sexta-feira, 24 de março de 2017

O fim do emprego

Um dias os pobres não terão nada para comer a não ser os ricos 

Vladimir Safatle

Nunca na história da República o Congresso Nacional votou uma lei tão contrária aos interesses da maioria do povo brasileiro de forma tão sorrateira. A terceirização irrestrita aprovada nesta semana cria uma situação geral de achatamento dos salários e intensificação dos regimes de trabalho, isto em um horizonte no qual, apenas neste ano, 3,6 milhões de pessoas voltarão à pobreza.

Estudos sobre o mercado de trabalho demonstram como trabalhadores terceirizados ganham, em média, 24% menos do que trabalhadores formais, mesmo trabalhando, em média, três horas a mais do que os últimos. Este é o mundo que os políticos brasileiros desejam a seus eleitores.

Nenhum deputado, ao fazer campanha pela sua própria eleição em 2014, defendeu reforma parecida. Ninguém prometeu a seus eleitores que os levariam ao paraíso da flexibilização absoluta, onde as empresas poderão usar trabalhadores de forma sazonal, sem nenhuma obrigatoriedade de contratação por até 180 dias. Ou seja, esta lei é um puro e simples estelionato eleitoral feito só em condições de sociedade autoritária como a brasileira atual.

Da lei aprovada nesta semana desaparece até mesmo a obrigação da empresa contratante de trabalho terceirizado fiscalizar se a contratada está cumprindo obrigações trabalhistas e previdenciárias. Em um país no qual explodem casos de trabalho escravo, este é um convite aberto à intensificação da espoliação e à insegurança econômica.

Ao menos, ninguém pode dizer que não entendeu a lógica da ação. Em uma situação na qual a economia brasileira está em queda livre, retirar direitos trabalhistas e diminuir os salários é usar a crise como chantagem para fortalecer o patronato e seu processo de acumulação. Isto não tem nada a ver com ações que visem o crescimento da economia.

Como é possível uma economia crescer se a população está a empobrecer e a limitar seu consumo?
Na verdade, a função desta lei é acabar com a sociedade do emprego. Um fim do emprego feito não por meio do fortalecimento de laços associativos de trabalhadores detentores de sua própria produção, objetivo maior dos que procuram uma sociedade emancipada.

Um fim do emprego por meio da precarização absoluta dos trabalhos em um ambiente no qual não há mais garantias estatais de defesa mínima das condições de vida. O Brasil será um país no qual ninguém conseguirá se aposentar integralmente, ninguém será contratado, ninguém irá tirar férias. O engraçado é lembrar que a isto alguns chamam "modernização".

De fato, há sempre aqueles dispostos à velha identificação com o agressor. Sempre há uma claque a aplaudir as decisões mais absurdas, ainda mais quando falamos de uma parcela da classe média que agora flerta abertamente com o fascismo.

Eles dirão que a flexibilização irrestrita aumentará a competitividade, que as pessoas precisarão ser realmente boas no que fazem, que os inovadores e competentes terão seu lugar ao sol. Em suma, que tudo ficará lindo se deixarmos livre a divina mão invisível do mercado.

O detalhe é que, no mundo dessas sumidades, não existe monopólio, não existe cartel, não existem empresas que constroem monopólios para depois te fazer consumir carne adulterada e cerveja de milho, não existe concentração de renda, rentismo, pessoas que nunca precisarão de fato trabalhar por saberem que receberão herança e patrimônio, aumento da desigualdade. Ou seja, o mundo destas pessoas é uma peça de ficção sem nenhuma relação com a realidade.

Mas nada seria possível se setores da imprensa não tivessem, de vez, abandonado toda ideia elementar de jornalismo.

Por exemplo, na semana passada o Brasil foi sacudido por enormes manifestações contra a reforma da previdência. Em qualquer país do mundo, não haveria veículo de mídia, por mais conservador que fosse, a não dar destaque a centenas de milhares de pessoas nas ruas contra o governo.

A não ser no Brasil, onde não foram poucos os jornais e televisões que simplesmente agiram como se nada, absolutamente nada, houvesse acontecido. No que eles repetem uma prática de que se serviram nos idos de 1984, quando escondiam as mobilizações populares por Diretas Já!. O que é uma forma muito clara de demonstrar claramente de que lado sempre estiveram.

Certamente, não estão do lado do jornalismo.

O que a Lava Jato fez pelo Brasil

Sindicato dos Roedores processa Rodrigo Janot

Janot processa blogueiro que o chamou de “rato”
Do Conjur, através do DCM:

Após ter chamado o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de rato, um youtuber — que não tem mil seguidores inscritos em seu canal — virou alvo do Ministério Público Federal. O órgão entrou com uma ação penal contra o blogueiro chamado de Rodrigo Pilha, nesta quinta-feira (23/3).

Além do pedido de indenização por danos morais pelo que considera uma injúria, o MPF, chefiado por Janot, também solicitou abertura de um processo pelo fato de Pilha ter dito que o PGR fez uma reunião com parlamentares para fechar acordo de não investigar o presidente Michel Temer e alguns senadores.

No dia 12 de fevereiro, o youtuber publicou no perfil que mantém em diversas redes sociais um vídeo em que afirmou que o PGR havia se reunido com o senador Romero Jucá em um restaurante em Brasília, com o propósito de fechar um acordo para evitar que o presidente da República Michel Temer e senadores fossem investigados e processados.

O episódio foi investigado no âmbito de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado na Procuradoria da República no Distrito Federal (PR/DF), após representação do próprio Rodrigo Janot.

Na ação, o procurador da República Raphael Perissé Rodrigues Barbosa afirma que, durante as investigações prévias, ficou comprovado que o encontro mencionado pelo blogueiro “jamais ocorreu”, assim como a participação do procurador-geral em quaisquer tratativas que tivessem o objetivo de dificultar investigações envolvendo altas autoridades.

(…)

Fala que eu te escuto



Wadih Damous denuncia mais um crime de Sérgio Moro

Damous: Moro tem traços de sociopata e age como torturador do DOI-Codi

247 – O deputado Wadih Damous (PT-RJ), que já presidiu a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio de Janeiro, publicou um novo vídeo, em que acusou o juiz Sergio Moro, de usar a Polícia Federal como uma polícia política contra seus adversários.

Ele se referia ao caso do blogueiro Eduardo Guimarães, que foi alvo de condução coercitiva e teve seus equipamentos apreendidos, e disse que Moro age como um "fora da lei".

Ele também afirmou que o juiz paranaense tem traços de sociopata e o comparou aos torturadores Brilhante Ustra e Paulo Malhães, da ditadura. Damous se referia ao fato de Moro ter desqualificado Eduardo Guimarães, em seu "pedido de desculpas" – no documento, Moro disse que Guimarães foi logo entregando a fonte e, portanto, não poderia ser considerado um verdadeiro jornalista.


"Não é papel de juiz fazer considerações morais sobre cidadãos", diz ele. Damous lembrou que Guimarães tem uma filha com paralisia cerebral e que já enfrenta situações de fragilidade emocional.


Sergio Moro: Sempre fora da lei!

Vem pra rua!


Dez coisas boas sobre a terceirização que não te contam

Fernando Horta

Dez coisas boas sobre a terceirização que não te contam:

1) os terceirizados não precisarão se preocupar com a reforma da previdência, não irão contribuir e nem se aposentar. É uma preocupação e uma luta a menos. 

2) você pode abrir um restaurante sem contratar um único garçom ou cozinheiro, pode abrir uma clínica médica sem contratar um único médico ou enfermeiro. Se você tiver capital pode fazer o que quiser. 

3) Será o fim dos chatos "call centers" pois a resposta será sempre "este é um problema da terceirizada, favor entrar em contato com eles" 

4) em pouco tempo o sistema de saúde do Brasil se normalizará pois trabalhador terceirizado que se acidentar não terá qualquer assistência, e o número de óbitos ajudará sobremaneira nosso conturbado sistema de saúde. 

5) todos os que hoje pagam direitos trabalhistas irão demitir imediatamente o que causará a curto prazo milhões de vagas de empregos! 

6) Todo brasileiro com mais de 18 anos terá que ter um cnpj! Seremos um país de empreendedores! 

7) Não há mais motivo para hostilizar motoristas do Uber, somos todos Uber. De verdade. 

8) O mercado vai regular a qualidade dos serviços! Podemos esperar para médio prazo que tudo no Brasil passe a ter uma mistura da qualidade das empresas de telefonia junto com os planos de saúde! 

9) Vamos economizar com a redução drástica do custo de manutenção da justiça do trabalho. Ela continuará existindo porque parlamentares continuam com suas carteiras de trabalho assinadas, mas afora eles, ninguém mais precisará. 

10) Receber salário será realmente uma alegria única, uma vez que você saiba que entre os terceirizados quase 40% têm rotineiramente seus vencimentos atrasados ou simplesmente não pagos. Você dará muito mais importância ao seu salário!

Enfim se você tem dinheiro e não precisa trabalhar a terceirização é a melhor coisa que poderia ter lhe acontecido!

Se..

O casarão em escombros

Luis Felipe Miguel

Nos últimos meses, tive várias vezes um sonho parecido, em que eu entrava num casarão em ruínas. Não sou versado em Freud, mas para mim está claro que esse casarão é o Brasil. Estamos vivendo nos escombros da ordem política que começamos a instituir com a Constituição de 1988.

Fui formado numa tradição marxista que garantia que a história estava ao nosso lado. Que "A história é um carro alegre/Cheio de um povo contente/Que atropela indiferente/Todo aquele que a negue", como na canção de Pablo Milanés e Chico Buarque de Hollanda. Eu achava que tinha superado essa concepção há tempos, mas, pelo tamanho da frustração e do pasmo que sinto diante do retrocesso que vivemos, percebo que ela nunca me abandonou. É difícil evitar o desânimo quando tudo realmente parece desabar, quando os mecanismos de produção da passividade e do conformismo se mostram tão eficientes, quando deixamos de lado o projeto de avançar e mesmo não recuar mais já parece um objetivo sem esperanças.

Sei que esse desânimo também é uma armadilha, uma maneira de nos manter congelados no momento atual, mas é difícil não se render a ele quando é tão gritante o descompasso entre o assalto a nossos direitos, a nossas conquistas, e a resposta que somos capazes de dar. A terceirização é o exemplo mais cabal. A classe trabalhadora vai mesmo assistir inerte à destruição da legislação que dava a ela um mínimo de garantias? Já não estava na hora de uma verdadeira greve geral?

Como me recuso a acreditar que alguém engula a defesa bizarra que é feita da terceirização - aquele burguês cínico, Guilherme Afif Domingos, disse que "agora todo operário será um empresário" -, julgo que impera um tipo de fatalismo. A ideia de que o mundo social é imposto sobre nós e nós não temos como agir sobre ele. Essa compreensão, que gera um círculo vicioso, pois produz uma inação que só reforça a crença fatalista, é sempre posta em marcha nos momentos em que a dominação social está despida de qualquer máscara e exposta em sua crueza. É a ideologia do feudalismo, do escravagismo e, não por acaso, dissemina-se sob o governo Temer.

Por isso, a fúria com que os donos do poder respondem a cada ato de resistência. Por isso, o cuidado da mídia em escondê-los. Para além de sua consequência direta, a resistência tem o efeito subversivo de mostrar que é possível resistir. É isso que, apesar de todo o desânimo, não podemos perder.

Gosto muito de uma tirinha da Mafalda, em que meu xará Felipe lê uma inscrição no pedestal de uma estátua, descrevendo o herói como “lutador incansável” – e pensa que não há mérito nisso, pois difícil mesmo é “estar cansado e continuar lutando”. Esse é o nosso momento, de combater em meio ao cansaço. Não porque a história esteja do nosso lado, mas porque a história está em aberto: somos nós, mulheres e homens, que a fazemos. Se nós abrirmos mão da luta, aí sim, a história estará do lado deles.

PS. Greve geral já!


quinta-feira, 23 de março de 2017

Vazador Geral da República quer processar Rodrigo Pilha






João Doria torra dinheiro dos otários paulistanos em propaganda no Uruguai

Flavio Gomes·

E então, não mais que de repente, percebemos que o dinheiro do contribuinte paulistano está pagando por propaganda em placas de publicidade de um jogo do Brasil no Uruguai. O prefake vai dizer que algum empresário comprou o espaço e doou para a cidade. A patuleia vai acreditar e bater palmas para o gênio de marketing.

Vantagens da terceirização


Protesto na casa do deputado federal Eduardo Cury (PSDB), carrasco dos trabalhadores

Sérgio Moro é o herói dos brasileiros que odeiam o Brasil

O Brasil de Moro odeia o Brasil
Renato Rovai

Sérgio Moro é um sujeito que se tornou um produto. Não é incomum nos dias de hoje. Aliás, muito mais normal do que parece.

Executivos formados em MBAs se vêem como empresas. Eles fazem para si projeções de tempo de vida, período que estarão no auge, quanto conseguirão lucrar por cada real investido numa nova língua ou diploma, não fazem amigos, mas network. E são capazes de desenvolver longos papos à beira de uma piscina tratando disso.

Médicos também se enxergam como empresas. Um garoto classe média alta não sonha mais com o juramento de Hipócrates no dia da formatura, mas com o quanto irá conseguir amealhar nos seus 10 primeiros anos de formado. Se a família não é rica, ela investe na profissão do filho tudo o que tem. Sabendo que lá na frente vai ter o devido retorno, porque seu filho não optará por ser médico da família. Ele vai ser um especialista, que dá muito mais grana.

De alguma forma, boa parte dos projetos de vida dos brasileiros de uma certa faixa social vem se orientando nos últimos tempos não por uma missão, um projeto coletivo ou algo que de brilho a sua história de vida. Mas por algo muito mais objetivo, realizar-se economicamente.

Ontem me lembrava de As Invasões Bárbaras, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2004. À época ele já constatava essa virada. Essa mudança de perspectiva no Canadá. De uma geração que se encantava por literatura, música e poesia, para ara uma outra completamente mercadista. Cujo símbolo do sucesso era estar entre os melhores de Wall Street.

Mas e agora? Será que ainda estamos nessa onda que chegou mais tarde no Brasil? Sim e não se misturam. Não se pode nem afirmar nem negar. Mas ao mesmo tempo é preciso prestar mais atenção em Sérgio Moro. Não no homem, que é suas circunstâncias  e fraquezas. Mas no símbolo.

Quem é esse sujeito que mobiliza alguns milhões de brasileiros? O que ele pensa? O que defende? Do que ele resulta? Por que ele age como se estivesse acima de todas as dúvidas? Por que ele se arrisca em manobras que parecem não fazer sentido como a condução coercitiva de Eduardo Guimarães como testemunha?

Moro não é um idiota e nem um desequilibrado, mas tampouco é um gênio.

Ele é um filho aplicado dessa geração que acredita numa meritocracia classista. Onde a marca de uma roupa define o ser envolvido por ela. Onde o tipo de perfume vale mais do que a dignidade. Onde a sala de estar não tem livros, mas bibelôs comprados em Miami. De uma geração que daria tudo para viver o American Dreams  e que, no fundo, odeia o Brasil.

É um pouco disso que se trata. Moro é a encarnação deste outro style. Deste pedaço de Brasil que não se reconhece no samba, no Carnaval, na feijoada, na carne seca, na capoeira, nas cantigas de roda, no futebol, no falar alto no meio da rua, que não toma cerveja em copo de boteco, que não usa bermuda e sequer gosta de roupas claras.

O homem de preto, como bem lembrado pelo colega Rodrigo Vianna, é o símbolo deste novo Brasil sonhado por um Brasil que odeia o Brasil. Não é a justiça que Moro alardeia que encanta uma parte dos encantados por ele. Até porque, boa parte é corrupta, canalha, picareta, como se pode ver a cada delação e a cada operação da PF.

O que encanta é que Moro, no imaginário, é este anti-brasileiro. É aquele que faz valer um jeito de ser que rejeita o símbolo representado por Lula. É no jogo desses símbolos que reside a disputa imaginária dos dias que seguem. Um pouco como em Invasões Bárbaras. E não há nada que indique que teremos vitoriosos.

Sérgio Moro deve ser preso ou internado num hospício?

José Geraldo Couto

"Moro argumenta ainda que o fato de o blogueiro ter respondido às questões durante depoimento indica que ele desconhecia seus direitos como jornalista, não podendo, portanto, ser identificado como um deles. "Um verdadeiro jornalista não revelaria jamais sua fonte", diz o juiz em nota."

Quer dizer, o juiz detém o sujeito ilegalmente, apreende seus documentos e equipamentos, constrange-o a revelar sua fonte e, depois de obter o que queria, diz: "viu como ele não é jornalista? se fosse, não falaria."

Agora eu pergunto: é ou não é coisa de "O alienista" ou de "O processo"?

Museu dos Direitos


A bosta de país em que vivemos e, em breve, morreremos

Fernando Horta

Deixa ver se entendi ...

Então temos no Brasil uma esquerda que se diz "de verdade" e que não aceita o resto da esquerda.

Temos partidos de esquerda pedindo ao resto "autocrítica", do alto de seus cinco filiados e seis correntes internas.

Temos as feministas que não se juntam com os "esquerdo-machos" porque afinal as diferenças me definem e as semelhanças me oprimem.

Temos o pessoal dos "direitos humanos" que não se importam com a história da "mais-valia" porque isto é coisa "antiga" e ultrapassada e o mundo evoluiu.

Temos os trabalhistas que denunciam o "populismo" (???) pedem "renovação de lideranças". Por isto também não se juntam ...

Temos uns "intelectuais" de esquerda que adoram culpar o tal "pobre de direita" por tudo, como se pobre pudesse se dar ao luxo de ter viés político.

Temos os "intelectuais" que não aceitam que se defenda o emprego porque afinal isto é defender a oligarquia e o imperialismo, e eles "riem" dos que fazem isto, no Facebook, claro.

Temos a esquerda "política" que defende uma certa concertação com partidos golpistas para não perder "cargos na mesa" ou "cargos de confiança" que servem para "fortalecer o partido".

Temos uma parte da comunidade negra que não aceita o uso de "símbolos" culturais por causa da tal "apropriação" e por isto não marcham junto com brancos afinal "temos problemas muito diferentes e cada um com a sua luta".

Temos sindicalista que se preocupa só em ganhar eleição para o sindicato. Se a justiça der multa pela greve ele se apavora e pede para todo mundo parar. Na próxima eleição faz conchavo para se manter no "sindicato", com o mínimo de política, por favor.

Temos professor que acha bom a terceirização, até usa Uber, porque afinal o importante é o "livre mercado", mas quando passam lei admitindo o "notório saber" aí se emputece. Não faz greve porque "não quer repor aula em janeiro, afinal quando irei para praia?"

Temos o pessoal do campo que é morto que nem mosca, apanha mais que carne fraca e ninguém se preocupa porque eles "não tem consciência de classe" ...

Depois de tudo isto você vem perguntar porque não se consegue resistir ao golpe e aos desmanches?
nunca houve, na história, movimento social que enfatizasse o que nos separa e não o que nos une.

Enquanto ficam se "empoderando" e se "co-constituindo", demarcando seus "espaços da fala" e questionando as "legitimidades epistemológicas" somos todos aniquilados.

Nos convenceram que somos um monte de "minorias" cada uma delas com seus problemas ... e não vemos que somos absoluta maioria sofrendo todos com os mesmos problemas.

A modernização do Brasil

José Geraldo Couto

— Como é que a gente faz pra voltar aos tempos da acumulação primitiva de capital, também chamada de escravidão, e fazer o povo engolir isso sem atrapalhar?

— É simples: convoca uns economistas bem-pagos e uns jornalistas vendidos pra chamar de "modernização".

Ronaldo Caiado é o mais sério e honesto político do Brasil, diz site "Ranking dos políticos"

Demóstenes afirma que Cachoeira financiou Caiado
31 DE MARÇO DE 2015

Goiás247 - O procurador de Justiça e ex-senador cassado Demóstenes Torres acusa o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, de ter sido financiado pelo contraventor Carlos Cachoeira nas campanhas que disputou à Camara Federal nos anos de 2002, 2006 e 2010. Segundo Demóstenes, as digitais da contravenção seriam facilmente identificadas com uma investigação nas contas de material gráfico, transporte aéreo e gastos com pessoal. As afirmações estão contidas em artigo publicado na edição desta terça-feira (31) do jornal Diário da Manhã, de Goiânia.

Demóstenes diz que Caiado era amigo de Cachoeira e médico do filho do contraventor, que recorre em liberdade de uma condenação de primeira instância a mais de 39 anos de prisão pela Operação Monte Carlo, deflagrada em 2012 e que resultou na cassação de Demóstenes e na CPI do Cachoeira, que não teve resultados concretos. "Ronaldo, fazia sim, parte da rede de amigos de Carlos Cachoeira, era , inclusive, médico de seu filho. Mas não era só de amizade que se nutria Ronaldo Caiado, peguem as contas de seus gastos gráficos, aéreos e de pessoal, notadamente nas campanhas de 2002, 2006 e 2010, que qualquer um verá as impressões digitais do anjo caído. Siga o dinheiro.

Demóstenes cita ainda um suposto "esquema goiano" que teria financiado a campanha do presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), e outros integrantes da chapa, que elegeu ao governo potiguar a então senadora Rosalba Ciarlini. "Caiado não ousou me defender, me traiu, mas, em relação a Agripino Maia, figura pouquíssimo republicana, disse que ele merece o benefício da dúvida. Poucos sabem, mas o político potiguar e seus companheiros de chapa em 2010 foram beneficiados pelo "esquema goiano", com intermediação de Ronaldo Caiado.

O senador cassado diz ainda que Caiado intercedeu em favor do delegado aposentado da Polícia Civil de Goiás, suposto operador de jogos ilegais, para que Cachoeira abrisse espaço para a ampliação de suas operações ilegais: "Ronaldo Caiado é chefe de um dos mais nocivos vagabundos de Goiás, o delegado de polícia civil aposentado Eurípedes Barsanulfo, que era o melhor amigo de Deuselino Valadares, o delegado de polícia federal que fez um 'relato', segundo Carta Capital, onde me acusava de ser beneficiário do jogo do bicho. Esse relato jamais apareceu oficialmente, mas serviu para que o PSOL dele se utilizasse para representar-me perante o Conselho de Ética do Senado. No final do ano passado, o jornal Diário da Manhã, de Goiânia , publicou uma matéria assinada em que acusa o dito delegado de ter forjado o documento a mando de um seu chefe político. Quem era ele? Ronaldo Caiado, todos sabem. Aliás, Eurípedes Barsanulfo, este sim, era prócer das máquinas caça-níqueis em Goiás. Ronaldo uma vez, inclusive, me pediu para interferir junto a Carlos Cachoeira para ampliar a atividade de Eurípedes no jogo ilícito."

Demóstenes faz críticas severas ao comportamento do ex-aliado, que qualificou-o como "grande decepção" à Coluna Radar, de Veja, o que terias motivado a reação: Ronaldo é um mitômano e tem um comportamento dúbio, às vezes tíbio, às vezes dissimulado. Na tribuna oscila. É sintomático o caso Garotinho. Ronaldo o acusa de formação de quadrilha, é o que está unicamente nas redes sociais; Garotinho o acusa de ser traíra por ter me abandonado; Caiado volta à tribuna e pede arreglo à Garotinho. Os dois últimos vídeos desapareceram das redes sociais."

E ainda mandou uma advertência: "Me deixe em paz, senador. Continue despontando para o anonimato. É o seu destino. Não me move mais interesses políticos. Considero vermes iguais a você Marconi Perillo e Iris Rezende. Toque sua vida, se fizer troça comigo novamente não o pouparei. Continue fingindo que é inocente e lembre-se que não está na sarjeta porque eu não tenho vocação para delator"

Laia a íntegra do artigo.

Ronaldo Caiado: uma voz à procura de um cérebro

Fiz uma opção íntima, à partir das turbulências que enfrentei , de permanecer em silêncio até que a justiça desse o veredito final e me aclamasse inocente, como de fato sou. Já obtive duas liminares no STF e uma no STJ, suspendendo os processos contra mim, porque, na verdade, fui vítima de um grande complô, que , ao final, será desnudado. Jamais desejei vir a público expor meu enredo antes que houvesse uma decisão definitiva sobre a licitude da prova contra mim forjada e mesmo sobre o conteúdo desta ,ou seja, não me recuso a enfrentar o mérito das escutas, ainda que elas sejam ilegais.

Sofri toda espécie de acusação, pilhagem intelectual e moral, deserções e contrafações, a tudo resisti porque as esvaziarei.

Mais que as decisões de instâncias superiores, há várias verdades iniludíveis. Jamais fui acusado de desviar qualquer centavo público: ninguém diz que roubei valores de estradas, pontes, hospitais, escolas... Nada.

Uma perícia realizada pelo próprio Ministério Público, e jamais oficialmente divulgada, assevera que eu poderia ter um patrimônio 11 por cento maior do que possuo; prova de que não há enriquecimento ilícito, que o apartamento que financiei junto ao Banco do Brasil teve todas as parcelas pagas em débito de conta corrente, cujo único abastecimento é o salário que percebo e com mais 27 anos de prestações restantes. A insinuação de que tinha conta corrente no exterior sucumbiu, nada sequer passou perto de ser comprovado e nas garras da imprensa continuo, vez por outra, sendo arranhado. Aliás, todos os membros do Ministério Público que me molestam têm um padrão de vida superior ao meu e muitos com gostos idênticos. Não os acuso de nada, mas por que então o que eles possuem é legal e o que eu tenho não?

A acusação que pesava contra mim era ser amigo de Carlos Cachoeira. Era não, sou. Não vivo como Lula e José Dirceu, nem como um monte de hipócritas. Não devo e não temo.

Clamei da tribuna, que me investigassem, que me dessem o direito de defesa e do contraditório, tudo em vão. Em um processo sumário fui execrado e humilhado, o que não acontece com os parlamentares envolvidos na operação lavajato , que contribuíram para o desvio de bilhões de dólares dos cofres da Petrobras. O PT e os governistas me enxovalharam no intuito de melar o julgamento do mensalão. O PSDB resolveu salvar Marconi Perillo, que gastou uma fortuna dos cofres públicos para custear sua absolvição. Os "éticos" do Senado viram uma oportunidade para se livrarem de quem os retirava do noticiário cotidiano nacional. O Judas Ronaldo Caiado reinventou a tese de que não existem traições de pessoas e sim de princípios e que para isso estava autorizado a qualquer coisa com algum alcance moral, inclusive trair, à semelhança de Hitler, Mussolini, Stalin e tantos outros degenerados. Viu aí uma oportunidade para soerguer-se politicamente. Bastava afundar-me no buraco e, prazenteiramente, o fez.

Hoje, lamentavelmente, saio do ostracismo a que me tinha recolhido para enfrentar declarações dadas ao "painel" da revista Veja, em que o senador por Goiás, Ronaldo Caiado, afirma que sou uma grande decepção em sua vida e um traidor.

Confesso que surpreendi-me. Ronaldo fez uma campanha em que aproveitou meu número, 251, e o meu slogan "defender Goiás". Jamais fez qualquer pronunciamento sobre mim, mesmo na presença de correligionários seus que às vezes me atacavam entendendo que isso granjearia votos junto à claque.

Nesse período, mandou vários recados na tentativa de "tranquilizar-me", sem obter resposta e num dia, quando não era ainda candidato, encontrou-me num estabelecimento comercial chamado "Jerivá", quando eu saía do banheiro, e tentou conversar comigo, bem risonho, o que mereceu uma esquiva de minha parte.

Ronaldo é um mitômano e tem um comportamento dúbio, às vezes tíbio, às vezes dissimulado. Na tribuna oscila. É sintomático o caso Garotinho. Ronaldo o acusa de formação de quadrilha, é o que está unicamente nas redes sociais; Garotinho o acusa de ser traíra por ter me abandonado; Caiado volta à tribuna e pede arreglo à Garotinho. Os dois últimos vídeos desapareceram das redes sociais.

Mas, enfim, Caiado se passava como uma espécie de irmão mais velho pra mim, falava da afinidade de nossas teses, que era um conservador não beligerante, pra isso não poupando sequer seus antepassados, e que desejava um futuro liberal para o Brasil.

Ronaldo, fazia sim, parte da rede de amigos de Carlos Cachoeira, era , inclusive, médico de seu filho. Mas não era só de amizade que se nutria Ronaldo Caiado, peguem as contas de seus gastos gráficos, aéreos e de pessoal, notadamente nas campanhas de 2002, 2006 e 2010, que qualquer um verá as impressões digitais do anjo caído. Siga o dinheiro.

Caiado não ousou me defender, me traiu, mas, em relação a Agripino Maia, figura pouquíssimo republicana, disse que ele merece o benefício da dúvida. Poucos sabem, mas o político potiguar e seus companheiros de chapa em 2010 foram beneficiados pelo "esquema goiano", com intermediação de Ronaldo Caiado.

Ronaldo Caiado é chefe de um dos mais nocivos vagabundos de Goiás, o delegado de polícia civil aposentado, Eurípedes Barsanulfo, que era o melhor amigo de Deuselino Valadares, o delegado de polícia federal que fez um "relato", segundo "Carta Capital", onde me acusava de ser beneficiário do jogo do bicho. Esse relato jamais apareceu oficialmente, mas serviu para que o PSOL dele se utilizasse para representar-me perante o conselho de ética do Senado. No final do ano passado, o jornal Diário da Manhã de Goiânia , publicou uma matéria assinada em que acusa o dito delegado de ter forjado o documento a mando de um seu chefe político. Quem era ele? Ronaldo Caiado, todos sabem. Aliás, Eurípedes Barsanulfo, este sim, era prócer das máquinas caça-níqueis em Goiás. Ronaldo uma vez, inclusive, me pediu para interferir junto a Carlos Cachoeira para ampliar a atividade de Eurípedes no jogo ilícito. Simplesmente, disse a ele, como era verdade, que desconhecia a prática de ilicitudes por parte de Cachoeira.

Ronaldo Caiado é um oportunista. Muitos que vivem fora de Goiás devem imaginar que ele é um coerente, uma figura emergida dos anseios das ruas, um puritano. Qual o quê! Na atividade política é um profissional de lupanar. Dois fatos podem elucidar seu caráter de Fouché. No primeiro, em 2006, Caiado me incentivou a ser candidato a governador. Quando minha candidatura fez água, ainda em agosto, ele pode ser visto acompanhando tanto o candidato Maguito ,quanto o outro, Alcides. No pior declínio moral, chegou a ser filmado no palanque da candidata Vanusa Valadares, mulher do hoje prefeito Eronildo Valadares em Porangatu. Portanto, quadrúpede que é, tinha suas patas, simultaneamente, em 3 canoas.

Ano passado sua degradação se expandiu. Ronaldo Caiado, no afã de ser candidato a Senador ao lado de Marconi Perillo, foi atrás de Aécio Neves e Agripino Maia(este dependente financeiro de Perillo) para que eles compusessem a chapa com coerência nacional, apesar de todo histórico de desavenças com o carcamano. Um pouco mais vexatório, mandou a própria esposa num evento na cidade de Americano do Brasil, onde a apedeuta, além de usar a palavra, pregou o voto em Perillo, alegando que ele era um grande estadista e que esperava sua reeleição para o bem de Goiás. Relembre-se: quem teve negócios com Cachoeira foi Perillo, eu não.

Resumo da ópera: o tenor recusou os apelos da mezzosoprano e mandou o barítono procurar rumo. Ronaldo acabou nos braços de Iris Rezende a quem tinha acusado ,toda a vida, de ser um corrupto diante do qual os demais se afigurariam "trombadinhas".

Nessa sua linha vesga de assinalar uma coisa e fazer outra, Ronaldo Caiado deseja a extinção do DEM a fim de se filiar ao PMDB de Íris Rezende por um motivo muito simples: ambiciona estar em uma agremiação que lhe dê estrutura para disputar o governo de Goiás. Na fusão do DEM com o PTB irá para o PMDB, possibilidade constitucionalmente aceita de adesão partidária. Irá, oficialmente, se opor. Parecerá até o fim um coerente, um habanero puro. Seguirá as ordens de seu chefe político ACM Neto, que financiou sua última campanha em Goiás e que lhe assegurou, caso perdesse a eleição, o confortável posto de secretário de saúde em Salvador, em cuja região Caiado costuma passar suas férias às expensas da empresa OAS.

Quem pensa que Ronaldo Caiado é espontâneo se engana. Tudo é meticulosamente calculado. Por que ele não veio para as ruas de Goiânia na passeata e preferiu São Paulo? Porque em Goiânia seria vaiado. E por que São Paulo? Porque era mais fácil de mentir. O desafio a mostrar uma filmagem dele no meio dos manifestantes na avenida Paulista em São Paulo. Só aparecem coisas periféricas. Tirou uma fotografia com uma camiseta fascista - não porque Lula não mereça vaias, as merece mais que os demais- e deu motivos para uma gritaria justa em favor de um injusto. Como é do seu caráter, estava simulando caminhar na passeata. Nesse aspecto , se assemelha ao Deputado Federal goiano Giuseppe Vecci que participou da passeata em Goiânia por ser um ilustre desconhecido, apesar de eleito. Ironia: Vecci desfilou porque é uma nulidade da sombra, Caiado se absteve por ser uma do sol. Parece que o tesoureiro-mor,Jaime Rincon, chefe da agência goiana de obras públicas, também fez evoluções pela passarela.

Ronaldo Caiado foi um dos relatores da reforma política na Câmara dos Deputados, sempre alegou que sua motivação era a coerência política, que a prática demonstrou não ser o seu forte. Ele diz que gostaria de ter um embate com Lula na eleição pra presidente da república. Eu acho que seria ótimo, os dois se equivalem moralmente. Um já foi desmascarado , o outro poderá sê-lo amanhã.

Um dia, no meu escritório político no setor sul, em Goiânia, houve um telefonema entre Ronaldo Caiado e o hoje conselheiro do Tribunal de contas dos municípios de Goiás, Tião Caroço. Este trazia uma notícia que transtornou o Senador, que disse então aos berros: "avisa ao Marconi que eu vou resolver com ele da forma que ele quiser, no braço, na faca, no revólver". Esse episódio se tornou público e gerou os maiores desgastes para o fanfarrão, que pra minha surpresa repeliu tudo. Um dia, me contando a história, negou que havia falado isso, se esquecendo que eu era a testemunha ocular.

Pois agora, Ronaldo Caiado, quero ver se você é homem mesmo. Nos mesmos termos que você mandou oferecer ao frouxo Marconi Perillo, eu me exponho.

Me lembro da veneração ,que quando criança, meu pai tinha pelo grande Emival Caiado e pelo seu pai o advogado Edenval Caiado, que se envergonharia de ver que um filho seu foge à luta.
Você diz em seus discursos que Caiado não rouba, não mente e não trai. Você rouba, mente e trai.
Talvez o meu silêncio tenha sido entendido por você como um sinônimo de covardia, de pusilanimidade. Essas palavras não existem no meu dicionário. Não posso dizer que você seja um mau-caráter, pois você simplesmente não o possui. É , na verdade, um espécie de Zelig oportunista e bravateiro.

Você deveria ir pra Brasília em seu cavalo branco, estacioná-lo na chapelaria do Senado e subir à tribuna para fazer o que já faz: relinchar, relinchar.

Me deixe em paz Senador. Continue despontando para o anonimato. É o seu destino. Não me move mais interesses políticos. Considero vermes iguais a você Marconi Perillo e Íris Rezende. Toque sua vida, se fizer troça comigo novamente não o pouparei. Continue fingindo que é inocente e lembre-se que não está na sarjeta porque eu não tenho vocação para delator. Tome suas medidas prudenciais e faça-se de morto.

Ano passado deu-se o centenário do nascimento de Carlos Lacerda e uma horda de hipossuficientes passou a rotular a qualquer um de lacerdista, que para eles é apenas alguém estridente e barulhento. Ronaldo Caiado diz que se inspira em Lacerda.Mentira, Lacerda foi tradutor de Shakespeare, foi o primeiro brasileiro a romancear um quilombola, falava e escrevia como um clássico. Demoliu presidentes e adversários. Eleito governador foi sem sombra de dúvidas o melhor gestor da Guanabara. Ronaldo Caiado jamais conseguiu terminar de ler um livro. Por sua formação francesa, o mais perto que chegou do fim foi" o menino do dedo verde" , mas o achou muito "profundo". 

Ronaldo Caiado é só uma voz à procura de um cérebro.

Demóstenes Torres é ex-senador e procurador de Justiça

Que fazer?

Claudio Daniel

Pensar em eleições na atual situação política do Brasil significa covardia, falta de compreensão da realidade, superstição legalista e republicana e legitimação do golpe de estado. Único caminho agora é o da lenta preparação de uma insurreição popular organizada nas cidades e no campo, que destrua o estado burguês e todas as suas leis e instituições.

O crime organizado impresso

Clique na imagem para AMPLIAR a vergonha de ter nascido no Braziu

Luis Felipe Miguel

Uma das evidências mais evidentes (sim, o pleonasmo é proposital) do viés da mídia é sua insistência em pautas que já foram desmoralizadas, desde que continuem servindo para desgastar determinadas pessoas. 

A Folha de S. Paulo, como se vê, continua alegremente a alardear que o Itaquerão foi um "presente para Lula", embora o estádio, como todo mundo sabe, não tenha sido um presente (uma vez que a empreiteira cobrou, e muito, pelo serviço) e não seja do ex-presidente, mas do Corinthians. 

Continua também com a história de que a Odebrecht comprou um terreno para a sede do Instituto Lula, ainda que se saiba que o terreno não foi comprado pela Odebrecht, mas por outra empresa, e que nele não está sendo construída a sede do Instituto Lula, mas uma revenda de automóveis. 

Até agora, as denúncias contra Lula oscilam entre as inconsistentes e as risíveis. Podem mostrar uma camaradagem excessiva com os donos do poder econômico, lamentável para um líder popular, mas nada que conste do código penal. A única coisa que está suficientemente provada é a vontade absoluta que procuradores, juízes e a mídia têm de condenar o ex-presidente, custe o que custar.

2017


“Guerra é paz. Liberdade é escravidão. Ignorância é Força.”

“Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado”

"As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter padrões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas."

“Enquanto eles não se conscientizarem, não serão rebeldes autênticos e, enquanto não se rebelarem, não têm como se conscientizar.”

"Num tempo de engano universal, dizer a verdade é um ato revolucionário."

"Ver aquilo que temos diante do nariz requer uma luta constante."

"... se quer uma imagem do futuro pensa numa bota esmagando um rosto humano para sempre..."

Resumo


Parabéns, idiotas

Paulo Preto

A empresa contratante da mão de obra terceirizada junto à empresa que vende mão-de-obra só passa a responder por dívidas trabalhistas se a empresa que vende terceirizações tiver bens a penhorar e não tiver “sumido” do mapa.

Uma escola por exemplo, só indeniza um professor se a empresa que colocou esse professor nessa escola puder ser acionada na Justiça.

Uma escola dificilmente desaparece. Mas é muito fácil abrir e fechar uma empresa de terceirização para vender mão de obra escrava, ops, mão de obra assalariada a outras empresa e depois fechá-la e nunca mais ser encontrada. Ou alegar não ter bem algum para uma penhora.

Está legalizado também a contratação indiscriminada da pessoa jurídica e, assim, sem qualquer direito trabalhista: Férias, 13°, FGTS, aviso prévio…

Tem mais

Hoje , o trabalho temporário é limitado a 180 dias, mas passa a ser de nove meses ou, se houver convenção coletiva, prorrogar-se sem limites. Um temporário eterno. Ou emendar um bico temporário atrás do outro.

Os patrões só se divertem. 

Os empregados só se fodem. Ainda mais.

Agora agradeça aos coxinhas que foram à Paulista vestidos de CBF Agradeça aos patos paneleiros.
Se é que você não é um deles.

Acabaram com o país e com a dignidade de um povo. Parabéns, idiotas

quarta-feira, 22 de março de 2017

Terceirização selvagem vai quebrar a Previdência de verdade

Laura Carvalho
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Sustentar a Previdência passa necessariamente por manter altos níveis de emprego e formalização. A prioridade parece não ser nenhuma das duas coisas.

Aprovaram agora o PL da terceirização: imaginem um mundo de trabalhadores contratados como Empreendedores Individuais, contribuindo apenas 5% sobre o salário mínimo para a Previdência. E o empregador, nada.

Em meio a todo esse debate, um PL que pode reduzir a base de arrecadação do sistema e elevar o tal rombo na Previdência no curto prazo. Interessante.

Governo de golpistas criminosos restabelece a escravidão e joga o Brasil na lata de lixo do mundo

 Fim da CLT: terceirização geral é aprovada
Câmara aprova projeto de terceirização que precariza de vez o mercado de trabalho no Brasil, permitindo que todas as atividades-fim de uma empresa sejam terceirizadas; com isso, patrões poderão contratar seus funcionários sem garantias como férias, décimo-terceiro, licença-maternidade, abono salarial e outros direitos trabalhistas; trabalho temporário também foi ampliado de 3 para 9 meses com o projeto aprovado nesta noite; 231 deputados aprovam o texto, contra 188 que votaram "não" e 8 abstenções; projeto foi apresentado durante o governo FHC e já foi aprovado pelo Senado, portanto segue agora apenas para a sanção de Michel Temer

247 - Sob a presidência de Rodrigo Maia (DEM-RJ), a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira 22 o projeto de lei que regulamenta a terceirização no Brasil, permitindo que ela seja praticada na atividade-meio e na atividade-fim.

Deputados da base de Michel Temer argumentavam no plenário que o projeto criaria empregos, enquanto os da oposição protestavam, alegando que o projeto retira direitos históricos conquistados pelos trabalhadores.

O texto precariza de vez o mercado de trabalho no Brasil, permitindo que todas as atividades de uma empresa sejam terceirizadas, inclusive a principal. Numa escola, por exemplo, até os professores poderão ser contratados de forma terceirizada.

Com isso, patrões poderão contratar seus funcionários sem garantias como férias, décimo-terceiro, licença-maternidade, abono salarial e outros direitos trabalhistas. O trabalho temporário também foi ampliado de 3 para 9 meses.

Na primeira votação, com 275 votos a 28 e 46 abstenções, foi rejeitado dispositivo do texto do Senado e mantido trecho da redação da Câmara, sobre trabalho temporário, para deixar claro que essa modalidade poderá ser usada nas atividades-fim e nas atividades-meio da empresa.

Na segunda votação, 231 deputados aprovam o texto-base do projeto de lei, contra 188 que votaram "não" e 8 abstenções. O projeto foi apresentado durante o governo FHC e já foi aprovado pelo Senado, portanto segue agora, após as votações dos destaques, apenas para a sanção de Michel Temer.
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