sábado, 27 de agosto de 2016

Ao direitista brasileiro, com amor

Gustavo Castañon

O Brasil é um país escravagista, onde o estado é mínimo e só existe para pagar aposentadorias de fome para os celetistas, sustentar uma elite judiciária e pagar os juros mais altos do mundo para parasita rentista. 

Não temos estado do bem-estar, não temos educação pública de qualidade, saúde pública de qualidade, transporte público de qualidade. O estado não tem capacidade de investimento, somos o país mais desigual do mundo, onde rico praticamente não paga imposto, onde não há imposto sobre os lucros. 

Então, qualquer civilização no mundo, qualquer país civilizado, mesmo os EUA, está à esquerda do Brasil. Esquerda e direita são conceitos relativos ao tamanho do estado que se quer. Qualquer país ou veículo europeu de imprensa é de esquerda se comparado às organizações criminosas brasileiras que se apresentam como imprensa. 

No Brasil, querer reformas de esquerda não é uma questão de ser comunista ou sequer de ser de esquerda, mas simplesmente de não ser um psicopata totalmente indiferente ao destino de 80% de seus concidadãos.

O enterro da democracia


Eleições municipais são uma farsa

Sem campanha, conseguimos fazer das eleições uma pantomima
Que eleições? Sem campanha, com regras feitas sob medida para esvaziar debates e excluir candidatos, com partidos que não representam nada, conseguimos fazer das eleições uma pantomima.

Provavelmente na semana que vem o processo de impeachment de Dilma Rousseff estará encerrado. Com ele, poderá começar uma nova e radiante era na história brasileira. Afinal, o povo se levantou em uma verdadeira sublevação cidadã contra a corrupção reinante no Estado e agora é senhor de seu destino. A economia entrará novamente nos trilhos, livre agora dos arcaísmos que a prendiam a uma legislação trabalhista oriunda do getulismo. A doutrinação ideológica que reinava nas escolas e universidades será enfim combatida e nossos alunos poderão pensar livremente. O mundo já percebe este novo país que nasce, deixando-se encantar pela simpatia e pelo gingado do Brasil com sua olimpíada contagiante e inesquecível. Celebremos então a ressurreição nacional. Agora, tudo ficará bem.

Talvez não seja desta forma que você esteja a vivenciar este momento, mas parece ser assim que alguns setores hegemônicos da formação da opinião pública gostaria que fosse.

Não foi muito diferente na Argentina. O governo Macri foi saudado como o fim do populismo fiscal e político. Seus resultados estão aí para quem quiser ver: no primeiro trimestre do ano mais de 1,3 milhão de pessoas voltou à classe pobre, fazendo este número saltar de 29% da população argentina para 34%. A isto, certos jornais e revistas chamam de "sucesso".

O Brasil tem uma grande "expertise" nesta área. Já na ditadura militar, tínhamos que aguentar o cinismo de presidentes que diziam "O país vai bem, mas o povo vai mal". A frase era muito boa. Havia um país do qual o povo não participava. País que produzia milagres que, como se dizia à época, faziam o bolo crescer para depois ser repartido. No final, o bolo cresceu, mas apenas para a casta de sempre. Bem, agora o país está pronto novamente a ir bem, enquanto seu povo cai no abismo.

Afinal, os peões já estão postos no tabuleiro. O "governo" e seu ministro banqueiro já anunciou corte de 45% da verba de investimentos das universidades, mostrando o nível do seu comprometimento com a educação nacional. Ele luta por novas leis trabalhistas que visam precarizar as condições de trabalho, generalizar as terceirizações e os parcos direitos que o trabalhador brasileiro.

No mesmo momento em que políticas desta alcunha são gestadas, o lucro líquido dos cinco principais bancos brasileiros foi de R$ 30 bilhões. Sim, alguém ganhou enquanto você perdia.

Quando a economia voltar a crescer, os níveis salariais médios serão ainda mais baixos, os níveis de desigualdade voltarão aos índices de sempre. Mas isto não fará muita diferença, pois sua casa será inundada, como na boa época da ditadura militar, com propaganda oficial travestida de notícia. Sempre haverá uma olimpíada para celebrar, sempre haverá um circo sem pão. Como dizia Oswald de Andrade e Pagu em seu jornal "O homem do povo": "Nesta vida tudo é passageiro, menos o motorista e o motorneiro", pois estes vão precisar trabalhar em condições draconianas de sempre para o ônibus continuar a andar e garantir a riqueza dos cartéis.

Enquanto isto ocorre, a classe política resolveu neste momento brincar de eleições. Sim, as eleições brasileiras sempre tiveram uma vocação para a farsa, haja vista a história de nossa República Velha com suas eleições de fachada que não passava de acerto entre grupos de oligarcas.

Ao que parece, elas voltaram com força. Afinal, eleições? Que eleições? Sem campanha, com regras feitas sob medida para esvaziar debates e excluir candidatos, com partidos que não representam nada, conseguimos fazer das eleições uma pantomima. O povo brasileiro percebe isto a ponto de mostrar um desinteresse soberano por uma eleição que ocorrerá em pouco mais de um mês.

Mas em um país no qual uma presidenta é afastada por uma claque de corruptos a partir de um "crime" criado sob encomenda em um acerto de contas, em uma briga de gangues entre ocupantes do mesmo barco de "governabilidade", onde membros do seu próprio partido, como o prefeito de São Paulo, dizem que "golpe" é uma palavra muito dura, isto enquanto seu partido continua sua práticas políticas degradadas de sempre fazendo negociação no varejo com os próprios "golpistas", o que significa afinal "eleições"?

Aumentowski barra uma das perguntas imbecis e delirantes de Janaína Paschoal

Do DCM:
Lewandowski barra pergunta cretina de Janaína Paschoal sobre a Venezuela
Do Uol:

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, barrou perguntas da advogada de acusação Janaina Paschoal feitas a uma das testemunhas de defesa, o professor de direito Geraldo Prado.

A advogada, uma das autoras da denúncia do impeachment, havia perguntado se Prado considerava que existia democracia na Venezuela e se ele julgava correto o julgamento do mensalão.

As perguntas geraram protestos de senadores que apoiam a presidente afastada, Dilma Rousseff. Lewandowski justificou a decisão com base na regra do Código de Processo Penal que proíbe testemunhas de serem perguntadas sobre preferências ideológicas.

Golpe leva dementes ao poder


Lula vê desespero da Lava Jato para tirá-lo da sucessão de 2018

247 Em nota publicada na noite de ontem, o ex-presidente Lula fez sua crítica mais direta à força-tarefa da Lava Jato e disse que seu indiciamento no caso Guarujá visa afastá-lo do processo político por "vias tortuosas e autoritárias".

Confira abaixo:

O relatório do delegado Marcio Anselmo sobre o Edifício Solaris, divulgado hoje (26/08), é a prova cabal de que, após dois anos de investigações marcadas por abusos e ilegalidades, os operadores da Lava Jato não encontraram nenhuma prova ou indício de envolvimento do ex-presidente Lula nos desvios da Petrobrás.

      Não encontraram porque este envolvimento nunca existiu, como bem sabe a Lava Jato. Mas seus operadores não podem admitir, publicamente, que erraram ao divulgar, por tanto tempo e com tanto estardalhaço, falsas hipóteses e ilações. Por isso, comportam-se de forma desesperada, criando factoides para manter o assunto na mídia. O relatório do delegado Anselmo é "uma peça de ficção", de acordo com a defesa de Lula (leia nota dos advogados ao final do texto)

      Lula não é e nunca foi dono do apartamento 164-A do Solaris nem de qualquer imóvel além dos que declara no Imposto de Renda. O relatório do delegado Anselmo não acrescenta nada aos fatos já conhecidos. É uma caricatura jurídica; um factoide dentre tantos criados com a intenção de levar Lula a um julgamento pela mídia, sem provas e sem direito de defesa.

      É simplesmente inadmissível indiciar um ex-presidente por suposta (e inexistente) corrupção passiva, a partir de episódios transcorridos em 2014, quatro anos depois de encerrado seu governo. É igualmente inadmissível indiciar pelo mesmo suposto crime o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, que também não é servidor público.

      Mais grave, injusto e repugnante, no entanto, é o indiciamento de Marisa Letícia Lula da Silva. Trata-se de mesquinha vingança do delegado e de seus parceiros na Lava Jato, a cada dia mais expostos perante a opinião pública nacional e internacional, pelos abusos sistematicamente cometidos.

      Esta mais recente violência da Lava Jato contra Lula e sua família só pode ser entendida por 3 razões:

  1. O desespero dos operadores da Lava Jato, que não conseguiram entregar para a imprensa a mercadoria prometida, ou seja: provas contra Lula nos desvios da Petrobrás. 
  2. Trata-se de mais uma retaliação contra o ex-presidente por ter denunciado os abusos da Lava Jato à Corte Internacional de Direitos Humanos da ONU;
  1. É mais um exemplo da sistemática sintonia entre o calendário da Lava jato e a agenda do golpe, tentando criar um “fato novo” na etapa final do processo de impeachment.

     O povo brasileiro reconhece Lula como o melhor presidente que o país já teve, o que está claro nas pesquisas sobre as eleições de 2018.  O povo está percebendo, a cada dia com mais clareza, os movimentos da mídia, dos partidos adversários do PT e de agentes do estado, que não atuam de forma republicana, para afastar Lula do processo político, por vias tortuosas e autoritárias.

      Têm medo de Lula e têm pavor da força do povo no processo democrático.


Leia, AQUI, nota dos advogados de Lula.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

É golpe, sim!


Perdoem os leitores a exclamação, mas a arrogância e a desfaçatez dos conspiradores passaram da conta.

É golpe, é golpe sim. 

Verdade factual, diria Hannah Arendt, a verdade única, inegável. A despeito das afirmações em contrário de pançudos alquimistas do engano, envoltos em prosopopeia. E dos editorialões dos jornalões e programões, e das colunas e reportagens dos sabujos midiáticos, de lida tão árdua com o vernáculo, mas de fantasia acesa.

E dos rentistas que se dizem empresários de um país que exporta commodities, de juizecos provincianos e advogados mafiosos que em cada lei enxergam a oportunidade de burlá-la. E de agentes ditos da ordem empenhados em semear a desordem e de funcionários do Estado dispostos a financiar no exterior campanhas a favor do golpe, como Furnas a patrocinar tertúlias lisboetas de Gilmar Mendes e José Serra.

Vivemos uma tragédia e desta vez, no País à matroca, quantos cidadãos se dão conta da sua condição de vítimas?

Qual é a verdade factual? A presidenta Dilma errou bastante, ninguém, no entanto, poderá acusá-la de desonestidade. Está a ser julgada, porém, por uma corja de corruptos na comparação com os quarenta ladrões de Ali Babá, estes figuram como medíocres aprendizes. 

Fato é que os argumentos aduzidos para justificar o impeachment não se prestam ao propósito. Quem diz: golpe não pode ser “algo que existe na Constituição” expõe apenas sua parvoíce.

Exatamente por ser previsto pela Carta, o impeachment no caso é impraticável, como aliás confirma o ministro Marco Aurélio Mello, consciente de sua função de magistrado. De todo modo, pedaladas fiscais são práticas comuns dos governos brasileiros.

Quem está sem pecado atire a primeira pedra. Lição de Cristo, aquele que, ao pedir ao Pai Celeste perdão para quem o crucificava sem entender seus próprios atos, não se referia apenas aos soldados romanos.

Cabem, na exposição da verdade factual, comparações entre o presidencialismo à brasileira e o americano, ou o francês. Bush júnior foi calamitoso como presidente ao ponto de levar seu país a uma guerra precipitada pela mentira e pela hipocrisia, enfim, inexoravelmente provadas.

Nem por isso deixou de governar até o fim. Barack Obama governou por boa parte do seu segundo mandato sem contar com maioria parlamentar, e nem por isso foi impedido.

François Hollande há dois anos não alcança nas pesquisas 20% de aprovação popular, e nem por isso deixa de governar. Será que o nosso presidencialismo está habilitado a dispensar o peso constitucional de uma eleição ganha em proveito dos números de um ibope qualquer?

A verdade factual oferece largo espaço à raiva que hoje medra na chamada classe média, ódio desvairado insuflado pela ofensiva midiática. Vale acrescentar um adjetivo: irracional. Fruto de ventos malignos e, de certa forma inexplicáveis, a soprar entre o fígado e a alma.

Aparentado com a raiva da pequena burguesia que gerou, por caminhos distintos, o fascismo e o nazismo, lembrança esta despida da pretensão de confrontar o estágio cultural das nossas classes A e B com a pequena burguesia de Alemanha e Itália dos começos do século passado.

Quem no Brasil se considera burguês, quando não aristocrata, não se expandiu muito além dos tempos da Pedra de Roseta. O ódio, entretanto, é parecido, eivado de recalques e preconceito. De todo modo, não será fascista ou nazista o desfecho da tragédia.

Nesta mesma edição, um suplemento especial evoca o golpe de 1964 para exibir as similitudes e as diferenças entre a situação que precipitou aquele e a que vivemos hoje. O fantasma da Revolução Cubana alastrava-se então sobre a América Latina, quintal dos Estados Unidos.

Tio Sam velava para impedir fraturas no seu império, pronto a intervir onde fosse preciso por meio dos serviços da onipresente CIA, e de ajuda financeira e até militar. Patrocínio decisivo a todos os golpes que assolaram o subcontinente. 

Hoje os EUA reatam com Cuba e certamente não enxergam no Brasil o seu quintal, graças à política exterior independente praticada por Lula e seu chanceler Celso Amorim. Sabem, porém, que significaria dar continuidade àquela política, como aconteceria se Lula voltasse ao poder. Resultaria no fortalecimento da aliança dos BRICS, que tende cada vez mais a tomar caminhos conflitantes em relação aos interesses norte-americanos.

Em 64, a casa-grande chamou os soldados para executar o trabalho sujo, desta vez os tanques são substituídos pelas togas de uma Justiça politizada, sequiosa por empolgar o poder em uma república justicialista.

Patética, emoldurada em ouro, a desculpa dirigida ao STF pelo juiz Moro por seus grampos ilegais e ilegalmente divulgados, a revelar uma vocação de humorista quando diz não ter agido com propósitos político-partidários. Pelo contrário, são estes exatamente os propósitos de futuro desta magistratura açodada, intérprete da Justiça desvendada.

O golpe de 64 gerou uma ditadura de 21 anos e de cujas consequências padecemos até hoje. Vale perguntar aos botões se o plano togado tem chances de êxito caso o impeachment premie os conspiradores de sempre. Impossível, respondem, à luz do que chamam de premissas da próxima, eventual, verdade factual.

Desta vez, os conspiradores estão divididos por divergências insanáveis e, se lograrem atingir o alvo comum, entrarão em conflito no dia seguinte. Dia nebuloso, caótico, de tensões espantosas. Chegassem ao governo, os cultores do poder pelo poder cuidariam de acabar de vez, como providência automática e imediata, com a Lava Jato.

O professor Michel Temer, que já organiza uma passeata da vitória, deveria dedicar-se a uma leitura mais atenta de Maquiavel. Antes de se atirar a certezas, é indispensável derrubar todos os obstáculos. Derrubar? Melhor aniquilar.

Que é possível esperar de um governo Temer? Quem sabe José Serra na Fazenda. Que tal Rubens Barbosa chanceler e Miguel Reale Jr. na Justiça? Retorno ao afago norte-americano, leilão dos bens brasileiros a começar pelo pré-sal, distanciamento dos BRICS.

O progressivo galope decadência adentro. Súditos de Hillary ou de Trump? A esta altura, não consigo ver diferenças entre os dois, ao menos deste meu ponto de observação verde-amarelo.

A incerteza, esta sim, é própria do momento. Quanto a CartaCapital, não nos permitimos a mais pálida sombra de dúvida quanto à nossa determinação em defender o retorno ao Estado de Direito, destroçado pelo complô antidemocrático.

As falhas do governo atual não se discutem, começam pelo estelionato eleitoral cometido pela presidenta Dilma ao convocar para a Fazenda um bancário neoliberal com o propósito transparente de acender um círio ao deus mercado.

Nada, porém, do que a acusam sustenta a conspirata e justifica o impedimento, assim como nada admite a pretensão de Sergio Moro de prender Lula. Houvesse provas cabais, já estaria preso. E esta é a verdade factual.

Certa agora, no País à deriva, é a falta de liderança. A presidenta Dilma encontrou finalmente o tom certo e a veemência necessária nos seus últimos pronunciamentos, mas perdeu a chance de assumir o comando do País e talvez jamais o tenha perseguido.


Ela parece satisfazer-se com a autoridade que lhe compete nas reuniões do ministério. De resto, o Brasil contou com poucos líderes populares autênticos, sem exclusão de Antônio Conselheiro, e dois se sobressaem, Getúlio Vargas e Luiz Inácio Lula da Silva. Getúlio repousa no panteão da memória, Lula está vivo. 

A República Federativa do Brasil acabou

O Brasil já não será o mesmo 

Qualquer que seja o desenlace imediato da mais profunda e prolongada crise que o país já viveu, o Brasil não sairá igual, já nunca mais será o mesmo. A crise devastou a credibilidade de todo o sistema politico, liquidou a legitimidade do Congresso, propagou a descrença no Judiciário e fez o povo ver que não basta votar e ganhar eleição para que o mandato presidencial seja respeitado. Em suma, o que se acreditava que tínhamos como república, acabou. O que se propagava que era um sistema político democrático, já não sobreviverá. Ou construímos uma democracia sólida – para o que esse Congresso, esse Judiciário, esse monopólio privado dos meios de comunicação não poderão seguir existindo como agora – ou deixamos realmente de viver em democracia.

A direita mostra sua cara sem eufemismos. No início seria um projeto de "reunificar o país", supostamente dividido pelos governos do PT. Se valia da perda de popularidade do governo Dilma e do Congresso mais conservador e desqualificado que já tivemos, assim como do papel escandalosamente e já sem pudor algum da velha mídia, para destruir a democracia política que tivemos e promover um governo antidemocrático, antipopular e antinacional.

Mas rapidamente se viu que se trata do projeto de restauração do projeto fracassado nos anos 1990 com Collor e Com FHC, por um governo golpista e minoritário, contra o povo, a democracia e o Brasil.

Como se pronunciará o STF sobre qualquer tema, se se calou diante do golpe, posto em prática sob seus narizes, presidido no Senado por seu presidente, que apoia a todas as brutais ilegalidades que se põem em prática? De que serve um Judiciário, um STF, que não fosse para impedir que um crime contra a democracia fosse perpetrado pelo Congresso? O que houve foi um silêncio cúmplice, mesclado com um vergonhoso aumento de 41% dos seus salários, concedido publicamente – com foto e tudo – pelo político mais corrupto do país, cuja impunidade só existe pela cumplicidade de quem deveria puni-lo e tantos dos membros do governo, inclusive o presidente interino. Já não haverá democracia no Brasil sem um Judiciário eleito e controlado pela cidadania, com mandatos limitados e poderes circunscritos.

Não haverá democracia sem um Congresso efetivamente eleito sem financiamento privado, sem que represente os lobbies eleitos pelo poder do dinheiro. Um Congresso democrático tem que estar fundado no voto condicionado, pelo qual os eleitores controlam aqueles em que votaram e que se comprometem com um programa e um partido determinado.

Numa democracia todos tem direito a voz, a opinião publica não pode ser fabricada por algumas famílias, que impõem seu ponto de vista ao pais, como se pudessem falar em nome do pais, quando perdem todas as eleições presidenciais. Ninguém deve perder o direito de falar, mas todos devem ter o direito de se expressar, senão não se trata de uma democracia, mas da ditadura de uma minoria oligárquica.

Numa democracia um impostor não poderia assumir a presidência, mesmo interinamente, por um golpe e impor o programa econômico derrotado 4 vezes sucessivamente, inclusive em 2 em que esse golpista esteve na lista vencedora, com um programa radicalmente opostos. Se isto ocorre, é porque a democracia foi ferida de morte.

Se o golpismo triunfar no Senado, será preciso fazer com que pague duramente o preço do atentado ao país que estará perpetrando. Que seus projetos fracassem, que a vida dos seus componentes seja insuportável, que seu bando de ladrões sejam vitimas da ingovernabilidade. Que se ocupe e se resista em todos os espaços desse governo ilegítimo, antidemocrático, antipopular e antinacional.

Faz parte intrínseca da resistência democrática impedir qualquer ação contra Lula, que representa os anseios majoritários do povo brasileiro, conforme as próprias pesquisas que os golpistas usavam para tentar buscar legitimidade popular, apontam. Esse será o sinal de que sobrevivem espaços democráticos ou não. Se blindarem de tal forma seu governo e constitucionalizarem o neoliberalismo, terão enterrado definitivamente qualquer sinal de democracia no país. E terão o mesmo destino dos seus antecessores: serão derrubados, derrotados, execrados e um tribunal da verdade os julgará e os condenará por crime contra a democracia e o Brasil. Serão derrotados pelo povo, pela democracia, pelo Brasil, que construirão uma democracia de verdade no país.

Acostume-se a viver com medo

CENSURA LEGAL
Gabriel Priolli

O Brasil vive em plenitude democrática, dizem os novos donos do poder, e os direitos constitucionais e legais estão intactos. A liberdade de expressão é um desses direitos.

MAS...

...o jornalista Paulo Moreira Leite, editor do portal Brasil 247, é impedido de entrar no Senado Federal, para cobrir o julgamento do impeachment:

https://www.facebook.com/jornalistaslivres/videos/398044530319430/

...a justiça recolhe santos inspirados na cultura pop, a pedido da Igreja Católica: http://zip.net/bbtrtv
...a justiça manda rede social excluir perfis com sátiras ao tucano João Doria:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2016/2016/08/1806037-justica-manda-rede-social-excluir-perfis-com-satiras-ao-tucano-joao-doria.shtml

...ACM Neto derruba na Justiça postagem que o associa a golpe:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/eleicoes-2016/2016/08/1807002-acm-neto-derruba-na-justica-postagem-que-o-associa-a-golpe.shtml


....Cristovam vai à justiça contra ataques nas redes:

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/251430/Cristovam-vai-%C3%A0-Justi%C3%A7a-contra-ataques-nas-redes.htm

E isso apenas entre os links mais recentes, que venho selecionando.

Quem tem uma proteção legal dessas, não pode mesmo falar em crise no Brasil. Tem mais é que trabalhar, para pagar advogados.

A Terra que a Noção esqueceu

Conselho Tutelar deveria intervir na família Bolsonaro

Cai o mito
Leandro Fortes

Esses últimos anos têm sido tão terríveis, tão cruéis, revestidos de tanta insanidade, que quase esquecemos que, sim, os Bolsonaro fazem parte do gênero humano.

O que aconteceu a Flávio Bolsonaro, no debate do Rio, também aconteceu a Dilma, em um debate presidencial, em 2014.

O fato é que todo mundo, em algum momento crucial, público ou relevante da vida, já sofreu - ou vai sofrer - uma queda de pressão.

É da vida.

O ocorrido com Flávio, no entanto, trouxe a público uma faceta da rotina dos Bolsonaro que, embora deduzível, causa um misto de horror e pena: papai Bolsonaro é um fascista, também, em família.

Ao impedir que Jandira Feghali socorresse Flávio e, em seguida, tratar o filho como um soldado negligente, a quem ordenou fazer flexões, Jair Bolsonaro nos deu a medida do que deve ter sido a criação deste e de seus outros dois filhos.

Psicopata que tramou a explosão de bombas em quartéis e na Academia Militar das Agulhas Negras, Bolsonaro deixou o Exército nos anos 1980, quando era capitão, mas levou a caserna para dentro de casa.

Não é difícil imaginar o que esses meninos - todos truculentos, homofóbicos e fascistoides, como o pai - passaram na infância e na adolescência, até se tornarem caricaturas ambulantes do pai.

Hoje, seria caso de intervenção do Conselho Tutelar.

Objetivos da "elite" brasileira

Isso aí é a elite. Não tem outra, não...
Cristóvão Feil 

Pela ordem:

1) Destruir Dilma
2) Destruir Lula
3) Destruir o PT
4) Nos intervalos, roubar.

ONU pode cassar alvará de funcionamento do Brasil

Inédito na história da falta de ética

Telesur

New York Times

Deu no New York Times

Charge publicada no New York Times dá a exata dimensão da desmoralização internacional do golpe Brasil.

O grande salto para trás de Michel Temer

A repressão à divergência não será tímida. Não há nada a esperar.

Um grande salto à frente lembra a fracassada tentativa da China, entre 1958-1961, de impulsionar o crescimento da economia além do fisicamente possível. O grande salto para trás de Michel Temer tem tudo para dar certo: uma burguesia econômica tíbia, profissionais liberais (engenheiros, médicos, dentistas, advogados, etc.) conservadores em sua maioria, heterogêneo apêndice do terciário de mão de obra rudimentar e reacionária (balconistas, caixas e congêneres), categorias intermediárias entre o assalariamento e a incapacidade de crescer – pequenos comerciantes, escritórios periféricos do setor de serviços – igualmente reacionárias e um operariado de baixo poder ofensivo, exceto em alguns momentos da trajetória econômica, majoritariamente caudatário de lideranças partidariamente comprometidas. No passado, excepcionais lideranças, conduzindo um estamento político ainda pouco contaminado pelo vírus acumulativo das gerações capitalistas, empurraram um empresariado gaguejante em direção à modernidade. Contaram com auxílio de uma burocracia estatal de alta competência e valores nacionalistas, formada desde os anos 30, e que atravessou com dignidade, com exceção minoritária, o período ditatorial. A imprensa, nos intervalos de liberdade, era ideologicamente plural e economicamente competitiva. Não havia lugar para cenas como a do dia 17 de abril de 2016, na Câmara dos Deputados, nem mesmo sob a vigilância de olhos e ouvidos fardados.

Hoje, Michel Temer dá o tempero insosso ao caldeirão reacionário em que se misturam os pelotões de sempre da retaguarda. Dos políticos vertebrados poucos restam, paralisados pelo nível de despudor explícito das negociatas entre Legislativo e Executivo, com participações especiais do Judiciário, noticiadas como rotina por uma imprensa concentrada, chantagista e vingativa. A burocracia estatal espatifou-se em tribos predatórias e ameaçadoras: polícia federal, procuradores públicos, fiscais aduaneiros, auditores, juízes e todas as demais gangues, medindo-se semanal, mensal, anualmente, em campeonato de extorsões da renda nacional à vista do público desarmado, sem refúgio e sem nicho de apelação. A população brasileira está sendo sistematicamente estuprada por folhas de pagamento em que os penduricalhos de benefícios laterais a título de todos os auxílios de que ela própria é desvalida, transformados no meu champanhe, minha vida dos casamentos-ostentação de políticos, juízes, empresários, banqueiros e chalaças.

O governo de Michel Temer dá as primeiras passadas, acelerando para o grande salto para trás e a grande queima de estoques. A massa assalariada brasileira está sendo vendida a preços de saldo, com as liquidações iniciais dos programas educativos e sociais. O patrimônio de recursos materiais, como antes, será oferecido como xepa. A repressão à divergência não será tímida. Não há nada a esperar.

Golpe quebra o pacto social básico no Brasil

A deposição de Dilma e a quebra do pacto social básico no Brasil
Está em curso uma pauta de abolição de direitos consagrados na Constituição em nome de um suposto equilíbrio fiscal que é fruto exclusivamente de uma ideologia que interessa sobretudo a banqueiros e financistas
por J. Carlos de Assis

É possível que para milhões de brasileiros o que aconteceu em Brasília nos últimos meses, com o coroamento agora da deposição definitiva de Dilma Roussef, seja uma “simples”  troca de governo do PT  para a aliança PMDB-PSDB-DEM. É um equívoco. O que aconteceu foi a ruptura do pacto social básico do país que, desde Getúlio Vargas, e confirmado até pela ditadura de 64, estendeu-se pelo governo de conciliação de Lula e  equilibrou as relações básicas da sociedade brasileira sem grandes convulsões sociais durante décadas.

O  símbolo do Governo interino que se apropriou do poder sem votos é sua estreita colaboração com a Fiesp de Paulo Skaf, sendo o traço característico de Skaf – que sequer é  industrial - a profunda ignorância em relação aos interesses da própria burguesia brasileira. Por mais de um século os empresários que representaram a classe capitalista foram suficientemente inteligentes para acolher pelo menos parte dos interesses dos trabalhadores como condição de convivência e, naturalmente, de preservação e ampliação de seus próprios lucros a partir daí.

Skaf não se preocupa com isso porque, na condição de dono de um armazém e não de uma indústria, não precisa se preocupar com empregados. Na verdade, sua exclusiva preocupação é administrar como bem entende os bilhões de reais que irrigam os cofres do Senai e do Sesi, uma aberração brasileira que coloca impostos públicos sob gestão de empresários privados. Por outro lado, não admira que Temer leve tanto em consideração os conselhos de Skaf. Foi ele quem geriu um caixa de R$ 500 milhões para comprar o impeachment de Dilma, dinheiro recolhido entre alguns presidentes de federações que certamente o tiraram do mesmo lugar, o Sesi/Senai financiado por  imposto.

A forma como a burguesia conciliou seu apetite de lucros com salários controlados por ela mesma foi o que chamo de mais valia social. Em síntese, a mais valia social é o tributo distribuído em programas de interesse social e despesas de infraestrutura do governo. Em termos rigorosos, é a parte do valor da mercadoria produzida pela força de trabalho acima do salário que é apropriada pelos não produtores diretos, ou seja, o próprio capitalista, o rentista e o governo. É a mais valia social que financia a saúde, a educação, a previdência, o Estado de bem-estar social enfim.

Uma vez retirada a mais valia social, resta aos trabalhadores a luta de classes a fim de obter salários diretos que lhes garantam um mínimo de bens e serviços de sobrevivência. Como contrapartida, os lucros advindos da mais valia convencional explodem, na media em que a burguesia se apropria da mais valia social. Essa é uma bela receita para convulsões sociais. A Europa e os Estados Unidos já passaram por isso em tempos de grandes crises sociais no passado. Skaf quer trazer isso para o tempo presente no Brasil, e Temer, com aquela expressão de tão alienado quanto ele, se associou à tarefa politicamente estúpida.

Trata-se de uma situação tão claramente regressiva que eu próprio me vejo usando um terminologia originalmente marxista para descrevê-la. Justifica-se. É efetivamente uma regressão. Basta olhar a pauta Temer-Renan, e agora Rodrigo Maia, para concluir que o Brasil está andando para trás de forma acelerada. Imagine-se quando o interino se tornar permanente. Está em curso uma pauta de abolição de direitos consagrados na Constituição em nome de um suposto equilíbrio fiscal que é fruto exclusivamente de uma ideologia que interessa sobretudo a banqueiros e financistas, e finalmente visando ao Estado mínimo. Certamente, isso não acabará bem!

J. Carlos de Assis - Economista, doutor  pela Coppe/UFRJ, autor de mais de 20 livros sobre economia política brasileira.

Que voltas a vida dá, né amiguinhos?!

Deputado boçal fica revoltado com atendimento de Jandira Feghali a seu filho fru-fru


Candidato da direita fru-fru desmaia em debate



Moro se desculpa com Cláudia Cruz


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Vivendo e desaprendendo

Wagner Iglecias

DESCONSTRUÇÃO

Minha geração viu a redemocratização, o fim da inflação, o combate à miséria e a construção de uma política externa menos vira-lata. Apesar dos pesares, a sensação para muitos(as) de nós era de que o Brasil vinha melhorando nesses últimos trinta anos. No entanto muita gente das novas gerações, que chegaram à vida pública nesse Brasil já mais "melhorado", parece ver a Política por outras lentes, não tão focadas em questões como as instituições e a luta de classes e mais voltadas às questões identitárias, pulverizando a luta política num imenso caleidoscópio. Passados esses dias em que o Senado apenas formaliza aquilo que já está decidido faz tempo e o Brasil fecha um ciclo histórico, acho que Michel Temer e seus asseclas passarão a cumprir um triste porém didático papel de mostrar às novas gerações o quanto as velhas questões, aquelas que pautavam a luta política das gerações passadas, ainda são relevantes.

A inspiração de Caiado para atacar Lindbergh



Fotos de Lula Marques
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Pode ser apenas coincidência, mas não é

Coincidências às vésperas do impeachment

Pode ser apenas coincidência o fato de ter estourado uma crise de proporções nunca vistas entre o Supremo Tribunal Federal e a Procuradoria Geral da República por causa da Lava Jato às vésperas do julgamento final do impeachment.

Pode ser apenas coincidência isso ter acontecido às vésperas de Temer, citado várias vezes em delações da Lava Jato, estar prestes a ocupar em definitivo o Palácio do Planalto.

Pode ser apenas coincidência Temer estar prestes a se tornar presidente da República à frente de um ministério onde há vários envolvidos na Lava Jato.

Pode ser apenas coincidência um procurador da força-tarefa da Lava Jato ter afirmado anonimamente à Folha de S. Paulo suspeitar que ele e seus colegas foram usados para viabilizar o impeachment e agora estão sendo descartados.

Pode ser apenas coincidência a Veja ter publicado esta semana delação bombástica do presidente da OAS Léo Pinheiro na qual ele acusa, ma non troppo o ministro do STF Dias Toffoli.

Pode ser apenas coincidência o ministro do STF Gilmar Mendes ter responsabilizado a PGR e demais procuradores da força-tarefa pelo vazamento, afirmando que eles têm liberdade demais.

E ter declarado que foi uma represália contra atitudes de Dias Toffoli que desagradaram a força-tarefa, como a ordem de colocar em liberdade o ex-ministro Paulo Bernardo.

Pode ser apenas coincidência Gilmar Mendes ser amigo de Dias Toffoli, mas ser mais amigo ainda do PSDB, cujo principal cacique, Aécio Neves estava na mira da delação de Léo Pinheiro.

Pode ser apenas coincidência Gilmar Mendes ter chamado Sergio Moro de cretino por defender uma nova legislação contra a corrupção, na qual até mesmo provas ilícitas seriam aceitas se tiverem origem na "boa fé".

Pode ser apenas coincidência Janot ter declarado que não houve vazamento porque as denúncias de Léo Pinheiro são factóides, invencionices e ao mesmo tempo encerrar definitivamente as negociações da delação de Léo Pinheiro por quebra de confiança entre MP e a OAS.

Pode ser apenas coincidência a Associação dos Magistrados do Brasil lamentar que "um ministro milite contra a Lava Jato com a intenção de decretar seu fim", mirando claramente Gilmar Mendes.

Pode ser apenas coincidência, mas toda essa sequência de fatos e declarações confirma o que disse o senador Romero Jucá em conversa grampeada com o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, na qual afirmou que a única forma de parar a "sangria" provocada pela Lava Jato seria tirar Dilma da presidência e colocar Temer no lugar.

Pode ser apenas coincidência o fato de que durante o governo Dilma a Lava Jato nunca ter sido tão questionada nem atacada como nesses dias.

Pode ser apenas coincidência a Lava Jato ter tido sinal verde para agir enquanto uma presidente que não tinha nada a temer e que jamais foi citada na Lava Jato ocupava o Palácio do Planalto.

Pode ser apenas coincidência, mas jamais em dois anos de existência a Lava Jato sofreu um abalo como esse.

Pode ser apenas coincidência.

Qual é a moral deste Senado para julgar a presidente Dilma Rousseff?


Melô da Melação na Lava Jato



Ensaio geral: o Melô da Melação na Lava Jato, Veja com Gilmar e Janot
Bob Fernandes

A revista Veja noticiou: Dias Toffoli, ministro do Supremo, teria sido citado em pré-delação por Leo Pinheiro, da OAS.

A OAS, a pedido, identificou infiltração na casa de Toffoli. O ministro contratou uma empresa e pagou pelo conserto.

O ministro Gilmar Mendes acusa procuradores de vazarem esse enredo contra Toffoli. E ataca: procuradores se acham "o ó do borogodó" por terem "atenção" da Mídia.

Gilmar acrescenta: "Esses falsos heróis vão encher cemitérios". E cobra:

-Estão (procuradores) possuídos por teoria absolutista, de combate ao crime a qualquer preço (...) Não se combate o crime cometendo crime.

Para Gilmar, quem defende validar provas ilegais desde que "obtidas de boa fé" é "cretino absoluto".

No Congresso o juiz Moro defendeu tal tese, da validade de provas ilícitas "de boa fé". Assim como há procuradores que a defendem.

Na Teologia, Poder Infinito, Perfeito e Divino, quem tem é Deus. No céu.

Aqui na Terra, a resposta do Procurador Janot para Gilmar é confissão para a História:

-A gente vaza aquilo que tem. Se não tem informação, não vaza.

No "Petrolão", no "Mensalão", tudo vazou e vaza. Sobre tanto, em público, silêncio quase absoluto do ministro Gilmar... Até agora.

Dilma e Lula tiveram parte de conversa gravada ilegalmente, e vazada. Teori e Marco Aurélio Mello, ministros do Supremo, criticaram o juiz Moro. E...seguiu o enterro.

Gilmar Mendes disse, então, que importante era discutir "o conteúdo", não o grampo e vazamento ilegais.

Claro. Porque ali se buscava, como no filme Casablanca, prender "os suspeitos de sempre".

"Tríplex do Lula". Vocês se lembram. Meses de vazamentos. Manchetes estrondosas em telejornais, revistas, rádios, jornais...

Bem, a Polícia Federal concluiu relatório e não incriminou, não indiciou Lula. E dai? Dai, serviço feito. O "Inimigo Número 1" que se dane.

Por ora, a delação da OAS está suspensa; além dos "suspeitos de sempre", tinha, tem citação de doações ilegais para campanhas de Temer, Aécio, Serra, Marina...

Reveladora pergunta e resposta de Janot sobre esse Melô da Melação na Lava Jato:

-A quem e por que a Lava Jato está incomodando tanto? Essas reações nos últimos dias me fizeram pensar muito.
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