terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Desde quando se faz jornalismo pelo ânus?


Fábio de Oliveira Ribeiro 

O assunto é sério. Portanto, merece ser tratado com o devido rigor:

No século XIX o jornalista norte americano John B. Bogart cunhou a frase que todo mundo aprende no pré-primário do jornalismo: "se um cachorro morde um homem, não é notícia, se um homem morde um cachorro, é". https://goo.gl/dXYcx3

Ao exibir ao vivo seu ânus na TV a musa do golpe de 2016 estimulou reações curiosas. A que mais me chamou atenção partiu da esquerda moralista. Há bem pouco tempo a esquerda defendeu com vigor a liberdade de expressão quando a direita moralista atacou um espetáculo teatral em que vários artistas exibiram os respectivos ânus.

Como plataforma política, o moralismo aproxima a esquerda da direita. A distância entre os extremos diminui na proporção inversa da grande repugnância que alguns sentem ou afirmam sentir pelo órgão considerado indigno.

A reação ao ânus de Ju Isen ilustra perfeitamente o oportunismo, profundidade e correção de um vídeo de Marcelo Adnet https://goo.gl/UvPAvi. O caminho mais curto entre o intestino e a boca passa pelo debate moralista acerca do ânus.

Nosso país segue sendo desmanchando por Michel Temer como se fosse o cu do mundo. Embriagada de tanto consumir informação irrelevante, a população brasileira não reage. De fato, desde que conseguiram derrubar Dilma Rousseff os telejornalistas só fazem uma coisa: apoiar a “penetração estrangeira”. A metáfora neste caso se ajusta bem à imagem de país que domina a cena política.

Michel Temer quer entregar o petróleo e as terras brasileiras aos estrangeiros. ¡No problemo! Os jornalistas evitam estimular o nacionalismo ou se limitam a provocar reações moralistas sobre temas que não podem afetar a agenda política. O ânus de Ju Isen certamente será muito politizado. Tão politizado quanto o sexo ao vivo na piscina do Big Brother. Enquanto perdem o foco, os brasileiros vão perder seu petróleo e seu território.

Perdemos a oportunidade de transformar o Brasil num país de primeiro mundo. Ganhamos de presente imagens inesquecíveis transmitidas ao vivo por redes de TV sem compromisso público algum.

A musa do Impedimento querer mostrar seu ânus não chega a causar surpresa. Ela mesmo disse que tem uma cabeça muito boa, o que quer que isto signifique. O que surpreende é a consolidação do golpe e a desnacionalização do Brasil ocorrer no exato momento em que um ânus se torna o centro das preocupações televisivas. Ju Isen teve que virar para mostrar seu órgão excretor e o operador de câmera fez um close digno de um Oscar. A cena foi narrada como se fosse um furo jornalístico.

Gostemos ou não a cena registra mais do que mostra. A exibição ao vivo do ânus de Ju Isen é uma prova da decadência do jornalismo brasileiro. De fato, o operador de câmera mostrou algo bastante trivial: a anatomia de Ju Isen não é diferente da anatomia das outras pessoas. O ânus dela está no lugar certo e, apesar de ter sido pintado, cumpre a mesma função biológica. Se a musa do Impedimento não tivesse ânus, o furo jornalístico seria digno de um Pulitzer.

Sem querer Isen conseguiu entrar para a história do jornalismo. Ela fez algo inimaginável: mostrou que após o golpe de 2016 os telejornalistas passaram a ter o ânus onde costumavam ter apenas as cabeças vazias. Não por acaso eles defecam diariamente no respeitável público defendendo um governo indefensável.

Ju Isen também conseguiu revelar uma contradição profunda e interessante. Os jornalistas brasileiros defendem o golpe de 2016 porque o que é bom para os EUA (o neoliberalismo) também é bom para o Brasil. Todavia, o axioma do norte-americano John B. Bogart deveria ser mas não é suficientemente bom para os telejornalistas brasileiros. Só por isso o ânus de Isen mereceria receber um Troféu Juca Pato de jornalismo investigativo.

Do intestino para a boca

Moro blinda Cunha para blindar Temer

Alex Solnik

O juiz Sergio Moro é um funcionário público. Apesar de não ter sido eleito, deve prestar satisfações à sociedade brasileira, tal como os políticos, que o foram. Por isso, ele deveria vir a público explicar esse caso de "dois presos, duas medidas".

Vejam bem vocês como são as coisas. Antes de ser preso, Eduardo Cunha era o maior vilão do Brasil. Faltou pouco para os mais distraídos pensarem tratar-se de um novo Bandido da Luz Vermelha ou o Tião Medonho redivivo.

Ministros do STF gastavam horas enumerando as acusações de extorsão, chantagem, venda de medidas provisórias, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e dezenas de outros delitos.

A comparação mais bondosa que se fazia dele era com o mau caráter do seriado "House of Cards".

No entanto, bastou ir para o xilindró para ele sair das manchetes. Ele próprio teve que se esforçar para não ser esquecido, publicando uma carta aberta ao juiz Sergio Moro na "Folha" e enviando perguntas incômodas, muitas das quais foram censuradas por Moro.

Ou não se tem notícias porque a investigação a seu respeito parou ou ela continua, mas as notícias, como a exportação de carne em lata para a África não são vazadas para a mídia, ao contrário do procedimento usual desde o início da Operação Lava Jato.

O que parece é o seguinte. Cunha foi retirado de cena e em seu lugar foi coroado outro vilão, o outrora simpático Sérgio Cabral, para distrair a plebe, agora carimbado diariamente como o maior ladrão da República de todos os tempos, aquele que usou o helicóptero 1 milhão de vezes para descansar no fim de semana, aquele que comprou todas as joias do mundo, o insaciável, o abusado, aquele que cobrava 5% das obras, aquele cujo cabelo foi cortado e que sempre aparece em traje de presidiário de Bangu 8. Por coincidência, tinha ligações com os governos Lula e Dilma.

Já em Curitiba, Cunha, apesar de preso, mas em Curitiba, surgiu em público, na audiência com o juiz Sergio Moro com o mesmo corte de cabelo de sempre, aparado e não cortado, camisa limpa e bem passada, gravata elegante, um terno na estica e certamente com o perfume de sempre. Por coincidência, tem ligações com o governo Temer.

Se falar o que sabe Cabral pode potencialmente comprometer Lula; se Cunha falar o que sabe enterra o governo Temer.

Esse parece ter sido o ponto fundamental na escolha das prioridades. Expor Cabral cada vez mais como o bandido número 1, porque uma população viciada em telenovelas não pode viver sem vilões e esconder Cunha o mais possível, de modo que o esqueçam e ele esqueça Temer.

O noticiário negativo, intermitente e bombástico sobre Cabral serviu para atingir, potencialmente, Lula e Dilma, num período em que, coincidentemente, Lula aparece em primeiro lugar em todas as pesquisas para 2018 e blindar Temer esvaziando o espernear de pernas de Cunha.

Não é mais nem o caso de discutir se Moro está ou não está blindando Temer, isso ficou demonstrado quando ele censurou perguntas de Cunha que comprometem o governo atual em vez de, como um juiz soberano, permitir que a população conheça as entranhas do poder que é por ela sustentado.

Moro blinda Cunha para blindar Temer.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Entenda as conexões nebulosas entre José Yunes e Michel Temer

Entenda as conexões nebulosas entre José Yunes e Michel Temer que envolvem off-shores suspeitas investigadas no Panamá!!

O símbolo do governo Temer é o c* da musa do impeachment

O símbolo do governo Temer é o aparelho excretor da musa do impeachment 
Por Paulo Nogueira

Neste Carnaval da anticonsagração de Temer, me peguei pensando em qual é a cara, o rosto do governo. O símbolo, enfim.

Os fatos se incumbiram de me ajudar.

A cara do governo é o aparelho excretor da musa do impeachment.

Para quem gosta de palavras mais diretas, é o c… da musa, tal como exposto em rede nacional: deprimente, vulgar, indecente. Igualzinho à mídia que colocou Temer no poder com uma campanha criminosa contra Dilma com seu jornalismo de guerra.

É até engraçado ver os comentaristas pró-patrões desembarcando dele. Josias de Souza, por exemplo, disse que Temer se meteu em más companhias, e por isso se autoimolou.

Mas um momento: ele sempre andou com as mesmas pessoas, de Jucá a Eduardo Cunha. Não apareceu nenhum novo nome nas relações de Temer. Ele pode e deve ser acusado de muitas coisas, mas não de surpreender: a turma de Temer foi sempre a mesma. Aos 75 anos, ele a vida toda se pautou na política por uma mediocridade constante, longeva e altamente suspeita.

Sabíamos todos, os golpistas em primeiro lugar, que o governo Temer seria ruim. O que as pessoas não esperavam é que fosse tão ruim.

FHC chamou-o de pinguela, uma ponte precária, tosca. O problema é que essa ponte levou para o aparelho excretor da musa. É urgente que este governo seja agora excretado.

Temer não reúne mais as mínimas condições de chegar a 2018. Na teoria, é pouco tempo: já estamos em 2017. Mas na prática é uma eternidade.

É imperioso convocar eleições diretas. Para reconduzir o país a uma situação de próspera concórdia, só alguém com a legitimidade do voto. Milhões e milhões deles.

Não podemos — nós, o Brasil — ficar mais tempo na condição de c… da musa.

Urnas já.

Pinga com Limão

O que realmente aconteceu na entrega do Oscar de melhor filme


Pablo Villaça

O que ocorreu ontem no palco do Kodak Theater, durante o anúncio da categoria Melhor Filme, foi um erro lamentável - mas que não pode ser atribuído a Warren Beatty, que, para seu azar, acabou se tornando a face pública de um tropeço imperdoável de bastidores.

Os votos do Oscar são contados há décadas pela respeitada PricewaterhouseCooper (acho que acertei; sempre confundo e fico na dúvida se é Pricecooper Waterhouse). O procedimento é tão rigoroso que eles não fazem a tabulação digitalmente, mas MANUALMENTE. Até hoje, imprimem todas as cédulas de votação (que são preenchidas pela Internet) e contam categoria por categoria os mais de 6.000 votos.

Na noite da cerimônia, dois funcionários da empresa levam maletas contendo os 24 envelopes com os resultados: uma das cópias é entregue aos apresentadores no momento em que entram no palco; a outra funciona como um backup e fica nas mãos do funcionário da PwC. Enquanto os vencedores são anunciados, o envelope backup é aberto nos bastidores e conferido para confirmar que o nome certo foi lido; caso o errado seja anunciado, o auditor interfere e corrige na mesma hora. (Assim, ninguém pode simplesmente mudar o nome na hora, como insistem em falar os boateiros sobre o ano em que Jack Palance anunciou Marisa Tomei como Atriz Coadjuvante por "Meu Primo Vinny".)

O que houve esta noite: alguém entregou o envelope errado a Warren Beatty. É possível ler, em dourado, "Best Actress in a Leading Role escrito do lado de fora do envelope vermelho. Inicialmente, pensei que este tivesse sido o mesmo aberto por Leonardo DiCaprio; porém, como Emma Stone afirmou que o envelope com seu nome estava em sua posse, podemos concluir que o backup foi colocado nas mãos de Beatty.

Ao abrir o envelope, ele leu as palavras "Emma Stone - La La Land" e congelou. Verificou se não havia outro cartão, começou a anunciar e parou. Faye Dunaway riu, achando que o amigo fazia graça ("You're impossible", podemos ouvi-la dizer). Ainda sem saber o que fazer, Beatty mostrou o cartão a ela, que, sem entender o que havia acontecido, anunciou La La Land no microfone.

Neste ponto, quando a transmissão corta para a reação dos "vencedores", podemos ouvir baixinho Beatty dizer "Houve um erro. Dizia Emma Stone".

Na live que fiz aqui no FB (está em duas partes; a segunda, referente à confusão, está em https://www.facebook.com/pablovillaca01/videos/1034103673361525/), percebi que havia algo errado no momento em que vi um produtor entrar no palco e começar a pegar os envelopes de todos. Este foi um momento histórico para os cinéfilos.

Dito isso, por mais que julgue La La Land superestimado e tenha apreciado a vitória de Moonlight, a equipe de Damien Chazelle não merecia ter passado por isso: foram do céu ao inferno em questão de segundos e na frente de todo o planeta.

E também lamento pela equipe de Moonlight, cujo momento de celebração foi comprometido pelo embaraço de uma situação impossível.

Boçalnaro pode se tornar o ícone da classe média boçal e ser a zebra de 2018

Carta Capital

Lula e a zebra. Zebra?

por Mauricio Dias

As pesquisas mostram a ascensão do ex-presidente. E também de Jair Bolsonaro, que ameaça tornar-se o preferido da classe dita média

Embora seja cedo demais para afirmações irrevogáveis, principalmente quanto às apostas eleitorais, talvez não seja inteiramente descartável, pela distância do tempo, acreditar nos números apresentados pelas pesquisas sobre a disputa presidencial no próximo ano.

O crescimento da intenção de voto espontânea em Lula, à esquerda, pulou de 11,4%, em outubro de 2016, para 16,6% agora. Magnífico para ele. Este salto não se previa. Mais surpreendente, no entanto, foi o avanço, à direita, de Jair Bolsonaro, deputado federal com domicílio eleitoral no Rio de Janeiro. Dobrou a intenção de voto nele. De 3,3% escalou para 6,5%. Bolsonaro será mesmo a “zebra” em 2018?

Na medida em que a direita radicaliza, ela também se desfaz. Derrete como neve ao sol, o que se comprova pela queda de voto espontâneo, mais sólido do que a votação estimulada com o nome dos prováveis candidatos, na comparação entre outubro do ano passado e fevereiro de 2017.

A radicalização, neste caso, está na tendência das reformas, preparadas para anular direitos e sufocar a população mais pobre. Como, aliás, já vem ocorrendo.

A reação dos movimentos sociais contra o programa do governo, a exemplo das reformas da Previdência e Trabalhista, é implacável. Ao atirar para baixo, o governo e aliados acertam o próprio pé. A pesquisa CNT/MDA também aponta as dificuldades dos candidatos da direita.

Aécio Neves caiu de 3,1% para 2,2%; Michel Temer desceu de 3,0% para 1,1%; e Geraldo Alckmin, de 1,9% para 0,7%. E a indefinida ambientalista Marina Silva? Tinha 2,4% e caiu para 1,8%. Esfumou-se.

Os resultados de agora podem refletir apenas um passeio radical do eleitor conservador. Ou seja, o voto vai e depois volta.  

Somente Bolsonaro está fortalecido. Ele passa a ser a expressão da direita com a qual, no entanto, tem divergências. Uma delas é sobre a venda da Petrobras. É a boa herança da caserna. Em contrapartida, tem posições insuportáveis à luz da democracia.

Apoia a tortura como meio para obter informações. Além disso, cultiva intolerável preconceito contra as mulheres. As feministas devem provocar urticárias no machão. Um misógino ultrapassado. A pesquisa comprova: ele tem baixo porcentual de voto entre as mulheres, e elas têm 52% do total de votos no País.

Confronto simulado, entre o metalúrgico e o capitão, aponta resultados curiosos. Vamos a eles: no item “escolaridade” Lula (16,8%) perde para Bolsonaro (20,7%) entre os eleitores com curso superior; há empate numérico entre os dois (20,4%) no grupo de eleitores com renda acima de 5 salários mínimos; no Sudeste, os 14,4% de intenção de voto em Bolsonaro aproximam-se dos 17,5% de Lula; no Sul, Lula mantém o mesmo porcentual e amplia a diferença para 5,1%.

Os números podem transformar Jair Bolsonaro em ícone da classe média brasileira.

O fracasso do governo golpista

Luis Felipe Miguel

O desemprego está aumentando. O poder aquisitivo dos salários, diminuindo - hoje o valor médio pago na indústria é menor do que o da China. Milhões de pessoas voltaram a ficar abaixo da linha de pobreza.

Isso não é um retrato do fracasso do governo golpista. É o indício de que ele está conseguindo fazer o que se propôs: fragilizar a classe trabalhadora.

O passo seguinte é a abolição das leis trabalhistas, que é o que significa a famosa "prevalência do negociado sobre o legislado". Trabalhadores fragilizados, cercados por um exército de reserva crescente, serão compelidos a trocar direitos por emprego, na "livre negociação" entre Golias e Davi. Lembrando: Davi só ganha na história bíblica. Fora dela, pode apostar em Golias, que é barbada.

Para completar, a "reforma do ensino médio" institucionaliza o apartheid educacional no Brasil e retira dos trabalhadores até mesmo a esperança da mobilidade social individual.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Doria vai lançar o "Corujão da Eutanásia"

Sem a previdência e sem condições de trabalhar, os brasileiros teriam que apodrecer como moradores de rua, mas não se preocupe! Dória vai lançar o "Corujão da Eutanásia", uma solução para aqueles que por idade ou por doença não tenham mais valor ao sistema capitalista.

A americanização do Brasil

Nilson Lage

A moça vestiu um colante apertado com o desenho e as cores da Bandeira e se agachou diante da câmera, expondo os fundilhos que, por acaso ou como programado, rasgaram, mostrando, por décimos de segundo, o mesmo que mostraria em mim, na caríssima leitora ou na rainha da Inglaterra.

Um menino de colégio, na hora, talvez, achasse graça. Gente de boa-fé teria pena da infeliz. As redes sociais, povoadas por infantis marmanjos, rejubilam-se porque a moça, figura disponível da TV, disputou minutos de fama na onda promocional do impeachment de Dilma Rousseff, antes de decair para outros papéis ridículos em programas de auditório de emissoras de segunda linha.

Isso me irrita bastante, não pela exibição proctológica, mas porque me desanima de dizer coisas menos pueris a esses mesmos bobos delirantes.

Na verdade, para mim, tudo é absurdo, a começar pela banalização do que mereceria resguardo, como as sessões plenárias do Supremo Tribunal Federal ou o hino de Francisco Manuel da Silva, tocado a torto e a direito, entre urros das arquibancadas, em jogos de borrabotas com viralatas. 

Venho de antes da americanização do Brasil. Sou apenas um velho de uma classe em extinção, para quem a Bandeira Nacional é símbolo augusto que nos deve trazer à lembrança a grandeza da Pátria – aquele pano que, quando o povo o conduz em seu direito, devemos todos contemplar com respeitoso afeto,

Foi assim que me ensinaram e lamento que não mais seja.

Os vivaldinos...

Cláudio Guedes

Doria, o quase palhaço neotucano, o que se fantasia de gari e não cuida da limpeza básica da cidade que administra, quando é atacado nas suas aparições no carnaval paulistano grita viva Lula, viva o PT.

É um artista, um vivaldino, um homem do mercado, trabalha em cima de pesquisas, estão colocando na cabeça dele que é o cara a bater o Lula em 2018.

Será? Uma coisa é enrolar SP, berço da tucanada, da hipocrisia na política, da classe média que se julga acima da política, dos batedores de panela de Higienópolis, Indianópolis e Alto de Pinheiros, que convivem com a corrupção malufista & tucana há décadas, mas juram de pé junto que o PT é o partido mais corrupto do mundo.

Outra coisa é o Brasil, sua imensidão Rio, MG, o nordeste: Bahia, Ceará e PE.

Mas é sempre um perigo, oportunistas cinco estrelas - é o caso - sabem escalar e este tem muita ambição, grana e imagem poderosa, falsa, mas convincente para muitos.

Doria, pegou uma onda em 2016, surfou, com ajuda do Moro e da Globo, para bater o melhor prefeito que SP já teve em décadas, quer continuar a aproveitar a onda, mas tem um calcanhar de Aquiles: sua ambição.

Terá problemas, muitos, no PSDB, pois sua tentativa de ser o anti-Lula deve estar incomodando muito seu padrinho principal, o opus-dei Alckmin, e o mineiro Aécio - estou em todas as delações - Neves, que ainda ambicionam o planalto em 2018.

É preciso acertar a hora para pegá-lo no pulo, é só cercá-lo com cuidado e atenção, está na prefeitura para fazer negócios & privatizações, levantar grana para seu poderoso círculo de amigos e parceiros e vai cometer erros, algo mais ou menos assim como os vigaristas que o usurpador levou ao poder central e estão caindo, um a um, mais rápido do que muitos imaginavam.

Ei você aí, o Temer vai cair!



"Ei, você aí. O Temer vai cair. O Temer vai cair. É golpista, é ladrão. Ele jamais ganharia a eleição. Ele é vampiro de capa de gibi. O Temer, Temer, Temer. O Temer vai cair"

Aécio Presidente, Vice Adão

Superintendente da RedeTV pede demissão após mostrar ânus da "musa do impeachment" ao vivo



Do estadão, através do DCM:

Elias Abrão, superintendente da RedeTV!, anunciou no Twitter, neste domingo, 26, seu pedido de demissão.O irmão da apresentadora Sonia Abrão exibiu ao vivo o ânus da modelo Ju Isen durante o programa Bastidores de Carnaval, na sexta, 24.

A gafe ganhou repercussão nas redes sociais. “Amigos, bom dia. Errei feio com o Hulk [uma referência à pintura corporal verde de Ju Isen]. Já pedi meu desligamento da RedeTV!. Às vezes pesamos a mão, sem pensar ou ponderar. Abraços”, escreveu Abrão em seu perfil do Twitter na madrugada deste domingo.

A cena de nudez explícita aconteceu durante uma entrevista da repórter Léo Aquilla, que pediu para Ju mostrar sua pintura. Ao agachar, a câmera acabou mostrando mais do que devia.

(…)

Veja mais:

Paulo Pimenta e Wadih Damous ao vivo

Turista escocês diz à Globo que já ouviu muito Fora Temer no carnaval


SP 247 - Um turista escocês deixou um repórter da Globo em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo, em situação desconcertante ao falar sobre suas impressões do carnaval no litoral paulista.

Ao ser perguntado pelo repórter Pedro Melo sobre o que o turista, identificado como um biólogo de nome Johnny, o turista respondeu: "Todo mundo no bloco gritava 'Fora Temer!', 'fora todos eles' eu não sei o que significa".

Rapidamente, o repórter fez uma pergunta a uma criança que estava ao lado do turista.

Fora Temer na Globo from Valdir Fiorini on Vimeo.

Marchinhas de carnaval racistas e preconceituosas

Luis Felipe Miguel

Nem ia entrar na polêmica das marchinhas de Carnaval, até porque penso que há inúmeros assuntos mais importantes. Mas estou cansado de ver colunistas de jornal clamando contra a "patrulha do politicamente correto", que quer "banir" as músicas que formam a tradição do Carnaval.

É o caso do porta-voz do liberalismo na página 2 da Folha, que hoje termina sua coluna dizendo que os foliões podem cantar sem problema os versos mais preconceituosos, pois "hoje a ideia de que todos devem ter os mesmos direitos independentemente de raça, cor, gênero, orientação sexual etc. está plenamente incorporada à visão de mundo ocidental". A gente pode questionar qual é o impacto das marchinhas, mas dizer que racismo, machismo ou homofobia deixaram de ser problemas é pura má fé.

A discussão é colocada de forma desonesta desde o princípio, quando se apresenta como uma resistência a uma tentativa de "banimento". Que banimento? O que vejo são sobretudo blocos que optaram por um repertório alternativo, não uma defesa da censura. Por que isso incomoda tanto? A patrulha na verdade vem do outro lado: querem censurar qualquer crítica ao conteúdo das letras, querem impedir que surjam alternativas, querem obrigar todo mundo a pular ao som de "Teu cabelo não nega" e "Cabeleira do Zezé".

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Melhor fantasia do sábado


A fixação anal do prefeito Playmobil

Sempre bem acompanhado
José Geraldo Couto

Ao ser vaiado e xingado no sambódromo, o prefeito Playmobil reagiu com um sarcástico "Viva o Lula, viva o PT".

É o disco riscado, a fixação anal dessa gente. Qualquer crítica aos atuais donos do poder, qualquer divergência quanto aos rumos da política é respondida com a reiteração do ódio ao PT, o mantra capaz de reinstaurar a hipnose coletiva, a união contra o "inimigo comum", o "vilão número um", a "grande ameaça".

Enquanto colar, colou.

Liderança do Movimento dos Homens e Mulheres de Bem expõe seus argumentos em rede nacional de TV contra o lulopetismo-comunobolivarianismo

Juliana-isen-impeachment from Fiorini on Vimeo.

Prefeito imbecil de São Paulo é vaiado no carnaval


Do Globo, através do DCM:

Doria varre avenida do sambódromo e é vaiado

Passava pouco das 23h quando o prefeito de São Paulo, João Doria, chegou ao Anhembi para acompanhar os desfiles da primeira noite das escolas de samba do Grupo Especial. A princípio, disse que sambar seria um “risco muito alto” a tomar. Mas, assediado continuamente, o prefeito se soltou, arriscou soquinhos no ar ao lado de uma ala da agremiação Tom Maior e, depois da passagem da escola, pegou uma vassoura e deu varridas na passarela do samba. Ensaiou passos de samba, levantou a vassoura pro ar ao lado de garis até que o coro da arquibancada tomou forma:

— Ei, Doria, vai tomar no cu

O tucano foi rapidamente retirado de cena pelos assessores e seguranças.

(…)

Trump é o presidente ideal para o jornalismo estadunidense

Luis Felipe Miguel

Sob certo ponto de vista, Trump é o presidente ideal para o jornalismo estadunidense. Permite recuperar seu élan heroico e reencenar o combate da "verdade contra o poder".

É claro que a mídia dos Estados Unidos sempre foi um braço do establishment. Para não ir muito longe, basta lembrar como legitimou a guerra do Iraque, ecoando acriticamente os argumentos falsos do governo ("armas de destruição em massa"), ou como avalizou as medidas de restrição das liberdades civis após o 11 de setembro, incluindo o USA Patriot Act (que é um acrônimo para o ridículo nome Uniting and Strengthening America by Providing Appropriate Tools Required to Intercept and Obstruct Terrorism).

A narrativa que os principais órgãos de imprensa dos EUA estão construindo tem pelo menos um fundamento real: eles de fato estão resistindo à decadência que a administração Trump impõe a determinados códigos de civilidade e respeito que tinham sido conquistados nas últimas décadas. 

Ridículo mesmo é ver os jornais brasileiros tentando surfar nessa onda e se apresentar, por espelhamento, como sendo também os paladinos da verdade e da independência em relação ao poder, eles que são cúmplices da fratura da democracia e do retrocesso generalizado no debate público.

Musa do impeachment encerra carreira mostrando o ânus em rede nacional

Juliana-isen-impeachment from Fiorini on Vimeo.

Do UOL, através do DCM
Vídeo: O patético fim da ‘musa do impeachment’

Acostumada a exibir o lado B da folia com seu já tradicional Bastidores do Carnaval, a RedeTV! extrapolou na noite de sexta (25). Em entrevista a Léo Aquilla, a modelo Ju Isen, conhecida como musa das manifestações, acabou mostrando o ânus em rede nacional.

A cena ao vivo chocou até os apresentadores Flávia Noronha e Nelson Rubens, que achavam que já tinham visto de tudo no Carnaval da emissora. “Opa”, exclamou Flávia rapidamente enquanto a câmera dava um close ginecológico nas partes íntimas da modelo. Rubens, constrangido, mudou rapidamente de assunto enquanto um sonoro assobio soava ao fundo.


Dias de "glória"

Empresária!!! 





Leia mais sobre essa importante liderança dos Homens e Mulheres de Bem da Nação:

Musa do Impeachment agora é atração de puteiro em Goiânia



O típico "leitor" da Veja protestou...

Weden Alves

O típico "leitor" da Veja protestou contra o casal negro na capa da revista que o tornou um típico racista idiota. A revista não pode reclamar dos impropérios dos seus típicos "leit...", porque foi uma decisão editorial cultivar esse típico vejeiro.

Não adianta nada agora tentar fugir do seu típico "lei...". A revista terá que se haver até o fim com seus típicos racistas, machistas, homofóbicos e medievais "le...".

É melhor evitar aborrecê-los, porque podem abandonar a revista, que não tem mais qualquer outro púbico para atingir. A revista acabou para o mundo civilizado. Ficaram eles, os "..."

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