quarta-feira, 26 de julho de 2017

Exclusivo: conheça o Lulinha International Hotel Las Vegas


Henrique Meirelles ganhou mais em 2016 do que todos os petistas, vivos ou mortos, durante a vida inteira


Meirelles ganhou R$ 217 mi em 2016 e mantinha sua fortuna fora do Brasil

247 – A economia vai mal para praticamente todos os brasileiros, uma vez que 95% veem o País no rumo errado, mas há uma exceção. Trata-se do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Segundo reportagem do jornalista Filipe Coutinho, do site Buzzfeed, Meirelles lucrou R$ 217 milhões com a sua consultoria, em 2016, e transferiu R$ 167 milhões, na forma de dividendos, três meses antes de assumir o cargo.

Um dos principais pagadores foi a J&F, do empresário Joesley Batista, que hoje acusa Michel Temer de ser chefe da "maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil".

No Brasil de Meirelles, não há crescimento econômico, mais de 13 milhões de pessoas estão desempregadas e a equipe econômica se mostra incapaz de cumprir uma meta fiscal que já prevê um rombo de R$ 139 bilhões. Em razão disso, ele promoveu o maior aumento dos combustíveis nos últimos 13 anos, mas o reajuste está suspenso por ordem judicial.

Embora tente vender confiança no Brasil, Meirelles mantinha seus recursos fora do País.


Leia, aqui, a íntegra da reportagem do Buzzfeed

Programa Contraponto


Programa Contraponto com Ricardo Melo, Paulo Moreira Leite, Alberto Villas e Flávia Rocha Mello. Hoje com a participação de Guilherme Boulos e Laura Capriglione.



Programa começa aos 4:35

A Meritocracia dos Vazadores

Moisés Mendes


É inquietante a denúncia de Reinaldo Azevedo, segundo a qual ninguém da grande imprensa vai se interessar em investigar como Deltan Dallagnol ingressou no Ministério Público.

Azevedo diz que o jornalista que investigar a vida de Dallagnol nunca mais receberá informações seletivas vazadas pelos procuradores.

Mas os procuradores vazam informações? Vazam e vazam muito. A ombudsman da Folha de S. Paulo, Paula Cesarino Costa, denunciou no ano passado como a famosa lista de Janot foi vazada por procuradores para os jornalistas antes de chegar ao Supremo.

Todos os jornalistas da grande imprensa que cobriam a Procuradoria tinham as mesmas informações, com os mesmos nomes e as mesmas vírgulas. Inclusive os colegas da ombudsman na Folha.

Jornalista que cobre a Lava-Jato virou assessor de imprensa dos acusadores. 

E o que acontece? Nada. Até Gilmar Mendes já denunciou os vazamentos da Lava-Jato. 

Janot disse que era bobagem, os procuradores se fizeram de desentendidos e imprensa não foi atrás da informação, porque a própria imprensa era beneficiada pelo delito.

Agora, Azevedo acusa Dallagnol de ter entrado no MP pela porta dos fundos, graças a uma liminar da Justiça (porque não teria dois anos de formação em Direito, exigidos por lei para se habilitar a atuar como procurador).

E o procurador já respondeu que era normal entrar assim, que muitos fizeram o mesmo. E agora? Agora, em nome da meritocracia especial, se muitos fizeram o que ele fez (é o mesmo argumento do corrupto), tudo passa a ser normal.

Viva normalidade dos xerifes seletivos. O serviço público nem precisa mesmo de concursos para vazadores, delatores e caras de pau.

Caindo... na real!



Paulo Henrique Amorim entrevista Guilherme Boulos




Respeitem a democracia!

Rubem Gonzalez

DORIA, O PAULISTA DO ANO

Saco cheio de receber posts de que Doria fez isso, Doria fez aquilo, que Dória distribui bandeirinhas, Dória vai vender o patrimônio, etc, etc.

Porra, Doria é uma escolha do povo, escolha da maioria absoluta, respeitem o povo e que tomem no cu todos juntos, esse povo retardado de São Paulo que paga pedágio até para ir cagar e o Dória que foi escolha deles.

Respeitem a democracia!

Exclusivo: mais um escândalo de Lulinha, o bilionário

Moisés Mendes

Bolas de ouro encontradas no porão de uma casa em Barcelona, que seriam do filho de Lula.


Judiciário assalta os cofres do Estado e inviabiliza o país


Claudio Guedes

O país inviável...

A procuradora Raquel Dodge, que assumirá o comando da PGR (Procuradoria-Geral da República) em setembro, pediu alteração na proposta orçamentária para o MPF em 2018, elaborada pela gestão de Rodrigo Janot, e esta passou a prever reajuste salarial de 16,7% para os procuradores. Por quê? A inflação oficial é de um quarto desse índice, o país está paralisado, a receita fiscal estacionada. 

São os bacanas da República, os novos aristocratas tupiniquins, que se juntam a suas excelências: os altos funcionários do poder legislativo, os juízes, desembargadores e ministros das cortes superiores.

Salários anuais líquidos médios, segundo o insuspeito Estadão, da ordem de R$600.000,00, mais estabilidade no emprego e aposentadoria integral. Um custo médio, somados os benefícios, para a União de cerca de R$ 1.200.000,00/empregado.

Fora os extras que não são medidos. Outro dia, lendo uma dessas revistas semanais que só lemos no barbeiro ou no dentista, li que o proteção ao juiz da operação Lava Jato chegava a mobilizar oito (8) policiais federais. Fiz uma conta rápida, entre salários, diárias e custos de deslocamentos, algo como R$ 240.000,00/mês. 

Um pequeno empresário, que emprega oito (8) empregados no seu negócio e consegue uma retirada anual líquida de R$ 200.000,00, para um faturamento anual de R$ 2 milhões, recolhe na média também cerca de R$ 200.000,00 de impostos federais (IR, CCLS, COFINS). Ou seja, apenas um alto funcionário da União, um aristocrata moderno, custa o equivalente à contribuição de seis (6) pequenos empresários, que empregam cada um oito (8) pessoas. São cinquenta e quatro pessoas (54) trabalhando para recolher à União ao custo de um único aristocrata moderno.

É viável? É sustentável?

Nem aqui, nem na China.

Além dos salários, as sedes faraônicas dos prédios da justiça, do ministério público e dos órgãos de assessoramento da União, são impressionantes. Escandalosamente impressionantes. No final do ano passado, andando por Florianópolis me bati com os prédios do MPF na cidade: torres de granito e vidros verdes, suntuosos. Quem paga pelo luxo dessas instalações? Impossível. 

Vou ilustrar esse meu pequeno desabafo com o prédio da Justiça Federal no novo estado do Tocantins. Por que o luxo? Definitivamente não faz sentido. 

Como chegamos a esse estado de coisas? Pela irresponsabilidade e incapacidade de pensar o "estado" necessário, o "estado" possível. 

Este é um dos dramas do país, responsabilidade de todos os governos nos últimos 25 anos.



Uma sentença que não se sustenta


A condenação de Lula pelo juiz Moro está longe de provar a responsabilidade criminal do ex-presidente acima de qualquer dúvida razoável
Na sentença em que condena Lula por supostamente ser o proprietário de um triplex em Guarujá, o juiz Sérgio Morotranscreveu que “a responsabilidade criminal há de ser provada acima de qualquer dúvida razoável”, preceito tirado do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.  Sendo assim, a própria sentença é nula, pois que a “responsabilidade criminal” do condenado ficou longe de ser provada “acima de qualquer dúvida razoável”. Ao contrário, prestigiados juristas têm demolido os fundamentos da condenação. 

Doutores em direito, mestres de reputadas universidades, deram opiniões sobre a sentença em análise. Recolho trechos de algumas dessas opiniões, todos acessíveis na internet.

O professor emérito de Direito da USP Dalmo Dallari ironiza as 218 páginas da sentença, tratando-a como uma “decisão longuíssima, absolutamente desnecessária”, onde o juiz Moro “dá muitas voltas” e “sem qualquer base para uma fundamentação legal (...) condena o acusado”. Diz o professor: “A condenação não foi jurídica (...) foi política...”. Acrescenta: “Nos registros públicos (...) não consta que Lula tenha sido ou seja proprietário do (...) apartamento, nem foi exibido qualquer documento em que ele figure como ta...”. Sendo assim, “a condenação de Lula simplesmente não existe e nunca existiu”.

De sua parte, o professor Fernando Lacerda, de Direito Processual Penal, da PUC-SP, mostra que o juiz Moro, não conseguindo provar que Lula era proprietário do tal triplex, criou a figura da “propriedade de fato”, conceito que simplesmente “não existe em nosso ordenamento jurídico”. E adiciona: “ainda que o ex-presidente Lula fosse o proprietário do apartamento...é necessário comprovar qual a contrapartida (que ele deu para ter o imóvel)”, ou seja, qual a vantagem ilegítima que recebeu o dono originário do apartamento. E aí, não só a propriedade do imóvel não foi comprovada, como, segundo Lacerda, a “prova da contrapartida [se resumiu] (...) apenas e tão-somente à palavra dos delatores (...) Léo Pinheiro e Agenor Medeiros, que jamais poderiam ser consideradas como prova”. A conclusão do professor é taxativa: “não há materialidade para condenação pelo crime de corrupção".

Já o professor Bandeira de Mello, titular de Direito da PUC/SP, lastima que Moro “não se comporte como magistrado, mas como um acusador. Ele não tinha prova e decidiu contra a lei”. Diz: “Ele não parece juiz, suas decisões (...) são sempre parciais". Manifesta-se, por fim, “surpreso com o fato de Moro ainda não ter sido punido”.

Alertando que o juiz Moro fez uma “confusão de categorias”, o professor de Direito da FGV Thiago Bottino chama a atenção para o artigo 212 do Código de Processo Penal, no qual o juiz só deve inquirir para complementar as perguntas feitas pelo Ministério Público e pela defesa. Entretanto, “o que a gente viu nos depoimentos é que quem mais pergunta é o juiz...”.

A eventual perseguição política a Lula (lawfare) não é vista como “descabida” pelo professor Salah Khaled Jr., da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, doutor e mestre em Ciências Criminais (PUC-RS). “Pelo contrário”, diz o professor. “Em várias oportunidades, foi cristalina a intenção de influenciar o campo político. Quando Moro deliberadamente divulgou a conversa entre Lula e Dilma, cometeu crime. Pouco importa que tenha pedido desculpas depois. Ao cidadão comum não é dada a oportunidade de pedir desculpas quando comete crimes”. E mais: “Moro se comporta como um juiz inquisidor. Parte em busca do que precisa para condenar. A democracia não pode conviver com juízes assim”.

O ex-presidente da OAB/RJ, deputado federal Wadih Damous, examinou meticulosamente a sentença de 218 páginas e apresentou uma estatística estranha: 30% da sentença, cerca de 60% das páginas foram usadas pelo juiz Moro para se defender de acusações de arbitrariedades; 8%, em torno de 16 páginas, para se contrapor ao que Lula disse quando interrogado; e 4%, menos de uma página, para rebater o que 73 testemunhas disseram, sob juramento de só falar a verdade, todas inocentando Lula.

Condenar o maior líder popular da história do Brasil, talvez das Américas, com tanta controvérsia, é uma insensatez. A saída está no texto da sentença: “a responsabilidade criminal há de ser provada acima de qualquer dúvida razoável”. E isto está longe de ter acontecido.


Haroldo Lima é  engenheiro, ex-deputado federal e membro da Comissão Política Nacional do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil.

Reinaldo Azevedo e Deltan Dallagnol se merecem

Diário do Centro do Mundo:

Reinaldo Azevedo e a polêmica com Dallagnol: eles se merecem. 

Por Joaquim de Carvalho

Reinaldo Azevedo insiste na polêmica com Deltan Dallagnol, num longo texto publicado no site da Rede TV: ele diz que o procurador da República atropelou a lei ao conseguir sua nomeação para o Ministério Público sem cumprir a exigência de dois anos de formado em direito.

Trata-se de uma réplica ao que disse Dallagnol sobre ele – entre outras coisas, a de que não é “cioso pelo cumprimento da lei”. Talvez seja uma referência pouco sutil à Operação Castelo de Areia, onde o nome de Reinaldo Azevedo aparece, em anotações sobre valores – no caso, 50 mil.

Na esquerda, a polêmica tem sido acompanhada com entusiasmo, com uma mal disfarçada torcida por Reinaldo Azevedo – um setor da esquerda que é lamentável.

Tão lamentável como foram aqueles que, no passado, aplaudiram Carlos Lacerda quando ele tentou uma aliança com João Goulart para derrubar a ditadura militar, que ele tinha ajudado a implantar.

É a esquerda vira-lata, que abana o rabinho no primeiro aceno.

Reinaldo Azevedo ajudou a chocar a serpente de 2016 e, agora que ela se aproxima dos seus parceiros – amigo é algo mais nobre –, tenta contê-la.

Reinaldo Azevedo e Dallagnol se merecem.

O racha


terça-feira, 25 de julho de 2017

Sérgio Sá Leitão, o mais recente mentiroso canalha e hipócrita do governo golpista e corrupto de Temer e Cunha




Fonte desta imundície toda AQUI

Temos um candidato ao Prêmio Rubinho Barrichello...




Jean Wyllys é o Bolsonaro colorido

Avante

Jean Wyllys é um cão do imperialismo. Não é nenhum mérito pessoal: o PSOL enquanto grupo, enquanto partido político, sempre se posiciona ao lado do imperialismo, da retórica atlantista dominante. Luciana Genro defendeu abertamente os neonazistas na Ucrânia, comemorando aquilo que, para ela, é a maior expressão da luta contra o "fascismo stalinista da Rússia".

O PSOL defende a derrubada de Bashar al-Assad e apoia a "revolução" síria; defenderam a derrubada de Gaddafi na Líbia, hoje mergulhada em caos. Aderiram em peso à retórica da "Primavera" Árabe como movimento legítimo de "libertação do Oriente Médio". Foram ferrenhos opositores de Hugo Chávez na Venezuela, e continuam sendo; qualquer regime que confronte minimamente o imperialismo atlantista ganha a antipatia automática do PSOL, que nada mais é do que um refugo do capitalismo colorido, o "capitalismo para a diversidade".

Por trás da própria sexualidade, da militância LGBT e de retóricas vazias de "igualitarismo", "diversidade" e "tolerância", Jean Wyllys e o câncer do qual faz parte, o PSOL, defendem o que há de mais bizarro e assassino em termos de geopolítica.

Recentemente, essa figura (que só pode ser explicada pelo adoecimento completo da política nacional) criticou duramente a vinda do Aiatolá iraniano Araki, que virá a o Brasil para participar duma palestra sobre o combate ao extremismo e ao terrorismo. A justificativa, para Wyllys, é que o Irã "persegue gays", é uma "ditadura", "fomenta o terrorismo" e é "inimigo de Israel".

Mas a verdadeira motivação não tem absolutamente nada a ver com gays. Wyllys atacou o Irã porque é um regime alternativo ao imperialismo. O Irã é o alvo principal dos EUA no Oriente Médio, porque é um entrave aos Estados fantoches criados pelos Estados Unidos, principalmente à Arábia Saudita. Jean Wyllys não é homem e não tem culhões para denunciar quem realmente fomenta o terrorismo na região: EUA e Arábia Saudita, principalmente - e com grande anuência e participação de Israel.

Aliás, ele é um ferrenho sionista. A visita dele a Israel não foi um mero gesto de "diálogo". Wyllys ignora solenemente a situação dos palestinos. Ele e o partido do qual faz parte querem mostrar a todo o custo que odeiam tudo aquilo que o establishment odeia: os países "rebeldes" devem ser mesmo destruídos, de preferência por "revoluções" sangrentas em nome da "democracia" (a mesma retórica dos EUA). Wyllys não escreveu nem irá escrever uma só linha contra os sauditas. Aliás, se fosse um "rebelde sírio" estuprador de mulheres e degolador de crianças visitando o Brasil, seria recebido por ele e pelo tumor político do PSOL como um "herói da liberdade".

O Irã, ao lado da Síria, combate o Estado Islâmico na região. É um entrave à destruição dos regimes nacionalistas soberanos naquela parte do globo. Retire o arco-íris e o discurso de Wyllys será idêntico ao do direitista mais fanático: sionismo inveterado, ódio ao nacionalismo árabe, justificação da política estadunidense, leniência com os verdadeiros apoiadores do terror, etc.

Jean Wyllys é o Bolsonaro colorido, o Bolsonaro que saiu do armário. Essa Esquerda é o equivalente "alegre" e "diversificado" do capitalismo e da hegemonia global.

Numa democracia e em tempos normais, quem apoiaria Sérgio Moro?

Este apoiaria, com certeza...

Por Armando Rodrigues Coelho Neto

“As ordens sem objetivo prático são fontes naturais de insubordinação e indisciplina”. Com essas palavras, um instrutor da Academia Nacional de Polícia (centro de formação dos Policiais Federais do Brasil), preparava o espírito dos incautos alunos para o que vinha depois, Leia-se o que viria na sequência “tinham objetivo prático” e, portanto, suas máximas eram fontes naturais de subordinação e disciplina. Instaurada a fonte das verdades sacramentadas, os pressupostos que regeriam as coisas estavam “sergiomoriamente” explicados. O que daquele mestre advinha tinha o selo doutoral, a “chancela do bem” de que fala a mestra Marilena Chauí.

Desde que entrei na PF nunca fiz o gênero bonzinho, cordato e a fala daquele instrutor não surtiu em mim o efeito esperado. Assim, quando via as velhinhas que se arrastavam de Santa Rita do Passa Quatro/SP para deporem sobre fraudes previdenciárias e não ter o dinheiro da passagem para voltar para casa, desconfiava haver algo errado naquilo. Como assim? Então não vamos investigar e a previdência vai continuar sendo roubada? Essa era a pergunta mais comum nesses e em outros casos que redundavam em prejuízo público. Como explicar não estar defendendo a corrupção, que cada um deve responder pelos seus atos, que a lei precisa ser cumprida..., mas só daquela forma?

É difícil intimar para a realidade novos procuradores, juízes e delegados -  cabelinho na moda, frequentadores de academia ou templos evangélicos e que repassam vídeos da Ferrari dourada do filho do Lula. Sobretudo quando ao saírem dessa fantasia, mergulham de forma seca sobre leis, sem saber sequer quem as criou. Engolfados na presunção do saber se permitem a delírios conjecturais sobre quem sabia ou deveria saber de ações criminosas. Seguindo o precário raciocínio, o leitor pode presumir que os oficiantes da Farsa Jato sabiam da macabra operacionalidade dos poderes da República, simplesmente porque têm acesso a informações fiscais, bancárias, telemáticas, nacionais, internacionais e tem a faculdade plena de bisbilhotar a vida de qualquer um. Cúmplices?

Voltemos à Passa Quatro. Eis que anos à frente, um dia um delegado federal juntou todos os inquéritos, pegou uma viatura e se deslocou até Santa Rita e outras tantas cidades em situação igual. Tomou o depoimento de todas as velhinhas - que aliás, o recebiam com cafezinho e bolo de fubá. Em pouco tempo, o delegado chegou ao fio da meada, separou as velhinhas expertas das de boa-fé, identificou reais vítimas, os crimes famélicos etc. etc. e encontrou o caminho da fraude, cuja raiz era gente lá “de cima”. Dali pra frente, obviamente, nada mais poderia fazer e qualquer semelhança com o Caso Banespa – o doleiro e o juiz eram os mesmos e a emissora de maior audiência também. Travou no político.

Só que em Passa Quatro, o Partido dos Trabalhadores era embrionário, Lula não ameaçava ninguém, não tinha Fórum de São Paulo e os podres arquivos da ditadura estavam muito bem guardados dentro da Polícia Federal.  Bom lembrar que naqueles tempos, Sérgio Moro era um adolescente e desfrutava, sem saber, os prazeres da sociedade que “condena” e dela recebe condecorações...

Moro tem um quê daquele militar lá de cima e vai mais além, na medida em que por vaidade ou encantamento, tenta encarnar também a tal pós-verdade, que segundo a Universidade de Oxford, é um substantivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais” (Colei do Google). É o que chamamos aqui, semana passada de “ensimesmado no eu e suas circunstâncias”, nelas incluídas suas próprias contradições. Moro quer falar bonito quando fala de liberdade de imprensa, e que teria cumprido o seu papel, como o delegado que interrogava as velinhas de Passa Quatro e as abandonava a pé. Chegou ao viés político e, preso a ele, vive refém da narrativa que Farsa Jato plantou na mídia.

Lula está condenado pela tal pós-verdade e isso pode explicar a cara de paisagem de uma procuradora da República, durante um confronto com o jornalista Reinaldo Azevedo, no programa Roda Viva (TV Cultura). Ela disse que a sentença do Paladino de Ponta Grossa/PR era justa, imparcial, técnica.  Só faltou dizer salvadora da Pátria. E foi aí que o tal Azevedo disse que a sentença é frágil, marcada por “piruetas intelectuais inaceitáveis”. A primeira, diz ele: falta prova material de que o tríplex seja do Lula. A prova existente é a de que o dono do tríplex é outro e essa prova não foi desqualificada por Moro. Ele apenas ignorou. De quebra, Azevedo dá uma liçãozinha primária à procuradora: “no direito penal não existe redistribuição do ônus da prova” (ministro Celso de Mello).

A lamborada seguinte foi de tingir a raiz do cabelo da procuradora loira artificial. Azevedo disse que Dallagnol parece um adolescente espinhento, pedindo no Facebook a condenação desse ou daquele político, o que é incompatível com um homem de Estado. Destacou a sanha ditatorial messiânica dos oficiantes da Farsa Jato (savonarolas?), apontando inclusive as medidas fascistas sugeridas por Dallagnol na proposta de lei contra a corrupção. A reação da procuradora muito lembrou as entrevistas concedidas pelas chiques e bem informadas manifestantes da Av. Paulista durante os protestos pelo golpe. Ela reagiu como as tais medidas fossem algo democrático.

Há quem diga que o tal Azevedo pegou pesado, mas não. Ele foi apenas objetivo, ao trazer aquela servidora pública de que a doutrina é clara: diante da presunção de inocência não há cargas probatórias impostas ao acusado. A prova dos autos é que o tríplex é de outrem, mas na impossibilidade de negar o óbvio, Moro trata o assunto como ocultação “ainda que singela” de produto do crime. Mas, não indica um ato concreto de Lula no suposto esquema, do qual de forma indefinida e inespecífica teria sido beneficiado com promessa futura presumida, não revelada, genérica não declinada “porque é assim que acontece”. Quando se explica, limpa sujeira com lixo, pois foge da dos autos e da terra.

Acostumada com o oba-oba da Farsa Jato, a procuradora não gostou do que ouviu e defendeu o carrasco do Lula, que acabou de cassar a aposentadoria dele. Eis que me recordo que esse texto veio a propósito dos apoiadores do tribunal de exceção de Curitiba. É nesse ponto que se encontram o velho instrutor da PF, os dois delegados das velhinhas de Passa Quatro, o Moro pós-verdade e a procuradora da cara de paisagem.

Conheço juízes, desembargadores, entre outros respeitáveis operadores do Direito que não concordam com Moro. Todos constatam o viés político das decisões e o peso da mídia sobre os tribunais. A corrupção por ser inerente e parceira da sociedade que condecora Sérgio Moro vai continuar, pois ela é movida a ódio, ganância, mentira e aparências... 


Armando Rodrigues Coelho Neto

Jornalista e advogado, delegado aposentado da Polícia Federal e ex-representante da Interpol em São Paulo

O escorpião paneleiro e o sapo

Humberto Capellari 

FÁBULA: O escorpião paneleiro e o sapo

Era uma vez um escorpião paneleiro que precisava atravessar para a outra margem de um lago. Havia uma ponte a uma distância enorme dali mas para fazer essa travessia o escorpião deveria ir de carro. Com o preço da gasolina a quase cinco reais ficava impossível. O escorpião estava desempregado há mais de ano.

Então pediu ao sapo — não barbudo — que o levasse até lá. O sapo muito desconfiado, ainda disse:

— Se eu te levar até lá corro o risco de ser picado por ti, ou de levar uma panelada no cocoruto.

O escorpião tenta esconder o desespero. Esfrega a testa com a camisa da CBF que está usando, para limpar o suor. E diz ao sapo:

— Não temas, amigo sapo. Isso é passado. Estamos todos no mesmo barco. Temos que nos unir, sapos e escorpiões. Além disso, se eu te picar nós dois morreremos afogados, por isso pode confiar em mim...

O sapo pensou. Pensou de novo. E viu que até tinha uma certa lógica. Então resolveu ajudá-lo:

— Sobe aí!

No meio da travessia, o sapo quase dá um encontrão com um pato, que vinha na direção contrária. O sapo se vira pro escorpião e diz:

— A gente precisa tomar cuidado com esses patos e....

Não teve tempo de terminar a frase. O escorpião picou o sapo que, agonizante e sem acreditar, virou-se e disse:

— Caralho, amigo escorpião.... Você prometeu que não iria me picar...! Agora ambos vamos morrer afogados!

O amigo escorpião, babando, espumando, olhos arregalados como nos velhos tempos, ainda teve tempo de dizer:

— Quem mandou você criticar o meu amigo pato? Eu vou morrer mas pelo menos tirei você de cena. Primeiro você, depois os outros! Minha bandeira jamais será verm...glub!...glub!...glub...

FIM

PSOL é o braço esquerdo do fascismo

A ultra-direita financiada pela CIA e apoiada pelo P$OL
Jean Wylly$ ataca o governo de Nicolás Maduro e a Revolução Bolivariana na Venezuela com um discurso idêntico ao da mídia golpista e da direita venezuelana. Não surpreende, já que esse imbecil também viajou a Israel e voltou elogiando o sionismo e fazendo propaganda contra a luta da resistência palestina. Assim como seu partido, o P$OL, Wylly$ é um quinta-coluna, linha auxiliar do fascismo e do imperialismo norte-americano.

Óleo de peroba em falta no mercado




Mercado 1x0 Democracia


"Eleições podem impor retrocesso às reformas"

Sugiro que você leia essa entrevista. É sensacional. Não tanto pelo que ela diz. Mas pelo que ela não diz: o NOME do entrevistado. Só se sabe que é um executivo de um fundo de investimentos. Que apresenta um programa de governo para o país. Nesses tempos sombrios em que o neoliberalismo se radicaliza e o Mercado coopta as instituições políticas, na verdade pouco importa o nome do entrevistado. Assim como pouco importa o nome do presidente da república. Desde que continue sendo implantado um programa de "reformas" que na prática nada mais são do que a tomada de parcelas cada vez maiores da renda e da riqueza nacionais por uma ínfima minoria de indivíduos em prejuízo da imensa maioria da sociedade.

No processo do Tríplex, os criminosos são Dallagnol e Sergio Moro

Força-tarefa prevê que Lula praticará um crime
Fernando Horta 

Imaginem que seis bravos policiais fazem, durante mais de seis meses, uma investigação e acompanhamento de um cidadão. Colocam todos os recursos do Estado nisto e eis que uma noite, com dois policiais de "campana", o cidadão pega sua arma, sai de casa, vai ao encontro de outro, mira a pistola e é interrompido no ato por um policial que o imobiliza e o prende.

A acusação que se faz a este cidadão pode ser a de homicídio? Pode ser a de "tentativa de homicídio"?

Pois este é o enredo de um filme já antigo chamado "Minority Report".

E este é o enredo também da vara de Curitiba. Moro tem convicção de que Lula receberia o apartamento, em troca de "benefícios" da Petrobrás. "O dinheiro é fúngeo", Moro diz na sentença. Não há a necessidade, para o pretor de Curitiba, de apresentar a relação causal ou o ato gerador do benefício.

O que faz Moro é antecipar uma conduta criminosa (apossar-se do apartamento sem pagamento devido) como se fosse decorrência lógica do cenário por ele montado. É como se você processasse o cidadão acima por homicídio, porque era "lógico" que ele iria atirar. Mas não atirou, nem Lula teve posse ou propriedade do apartamento que Moro julga ser de propina, sem definir a relação causal.

De fato, este tipo de abordagem já deveria afastar Moro de qualquer processo sobre Lula. Porque o juiz presume o crime como decorrência lógica ("probabilística" para o procurador Dallagnol que, provavelmente, não sabe do que fala) do "caráter" de Lula. Este tipo de raciocínio é o modelo mais fácil de se demonstrar em aulas de direito o que é um "prejulgamento".

Criminosos são o juiz e o promotor que completam a ação em suas cabeças. Criminosos são todos os que apoiam esta situação e argumentam que "Lula ia receber o apartamento". Demonstram que na sua visão da realidade, que é forjada pelo seu caráter, não há espaço para o fato de que alguém possa não aceitar um benefício. Ou não puxar o gatilho, mesmo querendo muito.

Talvez o juiz, os delegados e o MP devessem ter esperado Lula receber o apartamento. Então verificar se ele comprou ou não. Daí apurar se houve ou não crime. Mas, então Lula não poderia ter sido usado para derrubar Dilma. O uso político do processo criminal sobre Lula foi tão açodado que inviabilizou a própria tese que ele sustentava.

E mostrou que sim, o juiz é parcial e político. Não há como fugir disto.

Sergio Moro está no papel errado

Seu Mércio me telefona para dizer que tem mais uma tese. Como não vê seriado (ele diz seriado, e não série), seu Mércio não sabe que personagem Sergio Moro seria nesses seriados de hoje.

Mas se fosse um personagem dos faroestes das antigas, Moro nunca seria o xerife, disse seu Mércio. Nem o amigo do xerife, mas o cara do saloon que sempre está secando os copos com um guardanapo quando os bandidos chegam.

Nos faroestes, esse cara parecido com o Moro, com aquele jeitão do Moro, só seca copos. 

Seu Mércio pergunta como é que um cara com todo jeito de figurante de filme de faroeste vira xerife no Brasil. 

A realidade nem sempre imita a ficção, me disse seu Mércio, antes de desligar contando que Panfílio, o seu sabiá guaxo, não aguenta mais o calor.

Deltan Dallagnol, o procurador fora da lei

Reinaldo acusa Dallagnol de ter se tornado procurador fora da lei
"O agora coordenador da Força Tarefa colou grau em 2002 e prestou concurso no mesmo ano; só poderia tê-lo feito dois anos depois de formado", diz o colunista Reinaldo Azevedo; "O fato: Dallagnol se tornou procurador contra a lei, o que foi admitido pela própria Justiça, e lá permaneceu com base da teoria do 'fato consumado'”
247 – O jornalista Reinaldo Azevedo acusa do procurador Deltan Dallagnol de ter entrado ilegalmente para a carreira do Ministério Público.

"O agora coordenador da Força Tarefa colou grau em 2002 e prestou concurso no mesmo ano; só poderia tê-lo feito dois anos depois de formado; TRF4 foi muito criativo no uso da teoria que o manteve no cargo. Definitivamente, não se pode dizer que esse rapaz seja um fanático das leis que o regime democrático consagra", diz o jornalista, em seu blog na RedeTV.

Abaixo, um trecho de sua coluna:

1: Dallagnol colou grau, como bacharel em direito, no dia 6 de fevereiro de 2002;

2: segundo o Artigo 187 da Lei Complementar nº 75/93 (Estatuto do Ministério Público da União), só podiam se inscrever para prestar concurso “bacharéis em Direito há pelo menos dois anos, de comprovada idoneidade moral”. NOTE-SE: a Emenda Constitucional 45, que é de 2004, elevou esse prazo para três anos;

3: Mas vocês sabem como é Dallagnol… Ele é um rapaz apressado. Seu Twitter prova isso. Vive pedindo a prisão de pessoas que nem denunciadas foram. Aproveitou a circunstância de que seu pai era um procurador aposentado do Ministério Público do… Paraná e, ORA VEJAM, CONSTITUIU-O COMO ADVOGADO E ENTROU COM UM RECURSO PARA PRESTAR O CONCURSO EM 2002, MESMO ANO EM QUE COLOU GRAU, AINDA QUE A LEI O IMPEDISSE. Que dois anos que nada! Isso era para os mortais!;

4: e, acreditem!, ele conseguiu, sim, uma liminar na Justiça Federal do Paraná para participar do concurso. Por quê? Não tentem saber! É impossível!;

5: sim, ele foi aprovado no concurso de 2002;

6: em 2003, já começava a exercer as funções de procurador no Tribunal de Contas União, com nomeação publicada no Diário Oficial;

7: a Advocacia Geral da União recorreu contra a flagrante ilegalidade. O que fez o juiz relator do caso, em 2004, no Tribunal Regional Federal da Quarta Região? Empregou a teoria do fato consumado, o que acabou sendo confirmado pela turma;

8: o recurso chegou ao Supremo, e decisão monocrática manteve Dallagnol no MPF; a AGU não recorreu;

9: a “teoria do fato consumado” em matéria de concurso público, sempre repugnou os juízes; em 2014, o STF bateu o martelo: não pode e pronto!;

10: sic transit gloria mundi…Fazer o quê? Fico aqui pensando o que diria Dallagnol se fosse um adversário seu a viver tal circunstância…

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Direita descobriu que eleições são incompatíveis com o golpe


Fernando Horta

Os "xeroque roumes" brasileiros começam a perceber que algo não está na normalidade.
Algo não está indo bem.

5 (cinco) "isentos de direita" vieram me perguntar se eu achava que eles iam "pular" as eleições de 2018.

"Não, as instituições estão funcionando" disse eu.

Quatro ficaram desconfiados e perguntaram se eu estava brincando.

Um ficou feliz: "Ahhh bom ..."

Este é o nível intelectual dos golpistas. Acho que nem podemos falar em "anti-intelectualismo". Porque para ser "anti" é preciso ao menos conhecer... e aqui claramente há um problema de capacidade cognitiva.

Exclusivo: o pênis do Lulinha!


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