Ele está preso desde 27 de maio por corrupção em contratos televisivos de futebol. A prisão foi parte de uma operação contra ilegalidades na Fifa. Ao todo sete dirigentes foram detidos e só Marin permanecia em Zurique.

Os advogados do ex-dirigente estudam negociar com a justiça norte-americana para que a pena seja cumprida em uma espécie de prisão domiciliar mediante o pagamento de R$ 38 milhões de fiança.

O caso

As investigações realizadas pela Procuradoria de Nova York descobriram que o ex-presidente da CBF seria um dos cinco beneficiários de uma propina de US$110 milhões paga para negociações de direito de transmissão da Copa América.

Marin e os outros envolvidos teriam feito com que a Confederação Sul- Americana de Futebol (Conmebol) e a Confederação das Américas de Norte e Central (Concacaf) cedessem os direitos mundiais de transmissão da Copa América dos anos de 2015, 2016, 2019 e 2013, além da Copa do Brasil de 2013 e 2022.​

Estadão despede-se das sauchichas

O jornalismo que faz “sauchichas” 
Revista Fórum 
O título da coluna de Celso Ming no Estadão de hoje (28) é daquelas coisas que nos deixam em dúvida: como um veículo de comunicação tão atento a suas funções, ácido e crítico em relação a determinados setores do poder público (só em relação a “determinados”, ressalte-se) pode deixar passar um título onde a palavra “salsichas” é grafada como “sauchichas”?

Pode-se dizer que é um reflexo da pressa com que as notícias são dadas, embora seja uma coluna de jornal impresso. Ou simplesmente podemos concluir que as prioridades do Estadão e de outros veículos são outras que não a matéria-prima com a qual trabalham.

Em tempo: a palavra grafada erroneamente no título ganhou aspas em sua versão online somente depois das 10h30.

O esgotojornalismo, o lulopetismo e o mobralodireitismo

Fonte

Receita Federal propõe estender sigilo de Cunha, Aécio, FHC e Serra à Suíça e Liechtenstein


Polícia Federal propõe estender blindagem de políticos de direita ao tráfico de drogas

MPF propõe estender impunidade de tucanos a crimes hediondos

STF aprova licença para matar, roubar e estuprar a todos os membros do Judiciário

O leitor da Veja é, antes de tudo, um cuzão

Blogue do Skora

Fui comprar cigarros...

Chegando no mercadinho me deparo com o dono do estabelecimento e dois clientes falando besteiras a respeito de Lula e, sobre o balcão, um exemplar da revista veja que os três pareciam reverenciar.

Deixei rolar os impropérios e depois de alguns instantes intervi:

"Lula  , o melhor presidente que este país já teve em toda sua história, está de aniversário hoje."

Os três  me olharam com cara de assustados.

O cidadão, dono da revista, retrucou:

"Lula é o maior ladrão que este país já teve."

(eu)

- É? Onde estão os frutos de tamanha ladroagem? Lula tem um patrimônio compatível com sua renda, assim como seus familiares. Será que ele esconde seus trilhões ilícitos nos colchões de seu apartamento no ABC?

- "Ele distribuiu pra laranjas da família!"

-Não seja ridículo. Desde os anos 80 tentam criminalizar Lula e até hoje, mais de 30 anos, não conseguiram achar nenhum desvio de conduta na vida do cara.

Antes mesmo de eu acabar, o coxinha cagão leitor da veja,pegou sua revista e fugiu.

Os outros dois, desconversaram, que político é tudo ladrão, que não gostam de política dando a clara intenção de que não queriam discutir aquele assunto comigo e ainda me chamaram de petista, como se eu o fosse ou como se isso fosse algum tipo de ofensa.

Pois é amigos, não está nada fácil defender as próprias convicções políticas nestes tempos de fla-flu ideológico. É nós contra eles, eles contra nós numa dicotomia burra e emburrecedora.

O debate morreu.

Só nos restou o embate.

Oremos.

Veja as propostas da direita para as questões do próximo ENEM

Exclusivo: veja as propostas da direita para as questões do próximo ENEM

FÍSICA

1. Um gay atravessa a Av. Paulista a 4,2km/h quando choca seu rosto contra uma lâmpada fluorescente em sentido oposto e velocidade escalar de 20km/h. Calcule:

a) O susto que esse viadinho tomou.
b) O tempo que ele vai levar pra aprender a ser homem.

QUÍMICA

2. Formada pelos elementos Carbono, Hidrogênio e Oxigênio, o Tetraidrocanabinol (C21H30O2) é a principal substância encontrada na maconha. Marque outro elemento ligado à maconha:

a) estudante de humanas
b) artistinha comunista
c) vagabundo viciado
d) todos os anteriores

MATEMÁTICA

3. Considerando que a área do território brasileiro é de 8 515 767,049 km² Calcule:

a) o número de tijolos necessários para se construir um muro em volta do Brasil e inibir a entrada de haitianos no país.

b) quantos médicos cubanos são necessários para implantar uma revolução comunista em todo o território nacional.

BIOLOGIA

4. Uma mulher tem olhos azuis (genótipo aa) e o estuprador tem olhos castanhos (genótipos AA ou Aa). Qual poderá ser a cor dos olhos do filho que ela deverá ter, graças à PL 5609 de Eduardo Cunha?

5. Uma casal formado por um homem (XY)  e uma mulher (XX) reproduz e forma uma família tradicional. Que características eles passarão para seus herdeiros:

a) integridade
b) amor à pátria
c) temor à Deus
d) todas as anteriores

HISTÓRIA

5. A frase “Hasta la victoria siempre” é de autoria de:

a) Che Guevara assassino comunista safado
b) Fidel Castro ditador sanguinário maldito
c) Gregório Duvivier
d) Um médico cubano trazido por Dilma

PORTUGUÊS

6. Leia o trecho abaixo:

“Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição
De morrer pela pátria e viver sem razão

Vem, vamos embora, que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.”

O autor desta canção merece:

a) fuzilamento
b) pau-de-arara
c) eletrochoque
d) cano de descarga na boca

INGLÊS

7. Traduza a frase:

“The impeachment is on the table”

GEOGRAFIA

8. Qual a cidade brasileira localizada mais ao norte do país?

a) Macapá
b) Manaus
c) Rio Branco
d) Miami

REDAÇÃO

10. TEMA: A persistência das feminazi em fazer mimimi e propagar a machofobia na sociedade brasileira”.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Pepe Mujica deseja feliz aniversário a Lula


Pepe Mujica deseja feliz aniversário a Lula
#Lula70"Um abraço continental"O ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, parabeniza Lula por mais este ciclo de sua vida e avisa que os desafios continuam: "Só está derrotado quem abaixa os braços".
Posted by Lula on Terça, 27 de outubro de 2015

O Homem Capitalista

Alckmin é vaiado por professores em Campo Limpo Paulista

Cara de pau sem limite 
Alckmin é vaiado por professores em inauguração no interior
FELIPE RESK - O ESTADO DE S. PAULO

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi vaiado e precisou sair cercado por seguranças na inauguração de um viaduto em Campo Limpo Paulista, no interior, nesta terça-feira, 27. O evento, em princípio festivo, acabou marcado por um protesto de professores da rede estadual, contrários ao fechamento de 94 escolas, anunciado no dia anterior. Houve princípio de tumulto e empurra-empurra.

Alckmin chegou ao local, onde era aguardado por políticos da região, por volta das 10h20, mas acabou recepcionado por um grupo de cerca de 20 professores. Apesar de poucos, os manifestantes fizeram muito barulho.

Nos cartazes, era possível ler "Alckmin, não feche nossas escolas" e "Inimigo da educação". Os professores ainda gritaram palavras de ordem e entoaram músicas de protesto. "Geraldo Alckmin,  diga a verdade: educação nunca foi prioridade", cantaram.

Em uma conturbada e breve coletiva de imprensa, Alckmin negou que houve recuo após anunciar um número de escolas a serem fechadas menor do que o inicialmente previsto. "Foi conforme o planejado", disse. "Nossa preocupação é com a qualidade das escolas."

Com a aproximação dos professores, que não pararam de gritar, seguranças cercaram o governador e tentaram abrir espaço para que ele pudesse sair do local. Houve gritaria e confusão. Membros da comitiva também discutiram com professores.

Um dia qualquer em São Paulo

- Filho, vai tomar banho pra ir pra escola !!!
- Mãe, não tem água...
- Então vai pra escola assim mesmo !!!
- Mãe, não tem escola...

Fonte

A elite branca está furiosa, diz Cláudio Lembo

Lembo ataca o impeachment
Bernardo Mello Franco

O ex-governador Cláudio Lembo entrou na campanha contra o impeachment. Aos 77 anos, ele escreveu um parecer sobre o tema. Sustenta que o afastamento de presidentes se tornou "uma nova patologia" na política da América Latina.

"Os golpes militares da época da Guerra Fria estão sendo substituídos pelo impeachment. A função do Congresso é fiscalizar os governos, e não derrubá-los. Isso é o mesmo que bater às portas dos quartéis", diz.

Professor de direito da USP e do Mackenzie, Lembo cita o jurista Pontes de Miranda (1892-1979) ao afirmar que o afastamento de um presidente "só se permite, nas democracias, em caso de extrema necessidade".

"Não se deve buscar interromper o mandato eletivo. Isso é um desrespeito à população, seja quem for o eleito. O impeachment é um instrumento violento, que causa instabilidade à economia e ao país", afirma.

O ex-governador contesta a tese de que o impeachment é um instrumento legal, diferente de um golpe. "A lei exige um crime de responsabilidade, o que não vejo. Ninguém diz que a presidente enriqueceu. Sua honra está preservada", defende.

Lembo também critica a ideia, já sugerida por Fernando Henrique Cardoso, de que Dilma Rousseff deveria renunciar. "Um ex-presidente não devia falar isso. Eu também acho que ele poderia ter renunciado quando comprou a reeleição", provoca.

Conhecido pela ironia, ele desdenha as manifestações que pedem a queda da presidente. "A elite branca está furiosa. Não entendeu que o Brasil mudou, por isso está perdida."

Aplica o mesmo adjetivo aos políticos de PSDB e DEM, seu partido até 2011. "A oposição não aceitou o resultado da eleição e quer derrubar o governo a qualquer custo. Só sabem falar em impeachment. Estão perdidos, em estado de neurose coletiva."

Hoje filiado ao PSD, do ministro Gilberto Kassab, Lembo diz que não tem conversado sobre a crise com os antigos aliados. "Estou velho. Não querem mais saber de mim."

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