quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dilma substitui o pior ministério da história por outro pior ainda

Sai esse:

e entra esse:

O zé ninguém da justiça? Continua lá.
O incendiário de favelas? Continua.
A representante dos latifundiários, assassinos de índios e similares? Lá.

Eu? Eu desisto.

Filho do Bicudo volta a se manifestar sobre o papel ridículo e criminoso do pai

Filho do Bicudo volta a se manifestar no DCM sobre o pai 


Gostaria de parabeniza-lo pelo artigo “Processar ou não processar Bicudo?”. O meu constrangimento e de vários de meus irmãos pelas atitudes irresponsáveis de meu pai é imenso. Parece que não há limites. Lula tem sido extremamente generoso e elegante com meu pai até o momento. Não sei se desta feita irá ou não processar meu pai pelas calúnias que este tem disparado contra ele. No entanto, a indiferença de Lula em relação aos impropérios que meu pai vem desferindo contra ele nos últimos dez anos tem machucado mais do que qualquer processo na justiça. Meu pai quer ficar sempre em evidência, nunca soube descer do pedestal e agora encontrou uma parceira que aproveitou a carona para se promover com um discurso raso, retrógrado, golpista, bem a gosto da parcela da população brasileira mais reacionária e conservadora.


Saudações, José Eduardo Bicudo

Ninguém disse que seria fácil

Nelson Barbosa

Tenho visto comentários desalentados, quando não catastróficos mesmo de defensores do PT e de Dilma, totalmente desesperançados com os rumos tomados pelo governo em meio a essa crise que nos assola, e que em parte é externa, em parte responsabilidade do próprio governo, mas em grande e determinante parte consequência de uma oposição absolutamente irresponsável que não mede esforços para, no intuito de sangrar a presidenta, sangrar o país inteiro articulando golpes com apoio do judiciário e da mídia sempre parcial e golpista - o que é e sempre será indefensável.

Reflito sobre tudo isso e procuro pensar que, embora tenhamos e estejamos computando algumas perdas significativas, há muita conquista ainda a defender, e lutar e torcer para que seja mantida, tendo em vista sobretudo a realidade do país se eventualmente o poder voltar para as mãos do PSDB e seus aliados, vindo com eles todo o fundamentalismo religioso, a mídia, os bancos e as forças reacionárias que sustentam essa oposição irresponsável e sem projetos para o país.

Não se trata de conformismo, mas, a meu ver, de uma compreensão de um impasse processual em que o que está em jogo ainda são as conquistas que tivemos na última década com Lula e Dilma.

Abrir mão disso tudo, jogar a toalha, a meu ver, pode significar um retrocesso muito maior do que os avanços que tivemos na última década. Ninguém disse que seria fácil conquistar e sobretudo manter tudo isso. Todos sabiam que esses passos dados, essas conquistas nos custariam muito, pois vivemos uma situação real da mais renhida luta de classes que esse país já conheceu, exatamente porque, creio eu, pela primeira vez uma classe explorada ascendeu e mostrou força e desejo de ocupar um lugar que é seu de direito, não por privilégio.

Não sigamos iludidos nessa luta, menos ainda ingênuos ou derrotistas antes mesmo que um golpe fatal nos seja dado. E que esse golpe não seja dado pelas esquerdas, fazendo pela direita aquilo que ela pode muito bem fazer sem precisar da esquerda.

A ver.

Suíça investiga Cunha por corrupção e lavagem de dinheiro

Existe mesmo alguém tão corrupto? 
247 – O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está cada vez mais encurralado diante de denúncias que o acusam de ter recebido propina no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato.

O deputado, que já é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), passa a ser investigado na Suíça por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Uma conta bancária atribuída a ele, onde teria sido depositado dinheiro do esquema, foi bloqueada e as informações repassadas ao Brasil pelos pesquisadores suíços.

Na última sexta-feira, o lobista João Augusto Rezende Henriques, delator da Lava Jato, revelou à Polícia Federal ter feito um depósito em uma conta na Suíça que depois descobriu ser de Cunha. O valor nem a data foram revelados. O depoimento confirmou as suspeitas dos investigadores suíços.

Segundo João Henriques, Cunha recebeu propina em retribuição à venda de um campo de petróleo no Benin, na África, para a Petrobras. O negócio foi concretizado graças a uma informação privilegiada concedida pelo peemedebista.

Citações imortais

Henry Louis Mencken
"Imoralidade é a moral de quem passa melhor do que a gente."

- Immorality is the morality of those who are having a better time
- A Mencken Chrestomathy‎ - Página 617, de Henry Louis Mencken

Wikiquote

O que mais Eduardo Cunha tem que fazer para ser detido?

Paulo Nogueira

O que mais Eduardo Cunha tem que fazer para que o detenham?

Assaltar um banco à luz do sol? Bater na sogra no Dia das Sogras?

Um, dois, três, quatro, cinco depoimentos coincidem em acusá-lo de coisas pesadíssimas no terreno da corrupção.

Daqui a pouco não haverá mais dedos para fazer essa contagem macabra.

E o que se vê é Eduardo Cunha conspirando como se estivesse livre de qualquer suspeita.

Sabe-se que ele quer agora derrubar uma decisão, a um só tempo, do STF e de Dilma, a que vetou dinheiro de empresas nas campanhas.

Cunha tenta achar uma gambiarra que permita a manutenção dessa que é a fonte primária de corrupção no país.

Em qualquer situação, seria um acinte. Nas presentes circunstâncias, é um crime de lesa pátria.

Como sempre, ele legisla em causa própria. Cunha simplesmente não existiria sem os milhões que as empresas investem nele para que, no Congresso, defenda os interesses delas.

Ele se elege com este dinheiro e, como sua capacidade arrecadadora é enorme, ajuda a eleger outros políticos que comerão depois em sua mão.

Foi assim que virou presidente da Câmara.

Tantas evidências se acumulam contra ele e Cunha age como um Napoleão do Congresso, para vergonha do país.

Por que essa impunidade não termina?

Cunha simplesmente desmoraliza a tese de que o Brasil trava um combate épico contra a corrupção.

Ao contrário, ele reforça a suspeita de muitos de que este combate épico é seletivo, cínico e demagógico. É fácil engaiolar Dirceu, Genoíno, Vaccari. E virtualmente impossível dar o mesmo destino ao outro lado, mesmo com a folha corrida de um Eduardo Cunha

Fiz a pergunta que abre este artigo no Facebook: o que Cunha tem que fazer para responder por suas delinquências?

Uma resposta foi aplaudida por muitos internautas: filiar-se ao PT.

Parece que esta é uma condição na Lava Jato de Moro e da PF: ser do PT.

Rir ou chorar?

Os filósofos sempre recomendaram rir da miséria humana em vez de chorar.

Riamos, então, da miséria da Justiça brasileira.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

O Brasil está irremediavelmente perdido

Reinaldo Del Dotore 

Não em termos econômicos, porque por um lado a crise mundial, como qualquer crise do capitalismo, é efêmera porque os ciclos econômicos são perenes, e, por outro lado, porque nosso país, no conjunto, é a nação mais bem dotada no mundo quanto a recursos naturais.

Não em termos culturais, porque a riqueza do Brasil nesse campo talvez também não encontre paralelo no mundo.

Não em termos ambientais, porque ainda que haja desafios o Brasil os tem enfrentado e tem obtido vitórias que podem se intensificar.

Não.

O Brasil está irremediavelmente perdido em termos de Civilização. Nosso país regrediu a tal ponto no tocante à convivência social que esse verdadeiro estado de barbárie é irreversível.

Diuturnamente tenho observado agir o rolo compressor da irracionalidade, da ignorância, da agressividade, da absoluta negação do "outro", do completo ódio pela opinião alheia, da violência verbal (e, muitas vezes, física) contra os "inimigos" (que são os brasileiros que têm opinião diversa).

Essa violência, essa incivilidade, essa barbárie são diariamente praticadas e estimuladas no próprio ambiente familiar, no trabalho, até mesmo no lazer. Essa regressão civilizatória é estimulada e praticada por você, meu colega, meu parente, meu conhecido, quando você emite opiniões como "tem que matar mesmo", "é bandido sim, não precisa de prova", "que horrível, só tem neguinho", "sonego mesmo, para me defender", e outras igualmente horrorosas.

Os brasileiros, estimulados por conglomerados de "informação" criminosos, retroalimentam essa espiral de intolerância, de medo, de ódio. As pessoas conversam cada vez menos a respeito de temas que fujam à superficialidade cômoda de inutilidades como futebol, novelas e cantores da moda, porque qualquer conversa séria sobre assuntos importantes tende a descambar para a agressão mútua - e os comentários em publicações na Internet, onde proliferam cães hidrofóbicos, são exemplo já clássico.

É pena. Nosso país tinha tudo para "dar certo". Não deu, e não vai dar. Graças, repito, a você -colega, parente, conhecido- que abdicou do direito de pensar e hoje não passa de simples câmara de eco a repercutir o que há de pior em nossa sociedade.

O Brasil está irremediavelmente perdido, graças a você.

Não tenho ódio de você. Não quero o seu mal. Tenho, sim, profunda tristeza, pois por nutrir, em maior ou menor grau e sob modalidades diversas, amor, simpatia ou solidariedade por você, vejo que assim como o meu país eu fui derrotado, e que muitos dos que quero bem sofrem sofrerão por seus próprios atos.

Você tem medo de quê?


"Sou negro. Neste momento estou trajando bermuda de praia e camiseta. Estou em Copacabana. Vou correr na areia da praia. Não levarei dinheiro, nem documentos.

Segundo a lógica carioca posso ser preso, levarei um tiro ao correr ou vou apanhar de um justiceiro.
Para você que acha que me faço de vítima: essa é a minha realidade. 

Enquanto você tem medo de ir à praia e perder seu Iphone, eu tenho receio de morrer.
Não é justo pra ninguém, correto? 

Só que durante TODA a vida fui "confundido" com bandido apenas por ser negro. Meu mundo é assim. A toda hora ter que provar que sou honesto. 

Caso eu morra não terão protestos nas redes sociais, nas ruas, na mídia. Serei mais um preto. Lamentarão a família e os amigos. 

E você? Tem medo de quê?"


Texto de Ernesto Xavier, escrito no dia 24/09/15 e compartilhado pelo Movimento de Organização de Base
Foto: 22/03/07, Morro da Mangueira (ZN do Rio), protesto pelo assassinato de um morador da comunidade. Fotógrafo: Gabriel de Paiva.

Cunha é penta

Bernardo Mello Franco 

Eduardo Cunha é penta. Com o novo depoimento do lobista João Henriques, já são cinco os investigados da Lava Jato que o acusam de se beneficiar do esquema de corrupção na Petrobras.

Nenhum outro político foi citado por tantas testemunhas do escândalo. Mesmo assim, ele continua no cargo e ainda articula a abertura de um processo de impeachment contra a presidente da República.

O peemedebista já havia sido citado por quatro pessoas: o doleiro Alberto Youssef, o lobista Júlio Camargo, o ex-gerente da estatal Eduardo Musa e o lobista Fernando Baiano.

O primeiro a falar foi Youssef. Em maio, ele acusou Cunha de exigir propina na construção de navios-sonda, usados para perfurar poços de petróleo. Dois meses depois, Camargo confirmou o relato e contou que o repasse foi de US$ 5 milhões.

Com base nas delações, a Procuradoria-Geral da República reuniu novas provas e denunciou o peemedebista por corrupção e lavagem de dinheiro. Cunha negou tudo, declarou-se "rompido" com o governo e continuou a comandar a Câmara.

O cerco voltou a se fechar neste fim de setembro. Apontado como "sócio oculto" do deputado, Baiano confirmou o pagamento pelos navios-sonda. Musa contou que ele dava a "palavra final" em nomeações para a cúpula da Petrobras.

Nesta segunda, surgiu mais uma novidade. O lobista Henriques disse ter aberto uma conta na Suíça para pagar propina ao peemedebista. Ligou o repasse à compra de um campo de exploração na África.

Em outros tempos, isso seria mais que suficiente para que Cunha perdesse o cargo. No entanto, ele nem chegou a virar alvo de investigação por quebra de decoro parlamentar.

Graças à covardia do governo e à cumplicidade da oposição, que conta com ele para derrubar Dilma Rousseff, o deputado segue firme e forte na cadeia cadeira. Até o fim da semana, ainda pode emplacar um amigo do peito no Ministério da Saúde.

Marta Cunha e o PMDB: farsa e comédia





Bob Fernandes

Segue o Reality Show da Política. Fatos & Farsas, Tragédia & Comédia...Show pós-moderno, interação multimídia de atores e platéias.

Espetáculo por vezes grotesco, cenas de hipocrisia e cinismo. No sábado, Marta Suplicy filiou-se ao PMDB.

Tendo ao lado Eduardo Cunha e Renan Calheiros, Marta disse querer "um Brasil livre da corrupção". E tratou Sarney como "gigante da política".

E a platéia ainda aplaudiu e pediu bis, em coro: "Marta pra São Paulo e Temer pro Brasil". O vice de Dilma fez a habitual cara de paisagem.

Fernando Henrique opinou na Folha: "Dilma tenta vender a alma ao diabo para governar. E não vai governar, vai ser governada".

Fernando Henrique tem razão. Entregar Saúde e mais quatro ministérios ao PMDB para tentar seguir no Poder é grotesco.

Fernando Henrique sabe o que diz. Fez pactos semelhantes, com os mesmos.

Renan foi seu ministro da Justiça, Eliseu Padilha, dos Transportes, Jáder Barbalho presidiu o Congresso... E muito mais.

Fernando Henrique foi presidente amarrado a ACM e PFL. Duas vezes presidente do Congresso, ACM foi "dono" dos ministérios da Previdência e Minas e Energia.

Pouco antes de morrer, via fax, Sergio Motta aconselhou o amigo: "Presidente, não se apequene...".

Fernando Henrique diz faltar "narrativa convincente" para um impeachment. Mas falta, também, coesão ao PSDB.

Aécio quer pra já. Alckmin sabe que sua chance é 2018. Serra joga para ser com Temer o que Fernando Henrique foi com Itamar.

O PSDB segue votando contra seu ideário, e hesita. Por temer pegadas e DNA na História, espera que seja o PMDB a comandar a derrubada.

Perdendo prefeitos, parlamentares, e Poder, o PT encolhe. Começa a pagar pelos erros.

Teve grandes acertos, mas cometeu erros fundamentais. Inclusive o da corrupção, que com razão sempre criticou nestes adversários.

O PMDB foi à TV e rádio para seu Reality Show: Eduardo Cunha, Renan, Padilha, Romero Jucá... com Temer, e por Temer, em nome dos "sonhos" e da "verdade".

Não se ouviu nem uma panela.

Golpes de ódio

Aldir Blanc

Recebi um telefonema do João Bosco. Triste, João falou sobre o ódio alucinado que grassa no país:

— Clamam por sangue, querem enforcar, pedem a volta da ditadura, só um lado é preso. E há um ódio em tudo...

Sinto a mesma coisa. Dias depois dessa conversa, Verissimo escreveu sobre a perplexidade de um brasilianista no futuro: “Por que haveria escândalos que davam manchetes e escândalos que só saíam nas páginas internas dos jornais, quando saíam? Escândalos que acabavam em cadeia ou escândalos que acabavam na gaveta de um procurador camarada? (...) Como explicar o ódio desses dias?”

Pois é. Uma empresa de palhaços rebaixou o Brasil, a Petrobras, o banheiro da Central... No dia seguinte, saiu, muito menor, a notícia de que a m(*) avaliadora já pagou um bilhão e quatrocentos milhões de dólares em multas, por mascarar seus pareceres de risco. Por que esses farsantes merecem credibilidade? Qual a razão da dança de machadinhas ao redor da fogueira, com o Brasil queimando no poste? Depois de tanto sofrimento para termos de volta a democracia, como explicar a ânsia de rasgar a Constituição? Joaquim Levy alertou para o “afã de outras agências”. Elas existem só para nos ferrar e os bobos da corte aplaudirem? O Complexo de Vira-latas está de volta. Vira-latas, caniches de madames, gorduchinhas da Pomerânia...

Voltando a bater na tecla: Mamaluf virou réu. Será preso? Vão apreender joias, obras de arte, vinhos raros? Cucunha foi delatado mais uma vez. Resultado: expandiram seu prazo de defesa. Gilmar Mente Pacas desacatou a OAB e, no dia seguinte, foi a pagode de quem o colocou no cargo, um convescote de agronegociantes.

Nossa polícia é a que mais mata no mundo. Sudão, Somália, Afeganistão, Congo, Indonésia, vocês não são de nada. Também desmatamos território equivalente à África do Sul, campos de futebol devastados a cada leitura de um simples abaixo-assinado. Um parlamentável do PCdoB, talvez por sua rigidez albanesa, chamou nossos índios de “viadinhos”. Reconheceu, com a experiência de entendido-no-armário, “dois índios baitolas, com certeza”. Incrível como um esquerdista burro se parece com pastores homofóbicos à direita de Hitler...

Um gaiato disse na telinha que as coisas funcionam em Noviórqui porque o sistema lá é o capitalismo, e que os mercados se autorregulam. Uma frase de Martin Wolf procê, trouxa: “Lembre-se da sexta-feira, 14 de março de 2008: foi o dia em que o sonho do capitalismo de livre mercado morreu”.

Enquanto isso, Paulo Skaf Edeusse, da Fiesp, faz propaganda contra o ajuste fiscal, posição parecida com a do senadô Randolfe Scott. Os dois não são fofos.

Ainda sobre o ódio: dia virá em que inaugurarão monumento a terrorista assassino do exército. Sugiro que seja um busto, já que não sobrou quase nada embaixo.

Fechando o bloco, os fascistas húngaros e o resto da direita ocidental não precisam se preocupar com refugiados. É só mandar todos eles à Meca.

Aldir Blanc é compositor

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Computer love

Manifestantes protestam contra Lua Vermelha em São Paulo

"Não à toa, o primeiro homem a ir para o espaço foi um comunista", disseram  
MUNDO DA LUA - Centenas de manifestantes, munidos de lunetas Armani, marcharam na Avenida Paulista na noite de domingo, indignados com o eclipse que mudou a cor do satélite da Terra. "A nossa galáxia jamais será vermelha", entoaram, em uníssono, enquanto exigiam intervenção divina para evitar que a Lua tornasse a ficar vermelha. "Pago meu dízimo em dia desde que me entendo por gente. Tá na hora de fazer minha reivindicação: quando eu for para o céu, não quero nada dessa cor por lá", declarou Lu Baltimore Strada, empresária do ramo evangélico.

Ao serem informados de que o fenômeno pode voltar a ocorrer em 2033, os manifestantes colheram assinaturas para exigir o impeachment do Criador. "Tudo indica de que há uma revolução bolivariana em andamento no Cosmos", ponderou Strada. "Mas há brechas na Bíblia para exigir que Aécio assuma o Controle", concluiu.

Nesta segunda, quando a Nasa revelou a descoberta de água em Marte, os manifestantes voltaram à Paulista. "Não à toa, o populismo da água gratuita começou logo no planeta vermelho", criticou Strada. 

The Piauí Herald

Lulinha comprou a Lua, repasse!

Fonte

Relatos selvagens das praias cariocas

Preto sai, branco fica


Tem morador da cidade do Rio de Janeiro, ainda sob o pânico dos arrastões, torcendo para que não dê praia neste final de semana... No que me faz lembrar, por associação automática, no título do best-seller O Sol é para todos, de Harper Lee, sobre injustiça, racismo, separatismo etc.

Não adianta tapar o sol com a peneira, o sol por testemunha, o sol também se levanta... Sigo viajando nos títulos dos livros que tentam explicar o mundo e as particularidades.

Donde o cobrador, no sentido do conto homônimo de Rubem Fonseca publicado em 1979, é um sujeito que toca o terror na cidade do Rio de Janeiro com a cólera de quem busca tudo que lhe devem na vida. Não cobra no varejo; sim pelo conjunto da obra. Ele parece cobrar, além muito além de grana e quinquilharias consumistas, atenção, afeto, amor, sexo...

Ele, o bruto, cobra que lhe arranque um dos últimos dentes da boca, cobra caro a ira que tem da madame da zona sul, ele não suporta o playboy que sai para jogar tênis todo de branco, ele dá porrada em um mendigo cego cujo tilintar das moedas na cuia de alumínio o faz perder a paciência...

“Não sou homem porra nenhuma, digo suavemente, sou o Cobrador.” Ele explode diante de um executivo que, para aliviar a barra pesada, apela para um sentimento humano tipo “homem que é homem...”

Assim, ele descreve este mesmo devedor da sociedade: “(...) deslumbrado de coluna social, comprista, eleitor da Arena, católico, cursilhista, patriota, mordomista e bocalivrista, os filhos estudando na PUC, a mulher transando decoração de interiores e sócia de butique.”

E segue com uma vida a cobrar, nesta obra-prima que antecipa, em crueldade, o recente filme argentino Relatos Selvagens: “Tão me devendo colégio, namorada, aparelho de som, respeito, sanduíche de mortadela no botequim da rua Vieira Fazenda, sorvete, bola de futebol”, enumera o homem revoltado. “Eu não pago mais nada, cansei de pagar!, gritei para ele, agora eu só cobro!”
Papai Noel que se cuide no Natal. O cobrador jura que irá acertar as contas. O bom velhinho é um dos seus maiores devedores.

“A rua cheia de gente. Digo, dentro da minha cabeça, e às vezes para fora, está todo mundo me devendo! Estão me devendo comida, buceta, cobertor, sapato, casa, automóvel, relógio, dentes, estão me devendo.”

Feios, sujos e malvados

O eterno retorno dos arrastões nas praias cariocas me fez lembrar uma multiplicação, em versão infanto-juvenil, dos cobradores de Rubem Fonseca. Como os gremlins do cinema americano, eles se multiplicaram nas areias e calçadas de Ipanema e Copacabana. Cesse tudo que a Bossa Nova canta, o barquinho vira, o pancadão do funk se alevanta.

Os novos cobradores não pouparam ninguém do alvoroço. Nem moradores de rua e muitos menos os passageiros de morros e arrabaldes que chegaram às praias nos mesmos ônibus. Não é uma cobrança obrigatoriamente de classe. É um redemoinho dos “feios, sujos e malvados” –vide o filme italiano de Ettore Scola, da mesma época de O cobrador brasileiro– que assusta os moradores da zona sul pelo menos há três décadas.

Os cobradores, personagens literários ou não, sabem que ninguém baterá nem uma lata por eles em uma geografia carioca altamente paneleira

Repare na reportagem que publicava no dia 04 /11/1984, no Jornal do Brasil, o cronista Joaquim Ferreira dos Santos:

“Ipanema, essa senhora cada vez mais gorda e poluída, reclama de novas estrias e dentes cariados em seu corpanzil: agora é culpa dos ônibus Padron, a linha 461 que, há um mês, traz suburbanos para seu "paraíso", numa viagem de apenas 20 minutos, via Rebouças. É o que dizem seus moradores, inconformados. Ouçam só: ´Que gente feia, hein?!´ (Ronald Mocdes, artista plástico, morador da Garcia D'Ávila, bem em frente ao ponto do ônibus).”

Os novos cobradores apresentam mais uma vez uma velha dívida. Não que haja assim um movimento organizado como os crimes da política oficial. Tampouco uma chantagem de peemedebistas loucos para vampirizar o Ministério da Saúde e o país, sob o olhar complacente de uma presidenta que sangra em público –como prometeram os caciques do PSDB.

O sequestro da Primavera

Os moleques, entre um jacaré e outro nas ondas do Arpoador, arrepiam com o sol por testemunha. No derradeiro final de semana conseguiram sequestrar a Primavera e fazer o Rio saltar direto para o veraneio dos Trópicos.

Eles cobram com paus e pedras. Em alguns momentos parecem se divertir, perversamente, com o pânico no balneário; há também um quê de aventura e adrenalina nas galeras, como no sujeito solitário de Rubem Fonseca –pelo menos até encontrar a Ana, amante e cúmplice.

Estão devendo tudo à esta molecada, inclusive explicações sobre as mortes de meninos como eles, abatidos pela polícia como bichos. A última vítima foi enterrada nesta quinta, 24 de setembro, sob protesto no Cemitério do Caju: Herinaldo Vinícius de Santana, 11 anos, assassinado com um tiro na cabeça na zona norte do Rio. Aqui se deve, aqui não se paga a esse tipo de gente. Os cobradores, personagens literários ou não, sabem que ninguém baterá nem uma lata por eles em uma geografia carioca altamente paneleira.

São os estranhos e proibidões no paraíso.

Tem uma turma aqui na vizinhança da minha casa, ai de ti Copacabana, torcendo para que não dê praia neste final de semana. Tem outro grupo, conforme se vê nas redes sociais e no zunzunzum do bairro, se preparando para reagir aos “invasores bárbaros”, como já ocorreu em algumas ocasiões.

Resta samplear, ingenuamente, o compositor Nelson Cavaquinho: “É o juízo final/ A história do bem e do mal/Quero ter olhos pra ver/ A maldade desaparecer... // O sol (...)”

Xico Sá, escritor, é comentarista do programa Papo de Segunda (GNT) e autor do romance Big Jato (ed. Companhia das Letras), entre outros livros.


Tráfico humano: ambulantes são vendidos em Salvador

Fonte

Mídia brasileira não tem equivalente no mundo




Marta Cunha posta no Twitter foto de suas grandes amigas na mídia golpista

Marta posta no Twitter foto de suas “grandes amigas na imprensa”
Diário do Centro do Mundo
As burras de Avalon (Palmério Dória)
Em sua conta no Twitter, Marta Suplicy postou uma foto de suas “grandes amigas na imprensa”, no dia em que se filiou ao PMDB para “combater a corrupção”.

Que diria disso o fundador do jornalismo moderno, Joseph Pulitzer, segundo o qual “jornalista não tem amigo”?

Entre as “grandes amigas” aparece Vera Magalhães (no centro da foto). Vera, casada com um assessor de Aécio, está deixando o posto de editora do Painel da Folha rumo à Veja, onde substituirá Lauro Jardim na coluna Radar.

Vera pode ser definida, neste momento, como um conflito de interesses em movimento.

Sem comentários

Marta Cunha em maio de 2015
Marta Cunha em setembro de 2015
Fonte

Carteira vazia não é crime, discriminação social é

Carteira cheia, carteira vazia
Gregorio Duvivier

Fui criado, como diz Gil Brother Away, a leite com pera. Toda segunda-feira meus pais me davam cinquenta reais -uma pequena fortuna para um adolescente do ano dois mil. Conseguia a proeza de gastar tudo com balas Garoto, milk-shakes do Bob's e o aluguel de fitas de Nintendo 64 (em geral a mesma fita: "007 contra GoldenEye").

No domingo eu estava invariavelmente quebrado. E nunca fiquei em casa porque não tinha dinheiro.

Ir à praia sem um centavo no bolso é um esporte, e eu era craque da camisa número 9. O primeiro desafio era o ônibus. Eram muitas as formas de não pagar. Lembro de duas. A primeira consistia em curvar-se humildemente, com olhar de súplica e voz chorosa, usando termos que denotassem afeto ("irmão") e polidez ("na moral"): "Irmão, na moral, tem que condição de me quebrar essa, na humildade, só dessa vez, na moral, irmão? Fui assaltado, irmão, quebra essa pra mim, na moral".

A segunda opção era mais trabalhosa, mas quase infalível: consistia em perguntar ao trocador se o ônibus passava por um bairro pelo qual ele certamente não passaria. "Passa no Grajaú?" "Não". "Obrigado, vou descer no próximo ponto". No ponto seguinte, a mesma coisa: "Passa no Grajaú?" Até chegar em Ipanema.

Só falhou uma vez. Perguntei: "Passa no Grajaú?" E o trocador: "Passa". Tive que responder: "Que pena, tô proibido de entrar no Grajaú".

Chegando na praia, quase tudo era de graça: o mar, o sol, o pôr do sol, o futebol, a altinha. Na fome, filava-se um biscoito Globo, pedia-se um golinho de mate de galão, às vezes um amigo mais abastado emprestava dois reais e isso era suficiente para um banquete de queijo coalho. E a gente era feliz.

Para impedir arrastões, a polícia, sob o comando do secretário de segurança, está parando os ônibus que vão do subúrbio em direção à praia de Ipanema. Os passageiros que não têm dinheiro na carteira são detidos. Segundo o secretário, um jovem com a carteira vazia vai ter que assaltar pra voltar pra casa.

Secretário: existem mil maneiras de se viver sem dinheiro. Carteira vazia não é crime previsto por lei. Crime é pedir para alguém abrir a carteira com base na sua procedência ou cor de pele. Para se investigar alguém é preciso que pesem acusações sérias, como as que pesam, por exemplo, sobre os políticos para quem o senhor trabalha. Mas talvez no seu critério sejam todos inocentes, pois têm a carteira cheia.

domingo, 27 de setembro de 2015

Limites de velocidade


Marta se sente mais leve no PMDB

Leandro Fortes
DIÁLOGOS DO ABSURDO

Marta: "Gente, eu me sinto tão mais leve no PMDB! Kkkķkkk"

Cunha: "É que eu roubei sua bolsa, kkkkkk"

Temer: "Vocês são uns pândegos, kkkkkk"

ONU é um monumento à inconsequência

Inconsequência heroica

Luis Fernando Verissimo

A impotência das Nações Unidas diante da tragédia dos refugiados no Mediterrâneo é igual à sua incapacidade de resolver a crise permanente do Oriente Médio e evitar as guerras que pipocam pelo mundo. A ONU é, ao mesmo tempo, um monumento aos melhores sentimentos humanos e uma prova de que os bons sentimentos não bastam, portanto um monumento à inconsequência. O fracasso da ONU na sua missão mais importante torna as suas outras utilidades supérfluas. Pouca gente sabe tudo que ela faz nos campos da saúde, da agricultura, dos direitos humanos, etc., como pouca gente sabia que a Liga das Nações, sua precursora (1918-1946, ou de um pós-guerra a outro), também promovia cooperação técnica entre nações e programas sociais, além de tentar, inutilmente, manter a paz. A diferença da ONU e da Liga das Nações é que uma sobrevive às frustrações que liquidaram com a outra e tem a adesão dos Estados Unidos. Apesar do presidente americano durante a Primeira Guerra Mundial, Woodrow Wilson, ser um entusiasta da Liga que, segundo ele, acabaria com todas as guerras, o Congresso americano rejeitou a participação dos Estados Unidos na organização, o que matou Wilson de desgosto. O Congresso aprovou a entrada do país na ONU depois da Segunda Guerra, mas a antipatia continuou. O desdém dos Estados Unidos e das outras grandes potências pela ONU ou por qualquer entidade supranacional é uma constante, e a invasão do Iraque foi uma prova recente desta desfeita.E, no entanto, a ONU já dura mais do que o dobro do que durou a Liga das Nações. Ela também é um monumento à perseverança sem nada que justifique.

*

Talvez se deva adotar a ONU como símbolo justamente dessa insensata insistência, dessa inconsequência heroica. Com todas as suas contradições e frustrações, ela representa a teimosia da razão em existir num mundo que teima em desmoralizá-la. Pode persistir como uma cidadela do Bem, na falta de palavra menos vaporosa, nem que seja só pra gente fingir que acredita nele, e nela, e em nós. Porque a alternativa é a desistência, é aceitar que, incapaz de vencer o desprezo e a prepotência dos que a desacreditam, a ideia de uma comunidade mundial esteja começando a sua segunda agonia. A Liga das Nações agonizou durante quase 30 sangrentos anos até morrer de irrelevância. A ONU só terá levado mais tempo para se convencer da sua própria impossibilidade.

Cardozo já era um zé no governo Erundina

Como o Ministro Cardozo (não) agiu no golpe do TCM contra Erundina
Luis Nassif

Na sua gestão de prefeita de São Paulo, Luiza Erundina foi alvo de uma tentativa de golpe perpetrada pelo Tribunal de Contas do Município (TCM). Em tudo igual ao jogo das pedaladas.

O TCM acusou Erundina de supostas irregularidades que, na verdade, eram práticas adotadas por todos os prefeitos que a antecederam. A prefeita recorreu então ao seu Secretário mais habilitado para o tema, o jovem e brilhante advogado José Eduardo Cardozo.

Cardozo passou dias elocubrando teses jurídicas a dez por hora, enquanto a conspiração marchava a mil por hora. Foi quando a fiel assessora de Erundina, Muna Zein, rodou a baiana.

Convocou uma manifestação na Câmara Municipal em reação contra o golpe. Cardozo reagiu, julgando que a manifestação iria piorar a posição de Erundina no TCM, como se o Tribunal fosse composto por notáveis homens públicos, puros e isentos.

Lembro-me até hoje. Pilotava o programa Dinheiro Vivo, na TV Gazeta, voltado exclusivamente para o mundo empresarial. Lá mesmo ecoei a indignação contra o golpe do TCM.

No dia seguinte, a convocação de Mona tinha atraído à Câmara 5 mil pessoas incluindo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Mário Amato.

Encontrei-me com ele por aqueles dias e perguntei a razão do gesto. E ele:

▬ Como vamos permitir, em plena redemocratização uma baixaria dessa contra a nossa prefeita?

sábado, 26 de setembro de 2015

Marta ex-Suplicy adotará o sobrenome Cunha

A Marta Suplicy virou uma paródia de si mesma 

Envergonhe-se comigo caso tenha votado nela, mesmo com a opção sendo o Aloysio 300 mil

Eduardo Cunha, Michel Temer e Marta Cunha

Conosco ninguém podemos!

▬ Vergonha de ser brasileiro! Não há coisa que brasileiro goste mais de falar do que sobre a vergonha que ele tem dos outros brasileiros, excetuando ele, a família, os amigos e os políticos, juízes e empresários que ele admira, claro. Assisti o tal "Que Horas ela Volta?" e fiquei com uma vasta e profunda vergonha de todos nós brasileiros, raça infame e canalha sem paralelo no mundo moderno. Já houve gente filha da puta como nós, mas foi nos séculos anteriores. Em 2015 não tem pra ninguém. É nóis na fita, mano! O país mais repugnante do mundo. E não estou me esquecendo de Bangladesh ou Libéria, não.

P.S.: Assista Branco Sai, Preto Fica num dia e Que Horas Ela Volta? no outro e negue que você e eu, nossos vizinhos, amigos e entes queridos somos uma coisa repulsiva que jamais deveria ter existido.

Velho Demais Para o Rock 'n' Roll, Jovem Demais Para Morrer




"Too Old To Rock 'n' Roll: Too Young To Die"
(Ian Anderson)

The old Rocker wore his hair too long,
wore his trouser cuffs too tight.
Unfashionable to the end --- drank his ale too light.
Death's head belt buckle --- yesterday's dreams ---
the transport caf' prophet of doom.
Ringing no change in his double-sewn seams
in his post-war-babe gloom.

Now he's too old to Rock'n'Roll but he's too young to die.

He once owned a Harley Davidson and a Triumph Bonneville.
Counted his friends in burned-out spark plugs
and prays that he always will.
But he's the last of the blue blood greaser boys
all of his mates are doing time:
married with three kids up by the ring road
sold their souls straight down the line.
And some of them own little sports cars
and meet at the tennis club do's.
For drinks on a Sunday --- work on Monday.
They've thrown away their blue suede shoes.

Now they're too old to Rock'n'Roll and they're too young to die.

So the old Rocker gets out his bike
to make a ton before he takes his leave.
Up on the A1 by Scotch Corner
just like it used to be.
And as he flies --- tears in his eyes ---
his wind-whipped words echo the final take
and he hits the trunk road doing around 120
with no room left to brake.

And he was too old to Rock'n'Roll but he was too young to die.
No, you're never too old to Rock'n'Roll if you're too young to die.

Que Horas ela Volta?

Carta Maior
Que horas ela volta?: Com medo de Jéssica

Léa Maria Aarão Reis*
O filme de Anna Muylaert mobiliza e provoca furor. Até a semana passada, 250 mil espectadores assistiram a saga da doméstica Val e da sua filha Jéssica.  Oitenta mil deles apenas num fim de semana. Isto faz Que Horas Ela Volta?  aprumar-se para chegar perto da bilheteria dos blockbusters americanos feitos de boçalidade e de músculos. Escolhido para representar o Brasil na competição de Oscar de melhor filme estrangeiro da edição de 2016, sua carreira reafirma o trabalho da cineasta paulista como autora de bons filmes: o premiado Durval Discos, É proibido fumar, Chamada a cobrar e, sobretudo, como corroteirista do excelente O ano em que meus pais saíram de férias, de Cao Hamburguer.

Qual a explicação para o sucesso, para a explosão do filme da Anna – nos festivais estrangeiros e nas principais cidades do país -, além da narrativa relatada com talento, e de contar com a experiente atriz Regina Casé fazendo com brilho e garra a empregada doméstica nordestina que trabalha para a alta classe média paulistana? Uma personagem emblemática, mas tão ‘banal’ e pouco original?

Simples: com habilidade, Anna toca num nervo infeccionado, até então camuflado, da classe média brasileira. Seu filme expõe e escancara a hierarquização feroz das classes no Brasil dentro da intimidade dos grupos familiares. Uma situação inspirada na sua própria experiência, quando, em certa época, ela precisou contratar uma babá para ajudá-la a cuidar dos filhos então pequenos. Sem esse suporte não poderia continuar trabalhando por um bom tempo. Esta é a origem do roteiro que criou.

Da figura da babá, resquício da escravatura, à empregada doméstica modelo nacional, um outro entulho largado no caminho pela escravidão no país, foi um pequeno passo para expandir o argumento. Sem o trabalho das outras milhares  de  Vals existentes neste país, sejam elas babás, diaristas ou moradoras em um quarto infecto, na casa dos patrões, a família burguesa brasileira emperra e não funciona. A dependência dos patrões é absoluta - até para o mínimo gesto de levantar da cadeira e ir à geladeira para se servir de um copo de água. É isto que Anna mostra serenamente, com simplicidade. E a dependência estampada no espelho que é a telona deixa a plateia burguesa nervosa. 

Não surpreende que algumas mulheres, nas sessões de cinemas de zonas ditas nobres das grandes cidades, cheguem a se levantar, revoltadas, para ir embora, como já ocorreu, no meio da exibição.

Mas Muylaert vai além e introduz outro elemento definitivamente perturbador na história: a filha Jéssica, que, pequena, foi deixada pela mãe no Nordeste quando Val parte para trabalhar e sobreviver como doméstica em São Paulo. Agora, já mocinha, Jéssica chega para prestar vestibular para a faculdade de Arquitetura (escândalo!) na capital paulista e é hospedada na opulenta casa dos patrões, no quartinho minúsculo e abafado onde vive sua mãe. “Uma casa meio modernista!”, se deslumbra a futura arquiteta quando percorre a mansão. Ao chegar, a menina “subverte todas as regras”, como observa a cineasta. 

Acaba instalada no confortável quarto de hóspedes para desespero da patroa, mergulha na piscina na companhia do filho da casa, também ele um vestibulando, e, a transgressão mais grave: come o sorvete da marca fina e cara, mas destinada aos patrões. O sorvete barato é reservado aos empregados.

Camila Márdila, de 26 anos, vinda de Taquatinga, na periferia de Brasília, é a jovem atriz que defende bem o personagem da filha de Val neste que é o seu segundo filme.

Com a a introdução – ou intromissão – no universo burguês, Jéssica desequilibra a ‘harmonia’ da casa, expõe o nervo podre disfarçado e estabelece uma nova equação familiar como ocorre no célebre filme Teorema, de Pier Paolo Pasolini. “Na cabeça dela,” acrescenta Muylaert, “aquelas regras não significam nada. Mas há quem ache Jéssica arrogante e há quem ache maravilhosa. Dependendo do que você acha da Jéssica fica claro em quem você vota.”

Bingo para Muylaert. Jéssica representa o Brasil novo que começou a ser parido há 12 anos por um governo progressista. Jéssica é a mudança, é o país em que porteiro embarca no avião e senta ao lado da madama no aeroporto. E madama agora é obrigada a cumprir a PEC 72 em vias de entrar em vigor na sua integralidade, e pagar direitos trabalhistas às mulheres que nunca mais serão semiescravas.

Jéssica é o Brasil que, obsessivamente, mesmo sem ainda plena consciência do fato, procura dirimir as diferenças de classe para se tornar um lugar mais igualitário, menos injusto e hipócrita. Mais do que raiva, ódio e menosprezo, os que se encontram instalados no topo da pirâmide sentem é medo de Jéssica. Ela é o ‘anjo’ do Teorema, de Pasolini, que vem anunciar os tempos e os arranjos novos. Um alerta para o início do fim da era da submissão.

O recado do Que Horas ela Volta? é singelo e firme apesar do seu final entreaberto: para a frente nada será como antes. Aconteça o que tiver que suceder, convém lembrar-se do clichê que, no caso, aqui cai como uma luva. A pasta de dentes que saiu do tubo nunca mais caberá dentro dele.


*Jornalista

Tradicional Família Brasileira

Fonte

Mídia e Judiciário impulsionam o ódio fascista no Brasil

Rupert Murdoch, da retrógrada e partidarizada Fox News, ladeado por
Roberto Marinho e Merval Pereira, da congênere Globo
A radicalização conservadora

Ela ganha terreno no mundo, mas exibe particularidades no caso brasileiro

por Marcos Coimbra, em CartaCapital - Através de Viomundo

A radicalização conservadora em avanço no Brasil é semelhante àquela que assola as principais sociedades democráticas. Mas tem, como seria de esperar, características próprias.

Em praticamente todo o mundo, o crescimento das organizações e da militância de extrema-direita é uma marca dos últimos 30 anos. Saímos do século XX e entramos no XXI obrigados a conviver com algo que parecia extinto desde quando o nazifascismo foi derrotado na Segunda Guerra Mundial.

A base da cultura democrática generalizada no pós-Guerra foi a tolerância e o reconhecimento da legitimidade do outro na interlocução política. Ao mesmo tempo que admitia a existência de interesses e pontos de vista distintos na sociedade, estabelecia o princípio de que ninguém tinha o direito de impor os seus aos demais, muito menos agir para eliminar aqueles de quem discordasse. Paradoxalmente, até as ditaduras do período, como a brasileira a partir de 1964, buscaram nesses valores sua racionalização, apresentando-se como “etapa” e “mal necessário” no processo de concretizá-los.

Como mostram os estudos disponíveis, até meados da década de 1980, o típico cidadão norte-americano considerava que republicanos e democratas, apesar de suas discordâncias, eram igualmente bem-intencionados. Os eleitores podiam filiar-se a partidos diferentes e acreditar em coisas diferentes, mas reconheciam-se como iguais. Dissentir em matéria política não os tornava adversários e, muito menos, inimigos.

Esse quadro se desfez. Como revela um trabalho de 2014 dos professores S. Iyengar, da Universidade de Stanford, e S. Westwood, da Universidade de Princeton, “(…) no ambiente político norte-americano contemporâneo, constata-se uma crescente hostilidade entre os cidadãos (…), quem se identifica com um partido expressa visão negativa em relação ao outro e a seus simpatizantes. Enquanto os republicanos percebem seus correligionários como patrióticos, bem informados e altruístas, julgam os democratas como se possuíssem os traços opostos”.

O pior, segundo os autores, é que a crescente polarização baseada em identidades político-partidárias as extravasa: elas “(…) fornecem os elementos para juízos de valor e comportamentos não políticos (…) levando os indivíduos a frequentemente discriminar aqueles com quem não se sentem identificados”. Para eles: “(Hoje) na sociedade norte-americana, a animosidade entre aqueles que se identificam com algum partido é mais alta do que a hostilidade racial”.

Outras pesquisas mostram que os níveis de antagonismo tendem a ser significativamente maiores entre conservadores e republicanos. Os “fortemente republicanos”, entre eles os integrantes do ultrarreacionário Tea Party, são aqueles que mais discriminam. Na Europa, os exemplos de crescimento de organizações de extrema-direita são tão conhecidos que nem é preciso enumerá-los.

Portanto, não somente no Brasil aumenta a radicalização conservadora, embora tenha, entre nós, especificidades.

A primeira é a velocidade com que emergiu. Nos Estados Unidos ela precisou de décadas, aqui, de pouquíssimos anos. No início de 2013, ninguém acreditaria que teríamos uma direita furiosa nas ruas dali a meses, como vimos nos “movimentos” de junho e julho daquele ano.

A segunda é a inexistência, no Brasil de hoje, um elemento integrado há séculos no cenário político democrático: uma imprensa plural, com alguns veículos ligados aos partidos e outros equidistantes de todos. Se, nos EUA e na Europa, os dois (ou mais) lados vão à guerra partidária com suas tropas políticas, seus militantes e suas máquinas de comunicação, enquanto instituições como o Judiciário e a imprensa independente arbitram o conflito, aqui, a bem dizer, só existe um lado.

A velocidade com a qual cresceu a extrema-direita brasileira é consequência de nossa “grande” imprensa funcionar como uma única e imensa Fox News, a emissora de televisão partidarizada e retrógrada de Rupert Murdoch. A onda conservadora teria se formado mais rapidamente nos EUA se lá existisse um despropósito semelhante ao nosso, um conglomerado de empresas de comunicação que monopoliza a mídia de massa e se proclama como “fazendo de fato a posição oposicionista deste país”, nas inesquecíveis palavras da ex-presidente da Associação Nacional dos Jornais.

A terceira é nosso passado recente de ditadura, em uma sociedade cronicamente hierárquica. Para inspirar-se, a direita brasileira tem apenas de olhar para trás. De lá vem a sua truculência.

Fora Uber! E leve o Facebook junto.

Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo se essa modinha de internet pegar


Vou confessar uma coisa: acho uma grande sacanagem essa história de Uber. Não vou entrar no mérito sobre legalidade, ilegalidade, pirataria e regulamentação. Mas não me parece certo esse caminho, aparentemente sem volta, para uma vida facilitada pela internet e seus aplicativos.

O Uber é um desses. Ele tira do cliente a experiência de caminhar até o ponto e negociar a corrida. Tira também o prazer de jogar roleta-russa enquanto levantamos as mãos no fio da calçada e experimentamos as delícias do acaso: ao volante pode estar alguém que nos ensine as propriedades do chá de carqueja ou alguém que relate em detalhes as frieiras no pé esquerdo. Pode estar também alguém com o atalho para tudo, inclusive para exterminar a bandidagem, a corrupção, o tédio dos domingos e a própria frieira. Um amigo jura ter encontrado, certa feita, um taxista com uma tese bastante bem fundamentada sobre a mobilidade urbana: que São Paulo só teria jeito quando a Teodoro começasse a descer e a Cardeal, a subir.

Nada contra o Uber. Tenho até amigos que são usuários. O que não gosto é dessa ideia de adaptar a vida a partir das inovações tecnológicas. Elas são o problema.

Já não gostei quando começaram a oferecer o serviço em automóveis. Gostava mesmo era dos cavalos. Naquele tempo, sim, as coisas funcionavam: os taxistas criavam os equinos nos estábulos perto de casa. Podíamos acompanhar o desenvolvimento dos animais: a alimentação, o tratamento dos dentes, o ajuste da sela, a aplicação dos xampus para a crina. Não esses xampus comprados em qualquer farmácia, mas feitos em casa com babosa e amor.

Quando os bichos estavam prontos, aí sim podíamos assobiar a eles, sentar na sela de trás e observar a frugalidade da paisagem enquanto o cavaleiro-taxista nos falava sobre as sacanagens da monarquia testemunhadas por outros clientes. Não fossem aqueles passeios, jamais saberíamos, por exemplo, que o filho de Dom Pedro I era o verdadeiro dono da Friboi.

Mas eu confesso também: gostava do tempo do imperador e até hoje não me conformo com esse aplicativo chamado República. Naquele tempo não recebíamos convites, o tempo todo, para nos mobilizar em campanhas e petições pela causa A ou B. Nem textões de Facebook de pessoas jogando em nossa cara o desconforto com nossos privilégios.

Ninguém precisava dizer “sou contra”, “sou a favor, mas veja bem”, sobretudo mulheres. Elas cuidavam de nossos filhos e nós trazíamos o javali ao fim do dia. E ninguém reclamava. Hoje querem até ser presidente.

Maldita inclusão digital.

Antes, o que o soberano decidia estava decidido. Não tinha essa necessidade boba de participar e dar pitaco sobre tudo. Sobrava-nos o resto do dia para escrever cartas, perfumar o papel, beijar a assinatura, colar o envelope, escolher a melhor roupa, o melhor chapéu, fazer a barba, chamar o táxi, montar no cavalo, viajar por dias até o posto dos Correios na capital, pagar o serviço com dinheiro, ser assaltado sem precisar lembrar a senha, voltar para casa e esperar a resposta do destinatário.

Hoje em dia com um clique matamos todo esse procedimento. Podemos enviar mensagens sem precisar nos vestir – muitas vezes puxamos conversa sobretudo por NÃO estar com roupa alguma.

Pense no tanto de trabalho eliminado desde que inventaram o botão “compartilhar”. Perderam o posto o lenhador, o sujeito que transformava madeira em papel, o fabricante de tinta, de caneta tinteira e da cola, o entregador de papel, o criador de cavalo, o cavaleiro...tudo com um clique.

O resultado? O resultado é essa geração blasé que, em pleno almoço de família, pega o smartphone e mergulha num mundo paralelo de cristal líquido sem dar a mínima para os questionamentos educativos de pais, avós e tios sobre “e o vestibular?”, “tá estudando?”, “já tá rico?”, “e a namorada?”, “tá usando camisinha?”, “que brinquinho é esse?”, “seu amigo é meio esquisito, não?”, “e esse decote?”. Sem contar as conversar construtivas sobre as aleivosias da vida íntima da cunhada. Que não está à mesa.

Pode parecer conversa de tiozão, mas essa geração do polegar está cada dia mais desconectada da realidade. Não sei o que vai ser do mundo se essa modinha de internet pegar.

Ministro Bolivariano do STF vai processar colunista por criticá-lo

Jornal GGN - O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes decidiu processar por danos morais o líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) Guilherme Boulos, pela publicação de um texto na Folha de S. Paulo em 13 de novembro de 2014 com críticas à atuação do magistrado. 

Em sua coluna, no artigo "Gilmar Mendes e o Bolivarianismo", Boulos rebateu uma declaração de Gilmar que, no início daquele mês, havia alertado, em entrevista à Folha, para o "perigo" de o STF virar uma "corte bolivariana" se mais um presidente do PT nomeasse novos ministros. Segundo o magistrado, apenas ele mesmo - indicado por FHC para o cargo - seria um magistrado não alinhado com o Planalto.

"No texto, Boulos refere-se a Mendes como 'bravateiro de notória ousadia' e lista decisões do ministro que favoreceram o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda e o ex-senador de Goiás Demóstenes Torres –ambos do DEM e abatidos em escândalos de corrupção –e o banqueiro Daniel Dantas, preso pela PF e libertado por ordem de Mendes", escreveu a Folha deste sábado, 26.

Procurado, o líder do MTST disse que não houve ofensa pessoal e que exerceu seu direito à crítica no espaço que possui na Folha. 

Dilma entregará o Ministério da Saúde à Máfia de Branco?

Nilson Lage

Triste é o país em que, para se manter no governo, a presidente tem, terá ou teria que entregar a gestão da saúde do povo à canalha do Conselho Federal de Medicina.

Esse órgão corporativo é dominado pela parcela de médicos que enriqueceram à custa do atendimento caro e seletivo dos ricos e ainda caro, e totalmente precário, dos pobres que conseguem pagar; em última instância, representa donos de clínicas e agentes do setor financeiro que manobra planos de saúde.

Trata-se de negar o acesso aos cuidados médicos a quem mora longe, como antes do Mais Médicos, porque, longe, não dá lucro; de substituir, em toda instância, o direito humano à vida pela enganação da caridade; de transferir dinheiro público para latrinas privadas.

Para isso, é preciso onerar o atendimento público para que ele se torne inviável; e precarizá-lo, para que seja evitado com horror.

Trocar, assim, o Ministério da Saúde pelo Ministério da Doença.

Cunha recebeu mesmo 5 milhões de dólares em achaque, confirma bandido confesso do PMDB

Diário do Centro do Mundo

do UOL:

Apontado pela força-tarefa da Operação Lava Jato como operador do PMDB no esquema de pilhagem da Petrobras, Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, complicou a situação do presidente da Câmara. Convertido em delator no início de setembro, Baiano confirmou em seus depoimentos a acusação do lobista Júlio Camargo de que Eduardo Cunha recebeu propina de US$ 5 milhões em contratos de aluguel de navios-sonda da empresa Sansumg para a Petrobras.


Preso desde novembro de 2014, Fernando Baiano já foi condenado pelo juiz Sérgio Moro. Pegou 16 anos de cadeia pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro justamente no processo que trata da contratação de navios-sonda. O negócio rendeu propina de US$ 15 milhões. O lobista Júlio Camargo dissera que, desse total, US$ 5 milhões foram repassados a Cunha por intermédio de Baiano. O deputado negou.

Mas Baiano confirmou.

(…)

Golpistas tentam vender gato por lebre

Corrupção e impedimento
Adeptos da tese do impeachment têm se aproveitado da Lava Jato para vender gato por lebre. Procuram associar os problemas de Dilma Rousseff ao megaescândalo da Petrobras, quando sabem que uma coisa nada tem a ver com a outra. Tanto é assim que no pedido protocolado por Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. não há palavra a respeito.

Os juristas justificam o requerimento "por crimes de responsabilidade que atentam contra a lei orçamentária". Qual teria sido o atentado de Dilma ao Orçamento? Ter atrasado repasses destinados a benefícios sociais, como Bolsa Família, seguro-desemprego e Minha Casa Minha Vida em 2013 e 2014. E, sobretudo, o pecado grave de, para evitar que os beneficiários fossem prejudicados, ter acionado recursos de estatais, como a Caixa Econômica Federal, e do FGTS.

Para além de constituir tema mais do que controverso, pois todos os governos da República se utilizam das estatais, cujo caráter público, aliás, é compatível com o apoio aos referidos programas, o assunto tem zero apelo popular. Como bem disse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: "O impeachment depende de você ter uma argumentação convincente, não só para o Congresso, mas para o povo".

Por isso, os promotores do golpe branco tentam se aproveitar da justificada indignação dos cidadãos com a corrupção para atingir a mandatária. É triste ver ex-combatentes pela democracia (?!), como Bicudo e Reale Jr(???!!!)., se disporem a legitimar tal farsa. E, no caso de Reale Jr., que há pouco tempo escrevia que "a pena do impeachment visa exonerar o presidente por atos praticados no decorrer do mandato. Findo o exercício da Presidência, não se pode retirar do cargo aquele cujo governo findou" (O Estado de S. Paulo, 7/3/2015), a contradição é patente.

As pesadas acusações que surgem contra membros do Partido dos Trabalhadores são outra coisa. Embora seja nocivo que, como no mensalão, todo o peso das denúncias se concentre de um só lado do espectro ideológico, o PT perderá muito se não der respostas efetivas às narrativas que dia a dia inundam a mídia. Não adianta repetir declarações de inocência. É necessário fundamentá-las ou afastar os envolvidos até tudo se esclarecer.

Mas o mandato presidencial nada tem a ver com os problemas que recaem sobre o partido mais popular do Brasil. Dilma Rousseff tem garantido o pleno funcionamento das instâncias investigatórias, doa a quem doer. Basta ver os indicados para o STF e a Procuradoria-Geral da República.

Os golpistas afirmam que isso é obrigação. Concordo. Porém, a mesma atitude republicana se exige de quem é contra a presidente.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Eu desisto




Universo no teu corpo
Taiguara
 
Eu desisto
Não existe essa manhã que eu perseguia
Um lugar que me dê trégua ou me sorria
E uma gente que não viva só pra si

Só encontro
Gente amarga mergulhada no passado
Procurando repartir seu mundo errado
Nessa vida sem amor que eu aprendi

Por uns velhos vãos motivos
Somos cegos e cativos
No deserto do universo sem amor

E é por isso que eu preciso
De você como eu preciso
Não me deixe um só minuto sem amor

Vem comigo
Meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se unem em versos à canção

Em que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo

São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos

Vem, vem comigo
Meu pedaço de universo é no teu corpo
Eu te abraço corpo imerso no teu corpo
E em teus braços se unem em versos a canção

Vem que eu digo
Que estou morto pra esse triste mundo antigo
Que meu porto, meu destino, meu abrigo
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos
São teu corpo amante amigo em minhas mãos.

12 frases sobre o jornalismo brasileiro

Por Paulo Nogueira

1)  O pior analfabeto é o que lê a Veja.

2) A Globo não resolve nem o problema da novela das 9 e acha que tem a fórmula para resolver o problema do país.

3)  O surdo irremediável é o que ouve a Jovem Pan.

4)  Não dá para confiar mais nem na exatidão do dia que aparece na Folha.

5)  Fé obtusa é acreditar não nos pastores evangélicos, mas nos editores do Jornal Nacional.

6) Os barões da imprensa merecerão respeito no dia em que aprenderem a fazer uma legenda.

7)  Numa redação, você tem inteira liberdade para dizer sim, sim ou mesmo sim.

8)   Jornais e revistas exigem toda sorte de corte de gastos do governo, excetuada a publicidade que é colocada neles.

9) O mundo fica subitamente melhor quando você não abre um jornal.

10)  Não há uma pastilha na sede das Organizações Globo que não tenha sido fruto de  dinheiro público.

11) Um macaco teria feito a Globo ser o que é, tantas as mamatas que Roberto Marinho recebeu dos governos.

12)  Nenhum dono de jornal  passaria num bafômetro que medisse a parcialidade.

Marta Suplicy abandona política e torna-se humorista

José Geraldo Couto

"Nesta hora delicada, o PMDB está à altura de defender os princípios que arduamente ajudou a conquistar e também de pensar o amanhã de 2018."

Marta Suplicy, hoje na "Folha". Te cuida, Zé Simão,estão querendo o teu emprego.



quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Psicopata tucano que ameaçou Dilma é indiciado

Polícia Federal indicia advogado que ameaçou decapitar Dilma
DE BRASÍLIA

A Polícia Federal indiciou nesta quarta-feira (23) o advogado psicopata Matheus Sathler Garcia, que publicou na internet vídeos de ameaça à presidente Dilma Rousseff.

Ele responderá pelo crime de incitação à violência, cuja pena varia de três a seis meses de detenção.

Sathler, que foi candidato a deputado federal pelo PSDB em 2014, prometeu decapitar Dilma, caso ele não renunciasse até o dia 6 de setembro, véspera da comemoração da Independência do Brasil.

As ameaças e ofensas foram gravadas em vídeo e veiculadas nas redes sociais pelo próprio advogado. Numa das gravações, ele afirmou que iria "arrancar a cabeça" da presidente.

O ministro José Eduardo Cardozo (zé) que abrisse inquérito para investigar o caso.

De acordo com a Polícia Federal, o advogado psicopata tucano foi localizado em São Paulo e já prestou depoimento.

Web Analytics