segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Eleição paulistana será show de horrores em 2016

Após Datena e Russomano, SP terá também Feliciano

A briga pela prefeitura de São Paulo não para de aumentar. Após o apresentador José Luiz Datena confirmar que irá concorrer ao páreo, agora é a vez do deputado Marco Feliciano entrar na corrida, pelo PSC. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (31) pelo presidente do partido, o ex-candidato a presidente da República Pastor Everaldo. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Feliciano é integrante da bancada evangélica e um fervoroso ativista contra o casamento gay. A favor de bandeiras religiosas, como o ensino do criacionismo nas escolas públicas e privadas brasileiras, seu mandato no Congresso é sustentado pelo mote "em defesa da família". "Vamos buscar partidos para aumentar nosso tempo de TV", disse o Pastor Everaldo à Folha.

O PSDB é outro partido que deve passar por prévias para decidir seu nome. O partido já tem quatro pré-candidatos: o empresário e apresentador de TV João Dória Jr. – que já formalizou a pré-candidatura –, o vereador paulistano Andrea Matarazzo e os deputados federais Ricardo Trípoli e Bruno Covas.

Também devem disputar a prefeitura o deputado federal Celso Russomano (PRB) e o apresentador José Luiz Datena, que em julho chegou a anunciar que sairia como candidato a prefeito pelo PP, mas hoje afirma que está analisando propostas e ainda não tomou uma decisão.
Eleitorado permanece imbeciso
Brasil 24/7

Não é que as mulheres não gostem de homens de direita: o problema é o Pondé

Do outro lado da folha


Gregorio Duvivier

Um dos baratos da Folha é que ela tem muitas folhas, e cada folha tem muitos lados. Toda semana, do outro lado da folha, um filósofo diz o oposto —diametral— do que eu digo do lado de cá (se você colocar a coluna contra o Sol, consegue ler o que ele diz, mas não tente fazer isso no on-line).
Às vezes, ele alfineta: "As mulheres não gostam dos homens de direita e preferem os esquerdistas. É muito difícil para um homem de direita pegar mulher".

Em primeiro lugar, isso não é verdade. Existe a direita-pegadora, a direita-cafajeste, a direita-thug-life. Berlusconi coleciona amantes mundo afora. Sarkozy se casou com a mulher mais estonteante do planeta. Aécio personifica a direita festiva —é o rei do camarote e do Leblon. Vamos ser sinceros: talvez não seja dos homens de direita que as mulheres não gostam. Talvez —hipótese— seja de você.

Não sei se isso serve de consolo, mas, lendo sua coluna, tenho a impressão de que você também parece não gostar delas. Será que não é por isso? Sim, talvez não seja por causa da careca, nem do cachimbo. As pessoas têm essa mania estranhíssima: parecem não gostar de ser maltratadas. E o conjunto "pessoas" (pasme!) inclui o conjunto "mulheres". Tem mulheres que gostam de apanhar, é claro. Assim como tem homens que gostam também.

E essa é a novidade pavorosa. Homens e mulheres são bastante parecidos. Mas há uma diferença anatômica! Um piu-piu é muito diferente de uma pepeca! Pois há mulheres que nascem com piu-piu e homens que nascem com pepeca, e há inclusive quem nasça com piu-piu e pepeca, e há quem mude de piu-piu para pepeca, e vice-versa, e cada um é o que for independente do formato da jeba, ou da racha.

Se já não é a saia que define a mulher, professor, e nem o que elas têm debaixo dela, o que é que une essa classe imensa de pessoas a que chamamos de "mulher"? Nada. A não ser, talvez, o fato de que elas não gostam de ser tratadas como se fossem uma pessoa só.

Resumindo: ser liberal não é o problema. O problema é ser misógino. Não estou certo de que todo liberal partilhe dos seus preconceitos. Quando o senhor destila machismos como se fossem de direita, pega um pouco mal para direita. Há muitas direitas, o senhor deve saber. Há, inclusive, mulheres na direita. Muitas delas (pasme!) são economistas. Sim, hoje em dia elas pensam por conta própria. Algumas inclusive (dizem) são feministas E de direita. Uou! "Mindfuck."

E há, também, muitas esquerdas. E a esquerda que o senhor diz que pega mulher —aborteira, maconheira, festiva— representa uma parcela muito pequena da esquerda hoje em dia —infelizmente. A ""esquerda"" (pode contar, pus oito aspas) que está no poder —corrupta, reacionária, populista— só quer saber de se perpetuar no poder.

Seu conceito de esquerda está ultrapassado. Seu conceito de mulher está ultrapassado. Seu cachimbo também, mas ele é legal.

Militares decidem: chegou a hora da intervenção!


Meia tonelada


Tentativa e erro


A Dilma só resta escolher um lado e insistir nele. Tentar navegar em duas canoas é garantia de tormenta 

O recuo da presidente Dilma em relação à CPMF coroou uma série de iniciativas desorientadas que comandam o governo desde as ameaças de impeachment.

Primeiro foi a Agenda Brasil, coleção de postulados conservadores destinada a afagar a elite. Alguém sério ainda lembra dela?

Depois veio o anúncio atabalhoado do corte de ministérios. Quantos? Quais? Quando? Deixa pra lá.
Agora o ensaio de ressurreição da CPMF. Nem se trata de entrar no mérito da proposta. Tampouco perder muito tempo em registrar o cinismo de oposicionistas e outros tantos que criaram o imposto no passado e agora posam de seus maiores adversários.

A raiz do problema continua sendo a mesma. Como compatibilizar um governo que se diz social –e que, por isso, tem sido reeleito–, mas insiste em procurar socorro naqueles que nunca engoliram a hegemonia de um partido fora do cenário tradicional da política brasileira. O pau que bate em Chico continua preferindo os Chicos, este é o fato.

O resultado constrange. A tal base política esfarela-se dia após dia. As concessões a torto e, principalmente à direita, não surtem efeito. De uma certa forma, o Planalto caiu na armadilha montada pela oposição. O fantasma golpista passou a guiar todos os passos da administração.

Cada lado festeja vitórias fátuas em tribunais que há muito perderam o respeito público. Além do TCU, Dilma vem sendo ameaçada pelo TSE. Ora, na mesma corte o PSDB é suspeito de cometer pelo menos 15 irregularidades na campanha presidencial. Você sabia disso? Provavelmente não. O assunto está confinado ao pé de página de alguns jornais. Uma das acusações, veja só, refere-se a doações de empreiteiras citadas na mesma Lava Jato que sataniza o PT.

Isso sem falar do escândalo do HSBC e da roubalheira assumida na sonegação fiscal na Receita. Talvez a Operação Zelotes não seja tão sexy, como diria o ministro Levy. Nesta nem foi preciso recorrer a vazamentos premiados de criminosos reincidentes. O próprio juiz responsável pelo caso, aprendiz de Gilmar Mendes, tratou de bloquear a investigação.

O Brasil vive sobretudo uma luta política. Mas quem vai decidir o desfecho são aqueles que sentem na pele o emprego minguar, os preços aumentarem, o acesso à educação, à moradia e a benefícios trabalhistas duramente conquistados ficarem mais difíceis. Isso não se resolve com discursos ou batalhas apenas pelo poder, seja de que lado for.

domingo, 30 de agosto de 2015

O Brasil de Gógol: "Encontrem o juiz, encontrem o criminoso, e depois prendam os dois."

O Brasil de Gógol

Não quero um país onde uma bruaca ateromatosa lamente que Dilma não tenha sido enforcada

Meu querido Arnaldo Bloch:

Crise, seja emocional, política, econômica ou, o que é mais frequente, a terrível mistura das três, dá uma solidão danada. Por isso, qualquer indicação de que estou no caminho da justiça e do bom senso provoca um grande alívio, semelhante ao que meu mordomo, Jack, me proporcionava. Hoje, como Herrera, não estou nem no banco. Uma adorada Original provoca sintomas estranhos. Me iludo: é a diab-2, embora saiba que, parecido com meu saudoso pai, o conjunto da obra é que está na porta apresentando a conta. Obrigado pelo texto “Pra não dizer que não falei de política”: FHC não é príncipe coisa nenhuma. Trata-se de um oportunista de elite, com o demagógico pé na cozinha. Duda Cucunha é mais do que o bandido-mor do país.

Leio obsessivamente História. Muitas dessas leituras são sobre a Segunda Guerra Mundial. Nosso amigo Dapieve pode atestar minha busca em conhecer melhor a hecatombe. Nessas leituras, saquei o seguinte: o Mal que faz um homenzinho reles, antissemita, pedófilo, coprófago, chegado a seitas, entre outras taras, que deixava os asseclas loucos por recuar em um dia, atacar babando na tarde seguinte, um assassino morde-assopra, presas de vampiro e péssimo hálito. Seu nome era Adolf Hitler. Os tais duzentos “domínios” na internet, jesus.org, ovelhas.com etc., não me enganam. Cucunha é praga propinada devastando o país, como provam suas ações contra o ajuste fiscal, para depois “orar”, e ganhar mais dinheiro. Como um lacaio de PC Farias, que poderia, no máximo, fazer comercial tipo “antes eu era assim” contra caspa, preside aquela casa de tolerância, cacetada, é fenômeno putulítico, sendo o “lítico” aí significando Idade da Pedra. As duas primeiras sílabas não preciso explicar.

Anote o que esse cronista, entrando no hospício dos 69 outonos, prevê: quando os coxinhas e os neofascistas rosconarianos se unirem, os perseguidos lavarão com a língua calçadas, como aconteceu na Alemanha nazista. Temos sinais: pedreiro torturado e desaparecido (não teve passeata pra ele), dezenas de chacinados por vingança policial, milicianos de salário ínfimo com BMW e, o mais grave, um secretário de Segurança, antes confiável, apoiando a retirada dos ônibus de jovens “pardos” e negros, sem ficha policial, sem armas, sem drogas. O crime deles foi a cor e a pobreza.

É isso, meu querido. Não quero um Brasil no qual o missinistro Gilmar legisle pra um lado só. Não quero um país onde uma bruaca ateromatosa lamente que Dilma não tenha sido enforcada no DOI-Codi. Não suporto anomalias esperneando porque não mataram todos em 64. E onde o protótipo do corno pergunte ao filho no colo: “O que Dilma é?”. A criança: “p(*)ta”. Desejo um país onde haja clamor nacional contra essa barbárie.

Se Paulo Mamaluf, Fernão “MaseratiLanborghini” Collor e Eduardo Cucunha, entre outros pilantras, não forem presos, fico com o imortal Gógol:

“Encontrem o juiz, encontrem o criminoso, e depois prendam os dois.”

Aldir Blanc é compositor

Os equívocos da esquerda no campo jurídico

Por Patrick Mariano

A operação lava-jato é a parte mais visível dos resultados nefastos do avanço das forças conservadoras no campo jurídico brasileiro e de um pensamento ideológico hoje praticamente hegemônico, firmado no punitivismo desmedido e na retirada dos direitos e garantias fundamentais, sob as mais variadas justificativas.

O “combate à corrupção”, “combate ao crime organizado”, “combate à impunidade” são os subterfúgios retóricos de uma ação política de ampliação dos poderes de alguns órgãos como Ministério Público e Polícia Federal. Esse discurso é baseado no maniqueísmo de “ficha limpa” versus “ficha suja”, termos como “homens de bem”, corruptos, traficantes e outros instrumentos discursos que dividem a sociedade entre uns e outros, sendo que “os outros” devem ser extirpados do seio social.

“Morreu um traficante”, “morreu um bandido”, quem se importa em saber seu nome verdadeiro e as causas da morte? Não sem razão, o discurso de certos juízes é de que “devemos passar o Brasil a limpo”. Esse discurso de limpeza é semelhante ao de representantes do jornalismo mundo-cão em programas como Cidade Alerta e coisas do gênero.

Alguns procuradores da república tratam processos judiciais sob o viés da medicina, sendo que o acusado, de sujeito de direitos passa a ser um câncer para as autoridades jurídicas. Não sem razão, o Procurador que chefia a operação lava-jato foi convidado a participar do 31º Congresso Brasileiro de Cirurgia, vestiu um jaleco branco, posou para fotos e foi aplaudido ao buscar na medicina a justificativa para sua atuação institucional.

Esta é uma expressão do positivismo italiano, da época pré-fascista, que dizia que um Estado não poderia prescindir do direito penal porque este constituiria um remédio a manter vivo seu organismo. É a velha invocação do Estado como organismo biológico vivo. Pura estultice autoritária.

A esquerda, salvo raríssimas e imprescindíveis exceções, aceitou o jogo punitivo. PT, PSOL e outros partidos não se deram conta das armadilhas punitivas que pisaram e apostaram no discurso punitivo com a intenção de combater o “crime organizado”, seja lá o que raios isso signifique. O termo “colocar a Rota na rua”, embora claro seus objetivos de extermínio da população pobre e negra que representa foi colocado no discurso de candidatos petistas para tentar agradar parte de um eleitorado que sempre o rejeitou.

O PT, ao assumir a presidência não teve um projeto de poder no sentido de se alterar as instituições, arejá-las aos ventos democráticos, retirar leis penais que sustentaram a ditadura e fazer a disputa política no campo jurídico que deveria ser feita.  Descuidou por desídia ou às vezes até por sintonia ideológica. O erro e a irresponsabilidade política como força hegemônica na esquerda ao relegar transformações no campo jurídico, não aprofundar reformas legais sob o viés da Constituição de 1988 e não indicar juristas comprometidos com uma visão libertária de mundo para cargos importantes do sistema de justiça foi fatal.

A esquerda descuidou do seu papel de formação de uma consciência jurídica crítica e agora assistimos, estarrecidos, ao uso do poder punitivo sem qualquer controle.

Lei dos Crimes Hediondos, nova Lei de Drogas, Lei das Organizações Criminosas, Lei do Terrorismo são alguns dos exemplos que contribuíram para o encarceramento em massa de pobres e para o caos penitenciário brasileiro.  Importante registrar que essas leis foram votadas com o apoio, inclusive, de partidos de esquerda.

Válido, neste ponto, lembrar o discurso do então deputado do PT, Plínio de Arruda Sampaio, quando da votação da Lei dos Crimes Hediondos:

“(…) Por uma questão de consciência, fico um pouco preocupado em dar meu voto a uma legislação que não pude examinar. (…) Tenho todo o interesse em votar a proposição, mas não quero fazê-lo sob a ameaça de, hoje à noite, na TV Globo, ser acusado de estar a favor do sequestro. Isso certamente acontecerá se eu pedir adiamento da votação.” – Deputado Plínio de Arruda Sampaio (PT)”.

É preciso, portanto, além de analisar criticamente as arbitrariedades cometidas na operação lava-jato, compreender as razões que levaram o sistema de justiça penal a tamanho retrocesso e o quanto dele se deu com o apoio ou complacência do próprio campo da esquerda.

Duas ações do Poder Executivo são emblemáticas da persistência nesses equívocos. A negociação no tema da maioridade penal, quando o governo topou aumentar o prazo de internação de crianças e adolescentes no Senado com a justificativa de receber apoio da bancada do PSDB para barrar a votação da PEC da maioridade na Câmara é sintomática.

Ainda que o apoio dos tucanos pudesse ocorrer, o que não se viu na prática, um governo de esquerda jamais poderia aceitar aumento do prazo de internação porque ademais de ineficaz para os fins pretendidos é uma tremenda contradição com uma visão de mundo de um partido ou governo de esquerda. Ao aceitar o jogo punitivo, a ação do governo acabou soprando a favor dos ventos punitivos que vinham da Câmara.

Outro equívoco inexplicável foi o envio da proposta que tipifica o crime de terrorismo. Já bastante esmiuçada as razões da sua desnecessidade por juristas sérios, no entanto, em um contexto de completo avanço das forças punitivas, o envio de projeto que criminaliza de forma aberta condutas só pode ser vista como disparate.

De modo que ao não ter claro um projeto de poder para o sistema de justiça, sequer uma visão unificada quanto as armadilhas que a ampliação do poder punitivo representa para as classes menos favorecidas, o PT perdeu uma histórica oportunidade de reformar as instituições e o aparato legislativo com vistas a compatibilizá-lo com a Constituição da República de 1988 e fundamentalmente com a ideologia de um partido de esquerda.

Fazer uma reflexão sobre a relação entre esquerda e poder punitivo é questão fundamental nos dias de hoje. Embora talvez seja um pouco tarde, refletir pode servir, ao menos, para se evitar a insistência no erro.

Resposta a um tucano



Resposta a Samuel Pessôa


Creditar todas as mazelas nacionais a um único partido só ajuda a escamotear as verdadeiras raízes do atraso


Em sua coluna no último domingo (23), o economista Samuel Pessôa, ex-assessor de Aécio Neves e de Tasso Jereissati, me acusou de "enorme desonestidade intelectual". Minha trapaça teria sido incluir no texto "Por quem as panelas batem" (16.ago), entre dezenas de razões para se indignar com a realidade brasileira, ao lado de dez descalabros petistas, três famigerados escândalos tucanos: a compra de votos para a emenda da reeleição, o mensalão mineiro e o cartel do metrô paulistano.

Na visão "poliana" do colunista, vivemos num país justo, onde os bandidos estão na cadeia, os inocentes regando o jardim, o Ministério Público e a PF são instituições que "gozam de independência", e, se não há nenhuma condenação nos "supostos escândalos tucanos", citá-los ao lado de falcatruas do PT é um "truque retórico inaceitável". "Será que Antonio Prata acredita que somente candidatos tucanos conseguem ser aprovados nos concursos públicos para o Ministério Público ou a Polícia Federal?".

Não –o Brasil é esculhambado demais para uma seleção tão criteriosa–, mas olhando o passado recente, temos de admitir que, amiúde, a Justiça é mais "independente" pra uns lados do que pra outros. Não se trata de opinião pessoal, fruto da minha "desonestidade intelectual. "Justiça tarda e falha", editorial desta Folha no dia 30 de março de 2015, começa assim: "Prescrição, atrasos, incúria e engavetamento beneficiam políticos do PSDB acusados de irregularidades, inclusive no dito mensalão tucano."

Réu no mensalão tucano, Eduardo Azeredo renunciou ao cargo de deputado federal em 2014 para que o processo saísse do STF e voltasse à primeira instância, onde se encontra até hoje, "no regaço da Justiça mineira" –aspas da Folha. No escândalo da emenda da reeleição, apesar de negociatas de votos estarem gravadas (veja depoimento de Fernando Rodrigues, Prêmio Esso de 1997 com matéria sobre o assunto: migre.me/rkS8y), o "Engavetador Geral da República", Geraldo Brindeiro, primo de Marco Maciel, vice de FHC, preferiu deixar pra lá. Quanto ao cartel do metrô, basta lembrar que um pedido de investigação do Ministério Público suíço empacou por três anos na mesa do procurador Rodrigo de Grandis, que por pouco não perdeu a chance de contar com a parceria fundamental dos europeus.

O que Samuel Pessôa, tão irado com a inclusão dos três "supostos escândalos" no freak show da política nacional, diz sobre eles? Nada. Prefere apregoar a inocência de Antonio Anastasia, num caso a que jamais me referi. Menciona FHC, mas para apontar a absolvição do ex-secretário Geral da Presidência, Eduardo Jorge, num processo sobre a "aquisição de um apartamento na orla marítima da cidade do Rio de Janeiro." Só não devolvo a acusação de "truque retórico" porque tanto os truques quanto a retórica precisam, para merecer tais nomes, persuadir.

Em minha coluna, não citei os escândalos tucanos para negar ou ofuscar os crimes petistas que, felizmente, foram e estão sendo investigados. Meu ponto é que creditar todas as mazelas nacionais a um único partido, como fazem militantes tipo Samuel Pessôa, só ajuda a escamotear as verdadeiras raízes do nosso atraso, além de denotar profunda ignorância sobre a realidade brasileira ou, aí sim, "enorme desonestidade intelectual".

Ao rico tudo é permitido

"O crime de rico, a lei o cobre
O Estado esmaga o oprimido
Não há direitos para o pobre
Ao rico tudo é permitido"

144 anos se passaram desde que o hino da Internacional Comunista foi escrito e pouca coisa mudou, e continuará sem mudar enquanto o sistema predominante for o sistema capitalista.

Fonte

Médico navega no Facebook enquanto pacientes aguardam




Posted by Wallace Oliver on Quinta, 18 de junho de 2015

sábado, 29 de agosto de 2015

Atropelou, matou? Pagou, soltou!

Fonte

Documentos secretos revelam ignorância e má-fé da revista Época

Instituto Lula

Mais uma vez a revista Época divulga reportagem ofensiva ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com afirmações falsas e manipulação criminosa de documentos oficiais.

     Avançando em ilações maliciosas e irresponsáveis, pelas quais seus jornalistas já foram citados em ação judicial por danos morais movida pelo ex-presidente Lula, a revista insiste em atribuir ao ex-presidente condutas supostamente ilícitas que ele jamais adotou ou adotaria.

     A matéria deste final de semana (29/08) é uma combinação de má-fé jornalística com ignorância técnica (ou ambas) e o único crime que fica patente, após a leitura do texto, é o vazamento ilegal de documentos do Ministério das Relações Exteriores que, de acordo com a versão da revista, tiveram o sigilo funcional transferido ao Ministério Público.

     Ao contrário do que sustenta a matéria, a leitura isenta e correta dos telegramas diplomáticos reproduzidos (apenas parcialmente, como tem sido hábito de Época) atesta a conduta rigorosamente correta do ex-presidente Lula em seus contatos com as autoridades cubanas e com dirigentes empresariais brasileiros.

      A presença de um representante diplomático do Brasil numa reunião do ex-presidente com dirigentes de empresa brasileira demonstra que nada de ilícito foi ou poderia ter sido tratado naquele encontro. O mesmo se aplica ao relato, para o citado diplomata, da conversa de Lula com Raul Castro sobre o financiamento de exportações brasileiras para Cuba.  Só a imaginação doentia que preenche os vácuos de apuração dos jornalistas de Época pode conceber um suposto exercício de lobby clandestino com registro em telegramas do Itamaraty.

      Os procedimentos comerciais e financeiros citados nos telegramas diplomáticos são absolutamente corriqueiros na exportação de serviços, como os jornalistas de Época deveriam saber, se não por dever de ofício, pelo simples fato de que trabalham nas Organizações Globo. A TV Globo exporta novelas para Cuba desde 1982, exporta para a China e exportou para os países de economia fechada do antigo bloco soviético.

        Deveriam saber que, em consequência do odioso bloqueio comercial imposto pelos Estados Unidos, empresas que fazem transações com Cuba estão sujeitas a penalidades e restrições pela legislação dos EUA. Por isso, evitam instituições financeiras sujeitas ao Office of Foreign Assets Control, que é uma agência do governo dos EUA e não um “organismo internacional de fiscalização”, como erra a revista.

       Ao contrário do que o texto insinua, maliciosamente, não há, nos trechos reproduzidos, qualquer menção a interferência do ex-presidente em decisões do BNDES, pelo simples fato de que tal interferência jamais existiu nem seria possível, devido aos procedimentos internos de decisão e aos mecanismos prudenciais adotados pela instituição.

       Os jornalistas da revista Época deveriam conhecer o rigor de tais procedimentos e mecanismos, pois as Organizações Globo tiveram um relacionamento societário com o BNDESPar, subsidiária do BNDES. Em 2002, no governo anterior ao do ex-presidente Lula, ou seja, no governo do PSDB, este relacionamento se estreitou por meio de um aporte de capital e outras operações do BNDESPar na empresa Net Serviços, totalizando R$ 361 milhões (valores de 2001).

      Deveriam saber que em maio de 2011, por ocasião da mencionada visita  do ex-presidente a Havana, o financiamento do BNDES às obras do Porto de Mariel estava aprovado, havia dois anos, e os desembolsos seguiam o cronograma definido nos contratos, como é a regra da instituição, que nenhum suposto lobista poderia alterar.

   

        Em nota emitida neste sábado (29) para desmentir a revista, o BNDES esclarece, mais uma vez, que “os financiamentos a exportações de bens e serviços brasileiros para as obras do Porto de Mariel foram feitos com taxas de juros e garantias adequadas”, e que os demais contratos mencionados não se realizaram. Acrescenta que “o relacionamento do BNDES com Cuba foi iniciado ainda no final da década de 1990, sem qualquer episódio de inadimplemento ou atraso nos pagamentos.” 

      Os jornalistas da Época deveriam saber também que não há nenhum ilícito relacionado às palestras do ex-presidente Lula contratadas por dezenas de empresas brasileiras e estrangeiras, entre elas a Infoglobo, que edita o jornal O Globo. Deveriam, portanto, se abster de insinuar suspeição sobre esta atividade legal e legítima do ex-presidente.

      Tanto em Cuba quanto em todos os países que visitou desde que deixou a presidência da República, Lula trabalhou sim, com muito orgulho, no sentido de ampliar mercados para o Brasil e para as empresas brasileiras, sem receber por isso qualquer espécie de remuneração ou favor. Lula considera que é obrigação de qualquer liderança política contribuir para o desenvolvimento de seu País.

      Os jornalistas da Época deveriam saber que todos os grandes países disputam mercados internacionais para suas exportações. E que não fosse o firme empenho do governo brasileiro, para o qual o ex-presidente Lula contribuiu,  talvez o estratégico porto de Mariel fosse construído por uma empresa chinesa, ou os cubanos estivesses assistindo novelas mexicanas. Neste momento histórico, em que EUA e Cuba reatam relações e o embargo econômico americano está prestes a  acabar, a revista Época volta no tempo a evocar velhos fantasmas da Guerra Fria e títulos de livros de espionagem.

       Ao falsear a verdade sobre a atuação do ex-presidente Lula no exterior, os jornalistas da revista Época tentam criminalizar um serviço prestado por ele ao Brasil. O facciosismo desse tipo noticiário é patente e desmerece o jornalismo e a inteligência dos brasileiros. 

O Globo, leia e assine

Fonte

Brasil, Meu Brasil Brasileiro


Lula cai e Aécio assume!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Os super-poderes de Aécio


Melhor nunca ter existido

Antinatalidade: "Somos criaturas que não deveriam existir"
Jornal GGN Enviado por Edsonmarcon 

Sugestão de Edson Marcon

Anti natalidade é a visão que deveríamos desistir de procriar –  de que é errado termos crianças.

"(...) entrevista pelo autor Nic Pizzolatto que meu livro anti natalidade “Better Never to Have Been” estava entre os livros que inspiraram a visão de mundo de Rust Cohle [da série "True Detective", da HBO].


David Benatar

Costumava ser raro meus alunos perguntarem se eu houvera assistido a um determinado programa de televisão. Isso mudou quando “True Detective” estreou e os alunos começaram a perguntar se eu vira a série. O que despertou essas perguntas, soube depois, foram as reflexões anti natalidade do detetive Rustin Cohle, como também o reconhecimento em uma entrevista pelo autor Nic Pizzolatto que meu livro anti natalidade “Better Never to Have Been”[1] estava entre os livros que inspiraram a visão de mundo de Rust Cohle[2].

Certamente foi uma surpresa para mim, como parece ter sido para outros que “tamanho sucesso apresente tão claramente uma filosofia sombria que sugere … [como a anti natalidade faz] … que deveríamos parar de reproduzir” [3]. Um público muito grande foi introduzido a esta visão cruel do mundo.

Há um perigo, contudo, que a anti natalidade seja intimamente associada ao personagem Rust Cohle por aqueles que somente tiveram acesso a este ponto de vista pela série True Detective. O perigo é que a anti natalidade pode ser confundida ou relacionada com outras características sombrias do personagem Rust Cohle. Estas incluem niilismo, violência e alcoolismo.

Anti natalidade é a visão que deveríamos desistir de procriar –  de que é errado termos crianças. Existem várias vias para esta conclusão. Algumas são o que podemos chamar de vias “filantrópicas”. Elas surgem da preocupação aos seres humanos que serão trazidos à existência se procriarmos. De acordo com esses argumentos, a vida é cheia de sofrimentos e nós não deveríamos criar mais. Muitos a favor da natalidade contrariam esta sugestão e argumentam que, ao menos, o que há de bom na vida supera o que há de mau. Eles deveriam parar e considerar o seguinte.

Primeiro: existe uma ampla evidência de pesquisas em psicologia que a maior parte das pessoas são tendenciosas para um viés otimista e estão sujeitas à outras características psicológicas que as levam a subestimar a quantidade de maldade na vida [4]. Nós temos então uma excelente razão para descrer das avaliações otimistas de vida das pessoas.

Segundo: quando olhamos no detalhe percebemos o quanto de sofrimento existe. Considere, por exemplo, os milhões vivendo em pobreza ou sujeitos à violência ou à ameaça de tais coisas. Distúrbios psicológicos são comuns. Taxas de depressão são elevadas. Todos sofrem de frustrações e perdas. A vida é pontuada por períodos de doença/saúde. Algumas passam sem efeitos duradouros mas outras deixam sequelas. Nas partes mais pobres do mundo, doenças infecciosas somam a maior parte das doenças. Contudo, aqueles no mundo desenvolvido não estão isentos de doenças assustadoras. Eles sofrem de derrames, várias doenças degenerativas e câncer.

Terceiro: mesmo se alguém pensar que o melhor da vida é bom (o suficiente), procriar é infringir, no ser que você criou, riscos inaceitáveis de sofrimentos grotescos, mesmo que eles ocorram no fim da vida. Por exemplo, 40% dos homens e 37% das mulheres no Reino Unido desenvolvem câncer em algum momento. São possibilidades terríveis. Infringi-las a outra pessoa trazendo-a à existência é negligência. Rust Cohle expõe esta ideia quando ele diz que pensa “sobre a soberba de arrancar uma alma da não existência nisto… Forçar uma vida neste moedor de lixo…” [5] (O uso de “alma” deve obviamente ser entendido metaforicamente).

Outra via para anti natalidade é o que eu chamo de argumento “misantropo”. De acordo com este argumento seres humanos são falhos e uma espécie destrutiva que é responsável pelo sofrimento e morte de bilhões de outros humanos e animais [6]. Se este nível de destruição fosse causado por outra espécie nós rapidamente recomendaríamos que novos membros daquela espécie não deveriam ser trazidos à existência.

Embora Rustin Cohle não apoie explicitamente misantropia como argumento de anti natalidade, ele é certamente misantropo. Por exemplo, ele observa astutamente que “pessoas incapazes de sentir culpa frequentemente se divertem.” [7] Suas inferências sobre misantropia não são necessariamente aquelas que um anti natalista apoiaria. Por exemplo, para justificar sua própria (“correta”) violência, ele diz que “o mundo precisa de gente ruim. Mantemos os outros ruins à distância.” [8] Anti natalistas não são comprometidos com nenhuma visão em particular de quando violência é justificável ou não. Anti natalidade não é uma completa teoria moral, mas somente uma visão sobre a moralidade da procriação. Contudo, é improvável que violência justiceira, na qual Rustin Cohle e seu parceiro Martin Hart se envolvem, poderia ser justificada se outras considerações morais relevantes forem analisadas.

Tampouco a anti natalidade implica que deveríamos lançar mão do alcoolismo. Consumido em excesso, o álcool não melhora a vida, mas a piora – tanto para aqueles que o ingerem quanto para aqueles que entram em contato com alcoólatras.

Existe uma tendência comum de relacionar anti natalistas como niilistas. Rust Cohle se declara um niilista. Contudo, apesar de assumir, como o próprio Nic Pizzolatto observou, Rust não é niilista [9]. Niilistas (em termos de valores) pensam que nada importa, mas Rust e anti natalistas em geral pensam que há muito que importa. Importa, por exemplo, se as pessoas sofrem. Anti natalidade é baseada em grande preocupação com valores ao invés da ausência deles.

Não somente seres humanos mas também animais (ou pelo menos animais conscientes) são prejudicados ao serem trazidos à existência. A maldição básica da consciência se aplica a todos os serem sencientes. Contudo, muitos anti natalistas focam em seres humanos. As razões variam. Entre elas consta que pessoas (normais, saudáveis, adultas) enfrentam uma maldição adicional de auto consciência. Por razões correlatas, a maior parte dos seres humanos são capazes, ao menos em princípio, de refletir se deveriam produzir uma prole.

Não obstante, deve-se dizer que muitos seres humanos se importam pouquíssimo ou nem se importam com suas ações de procriação. Isto pode ser causado porque seres humanos não são tão diferentes de outros animais não humanos como eles gostam de pensar. Como outros animais, somos produtos da evolução, todos com a programação biológica esperada para tais seres. Rust reconhece este obstáculo quando ele diz:

“Eu acho que o mais honroso para nossa espécie é negar nossa programação, parar de reproduzir. Caminhar de mãos dadas para a extinção uma última noite. Irmãos e irmãs que escolhem uma escolha crua.” [10]

É importante observar que anti natalidade, enquanto facilitador da extinção humana, é uma visão sobre um meio particular de extinção – chamada de não-procriação. Anti natalistas não tem comprometimento com suicídio ou “especiecídio”, conforme alguns de seus críticos incessantemente sugerem. Nada é perdido se não vier a existir. Contrariamente, cessar a existência possui um custo. Suicídio em particular é muito difícil, conforme Rust responde à pergunta de Marty: “Por que sair da cama todos os dias” com a afirmação de que “Não tenho o necessário para cometer suicídio” [11]. Assassinato e especiecídio carregam problemas morais adicionais, incluindo mas não se limitando a violar o direito daqueles que preferem não morrer.

Como um anti natalista, Rust Cohle demorou a ter esta opinião. Ele se tornou um anti natalista muito tarde para poupar sua filha de vir à existência. De fato, ele tomou a morte dela para si de forma a perceber o quão arrogante é infringir os riscos da existência a um filho. Ele está de fato errado quando diz que “para minha filha, ela me poupou do pecado de ser um pai.” [12] O pecado de ser um pai é um pecado de gerar uma criança, não o pecado de educar uma.

Alerta de Spoiler: Lamentavelmente, é correto inferir que Rust se afasta de sua anti natalidade ao final da primeira temporada. Certamente há uma evidência de um aumento de otimismo. Ele e Marty estão contemplando o céu noturno e Rust fala sobre “luz contra escuridão”. Marty, que não compartilha a visão crua de Rust, observa que “a escuridão tem muito mais espaço”. Rust inicialmente concorda, mas então se retrata. Na fala final da temporada ele diz: “Bem, antes havia somente escuridão. Se me perguntar, a luz está vencendo”.

David Benatar é Professor de Filosofia na Universidade da Cidade do Cabo, África do Sul. Ele é o autor de Better Never to Have Been: The Harm of Coming into Existence (Oxford, 2006) e The Second Sexism: Discrimination Against Men and Boys (Wiley-Blackwell, 2012).

Referências

[1] David Benatar, Better Never to Have Been: The Harm of Coming into Existence, Oxford: Oxford University Press, 2006.
[2] Michael Calia, “Writer Nic Pizzolatto on Thomas Ligotti and the Weird Secrets of ‘True Detective’, The Wall Street Journal, 2 Fevereiro 2014, http://blogs.wsj.com/speakeasy/2014/02/02/writer-nic-pizzolatto-on-thoma... (Acesso em 26 Fevereiro 2015).
[3] Michael Calia, “The most shocking thing about HBO’s ‘True Detective’”, The Wall Street Journal, 30 Janeiro 2014,http://blogs.wsj.com/speakeasy/2014/01/30/the-most-shocking-thing-about-... (Acesso em 23 Março 2015)
[4] I survey some of this evidence in Better Never to Have Been, pp. 64-69.
[5] True Detective, Episódio 2.
[6] Este argumento está presente no capítulo 4 do livro de David Benatar and David Wasserman: Debating Procreation: Is it Wrong to Reproduce?, New York: Oxford University Press, 2015.
[7] True Detective, Episódio 3.
[8] True Detective, Episódio 3.
[9] Michael Calia, “Writer Nic Pizzolatto on Thomas Ligotti and the Weird Secrets of ‘True Detective’”, The Wall Street Journal, 2 Fevereiro de 2014, http://blogs.wsj.com/speakeasy/2014/02/02/writer-nic-pizzolatto-on-thoma... (Acesso em 26 Fevereiro 2015).
[10] True Detective, Episódio 1.
[11] Ibid.
[12] True Detective, Episódio 2.



Se Rodrigo Bostantino emitir uma opinião, defenda o oposto

O Pateta ao lado do personagem da Disney
Pablo Villaça

Sujeito mata jornalista e cinegrafista diante das câmeras nos Estados Unidos. Infinitas questões podem ser levantadas pela tragédia: o efeito da falta de controle sobre armas de fogo nos EUA; o fato de que em 2015 houve mais de um tiroteio em massa POR DIA naquele país; o papel que a mídia desempenha ao fornecer vitrine a maníacos (e este, por exemplo, conseguiu o que queria, já que seu vídeo foi propagado nas redes); e assim por diante.

No entanto, para certo blogueiro da Veja, a questão "relevante" e que mereceu mais um de seus repugnantes posts foi "negros e gays também podem ser assassinos".

Como digo sempre: é MUITO BOM estar do lado oposto a esta gente da neodireita.

Nassif processa o pior elemento do país

Por que Nassif faz bem em processar um ministro do Supremo

Luís Nassif merece aplausos por processar Gilmar Mendes.

Sem citar seu nome, um gesto que revela maldade e covardia simultaneamente, GM caluniou Nassif em sua linguagem pomposa, solene e ridícula.

Não vale a pena reproduzir aqui os insultos de GM.

Basta dizer que Nassif fez o que deve fazer.

Você pode dizer: “Perda de tempo e de dinheiro. Ninguém é mais blindado que Gilmar na Justiça.”

Não faz mal.

O importante, no caso, é que Nassif lute pelo que é justo.

Citei algumas vezes, recentemente, o alemão Rudolf von Ihering, um jurista inovador do século 19.

Ihering demonstrou que a justiça não é algo estático e imobilizado. Ela é um organismo vivo, e só se modifica mediante a luta dos que buscam o seu direito.

Segundo a tese sábia de Ihering, você não tem apenas o direito de buscar justiça quando é injustiçado, como foi o caso de Nassif diante de GM.

Tem a obrigação, perante a sociedade.

Ainda que tudo termine bem para o ofensor, ele vai ser exposto e terá dor de cabeça.

É presumível que, se não agora, com o correr do tempo insultos como os proferidos por GM não mais serão tolerados pela justiça que hoje o protege.

Daí o dever.

Lula tem feito o que Ihering recomenda, e isso é inspirador. Em vez de simplesmente engolir calúnias, passou a acionar a justiça.

O caminho é pedregoso.

Recentemente, um juiz decretou que a calúnia proferida por Danilo Gentili sobre o atentado ao Instituto Lula era uma piada.

Wellington poderia dizer ao juiz: quem acredita nisso acredita em tudo.

Mesmo assim, mesmo protegido, dificilmente Gentili voltará a fazer piadas daquele gênero, nem com Lula e nem com ninguém.

É a sociedade que ganha.
Falta Dilma se movimentar. Ela tem uma excelente oportunidade agora com o depoimento de Youssef.

Na véspera da eleição, a Veja afirmou terminantemente, numa capa criminosa, que Youssef dissera que Dilma e Lula sabiam de tudo no chamado Petrolão.

Agora, essa farsa foi espetacularmente desmascarada na CPI da Petrobras, em que Youssef foi ouvido.

Youssef não afirmou nada. Disse que não pode afirmar se Dilma e Lula sabiam de alguma coisa. Declarou que jamais conversou com Lula sobre o assunto.

Foi tudo, vê-se, uma mentira monstruosa da Veja.

Se o golpe desse certo, Aécio ganharia e a Veja nunca seria cobrada. Ao contrário, com certeza receberia de Aécio dezenas de milhões em dinheiro público.

Dilma tem a obrigação, perante a sociedade, de processar a Veja. Basta comparar o conteúdo fictício da capa da eleição com a realidade crua das declarações de Youssef.

Os tribunais não vão mudar na inércia, mas sob pressão dos injustiçados.

No texto em que Nassif anunciou o processo, disse que ia testar a tese de que agora ninguém mais é favorecido.

Vejo as coisas sob outro ângulo.

O que ele vai fazer é ajudar a tornar realidade uma coisa – a igualdade perante a justiça – que hoje infelizmente não existe no Brasil.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

PSDB venceria qualquer eleição imaginária, aponta Ibope

Jornalismo Wando

PSDB vence todas as eleições hipotéticas. É um fenômeno eleitoral hipotético.

No futuro do pretérito eleitoral, Aécio venceria até em Minas Gerais.

35 deputados pedem afastamento do réu Cunha

Grupo de 35 deputados pede afastamento de Cunha 

247 – Um manifesto pedindo o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi assinado por 35 deputados federais e divulgado na tarde desta quinta-feira 27. O documento tem como base a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Cunha por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo Janot, o peemedebista recebeu ao menos US$ 5 milhões em propina no esquema de corrupção da Petrobras.

"A diferença de condição de investigado em um inquérito para a de um denunciado é notória. Neste caso, Cunha é formalmente acusado de ter praticado crimes. Com a denúncia do MP, a situação torna-se insustentável para o deputado, que já demonstrou utilizar o poder derivado do cargo em sua própria defesa", diz trecho do documento", que tem a adesão de parlamentares de oito partidos. O único correligionário de Cunha que defende seu afastamento é Jarbas Vasconcelos (PE).

O manifesto foi formulado no gabinete do PSOL da Bahia, com a presença de ao menos dez deputados. De acordo com os parlamentares que defendem a saída de Cunha do comando da Casa, a denúncia contra ele é "gravíssima". Cunha não quis comentar a reação dos colegas contra ele. "Não comento sobre isso, cada um tem direito de fazer o que quer", disse a jornalistas, quando questionado sobre o assunto.

Assinaram o pedido: Adelmo Carneiro Leão (PT/MG); Alessandro Molon (PT/RJ); Arnaldo Jordy (PPS/PA); Chico Alencar (PSOL/RJ); Chico D''Angelo (PT/RJ); Clarissa Garotinho (PR/RJ); Edmilson Rodrigues (PSOL/PA); Eliziane Gama (PPS/MA); Erika Kokay (PT/DF); Givaldo Vieira (PT/ES); Glauber Braga (PSB/RJ); Heitor Schuch (PSB/RS); Helder Salomão (PT/ES); Henrique Fontana (PT/RS); Ivan Valente (PSOL/SP); Jarbas Vasconcellos (PMDB/PE); Jean Wyllys (PSOL/RJ); João Daniel (PT/SE); Jorge Solla (PT/BA); José Stedile (PSB/RS); Julio Delgado (PSB/MG); Leonardo Monteiro (PT/MG); Leônidas Cristino (PROS/CE); Leopoldo Meyer (PSB/PR); Luiz Couto (PT/PB); Luiza Erundina (PSB/SP); Marcon (PT/RS); Margarida Salomão (PT/MG); Moema Gramacho (PT/BA); Padre João (PT/MG); Pedro Uczai (PT/SC); Sergio Moraes (PTB/RS); Silvio Costa (PSC/PE); Valmir Assunção (PT/BA); Waldenor Pereira (PT/BA).

Enquanto isso na CPI...


Mais do mesmo nos EUA

Capitalismo puro: 1% de ricos e 99% de pobres
De Vermont
Luis Fernando Verissimo

Estado de Vermont, nos Estados Unidos, é um pouco como o América Futebol Clube do José Trajano (cujo livro recém-lançado Tijucamérica é uma delícia de capa a capa): não ganha muitos campeonatos, mas é simpático, e o segundo time de todo o mundo. Vermont fica no leste dos Estados Unidos, na fronteira com o Canadá, e é famoso pela sua folhagem de outono e pela excentricidade dos seus eleitores. É o único Estado americano que já teve um governador socialista. E agora produziu um candidato a candidato do Partido Democrata nas próximas eleições presidenciais, Bernie Sanders, um “progressista” – que é o apelido que dão, lá, a quem é de esquerda – judeu, nascido no Brooklyn, mas que fez toda a sua carreira política em Vermont, chegando a senador pelo Estado. Sanders é a grande novidade na política americana.

A esquerda sempre teve candidatos nas eleições americanas, mesmo que a maioria da população nem fique sabendo quem são. O próprio Partido Comunista não deixa de sempre apresentar candidatos à presidência. O partido nunca foi prescrito nos Estados Unidos, embora digam que o que o mantém vivo são os agentes do FBI infiltrados nos seus quadros. (Seria fácil identificar os agentes: são os únicos que pagam suas mensalidades em dia.) A diferença entre Sanders e os candidatos semiclandestinos da esquerda protocolar é que Sanders tem atraído multidões a seus comícios e aparecido com destaque surpreendente nas pesquisas de intenção de voto. Ou seja: tem despertado a atenção que a esquerda, no passado, não teve nem em sonho.

Sanders fala de radicalizar o controle dos grandes bancos e do capital financeiro em geral e acabar com a festa do “um por cento”, como chamam a casta dos supermilionários que personificam, ao absurdo, a concentração de renda no país. Sua agenda social para amenizar a desigualdade é bem mais “progressista” do que a do Obama. Porém, ah porém. A mensagem de Sanders e sua repercussão são novas, mas não devem entusiasmar demais. Primeiro porque sua candidatura dificilmente sobreviverá à convenção do partido, onde a escolha do candidato se dá entre conchavos e sussurros e onde o dinheiro também manda. Segundo porque tem outro candidato a candidato fazendo o mesmo tipo de barulho, o Republicano Donald Trump, uma piada humana que também não chegará lá. O sucesso de Trump, de alguma maneira, desmoraliza o sucesso de Sanders. Seriam dois fenômenos passageiros, sem tração e sem futuro. Vamos ver.

Osasco, pena de morte e panelas


Hoje (20/08/2015) faz uma semana da chacina que deixou 18 pessoas mortas na região metropolitana de São Paulo, 15 em Osasco e três em Barueri. Num intervalo de duas horas, homens encapuzados "tocaram o terror" e exterminaram vidas arbitrariamente.

Alguns dos homicídios foram antecedidos pela famosa pergunta "tem passagem?". "Sim". "Pow!". Na semana anterior ao massacre foi morto um policial militar em Osasco, o cabo Admilson Pereira de Oliveira, e um guarda civil em Barueri.

Os "indícios", tratados de forma tão cuidadosa quando são crimes praticados por policiais, em contraste com os "suspeitos" amarrados em postes e outras barbáries contra jovens pobres e negros, enfim, os indícios levam evidentemente a crer que trata-se de uma vingança de policiais e guardas civis.

Aliás, uma reportagem mostrou que nas horas seguintes à morte do policial militar em Osasco, no dia 13, outras cinco pessoas foram exterminadas em condições semelhantes. Ou seja, não foram 18 vítimas, mas sim 23.

Fala-se em vingança. Vingança contra quem? Contra qualquer "suspeito" que estivesse na rua ou num bar da periferia de Osasco e Barueri. Contra quem "tivesse passagem" e também quem não tivesse. Contra os pobres, jovens, negros, que são desde sempre os alvos preferenciais das polícias no Brasil. A pena de morte está instituída há muito tempo nas periferias. Sem julgamento, direito de defesa, sem coisa alguma. Na periferia não existe Estado de Direito.

Apenas de janeiro a julho deste ano, foram 454 mortes praticadas por policiais militares em São Paulo, mais do que no mesmo período de 2014. E 2014 já foi o recorde dos últimos dez anos, com 816 assassinatos por policiais.

Por detrás dos números, estão vidas. Vidas ceifadas precocemente. Fernando Luiz de Paula era pintor desempregado. Eduardo Bernardino Cesar, de 26 anos, tinha saído para comprar um lanche. Não voltou. Presley Santos Gonçalves, da mesma idade, deixou dois filhos. Deividson Lopes Ferreira comemorava o emprego novo. Wilker Correa Osório voltava do trabalho para a casa e foi baleado sem mais.

Esses são cinco dos 23 mortos. Sem falar nos 454 só no primeiro semestre deste ano e nos 816 em todo 2014. Mas a dor do povo da periferia não sai no jornal. Imagine só se fossem 23 exterminados em bares da Bela Cintra. Caía a República. Panelas bateriam furiosas nas sacadas. Mas isso é só por "causas nobres", isto é, dos nobres.

Quando o assunto é o extermínio de jovens pobres e negros da periferia, reina a indiferença nas sacadas. Ou ainda os aplausos à barbárie e os selfies com a PM.

Mais uma vez, "o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina".

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Dom Coxote de la Sampa

Fonte

O pior de tudo

Pablo Capilé

O delator é um herói quando denuncia o governo e é um bandido confesso e corrupto quando denuncia Aécio Neves. É assim que a mídia brasileira trata a questão. Ontem Aécio foi acusado de receber propina e ninguém deu capa de jornal, nem matéria no Jornal nacional, nem escândalo nos grandes portais. E o pior de tudo é que os que mais tão apanhando morrem de medo de democratizar essa mídia vergonhosa!

Criminosos fardados impedem adolescentes de ir à praia no Rio

Definição de criminoso:

Criminoso

adjetivo substantivo masculino
1. que ou aquele que infringiu por ação ou omissão o código penal, cometendo crime; delinquente, réu.


Nunca o ridículo foi tão eficaz

Mobral incompleto 
Gilson Caroni Filho 

Não vou dizer que sinto saudades porque estaria mentindo. Mas a direita, a mesma que prega abertamente golpes e retrocessos, já teve quadros bem mais preparados. Cito Lacerda e Roberto Campos. Eram ideólogos qualificados. Na imprensa o golpe foi defendido por Carlos Heitor Cony (que se arrependeria rapidamente), Alberto Dines (que atualmente edita o Observatório da Imprensa), Nelson Rodrigues (o grande dramaturgo) e outros do mesmo calibre. Hoje, quem alimenta o discurso do ódio atende por Constantino, Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo e Merval Pereira. Mas não é pelo fato de o discurso elaborado ter dado lugar à piada grotesca que devemos subestimar seus efeitos e muito menos compartilhar o que escrevem. Nunca o ridículo foi tão eficaz.

UOL tira o nome de Aécio de título que o associa a propina

Diário do Centro do Mundo

O nome de Aécio foi suprimido num texto do UOL em que Youssef reafirma que o senador tinha um mensalão em Furnas.

Mas alguém fotografou o texto antes e depois, e a foto viralizou.

Delator Alberto Youssef reafirma na CPI que Aécio recebeu propina de Furnas

Viraliza no Twitter foto da Globonews em que delator acusa Aécio de receber dinheiro de corrupção
Diário do Centro do Mundo
O doleiro Alberto Youssef reafirmou nesta terça-feira durante depoimento à CPI da Petrobras que Aécio recebeu dinheiro de corrupção de Furnas, subsidiária da Eletrobras.

“Eu confirmo (que Aécio recebeu dinheiro de corrupção) por conta do que eu escutava do deputado José Janene, que era meu compadre e eu era operador dele”, disse o doleiro, segundo registro da Reuters.

Aécio não pôde ser imediatamente contatado para comentar o assunto, disse a Reuters.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Um tratamento para Aécio

Aécio de Oliveira Salazar
Fernando Morais
Em setembro de 1968 o ditador português Antônio de Oliveira Salazar, de 79 anos, sofreu uma trombose cerebral após um acidente doméstico. Sem condições de governar, foi afastado da presidência e substituído por Marcelo Caetano. Levaram Salazar para sua cidade natal, Santa Comba Dão, e lá montaram um falso gabinete para ele. Até morrer, dois anos depois, “despachava” como presidente, assinava falsos decretos, nomeava e demitia ministros abstratos, concedia audiências. Todos os envolvidos sabiam que se tratava de uma encenação. Menos o ditador, que morreu no dia 27 de julho de 1970 certo de que era presidente de Portugal.

Essa talvez seja a solução para a síndrome de presidente da república de que padece o senador Aécio neves desde as eleições do ano passado. Levem o rapaz para São João del Rey, montem para ele um gabinete presidencial com seguranças, secretarias, ministros, introdutores diplomáticos, faixa presidencial e tudo o mais a que tem direito, constitucionalmente, um presidente no exercício do cargo. Na hora que o surto passar deem alta para ele.

Governador do Rio imita Minority Report e prende pobres e pretos preventivamente

Para Pezão, se é jovem, preto e pobre, é ladrão

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse hoje (24) que a ação da Polícia Militar de retirar adolescentes de ônibus vindos de bairros da periferia em direção às praias da zona sul, neste final de semana, foi tomada para impedir crimes na orla, como arrastões. “Quantos arrastões nós tivemos, praticados por alguns desses menores?”, perguntou o governador. “Não dá para imaginar que o adolescente, em um ônibus, indo para praia, seja um adolescente que vai cometer atos infracionais. Não tem como saber, a não ser por adivinhação”, disse a defensora pública Eufrásia Souza das Virgens

Por Isabela Vieira Do Brasil

Pezão diz que retirada de jovens de ônibus é para impedir crimes nas praias
 
Pretos e pobres Detected
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse hoje (24) que a ação da Polícia Militar de retirar adolescentes de ônibus vindos de bairros da periferia em direção às praias da zona sul, neste final de semana, foi tomada para impedir crimes na orla, como arrastões. Segundo a Defensoria Pública do Rio, antes de chegar à orla, os adolescentes foram retirados dos ônibus que seguiam em direção à orla, em bairros como a Penha – onde fica o Complexo de Favelas do Alemão – , e levados para um centro de assistência social.

Segundo Pezão, desde o verão passado, com apoio do serviço de inteligência das polícias, jovens têm sido monitorados e impedidos de seguir viagem para as praias. Ele afirmou que a polícia “têm visto e mapeado com inteligência, toda essa movimentação de menores, desde o embarque nos ônibus”. O governador disse que, caso tenham ocorrido abusos nessa abordagem, “isso será corrigido”.

“Repercussão sempre dá. Dá quando [a polícia] não age e quando age. Quantos arrastões nós tivemos, praticados por alguns desses menores? Não estou falando que são todos os que estavam ali, mas tem muitos deles, mapeados, que já foram apreendidos mais de cinco, oito, dez ou 15 vezes, como na Central do Brasil”, afirmou Pezão, após evento no Palácio Guanabara.

Defensoria Pública

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro questionou a abordagem aos adolescentes e oficiou a Polícia Militar e a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima para que investiguem o caso e suspendam as abordagens. A defensora pública Eufrásia Souza das Virgens, coordenadora de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, esteve ontem (23) no abrigo para onde os meninos foram levados pela polícia e conversou com eles.

De acordo com a defensora, a decisão de retirar dos ônibus jovens pobres, em sua maioria negros, é um flagrante contra o direito de ir e vir e de lazer. “Não dá para imaginar que o adolescente, em um ônibus, indo para praia, seja um adolescente que vai cometer atos infracionais. Não tem como saber, a não ser por adivinhação”, disse. Ela considerou que a abordagem é uma forma de segregação e disse que, caso um dos meninos houvesse cometido ato infracional, ele deveria ter sido levado à delegacia e não a um abrigo.

“O que chegou até o momento é que eles foram levados porque, supostamente, foi entendido que estavam em situação de risco por irem à praia sem um adulto – o que não tem cabimento, para um menino de 15 e 16 anos”, disse a defensora.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar disse, em nota, que as ações preventivas feitas pela corporação têm por objetivo encaminhar para os abrigos da prefeitura crianças e adolescentes em situação de risco.”Muitos desses jovens, além de estarem nas ruas sem dinheiro para alimentação e transporte, apresentam condição de extrema vulnerabilidade pela ausência de familiares ou responsáveis. Todos os encaminhamentos são registrados em boletim de ocorrência, conforme recomendação expressa pelo Ministério Público no final do ano passado”.

O governador participou pela manhã de cerimônia em homenagem a atletas que ganharam medalhas nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, no Canadá. O Brasil ficou na primeira colocação no ranking, com 247 medalhas, sendo 109 de ouro e 74 de prata. Na ocasião, prometeu favorecer ações para atletas com deficiência por meio de leis de incentivo.
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Democracia Representativa

Ovelhas votam livremente 
Marco Aurélio Mello

A sociedade brasileira é majoritariamente urbana, mas a maior bancada é ruralista.

A sociedade brasileira é majoritariamente de trabalhadores, mas a maior bancada é de empresários.

A sociedade brasileira é majoritariamente católica, mas a maior bancada é evangélica.

A sociedade brasileira é majoritariamente pacifista, mas a maior bancada é a das armas.

A sociedade brasileira é majoritariamente negra, mas a maior bancada é branca.

A sociedade brasileira é majoritariamente feminina, mas a maior bancada é a dos homens.

Como posso acreditar em Democracia Representativa assim?

Aécio estuda assumir a China

Aécio se colocou à frente de tanques do exército comunista 
AEROPORTO DE XANGAI - Estupefato com os efeitos negativos da revolução cultural maoísta-bolivariana que há décadas degrada a China, Aécio Neves convocou a população para ir às ruas. "Chega de mentiras! A população não aguenta mais esse estelionato ditatorial. Chega de resultados negativos na Bolsa!", discursou, em mandarim, na Praça da Paz Celestial. "O Brasil aprendeu com a Petrobras que o capitalismo não pode coexistir com o comunismo", completou, pouco antes de alterar seu nome para Aécio Miao Miao.

Aécio apresentou um ideograma chinês como estrela-guia de seu plano econômico. "O símbolo 危機 significa 'crise', mas também pode designar 'oportunidade', 'liberalismo' ou 'recorram à ajuda oriunda de Minas Gerais'", discursou o Grande Irmão. "Para criar uma imagem impactante da implementação de nosso pacote liberal, pretendemos derrubar a Muralha da China. Mas é claro que vamos consultar os juristas do PSDB para saber se a implosão é possível", ressalvou, altivo. Em seguida, estudou a viabilidade de alterar a capital para a província praieira de Hainan, que tem a vantagem da já possuir um aeroporto. 

O PSDB mostrou um planejamento para que Aécio possa assumir as rédeas do Brasil, da China e da Grécia sem perder as sextas-feiras livres no Leblon. "O Senador gosta de delegar. Por isso, enviará Serra para ser seu representante na China e Alckmin para a Grécia. Comandará tudo por Skype. Isso é que é gestão inovadora", explicou Aloysio Nunes.

The Piauí Herald

É mais fácil o Vasco ser campeão do que haver um golpe

Pinta de campeão?
Por Paulo Nogueira

Alguns círculos progressistas na internet continuam assombrados com a possibilidade de um golpe.

Acoelhados, talvez seja a palavra correta.

É uma questão psicológica, sem nenhuma ligação com os fatos reais.

Quando a Globo anunciou que gostaria que o sucessor de Dilma fosse escolhido pelas urnas, foi porque os Marinhos perceberam que 2015 não é 1964.

Você teria um país virtualmente em guerra civil com um golpe. Do ponto de vista internacional, o Brasil voltaria a ser visto como uma República das Bananas.

Sem o patrocínio da Globo, as coisas se tornaram inviáveis para os golpistas. Não bastasse isso, uma peça-chave na trama, Eduardo Cunha, está hoje mais preocupado em escapar da cadeia e da multa de 80 milhões de dólares do que com qualquer outra coisa.

Se era um general da tropa do golpe, hoje é um recruta.

Tudo isso posto, os ânimos deveriam serenar. Mas basta FHC, Aécio ou Gilmar Mendes abrirem a boca para os corações progressistas dispararem.

Então, numa derradeira tentativa de tranquilizar as pessoas, recorro a uma imagem futebolística: é mais fácil o Vasco ser campeão do que haver um golpe.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Dilma vai fechar dez ministérios. Justiça deve ser o primeiro

Conversa Afiada sugere que Presidenta feche o Ministério da Justiça.

Não serve pra nada.

Ou melhor, serve à sedição.

A PF do  é desgovernada, independente, autônoma, não responde a ninguém – cada delegado é um ministro do Supremo, pode até grampear mictório de preso e não lhe acontece nada … – e tem inclinação partidária – seus membros são aecistas.

Seu diretor-geral tentou impedir a deflagração da Operação Satiagraha, como o ansioso blogueiro descreverá minuciosamente em seu próximo livro.

PF da Dilma é pior do que a PF do Fernando Henrique.

A PF do zé se tornou o Quartel General da sedição!

Se fechar o Ministério da Justiça, a Presidenta terá a possibilidade de refundar, do chão, uma PF republicana!

Como era, nos bons tempos do delegado Paulo Lacerda!

Além do mais, o titular da pasta da Justiça não acrescenta um misero voto na Câmara ou no Senado à base do Governo.

O zé não lidera ninguém!

O zé não se elegeria vereador em São Paulo.

Não tem votos para ir além da Câmara de Vereadores, onde atingiu o limite superior de sua capacidade – e iniciou sua suave peregrinação pelos corredores da Globo.

Seria uma baita economia para o ajuste do Levy: fechar o Ministério da Justiça.

Só vai fazer falta à Vara do Moro.




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